quinta-feira, 19 de abril de 2007

Às "Quintas"...



O azul do céu reflectido numa mesa e o vermelho que dá a vida numa flor…



Saborear os momentos do quotidiano deste novo espaço, através dos olhos brilhantes de uma criança, que se transformou na coqueluche de todos.
E cada um dos seus pequenos carrapitos a ser nomeado como um país diferente, onde as fronteiras deixaram de fazer sentido... tal como ali.

Meia manhã, apenas, na Bobadela, com uma Amiga a iniciar-se num projecto bem estimulante, que me trouxe à memória as sábias palavras que alguém proferiu há dois anos atrás…


"Me parezco al que llevaba el ladrillo consigo
Para mostrar al mundo cómo era su casa."
(Bertolt Brecht)


"Ladrillo del Sueño"

"Mírame:
yo soy tu casa.
Todos mis ladrillos fueron hechos por hombres
como tú;
hombres que han venido
de todas partes
y que traían en los ojos
esos pedazos
de miedo.
Para ti fui pensada
y soy tu pausa
Ámame,
como yo te amo,
Hermano
mío...
Sin ti,
no serían necesarios mis espacios
ni los cantos
ni los sueños.
En el sentido de tu fuga
está el secreto
de mi existencia
Yo te cobijo
porque tú me haces poderosa:
Refréscate bajo mis techos.
Danza en mis salones.
Alcanza la deseada paz en mis espacios.
Aprende a mirar el sol nuevamente
desde todas mis ventanas, hijo mío,
refugiado perdido y destrozado en la noche
de los olvidados.
Acércate al calor de mis ladrillos,
toma una manta.
No tengas miedo,
que yo también fui hecha para protegerte
mientras recuperas el amor
y la sonrisa."

Diego Rivera Morales
(refugiado Cubano em Portugal, desde 2001)



2 comentários:

Anónimo disse...

fiquei impressionada com a beleza do poema,alem do mais trata de um assunto muito doloroso para quem tem a experiencia do percurso.
parabens continuem por esse caminho.
B

Alexa disse...

Muito obrigada pelas suas palavras, B.
Volte sempre a este espaço!
Um abraço