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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Iluminações de Natal









Já se tornou um hábito, todos os anos, ir ver as iluminações de Natal, em particular na Baixa de Lisboa.

E, de há 3 anos para cá, as iluminações têm vindo a ser, cada vez mais, tristes e insipientes (ora veja-se aqui... 2006... 2007... 2008...).

Em Benfica, as iluminações ainda são só virtuais, como diz um amigo meu (dado que a mega-gigante árvore de Natal que foi colocada numa das principais artérias continua desligada, bem como as restantes iluminações das principais ruas).

E por isso mesmo, foi numa histeria quase infantil que, esta noite, ao sair para tomar café com um amigo, me maravilhei com as iluminações do Largo do Carmo (2 primeiras fotos em cima).






segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

As Iluminações já não são o que eram!...






Final deste fim-de-semana prolongado com uma incursão pela Baixa lisboeta para ver in loco (e, bem entendido, fotografar) as famosas iluminações de Natal.

Se no ano passado já me haviam sabido a pouco, este ano então, fiquei mesmo sem palavras!...

Resta dizer que, apesar dos meus 32 anos, eu sou um pouco como as crianças com esta coisa das iluminações de Natal: vibro imenso com a magia que das mesmas ainda sinto emanar, chego ao ponto de acelerar o passo e quase correr para ser a primeira a fotografar determinada iluminação que mais me encantou, ajoelho-me e tudo para conseguir o melhor ângulo para a foto... enfim, uma verdadeira vergonha para quem me costuma acompanhar nestas andanças.

Por isso mesmo me senti tão desencantada hoje quando vi as iluminações de 2008!...
O Chiado parece uma imitação muito baratinha de há 2 anos atrás. Na Praça do Comércio, tal como no Marquês de Pombal, a TMN conseguiu comprar o Natal (e os monumentos também!), e nem a luz azulada que enaltece os edifícios consegue esconder o facto de ser essa a cor da referida marca. E nem sequer o Conto de Luz e o de Natal (oferecidos pelos Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa) no Rossio me conseguiram serenar a desilusão... já para não falar da Av. da Liberdade, onde até as iluminações parecem jorrar lágrimas de tristeza, perante a figura ridícula que ali fazem.

Uma única e merecida nota de relevo para as iluminações em estilo filigrana que encimam o cruzamento com as perpendiculares da Rua Augusta e as da Rua de Santa Justa.

Pelo andar da carruagem, meus senhores, se esta crise continua, no próximo ano, nem iluminações teremos!...







sábado, 8 de dezembro de 2007

Soube-me a pouco!...



A Mir já me tinha avisado. Mas hoje quis verificar pelos meus próprios olhos.




A Baixa lisboeta este ano parece ter acompanhado a crise económica que se faz sentir no nosso país e as iluminações, para além de serem escassas, não primam pela criatividade!

E é pena... porque, assim, se vai, também, contribuindo para a perda da magia do Natal...




Os governantes de Lisboa limitaram-se à iluminação (sem imaginação) das principais artérias consumistas, para demonstrar ao povo que não há dinheiro...

Mas, entretanto, às 23h de hoje, no Campo Pequeno e Av. de Berna litros e litros de água iam sendo "desperdiçados" na lavagem de ruas e nos regadores automáticos dos jardins públicos (que a jorravam ininterruptamente e a elevado caudal).




Este ano, a grande árvore foi para o Porto (talvez, por ter sido mais próspero financeiramente do que Lisboa) e o Rossio e a Av. da Liberdade, segundo a C.M. Lx. iriam ser iluminados com o patrocínio de uma instituição bancária.
Mas a ver pela amostra da exposição que assentou arraiais no Rossio, nem no Ano Novo deveremos ter iluminações por lá!





sábado, 16 de dezembro de 2006

As Verdadeiras Iluminações de Natal


Depois de por duas noites seguidas ter passado na Baixa de carro para “ver” as iluminações (1º na 5ª feira, depois de um jantar de Natal do grupo de trabalho da construção; 2º na 6ª feira com uma amiga e a sua mãe), hoje, finalmente, aproveitei o final de tarde para tirar a barriguinha de misérias e ver verdadeiramente todas as iluminações… o que, para mim, equivale a dizer, fotografá-las!


Como num conto de fadas, as velas passaram a envolver os candeeiros da Praça da Figueira.


Não é só na superfície que existem iluminações.
As melhores fotos são aquelas que fazemos quando nos pomos a olhar para o céu - Rua Augusta.


5 cães brancos que aguardam zelosamente a chegada do seu dono. Vislumbrei-os pela primeira vez há um ano, num dos pátios do Chiado. O homem anda com os cães e um cristal branco ao peito para todo o lado. E, curiosamente (ou não), hoje assentou arraiais precisamente junto à loja "Jivago", como que relembrando as origens dos canídeos que o acompanham.
A Baixa está repleta de personagens assim, que nos deixam a imaginar 1001 histórias (pelo menos a mim!).
Visto aqui também. – Rua Augusta


Subindo para o Chiado quase acreditaríamos existir uma estranha associação entre a época natalícia e os Santos Populares… Lisboa em toda a sua graça!


Mais um personagem da Baixa: o nouveau-anarca, que vive nas ruas pedindo esmola, acompanhado do seu enorme cão (o qual, antes desta fotografia ser tirada, lambia a cara toda do seu dono, dando-lhe mimos como a uma criança).


E, tal como as ruas da cidade, as lojas também se embelezam, para atrair os clientes.


A Baixa, com a sua vida muito própria, este ano ficou ainda mais bonita!!!
Mais fotografias, aqui.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Mais Iluminações...


Este ano, a minha "pancada" não são tanto as decorações kitsch de Natal, mas sim as luzes... as iluminações (umas demasiado belas, outras nem por isso!) que têm enchido a cidade e me deixam completamente em êxtase perante a infindade de possibilidades de fotografias a serem produzidas aqui para documentação do blog!

A ver se arranjo tempo para passar novamente, um dia destes, por Campo de Ourique, onde uns belos e simples pendentes tombam das árvores, produzindo um efeito espectacular, como se se tratassem de lágrimas iluminadas.

domingo, 26 de novembro de 2006

Notas Soltas – VI

- Banda Sonora para uma Semana –

No meu grupo de amigos, quando temos “serão para cafézinho” em casa uns dos outros (sim, sim, esta é mais uma prova de que estamos a ficar velhotes e já não aguentamos, como outrora, a pedalada das noitadas no Bairro Alto e afins!), instituiu-se, há já algum tempo (se a memória não me falha, fruto de mais uma invenção do Tiago), o agradável hábito de, ao longo da noite, cada convidado ir escolhendo um CD, que vai acompanhando as nossas conversas e divagações.

Um pouco à semelhança desse hábito, cá em casa, quando chego extenuada, depois de um dia de trabalho, gosto de colocar logo alguma música a tocar, para me ir “embalando” o espírito durante as habituais/rotineiras tarefas domésticas, bem como no jantar (sim, porque não tenho por hábito ver o telejornal enquanto como, que é para o meu débil estômago não sofrer nenhuma indigestão!).

Aqui deixo a sugestão da minha banda sonora da semana que passou:

(2ª feira) – Tom canta Vinicius (ao vivo)
(3ª feira) – Seu Jorge – “The Life Aquatic”
(4ª feira) – Bach – “Violin Concertos – Orquestral Suite nº 3”
(5ª feira) – Yann Tiersen – “Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain (original soundtrack)”
(6ª feira) – La Rue Kétanou – “En attendant les Caravanes”
(Sábado) – Goran Bregovic – “Arizona Dream (original soundtrack)”



- Pequenas Coisas Simples da Vida –

(25/11/06)

Uma tarde (muito) bem passada a pôr a conversa em dia com a minha amiga A.
A. é, talvez, das únicas amigas com quem consigo ter conversas sérias sobre a vida e os nossos problemas, tentando sempre enfatizar o aspecto positivo de tudo e brincando mesmo com as situações mais graves… quando, normalmente, eu própria não sou lá muito optimista!
Comparativamente, A. consegue ser ainda mais pessimista do que eu e para piorar a situação, há algum tempo atrás, foi-lhe diagnosticada a doença bipolar.
Se, normalmente, nunca é fácil aguentarmos as nossas próprias neuras, aguentarmos as neuras dos outros quando não nos sentimos bem torna-se ainda pior (daí que aqui faça o mea culpa por, nem sempre, dar a atenção que a minha amiga A. necessita)...
A verdade é que, quando somos Amigos de alguém, temos sempre que tentar fazer um “esforço” redobrado neste tipo de casos, porque, pura e simplesmente, a Amizade assim o impõe.

“Tentar saborear as pequenas coisas simples da vida, para podermos conseguir esquecer as mais desagradáveis”… é sempre um bom conselho a dar!
Alegrarmo-nos com os raios de sol que nos entram pela janela de manhã, depois de um dia de temporal…
Prolongarmos o nosso caminho diário para o emprego, fazendo uma breve incursão por um qualquer jardim, para dar mais ânimo ao dia que se inicia…

Passear de carro, sem rumo certo, junto à Marginal, simplesmente para ver o anoitecer, o mar e apanhar ar fresco!...



Rirmo-nos infantilmente e sem qualquer sentido, enquanto (os outros esperam que a GRANDE árvore se ilumine e) fotografamos as iluminações de Natal da cidade (mesmo que as consideremos o ponto alto do consumismo, não há dúvida que as suas formas são cada vez mais belas!) e não paramos de repetir incessantemente: - “Tão lindooooo!”…
Como fizémos hoje!


É tão bom saborear as pequenas coisas simples desta vida… que tudo o resto parece perder qualquer sentido!...




- Ele já voltou… -





… pelo menos aqui ao meu prédio, outra vez.
Elas já por aí andam, a alastrar como uma praga maldita!