Por vezes, há estranhas e engraçadas coincidências nesta vida!
Como se já não soubesse que nada acontece por acaso, o destino ainda me vai brindando de quando em vez com esses momentos, como que para me relembrar que tudo tem uma ligação e um sentido intrínseco naquilo que vamos vivendo... e que nada, mas mesmo nada, acontec por acaso!
Este final de tarde, enquanto conversava com a Lúcia e o Zé Ribeiro (e a pequena "Salva" aos nossos pés, dormitando dentro de um caixote de livros), na "Ulmeiro", recuperando forças de um dia particularmente agitado e acalorado, de repente, olho para o lado e deparo-me com este quadro...
Santa Cruz foi o local onde, durante mais de 20 anos, costumava passar as "férias grandes", de início com os meus avós e irmão, indo mais tarde, já quase a meio do mês, a nossa mãe juntar-se a nós.
Actualmente, sempre que ali regresso, entristece-me muito ver que as pessoas e os lugares deixaram de ser os mesmos (Santa Cruz cresceu de uma forma desregrada e feia)...
E apenas o Penedo do Guincho persiste imutável, mesmo quando o mar conseguiu já consumir grande fasquia da terra.
De facto, nada acontece por acaso, e este quadro, descoberto num local que é como uma verdadeira caixinha de surpresas, assemelha-se consideravelmente à pintura (em tons cinza) sob o mar a que assisti da última vez que estive em Santa Cruz.
Pego no quadro e decido levá-lo como oferta para o aniversário (em breve) da minha avó.
