quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Para você ganhar belíssimo Ano Novo




Mais um ano que se passa, com o tempo sempre a correr (cada vez mais veloz!), fazendo com que quase nos esqueçamos destes marcos importantes da nossa cultura!...

A semana passada, em vésperas de Natal, quase me pareceu estranho o mesmo já ter chegado, tal não fora a velocidade e ritmo atroz com que vivera o resto dos meses.

Hoje, ao chegar ao último dia de mais um ano, sinto-me sobretudo muito cansada, extenuada de tudo e sem vontade para fazer o que quer que seja (para isso muito contribuirá certamente o facto de me encontrar de férias), quanto mais tomar resoluções como em anos passados.

Este deveria ser um dia de festa, de deitarmos para trás das costas todos os problemas e agruras e pensarmos que o próximo ano será bem melhor. Mas, a verdade é que o clima geral de instabilidade não me parece ter contaminado para tal.
Mais um ano que se finda, com receio do que por aí ainda possa vir no próximo ano!...
Melhores dias virão...





"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido

(mal vivido ou talvez sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,

novo até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido

pelas besteiras consumadas

nem parvamente acreditar

que por decreto da esperança

a partir de Janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre."



Carlos Drummond de Andrade








segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

"BZ Moi!"








Face à adesão que o projecto paralelo que iniciámos aqui tem tido, decidimos criar-lhe uma marca diferente da do Bazar dos Ronrons, com um nome que fosse simultaneamente original e ficasse no ouvido.

Dadas as características deste projecto, que deriva directamente do Bazar dos Ronrons (mas foi alargado a um público mais heterogéneo), optámos por lhe chamar "BZ Moi!", sendo isto a abreviatura de "Bazar Moi!"... ou seja, os artigos semelhantes aos do Bazar dos Ronrons que posso obter com fotografias minhas, da família, de amigos, das férias, dos momentos especiais, etc.







O BZ Moi! passa, a partir de hoje, a ter um website especial (servindo, também, como cartão de visita a todos os interessados); mantendo-se, simultaneamente, todas as actualizações sobre o seu desenvolvimento no website do Bazar dos Ronrons.



Todos os lucros obtidos com os trabalhos realizados no âmbito do BZ Moi!”, à semelhança do Bazar dos Ronrons, continuarão a reverter a favor das despesas de alimentação e manutenção de 9 gatos dos quintais de um bairro de Lisboa, assim como de 4 gatos que mantemos em FAT (Família de Acolhimento Temporário) após terem sido resgatados do Canil/Gatil Municipal de Lisboa (toda a história aqui) e de outros animais que continuamos a auxiliar.









domingo, 28 de dezembro de 2008

O Estojo de Pintura...









... que sempre quis ter, chegou inesperadamente com este Natal.








sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

De Férias...




... FINALMENTE!

As tão ansiadas férias... para desanuviar a cabeça, descansar e fazer as 1001 coisas para as quais deixei de ter tempo durante o resto do ano.








quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Notas Soltas - 139




- Na Casa Nova -






No domingo passado, de manhã, instalámo-la.

Nesse final de tarde, elas vieram comer por debaixo da janela do quarto como vem sendo hábito... olharam e re-olharam para a casota de plástico e nada... depois de saciadas, resolveram afastar-se para o pequeno terraço que fora de Dª. Luísa (o que, afinal de contas, até é bem normal, dado que a Luana foi apanhada um pouco "à traição", para ser esterilizada, através de uma transportadora semelhante a esta casota).

Na 2ª feira seguinte, ao fim da tarde, depois de terem comido, qual não foi o meu espanto quando vejo a Luana entrar ligeira para dentro da casota, logo seguida pela Misha.
O entardecer trouxera já consigo a escuridão. E eu debruçava-me na janela, para tentar perceber se as gatinhas estavam mesmo lá dentro... quando me deparo com 2 pares de olhos a mirarem-me de dentro da casota.

No dia seguinte, de manhã, aí ficaram, com olhinhos piscos de sono, até quase à 9h30; rumando, em seguida para o terraço que fora de Dª. Luísa, para apanharem sol.
Às 17h desse mesmo dia, voltaram à sua nova casa e aí ficaram à espera que lhes descesse a comida.
Mais tarde apercebi-me, através da janela da cozinha, que andava uma outra gata a rondar a comida de Misha e Luana, tendo sido furiosamente perseguida por Luana, convencida que aquele novo espaço é o seu próprio território.

E não mais se ouviram nos quintais os miados tristes e dolorosos de Luana, como sucedia nas últimas semanas.

Misha e Luana passaram a ter um abrigo este Natal frio. E eu fico muito mais tranquila de as saber ali tão perto de mim.







- O Natal do Gato G. -


A noite de consoada fora passada em família, como todos os anos. E o gato G. estava contente, contentíssimo.
Desde que ouvira a sua voz, quando ela chegara, que não parava de a seguir pela casa toda com aquele seu ar pachorrento, brincando exaustivamente com os bonecos que ela lhe atirava, voltando depois até ela.
Mais tarde juntaram-se à pequena família os últimos convivas, os avós. E o gato G. delirou quando os viu chegar.
Acompanhou os seus passos ligeiros até à mesa da consoada, e ficou a admirá-los entre as cadeiras de ambos. Dava a cabeça para festinhas e ainda se tentou sentar ao colo do avô.
Depois, cansado de tantas emoções, aninhou-se por debaixo da cadeira da avó, onde permaneceu durante praticamente toda a noite.

A noite de consoada fora uma noite mágica para o gato G., que, através dos avós, se recordou, certamente, do outro casal de idade que lhe dera um lar durante cerca de 2 anos, antes de falecerem; recordou-se também da voz de quem o retirou do Canil/Gatil naquele fatídico dia, que o viria, também, 3 meses mais tarde a resgatar de novo.

E dava gosto ver como o gato G. estava contente nessa noite, contentíssimo!








quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL!!!






"Rudolph The Red-Nosed Reindeer", série de TV (1964).

- Filme já mencionado
aqui -






Votos de um feliz Natal a todos os amigos que por aqui continuam a passar, assim como aos restantes leitores deste blog.











domingo, 21 de dezembro de 2008

A nova Casa








A casa ficara pronta e desabitada.

Uma janela entreaberta da varanda permitia, ainda, que Misha e Luana regressassem todas as noites àquele espaço que sempre fora o seu, onde eram protegidas e amadas por D. Luísa.

Segundo rezam as estórias das vizinhas dos quintais, outrora, Misha e Luana dormiam em duas poltronas de verga na pequena marquise do terraço de Dª. Luísa. E, por vezes, em noites mais frias, eram mesmo convidadas a entrar em casa.

Mas, passadas algumas semanas, a janela apareceu fechada.

Misha e Luana passaram a dormir nos quintais.
Certa madrugada, por volta da 1h, Misha apareceu por debaixo da minha janela do quarto a pedir comida, quando tal não era habitual.

Desde essa data, Luana começou a emitir uns miados muito prolongados e tristes, como se andasse à procura de algo ou de alguém.







No início deste mês, já havia tomado a decisão que me parecia mais lógica e acertada.

Depois de consultados todos os restantes condóminos do prédio e com a sua devida autorização (e, em alguns casos, mesmo com aplausos pelo gesto), iria colocar uma casota de cão para as duas gatinhas se poderem proteger do frio e da chuva deste Inverno.








Forrei o interior da casota com cortiça autocolante (de modo a que o plástico ficasse mais protegido das descidas de temperatura e que isolasse também um pouco o som da chuva a tombar sobre a casota) e o piso inferior da mesma foi coberto com uma película de plástico anti-derrapante (para proteger da humidade exterior).

Para que a casota não fosse levada pelo vento (como já sucedeu em inúmeros outros casos, conforme me foi contado pelo H.), coloquei no seu interior uns sacos de pesos (daqueles que se utilizam para colocar à volta dos tornozelos e fazer ginástica) comprados na loja dos Chineses.

Em seguida, cobri tudo com um cobertor velho, à volta do qual coloquei também uma manta polar.







Esta manhã, o H. e eu descemos até à plataforma nas traseiras do meu prédio, para aí colocarmos a nova casa para Misha e Luana.







Agora aguardo ansiosamente que as gatinhas se habituem a ir para a sua nova casa, de modo a que aí possam encontrar um novo abrigo, deixando de ir para o outro espaço que sempre fora o seu... uma vez que, brevemente, voltará a ser habitada e as pessoas que para ali vão poderão não gostar de as ter por perto no terraço.








quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Através do Espelho - 14








Bairro do Armador, Chelas, 11h da manhã.

Ao sentar-se no banco improvisado de cimento, como fazia todas as manhãs quando dava o seu passeio, reparou num objecto preto no chão a seu lado.
Apanhou-o e deparou-se com uma mala de senhora. Abriu-o para ver o que tinha dentro, mexeu e re-mexeu.
Levantou-se. Colocou a mala ao ombro e voltou para casa.

No dia seguinte, à mesma hora, a mesma cena.
Desta vez a mala era mais pequena do que na véspera e de cor bege. Abriu-a, mexeu e remexeu. Olhou para todos os lados. Meteu-a debaixo do braço e levou-a para casa.

O que para alguns constitui apenas os despojos finais de um roubo, é para outros uma incomensurável riqueza para oferecer este Natal à mulher ou à filha.







domingo, 14 de dezembro de 2008

"Histoire de Pieds" - 9







Gatinhos psicadélicos da loja do Chinês... super-fofinhos com sola anti-derrapante, para andar à vontade em casa (aceitam-se apostas sobre quanto tempo por aqui durarão, com os verdadeiros felinos à solta).

Note-se que as peúgas de cores diferentes não fazem parte dos sapatinhos, mas sim de uma mente cansada, que não consegue encontrar os pares correctos.






sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Inovação Social








Chegou hoje ao fim o evento que marca o encerramento de um projecto financiado pela Comissão Europeia onde trabalhei durante 4 anos... com as apresentações finais.

Em tempos de crise, os discursos de abertura e encerramento deste evento, aludem à importância da inovação social (apreendida através destes mesmos projectos financiados, em que tantos de entre nós trabalhámos) como factor de mudança e de melhoria de vida.
A ver vamos!...







quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Conversa




Final de um dia de trabalho. No autocarro, de regresso a casa.
Sentados num banco do extremo oposto em que viajo, um casal dos seus 70 e muitos anos, trajando humildemente.

Ele deixa de olhar o trajecto pela janela, vira-se para ela e diz: - "Antigamente tínhamos tanta conversa, e agora nem dizemos nada!"

Ela retorque-lhe intempestivamente: - "Oh senhor, deixe-me que eu não tenho vontade de falar!"

Ele volta a perscrutar o horizonte, através da janela do autocarro embaciada pela chuva e pela respiração dos inúmeros passageiros.

Passados alguns minutos, ela vira-se para uma outra passageira, no banco ao lado do seu, e começa a discorrer sobre as hipóteses pelas quais o trânsito se encontra ali parado.







terça-feira, 9 de dezembro de 2008

De volta





Eles estão de volta...
E para uma nova temporada que promete bastante!









domingo, 7 de dezembro de 2008

Sala-"Sale"







A minha amiga Marta vai estar 2 anos em Nova Iorque, a fazer o seu doutoramento.

Arrendou a casa, tenciona vender o carro e, este fim-de-semana, fez uma "garage sale" para, segundo as suas próprias palavras, "(...) dar aos amigos e conhecidos (e aos seus amigos e conhecidos!) a fantástica oportunidade de adquirir alguns dos meus maravilhosos haveres a troco de alguns trocos (assim tipo "a cigana está a dar", não sei se estão a ver, é o que diz a senhora aqui da praça)".





Como a Marta não tem garagem, o evento foi mesmo a modos que organizado na sua sala... uma verdadeira "sala-sale".

Um agradável final de tarde passado entre uma sessão de visionamento de fotografias da sua última viagem ao Japão e os miminhos ao Funcho.





E ainda tive oportunidade de adquirir este muito funcional estendal interior (o ideal para uma casa pequena e com alguns felinos à mistura) por apenas 1€.

Em tempos de "recessão" como a que se avizinha, daqui a nada ainda começamos a trocar entre os nossos amigos e conhecidos os bens essenciais para a nossa sobrevivência.







sábado, 6 de dezembro de 2008

Snoopy (?) - Bombom - PARA ADOPÇÃO







O Snoopy apareceu no bairro onde fica localizada a sede da ONG em que trabalho há cerca de 5 anos... 2 ou 3 meses depois de eu própria lá ter chegado.

O Snoopy fora adoptado por uma criança que morava nesse bairro social, que o considerara muito bonitinho por ser pequenino.
No entanto, quando este cão começou a crescer (e note-se que nem sequer era um animal de grande porte, mas isso foi o de somenos importância nesta estória!), perdeu toda a graça que tivera quando o adoptaram e foi posto na rua, com a desculpa que de manhã bem cedo acordava todas as pessoas que residiam naquele lar para ir à rua fazer as suas necessidades.

O Snoopy passou então a deambular sozinho por aquele bairro, correndo inúmeros perigos, entre os quais o de ser atacado por um dos outros cães que ali existem e são utilizados pelos seus donos para a prática de bárbaras lutas entre animais.

Apesar de, supostamente, continuar a ter donos, o Snoopy passou a ser completamente ignorado e votado, em certa medida, ao abandono.







A partir daí, e durante aproximadamente 2 anos, comecei a alimentar e acarinhar este animal, juntamente com um colega de trabalho.
Durante cerca de 2 anos, todas as manhãs, quando chegava ao bairro, encontrava o Snoopy já à porta do escritório, aguardando por mim. E, ao final do dia, era também ele quem me acompanhava até à estação de metropolitano, como se me estivesse a guardar.

Nessa altura, cheguei inclusive a falar com a avó da criança que adoptara aquele animal, pedindo-lhe que se não o quisesse para mo entregar, que me encarregaria de lhe arranjar novos donos.

No dia 27/04/05, o Snoopy não apareceu à porta do meu emprego como costumava fazer...
Estranhei esse facto e, quando consegui falar com a avó da criança que o adoptara, vim a descobrir que, aproveitando o facto de eu me encontrar de férias, essa senhora dera o Snoopy a uma outra pessoa, segundo me disse mais tarde, para o cão servir de guarda numa obra em Carcavelos.
Um animal extremamente dócil, que tinha o ar mais brincalhão e patusco que alguma vez vira, ia agora servir de guarda numa obra!...

Fiquei muito revoltada nesse momento... E ainda pensei em ir até Carcavelos, procurar em todos os locais em construção a quem é que aquele animal havia sido entregue (se é que, de facto, ele tinha sido entregue a quem essa senhora dizia).
Infelizmente, nessa altura, não estava tão embrenhada na questão da defesa dos direitos dos animais e não sabia o que fazer, como o fazer ou a quem me dirigir...
E, por isso mesmo, acabei por nunca mais procurar o Snoopy, perdendo o rasto a um animal a quem me afeiçoara bastante... permanecendo sempre até hoje uma mágoa muito forte dentro de mim, por não ter conseguido fazer nada para salvar aquele animal.




Fotografia de Sara L.



No dia 27/11/08, passados 3 anos sobre a estória que aqui contei, recebo por e-mail, através de uma amiga, um apelo sobre o caso de um cão que se encontrava nas piores condições possíveis e imagináveis à beira de uma estrada no Montijo (tendo, inclusivamente, já sido mordido por um outro cão).

Curiosamente, conforme as fotografias o comprovam, esse cão era extremamente parecido com o "meu" Snoopy.





Fotografias da APCA




O Bombom fora resgatado por alguém com um coração enorme, que não o conseguia ver na situação em que se encontrava e não ficou de braços cruzados perante a mesma.

Graças ao apoio de uma outra pessoa, o Bombom deu entrada na APCA, onde se encontra juntamente com outros 200 cães a quem a vida também (ainda) não sorriu.

Esta tarde fui visitar o Bombom à APCA, em São Pedro de Sintra, de modo a tirar todas as minhas dúvidas e confirmar se se tratava ou não do Snoopy (e quem sabe, como diria o meu colega que também havia tratado do Snoopy, se fosse o mesmo animal ele me viesse a reconhecer).

Infelizmente, apesar das semelhanças físicas serem consideráveis, o Bombom trata-se de um cão distinto do Snoopy.
O que avivou consideravelmente a dor e mágoa que eu senti ao longo destes 3 anos por nada ter feito para ir procurar o Snoopy!...






O Bombom é um cão jovem (cerca de 4 ou 5 anos), extremamente meigo (fez as primeiras vacinas e foi-lhe colocado o microchip sem que se queixasse uma única vez) e um pouco assustado (fruto de todos os males pelos quais já deve ter passado na rua)... mas que, passados alguns minutos na nossa presença, se sente mais confiante e nos brinda com este arzinho tão ternurento.

O Bombom precisa de um lar, onde lhe seja dado todo o amor e carinho que merece, com a certeza da devida responsabilidade pela adopção de um ser vivo...
Para que não se perpetuem os casos semelhantes ao da adopção do Snoopy.

Caso esteja interessado em adoptar o Bombom, entre em contacto com a APCA (Natália Correia - 91. 513 30 63 ou 96. 453 04 19 - info@apca.org.pt) ou visite-o nas instalações desta associação zoófila (Rua do Canil, 8 - São Pedro de Sintra).





Actualização de 30/01/09:

Soube esta manhã que o Bombom foi recentemente adoptado. Esperemos que encontre muita felicidade no seu novo lar.

E muito obrigada a todos os que ajudaram na divulgação deste caso!





quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Precisa-se de uma nova alma






Yaël Naïm - "New Soul"




Provavelmente, é só mesmo cansaço físico, aliado ao que esta época transporta sempre de tristeza, nostalgia e compaixão...

Mas ando mesmo a precisar de músicas que ponham o meu estado de espírito mais para cima (senão não aguento até à passagem de ano)!...









segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

As Iluminações já não são o que eram!...






Final deste fim-de-semana prolongado com uma incursão pela Baixa lisboeta para ver in loco (e, bem entendido, fotografar) as famosas iluminações de Natal.

Se no ano passado já me haviam sabido a pouco, este ano então, fiquei mesmo sem palavras!...

Resta dizer que, apesar dos meus 32 anos, eu sou um pouco como as crianças com esta coisa das iluminações de Natal: vibro imenso com a magia que das mesmas ainda sinto emanar, chego ao ponto de acelerar o passo e quase correr para ser a primeira a fotografar determinada iluminação que mais me encantou, ajoelho-me e tudo para conseguir o melhor ângulo para a foto... enfim, uma verdadeira vergonha para quem me costuma acompanhar nestas andanças.

Por isso mesmo me senti tão desencantada hoje quando vi as iluminações de 2008!...
O Chiado parece uma imitação muito baratinha de há 2 anos atrás. Na Praça do Comércio, tal como no Marquês de Pombal, a TMN conseguiu comprar o Natal (e os monumentos também!), e nem a luz azulada que enaltece os edifícios consegue esconder o facto de ser essa a cor da referida marca. E nem sequer o Conto de Luz e o de Natal (oferecidos pelos Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa) no Rossio me conseguiram serenar a desilusão... já para não falar da Av. da Liberdade, onde até as iluminações parecem jorrar lágrimas de tristeza, perante a figura ridícula que ali fazem.

Uma única e merecida nota de relevo para as iluminações em estilo filigrana que encimam o cruzamento com as perpendiculares da Rua Augusta e as da Rua de Santa Justa.

Pelo andar da carruagem, meus senhores, se esta crise continua, no próximo ano, nem iluminações teremos!...







domingo, 30 de novembro de 2008

Pintura (em tons cinza) sob o Mar








A última vez que lá tínhamos ido, o tempo também não estava nada convidativo. Mas sabe bem ir desanuviar a cabeça para longe, quando nos sentimos cansados.

A nostalgia de um passado longínquo invade-me sempre quando ali regresso.

As pessoas e os lugares deixaram de ser os mesmos, permanecendo apenas as casas apalaçadas com que noutros tempos fantasiávamos (e os gatos, que me continuam a perseguir sempre, para onde quer que vá)... e o Penedo do Guincho, imutável, mesmo quando o mar conseguiu já consumir grande fasquia da terra.

O "Mar Lindo" (pensão residencial), caído em ruína e abandono, da última vez que ali estivéramos, parece estar agora a ganhar uma nova vida.
O que, lamentavelmente, já não se pode dizer da antiga estação dos correios ali bem perto, com vista para o mar.

O que me entristeceu consideravelmente foi ver que na Casa do Pinheiro, este foi violentamente cortado e retirado do seu jardim... Uma árvore centenária, que abrigava os mais diversos animais, e conferia toda uma beleza de final de século àquela casa... Faz pena, muita pena!

As ruas da pequena vila de Santa Cruz encontravam-se inundadas de uns tão estranhos quão horrendos candeeiros, aprisionados aos candeeiros comuns de rua, quiçá preparando-se já para a festa natalícia. Quase acreditaríamos ter sido invadidos por estranhos seres intergalácticos.

Ao final do dia, antes de regressarmos, sinto que a minha Santa Cruz já não é esta... Este local espartilhado no tempo, onde se cruzam ainda résteas de um passado que teimam em violentamente delapidar e toda uma modernidade sem sentido, feita de exagero.

Estranha sensação esta, a de se tentar conciliar o local presente desfigurado com as memórias do passado que lá se viveu!...







sábado, 29 de novembro de 2008

Boneco e Neko - ADOPTADOS









O Boneco e o Neko vão ser adoptados juntos. E não podíamos ter ficado mais contentes com esta notícia!

O Boneco sempre foi o bebé da Luana mais mole e que nos deixava fazer as festinhas e mimos todos, nunca fugindo de nós.
Em contrapartida, o seu mano Neko - o último a ter sido apanhado -, depois de 3 meses de sociabilização, apenas agora começa a dar os primeiros passos para não ter receio de humanos; mas, certamente, que nunca será um gatinho de colo.

Nesse sentido, muito nos apraz que os 2 manos sigam juntos para a mesma casa.

Muito obrigada ao T. e à E. por esta adopção (tão) especial!
Estaremos sempre à vossa disposição, caso seja necessário algo.


Como já aqui tínhamos dito, os bebés serão dados para adopção já castrados (a operação será no decorrer da próxima semana).









quinta-feira, 27 de novembro de 2008

De volta à realidade









Depois de 2 dias totalmente alheada da realidade, a trabalhar neste espaço tão zen (e com um jantar na magnífica Sala do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa), em mais um dos nossos congressos internacionais... retomo à realidade...

Exausta e ainda com tantos prazos simultâneos a cumprir para conseguir entregar projectos e outros afins.

No meu caso, este cansaço físico e mental, costuma ser acompanhado de uma profunda tristeza e quase depressão, o que me deixa verdadeiramente de rastos!...






segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sushi e Flores





Mais um jantar de Sushi com a priminha, numa semana que se espera com trabalho a mais...
Valha-me, sem dúvida alguma, o chá verde deste jantar... o qual continuo a considerar ter propriedades relaxantes, pois só assim se explica a minha exacerbada calma, depois da aceleração com que chegara.

Um jantar tantas vezes adiado que até me fez ficar aguada e ir almoçar por duas vezes ao restaurante de sushi do Centro Comercial do Feira Nova da Belavista.




E esta florzinha veio directamente daqui para aqui...





Muito obrigada, priminha, adorei!






sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Através do Espelho - 13





Quando já pensávamos ter visto de tudo e mais alguma coisa, e já nada nos conseguir surpreender por aí além...






Deparamo-nos com uma criança de cerca de 5 anos a defecar na via pública, ali mesmo junto ao prédio em frente.
E, desta vez, a surpresa foi tanta que não houve pudor que nos impedisse de fotografar através do espelho (dado que a criança também se encontrava a uma distância considerável de nós).

Palavras para quê?
Chelas, Bairro do Armador no seu pior!...

Mas nem tudo por ali é (assim tão) mau como, na maioria das vezes, ouvimos dizer.







quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Negrito - ADOPTADO






O Negrito, um dos filhotes da Luana - o mais frágil, que esteve muito adoentado e, finalmente, recuperou bastante bem, sendo, actualmente, um gatinho muito forte -, foi ontem adoptado.

Ficará em casa da FAT (Família de Acolhimento Temporário) que recebeu estes 6 bebés há 4 meses atrás.


Muito obrigada por tudo, M.!
Votos de muitas felicidades para ti e para os teus miúdos!



Se tudo correr conforme esperamos, dentro em breve, também os seus restantes 4 irmãos terão uma nova casinha e famílias 5 estrelas!

Todos estes bebés serão dados para adopção devidamente castrados e esterilizados.





sábado, 15 de novembro de 2008

O frio chegou...








... e com ele chegou, também, a minha primeira grande constipação do ano.





quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A Casa





Junto à Azinhaga, entramos por fim na casa...







As salas amplas e encontram-se repletas de detritos. E temos de ter cuidado por onde avançamos, já que o soalho de madeira se encontra completamente danificado.

O sol ilumina as divisões com a sua luz diáfana, entrando pelos escombros partidos dos tijolos.

Não consigo deixar de pensar nos que por aquela casa passaram, como teriam sido as suas vidas, o conforto que deveriam sentir, o que ali fariam...
A sua presença parece ainda inundar aquele imenso espaço agora ocupado por toxicodependentes (como que numa estranha metáfora com tudo o que é decrépito, são sempre estes os últimos habitantes das outrora casas senhoriais - nunca recuperadas pelos seus proprietários ou outros).

E saio dali com inúmeras ideias já a fervilharem-me na cabeça, imaginando como aquele magnífico espaço antigo será brevemente ocupado por uma nova utilização.
O projecto de que se falava há alguns meses atrás, vai, brevemente, iniciar-se aqui (mais um)!...






quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Private Joke...








... para todos aqueles que já se "ligaram" ao Facebook (e compreendem o que neste vídeo é falado :)




Para ficarem a saber mais, ver aqui.




domingo, 9 de novembro de 2008

Reabertura do blog "7 Gatos dos Quintais"










Depois de quase 5 meses encerrado, decidimos reabrir hoje o acesso ao público em geral do blog 7 Gatos dos Quintais.


Foi este caso que acompanhámos desde Abril deste ano que veio, mais tarde, a dar origem ao Bazar dos Ronrons.

Assim sendo, considerámos que seria justo que todos tivessem conhecimento da estória destes animais que resgatámos do Canil/Gatil Municipal de Lisboa... uma vez que este caso pode, talvez, contribuir para a sensibilização de mais pessoas no que diz respeito à defesa dos direitos dos animais no nosso país.


O
blog 7 Gatos dos Quintais já não será actualizado (uma vez que as últimas notícias foram dadas aqui), mas manter-se-á aberto ao público, para que todas as pessoas possam ler a estória destes animais... e fazerem algo, no que estiver ao seu alcance, para auxiliar outros animais que ainda se encontrem em Canis e/ou Gatis Municipais.













sábado, 8 de novembro de 2008

O mundo é uma aldeia!





Digam o que disserem, funcionamos sempre em rede, seja a nível profissional ou pessoal!...

Durante mais de 3 anos, andei a aprender novas formas de trabalho em redes nacionais e estrangeiras, graças a um programa da Comissão Europeia que nos ensinou muito e agora vai deixar bastantes saudades.
Depois disso, apercebi-me da real importância de todo o tipo de redes nas nossas vidas.

A internet é uma dessas redes... e o mundo, uma aldeia cada vez mais pequenina!

Hoje conheci uma pessoa de um blog que costumo ler diariamente (adorei o nosso cházinho, Rute! Muito obrigada!). Que, por acaso, foi colega de trabalho de uma outra pessoa que conhece uma grande amiga minha (da universidade).

Numa conversa que me revelou o incomensurável fosso etário e as suas diferenças contextuais, acabei por descobrir recentemente o famoso Facebook.
Através dele acabo por ser informada que uma amiga que eu sabia ir para os EUA, afinal, já por lá se encontra. Redescubro também um colega da Escola Primária... e alguém com o mesmo nome de uma ex-colega do Liceu (que, afinal, andou no mesmo Colégio que eu e é amiga de infância de alguém que escreve num outro blog que costumo ler)...

O mundo é, cada vez mais, uma aldeia... E eu acho que estou a ficar, seriamente, viciada no Facebook!...




Alexandra Carvalho's Facebook profile








sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Notas Soltas - 138



- PROCURA-SE: Charlie, gatinho cinzento muito meigo -







O gato Charlie foi encontrado a vaguear à noite na rua pela Rodrigues há 2 anos atrás. A Rodrigues não o conseguiu deixar sozinho na rua e arranjou-lhe um novo lar.

Acompanhei esta história bem de perto e sei como a minha amiga está a passar um mau bocado com toda esta situação. Por isso mesmo, lanço aqui o apelo , na esperança que ainda consigamos encontrar o Charlie.

Já se passou muito tempo desde o seu desaparecimento, mas existem casos extraordinários de gatos que são encontrados muito tempo depois de terem desaparecido... ver aqui.






O Charlie desapareceu em meados de Fevereiro de 2007, perto dos Capuchos (Caparica).

O seu dono sofreu um acidente de viação num cruzamento em Lazarim, perto do colégio Campo de Flores, e o Charlie fugiu assustado. Este cruzamento fica a cerca de 1,5 Km de casa (na Rua da Estrelinha, nos Capuchos). Na altura, procurou-se por todo o lado, sem êxito.

Continuamos à procura do Charlie, na esperança de que alguém saiba do seu paradeiro ou o tenha visto na estrada, nessa data.


Características do Charlie:

- gato adulto muito meigo e calmo;

- pêlo cinza (cor principal) e branco (cor secundária);

- mancha distintiva, de cor cinza, no lado esquerdo do nariz;

- olhos amarelos;

- porte médio (aspecto robusto);

- na altura do seu desaparecimento, não tinha coleira.


Contactos:


José Rendeiro - 91 811 19 08 / jrendeiroy@hotmail.com


Rosa Caldeira – 91 902 55 55 / rosacaldeira@gmail.com














Depois da "depressão" de ontem, nada melhor do que um miminho como este, terminando a tarde entre os colegas a ver fotografias de outros tempos.

Estamos mesmo a ficar velhos!...







- Brites -






A Brites (ex-Myrna) é uma das filhas da Aiko. Nascida dentro do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, e daí retirada juntamente com a sua mãe e irmãos a 17/04/08.

Em Julho foi adoptada por um casal de amigos, ganhando também um novo "irmão" que, por acaso, é meu afilhado.




Esta noite fomos fazer companhia ao "pai" das crianças, por a "mãe" estar longe e ele estar quase a enlouquecer por apenas falar com os "filhos" nestes últimos dias.

Até deu gosto ver as duas crianças em cenas tão ternurentas!...






quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Notas Soltas - 137




- Os gatos não pertencem às pessoas... Eles pertencem aos lugares -



A casa ficou pronta, aguardando a chegada de novos habitantes que a preencham com vida.







Sentada no parapeito da marquise, na janela que ficou entreaberta por esquecimento, Luana mira o pequeno terraço vazio. Depois salta para o interior da marquise e desaparece do meu campo de visão.

Misha e Luana continuam a habitar o pequeno terraço que pertencera a Dª. Luísa, como se ela ainda fosse viva.

"Os gatos não pertencem às pessoas. Eles pertencem aos lugares." - Wright Morris

Esta manhã, Misha e Luana, depois de comerem, ficaram paradas por debaixo da minha janela do quarto mais tempo do que o habitual (depois de saciadas, normalmente, costumam retornar ao terraço onde sempre viveram): pareciam olhar algo ao longe ou, talvez, apenas ansiassem por um abrigo seguro, como o que outrora possuíram.







- Ela vem cá... -




Lisa Ekdahl - "Day Break"



... e eu não tenho dinheiro para a ir ouvir!







- O Fosso -


Almoço com 3 estagiárias de 21 e 22 anos.

A meio da amena conversa, aperceber-me que sou a única que sabe o que é um Capri-Sonne... enquanto elas me olham incrédulas.

Por momentos, recordo aquele famoso e-mail que andou a circular na internet há algum tempo atrás, onde se falava das infâncias vividas nos anos 80... e uma imensa nostalgia, entremeada com uma ligeira depressão sobrepõem-se em mim.

Mesmo quando nas lojas (ou os vizinhos lá do prédio) nos teimam em apelidar de "menina", e, por vezes, até nos dizem que parecemos ter 24 anos...
Não há nada que enganar: 10 anos de diferença é um fosso colossal nos contextos e vivências diárias (uma década)...
E sentimo-nos velhas, quando alguém não sabe do que se trata um Capri-Sonne.







quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Do Contra"






Por mais que tente, hoje não consigo entrar na onda do "Yes, we can!" ou "We did it!", como fizeram praticamente todos os blogs que leio diariamente (e alguns colegas de trabalho).

Sim, não posso deixar de estar contente por ter sido eleito o primeiro presidente americano não caucasiano...
Sim, espero que as "minorias" étnicas (que, afinal de contas, nos EUA até nem são assim tão minorias como isso, senão o Sr. Obama jamais teria ganho as eleições!) passem a ser mais respeitadas na sua diversidade, e que os problemas dos EUA (e não só!) passem a ser prontamente resolvidos (e não ignorados ou escamoteados sob a égide do terrorismo)...
Sim, os ventos da mudança parecem ter chegado... ou, pelo menos, os EUA e a maioria do resto do mundo assim acreditam. A ver vamos, os meses que se seguem, o dirão!...

Nos tempos que correm, o que faz mesmo falta a muito boa gente é ter esperança (muito mais do que ter fé, porque essa não tem valido de nada aos católicos e outros crentes que acreditam no que quer que seja)... ter uma réstia de crença de que algo poderá acontecer que fará o panorama de crise mundial mudar e, por acréscimo, as nossas próprias vidas (porque se pensarmos o contrário, damos connosco a imaginar cenários consideravelmente mais catastróficos ainda do que o que se vive hoje em dia!).
E a vitória de Obama parece ter sido o despoletar do reacender dessa esperança mundial. E isso é bonito de se ver, sim senhora!

No entanto, chamem-me do "contra" ou o que bem quiserem, mas sinceramente, não consigo entrar na onda de esperança mundial!...
Tudo me parece demasiado encenado, como se nos quisessem fazer crer que um novo Martin Luther King ressurgiu das cinzas... quando, se pensarmos bem, os EUA são o país que mais notoriamente consegue controlar o poder de comunicação (e de imagem) dos medias.
Por outro lado, a esperança na mudança não pode depender das mãos de um único e simples homem (em particular, num país onde é bem sabido que os poderosos lobbies conseguem controlar tudo e influenciar os rumos políticos).
"Temos falta de revolucionários e não de revoltados!"


Apesar de não conseguir acreditar (e nem sequer estou a ser pessimista, porque não é o meu lema de vida!), acabo por entrar na onda geral deste dia... e estar para aqui a discorrer sobre o assunto, ainda que a minha opinião seja contrária à de quase todos aqueles que sobre isto já escreveram.





segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Gritos na Estação






Estação de metro da Alameda. Final da tarde, hora de ponta.

Atravessando o imenso átrio que liga a linha vermelha à linha verde, o som de uma mulher que vocifera contínua a repetitivamente “O reino dos céus está próximo!” repercute-se por toda a estação.

Ecoa por entre as escadas rolantes, onde os inúmeros passantes se atarefam a chegar o mais depressa possível a um qualquer destino…
Não dispondo de tempo para olhar, para sequer parar.

Ninguém consegue ver quem grita… E, no entanto, ela encontra-se ali bem visível, no topo do balcão da linha verde, entoando o seu refrão repetitivo junto às escadas rolantes.

Na retaguarda três seguranças falam entre si, entreolhando, de quando em vez, a mulher que grita, como que aguardando por um acto (ainda) mais imprevisível.





Faz-me lembrar a história deste homem, com quem nunca ninguém sequer falou.









domingo, 2 de novembro de 2008

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Às "Quintas" na Bobadela - 21



Post que deveria ter sido colocado ontem à noite (se não tivesse chegado a casa tão cansada).







2 anos depois, mais de 260 pessoas por aqui passaram... cerca de 39 nacionalidades distintas encontraram neste Centro um porto de abrigo.






Por vezes, na agitação do quotidiano, acabamos por "esquecer" os reais motivos pelos quais continuamos a trabalhar nesta área...

E é ao final da noite, ao conversar com uma pessoa que aqui chegou apenas há um mês, que veio de longe, trazendo espelhados no rosto toda a tristeza e sofrimento pelos quais teve que passar...
E ao vermos como o seu semblante se iluminou nesta noite tão especial, como não consegue mais esconder um sorriso e nos diz "Tout est beaux ici! Nous sommes tous ensemble, comme une famille!"...
Que, com um gesto simples e espontâneo, somos relembradas da importância do nosso trabalho.

Há dias felizes e em que tudo parece valer a pena!...