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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"Lullaby" para o Boneco








Boneco, um dos filhotes da Luana (o mais meiguinho e pachorrento), que havia sido adoptado e posteriormente devolvido, juntamente com um dos seus irmãos...

Depois de uma luta (inglória) de várias semanas contra uma doença terrível, onde tudo tentámos fazer para o salvar (incluindo uma transfusão sanguínea), teve que ser "adormecido" esta noite na clínica veterinária... a sua respiração era cada vez mais ténue, a temperatura corporal descera consideravelmente e os olhos tornaram-se vítreos...

A decisão nunca é simples, mas nada mais havia a fazer senão poupá-lo a um sofrimento maior...

Restam-nos as memórias do tempo que com ele passámos, das brincadeiras com os irmãos e de acompanharmos o seu desenvolvimento... E a certeza de que se tivéssemos deixado nos quintais, há já muito tempo que teria partido.





sábado, 29 de novembro de 2008

Boneco e Neko - ADOPTADOS









O Boneco e o Neko vão ser adoptados juntos. E não podíamos ter ficado mais contentes com esta notícia!

O Boneco sempre foi o bebé da Luana mais mole e que nos deixava fazer as festinhas e mimos todos, nunca fugindo de nós.
Em contrapartida, o seu mano Neko - o último a ter sido apanhado -, depois de 3 meses de sociabilização, apenas agora começa a dar os primeiros passos para não ter receio de humanos; mas, certamente, que nunca será um gatinho de colo.

Nesse sentido, muito nos apraz que os 2 manos sigam juntos para a mesma casa.

Muito obrigada ao T. e à E. por esta adopção (tão) especial!
Estaremos sempre à vossa disposição, caso seja necessário algo.


Como já aqui tínhamos dito, os bebés serão dados para adopção já castrados (a operação será no decorrer da próxima semana).









quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Negrito - ADOPTADO






O Negrito, um dos filhotes da Luana - o mais frágil, que esteve muito adoentado e, finalmente, recuperou bastante bem, sendo, actualmente, um gatinho muito forte -, foi ontem adoptado.

Ficará em casa da FAT (Família de Acolhimento Temporário) que recebeu estes 6 bebés há 4 meses atrás.


Muito obrigada por tudo, M.!
Votos de muitas felicidades para ti e para os teus miúdos!



Se tudo correr conforme esperamos, dentro em breve, também os seus restantes 4 irmãos terão uma nova casinha e famílias 5 estrelas!

Todos estes bebés serão dados para adopção devidamente castrados e esterilizados.





domingo, 12 de outubro de 2008

Risquinhas - ADOPTADO






Fotografia de MCC



Da ninhada da Luana, o Risquinhas foi o primeiro bebé a ficar mais manso, dengoso e cheio de mimo (com a imprescindível ajuda da FAT em que se encontrava)...

Curiosamente, foi, também, o primeiro a ser hoje adoptado pelo simpático casal que conheci na 6ª feira à tarde na Clínica Veterinária Ani Aid.

Ansiosos por adoptarem um gatinho, renderam-se de imediato aos encantos desta foto, o que fez com que este pequerrucho se tenha passado a chamar "Spock" (o que é uma coincidência bem engraçada, dado que ele tem umas orelhitas bem grandes, tal como o personagem com o mesmo nome) e tenha ganho um lar e uma família 5 estrelas.



Votos de que sejam muito felizes e um imenso obrigada à L. e ao J.!
Estaremos sempre à disposição para o que necessitarem.







quinta-feira, 9 de outubro de 2008

PARA ADOPÇÃO





Fotografia de MCC




O Risquinhas, o Negrito e o Boneco não são apenas as carinhas larocas que deram origem à concepção deste postal e deste saco...

Tal como os seus restantes 4 irmãos, nasceram num quintal (onde sempre viveu, também, a minha Ninushka), do qual foram retirados para não correrem risco de vida.

Já têm cerca de 5 meses e continuam a aguardar que alguém se encante com eles e lhes queira dar um lar repleto de amor e carinho.

Caso esteja interessado em adoptar um destes 6 gatinhos-maravilha (ou conheça alguém que queira adoptar), por favor, veja este anúncio.







quarta-feira, 10 de setembro de 2008

6 gatinhos bebés para adopção






Fotografias de MCC




Parece que o tempo passa sempre por nós a correr... e, desde, a última "aventura felina" em que me envolvi, tanta coisa já se passou, que quase daria para escrever um livro (se, ao menos, eu tivesse ainda tempo disponível para isso!).

O Bolacha e o Neko (nas fotos em cima), assim como os seus 4 irmãos (Risquinhas, Boneco, Negrito e Pantufinha) já estão com cerca de 4 meses.

Chegaram como pequenas e bravias pestezinhas e estão transformados nuns verdadeiros mimalhas, sempre a ronronarem e prontos para a brincadeira (tudo graças à imprescindível ajuda de uma grande Amiga que, contra tudo e contra todas as opiniões, conseguiu sociabilizar estes gatinhos. O meu eterno agradecimento a ela!).

Estes 6 gatinhos continuam a aguardar que apareçam pessoas muito especiais, que lhes queiram dar um lar feliz e muito amor e carinho (sabendo, de antemão, que a adopção de um animal implica responsabilidades para cerca de 15 a 16 anos - esperança média de vida de um gato).

Estes pequerruchos já estão desparasitados e dão-se muito bem com gatos adultos (como as fotografias comprovam).

Caso esteja interessado/a em adoptar um destes bebés (ou conheça alguém que esteja), pff., entre em contacto connosco para palavraseimagens@gmail.com.







sábado, 30 de agosto de 2008

Neko - o gatinho com sorte








Tinha acabado de chegar do supermercado e os sacos das compras ainda estavam espalhados pelo hall de entrada.
No escritório, o sofá novo, que tinha ido levantar depois de almoço, aguardava também que arrumasse tudo e aspirasse, para poder ser colocado no seu lugar.

Quando chego à cozinha, começo a ouvir os gritos de G., o miúdo de 8 anos que mora com a bisavó no 3º andar de um dos prédios das traseiras, que passou a cumprimentar-me de cada vez que me via dar comida à Misha e à Luana.
Aproximo-me da janela e G. diz-me que o gatinho bebé (o único que não conseguíramos apanhar há um mês atrás) acabara de cair naquele preciso instante no quintal vizinho (um quintal abandonado, pertença de uma clínica dentária).

Há já alguns dias que, ao final da tarde, o gatinho bebé, empoleirado no algeroz dos terraços, seguia atentamente com os olhos Misha (a avó) e Luana (a mãe), quando estas vinham comer por debaixo da minha janela, ou quando iam espraiar-se nesse mesmo quintal abandonado.
Pensei então para mim própria que, muito provavelmente, na ânsia de as querer seguir, acabara por tombar.

Comecei a ficar bastante preocupada quando ouvi os miados aflitivos do pobre animal. Sem o conseguir sequer vislumbrar, era G. quem me ia descrevendo o local exacto em que ele se encontrava e que se conseguia mexer, pelo que não deveria estar magoado.
A bisavó de G. apareceu também à janela, tentando acalmar a preocupação do bisneto, dizendo-lhe que o gatinho conseguiria sair dali.
Mas G., tal como eu, não acreditava no que a bisavó lhe dizia.

Depois de um telefonema para a Dª. H. (uma das vizinhas do prédio onde Dª. Luísa morava, que me tem ajudado a ir colocar comida aos gatos), que acabou por também ficar bastante preocupada e aparecer à janela; tentei convencer o G. a pedir avó para falar com os seus 2 vizinhos da cave, que possuem quintais e através dos quais, talvez, pudéssemos tentar passar para o quintal abandonado da clínica dentária e lá ir salvar o pobre bebé.
Infelizmente, a um final de sábado à tarde, nenhum deles por lá se encontrava... e a clínica também se encontra fechada para obras.

Do alto dos seus 8 anos (e de um 3º andar bem mais elevado, em termos de perspectiva visual, do que o meu 1º andar), G. começa então a tentar convencer-me a colocar um banco no telhado da minha vizinha do R/c e saltar para cima do mesmo através da minha janela do quarto, para depois ir buscar o gatinho bebé alguns metros mais à frente, descendo pelo muro bastante alto do quintal da clínica dentária.
A esta altura da estória, um pouco sem saber o que fazer, já eu começava a desconfiar que, certamente, iria sobrar para mim.






Depois de ir falar com a Dª. M., a minha vizinha do R/c Retaguarda, regresso a casa carregada com um escadote das pinturas do seu marido… e sem ter consciência plena daquilo que me preparava para fazer.

Lá desci pelos quase 2 metros que distam da minha janela do quarto ao telhado da vizinha de baixo, com o G. a gritar para a sua bisavó: - “Ela vai descer, ela vai descer!”…
E o meu pensamento (e vertigens) a dizerem a mim própria: - “É desta que te vais mesmo estatelar toda! Tu metes-te em cada uma!!”

Calcorreei os telhados e desci com uma escada mais alta do que o escadote (que, entretanto, a filha da Dª. M. me passou para cima do telhado) para o quintal da clínica dentária… com o G., a bisavó e a Dª. H., todos à janela, a darem palpites sobre qual a melhor forma de descer o muro.

Depois de quase 3 voltas dadas por entre aquele matagal repleto de lixo e de pombos mortos (fruto de uma vizinha do 3º andar daquele prédio, que alimenta os pombos locais e todos os restantes que a eles se juntaram), nem vivalma do pobre gatinho bebé.

Entretanto, R., a filha mais nova da minha vizinha Dª. M., já se juntara a mim no quintal abandonado, mau grado o seu receio de escadas e escadotes.

G. e a bisavó diziam-me do alto da sua janela que o gatinho já deveria ter conseguido fugir para outro quintal. Dª. H., no prédio ao lado, observava tudo silenciosamente.

Num misto de desespero e inconformidade com toda aquela situação, decido-me a fazer nova investida por entre aquelas ervas altas, desviando-as mais uma vez, tentando não reparar na imundice que empestava aquele local.

Subitamente, por entre umas ervas mais escuras, mesmo ao lado de um dos muros do quintal, deparo-me com o dorso do gatinho bebé, todo aninhado a esconder-se.
Chamo R. com a mão, sem fazer barulho, e peço-lhe em voz baixa que me traga a transportadora (nesse exacto momento, agradeci a hora em que R. se decidiu a ir ter comigo ao quintal, já que a transportadora se encontrava mesmo no extremo oposto àquele onde o gatinho estava escondido).
Com uma toalha turca lá o consegui apanhar (como sucedera aos seus 5 irmãos). Esperneou um pouco, miou bastante e, já dentro da transportadora, ainda se tentou debater para fugir.

Persistia, agora, a dúvida sobre o que fazer ao pobre animal!...

Se, por um lado, não podia concordar mais com G., quando este dizia que o bebé já aprendera a lição e seria melhor ficar com a mãe com a avó nos terraços (já que Misha é velhota e quando falecesse, Luana ficaria com a companhia do seu filho); por outro lado, não me conseguia imaginar a mim própria em novas façanhas de ginástica, caso o gatinho bebé caísse novamente para aquele quintal (havendo, também, o perigo de poder cair para os dois quintais, do meu lado da rua, onde há 5 meses atrás fizeram queixa e chamaram o Canil/Gatil Municipal de Lisboa para vir apanhar 7 gatos).

Neko, o 6º bebé de Luana, está bem, apesar do valente susto que apanhou ao cair do terraço onde habitava… e já se juntou aos seus irmãos (tal como eles, também se encontra para adopção - caso esteja interessado/a, pff., contacte palavraseimagens@gmail.com).

Quanto a mim, como dizia o marido da minha vizinha Dª. M., enquanto eu subia o escadote para voltar a entrar em minha casa pela janela do quarto, já posso alistar-me nos Bombeiros.





domingo, 17 de agosto de 2008

Notas Soltas - 132




- Estórias com Gatos - XXI -



- Usha, o gato que se passeia -





Ontem à noite, depois de jantar, descemos para ir deitar fora o lixo e tomar um café ali perto de casa.

Enquanto o H. lutava ferozmente com o caixote verde para lá conseguir enfiar o saco do lixo e eu estava parada ao lado a olhar para ele, aparece-nos vinda a correr do outro lado da rua, direitinha a nós, uma gata alaranjada a miar.
Faço-lhe festas na cabeça e começa a roçar-se pelas minhas pernas, enquanto continua a miar; e reparo que tem uma coleira castanha com aplicações em forma de peixinhos.

Seguimos caminho para o café e a gata vem atrás de nós.
A esta altura, começa o meu coração a bater mais forte e o estômago a ficar todo embrulhado, só de pensar na hipótese do pobre animal poder ter sido ali abandonado (devido à existência de uma clínica veterinária naquela rua – e já não ser a primeira vez que realizam tal “feito”), ou de andar por ali perdido.
Duas portas mais adiante, a gata pára e ali fica, especada no meio do passeio, a olhar para nós enquanto nos afastamos.
Continuo a andar e a olhar para trás, deixando de ouvir o que quer que seja que o H. me estava a contar e salientando, apenas, que, de facto, até parece que atraio este tipo de situações inusitadas com gatos.

Quando saímos do café, peço para fazermos o mesmo trajecto.
Nem vivalma da pobre gata, penso. Eis senão quando, vinda do nada, tal como na primeira investida, aparece a felina alaranjada a miar para nós. Faço-lhe festas e aninha-se na soleira de uma porta.





Depois de uns bons 10 minutos ali parados a tentarmos decidir o que fazer, não conseguimos ignorar o pobre animal e levamo-lo para casa, ficando comodamente instalada na minha casa-de-banho.
Uma série de telefonemas mais tarde, chega a hipótese de se tratar de uma gata residente num prédio ali da rua, que alguém já socorrera do ataque de um cão e dizia tratar-se de um felino que costuma fugir de casa através de um quintal.

Esta manhã, comecei em vão a busca desesperada pelos seus donos...
O facto de ser fim-de-semana prolongado não me ajudou em nada, nem tão pouco um casal de vizinhos (muito pouco compreensivo e solidário) dos donos do animal.
Já quase em desespero, ao final da tarde, deixo-lhes um pequeno bilhete com o meu contacto por debaixo da porta.

Finalmente, por volta das 21h, liga-me uma rapariga, intitulando-se como a dona do gato. Sim, porque, afinal de contas, era um gato, castrado como se fazia noutros tempos, o que dava azo a uma certa confusão.
Pego no pobre gato, num estado já meio entre o enfadado por se encontrar fechado numa casa-de-banho e o "feliz da vida e sempre com a cauda a abanar" por estar quentinho e não ao relento, e levo-o a casa da sua dona, do outro lado da rua.

Fico, então, a saber que o velhote gato Usha partilha a casa com duas gatas e que até têm direito a uma daquelas portinholas (ou "gateiras") para poderem entrar e sair de casa da dona para um magnífico quintal.
Usha apareceu há cerca de 2 anos naquele quintal e por ali foi ficando. Gosta de dar as suas voltinhas pelo quarteirão, uma vez que saindo pelo quintal nas traseiras do Mercado, contorna uma rua, dá mais uma volta e vai ter ao início da rua da sua dona... por ali ficando, à espera que alguém lhe abra a porta principal, para voltar a entrar em casa.
As voltinhas de Usha pelo quarteirão são já famosas no bairro (pelo menos para alguns residentes, nos quais eu própria não me incluía!), havendo até uma senhora que já o recolheu por duas vezes.

Segundo uma outra vizinha ("mais antiga" no bairro), Usha teria sido ali deixado naquele quintal, quando os seus donos se mudaram, sendo estes seus hábitos bem ancestrais... e, tendo ele adoptado, a nova moradora.

Usha está velho, escanzelado e enfraquecido. Tem um olhar muito triste, apesar de ser extremamente meigo.

Se apenas os animais pudessem falar... e contar-nos todas as (suas) histórias já vividas!...






- Fim de tarde nos Quintais -




Misha e Luana em contemplação... ou vice versa.





terça-feira, 12 de agosto de 2008

"Os Gatos dos Quintais"








Quando comecei a escrever neste blog sobre "Os Gatos dos Quintais", nunca imaginei que me envolveria de uma forma tão estreita no que se viria a passar nesta, aparentemente tranquila, colónia felina de um bairro de Lisboa!...

Quem me conhece bem, sabe que, apesar de não ter vida (nem tempo) para estas "andanças", o facto é que não consigo ficar indiferente (e, muito menos, de braços cruzados) perante situações de injustiça com seres humanos ou animais.
Há, também, quem diga que tenho o triste defeito de carregar com o peso do mundo, quando ninguém carrega por mim!...

Desde que, em Junho passado, o blog “7 Gatos dos Quintais” ficou inacessível ao público em geral (e, verdade seja dita, deixou de ser actualizado), muita coisa aconteceu:

- Esterilizámos e castrámos (a nosso custo e com a ajuda de algumas pessoas) 1 das gatas e os 2 machos;

- 5 dos bebés (das 2 ninhadas) já foram adoptados;

- Os 2 machos foram adoptados juntos;

- O único gato que tinha saído directamente do Canil/Gatil Municipal de Lisboa com dona, passados 3 meses, teve que ser entregue a nova dona (devido a “incompatibilidades”);

- As 2 gatas-mães ainda se encontram comigo por estarem fragilizadas (e necessitarem de mais contacto com humanos, antes de poderem ser dadas para adopção). Já foram ambas esterilizadas (custo suportado unicamente por mim);

- Não consegui resistir aos encantos da 3ª fêmea (que já tinha dona interessada) e acabei por a adoptar;

- A 4ª fêmea ainda se encontra numa outra FAT; tendo já sido esterilizada (a nosso custo).



Entretanto, neste último mês, com a ajuda de uma amiga, apanhei nos mesmos quintais do caso anterior (“7 Gatos dos Quintais”) 5 bebés de uma outra ninhada (os quais se encontram numa FAT amiga para adopção) e esterilizámos (a nosso custo e com o auxílio de algumas vizinhas do prédio em questão) a gata-mãe, que já regressou aos quintais onde sempre viveu.

Temos estado a acompanhar esta situação muito de perto, bem como a contribuir diariamente para a alimentação da Luana, do seu 6º bebé (que ainda não se deixou apanhar) e da Rabinho de Raposa (dado que uma outra pessoa que, também, os alimentava tem revelado "dificuldades" de ordem variada).

Face a toda esta situação, como poderão calcular, os gastos têm sido mais que muitos (esterilizações, ração, areão, etc.).

Nesse sentido, gostaria de agradecer a todos os amig@s que, de alguma forma nos ajudaram, numa ou noutra fase destes 2 casos!

Um agradecimento especial também para o Leilão Solidário (que nos irá ajudar durante o mês de Setembro)!

Brevemente, re-abriremos apenas a convidados o blog "7 Gatos dos Quintais" (para notícias com mais detalhe desses 7 gatos e seus bebés).
Quanto aos desenvolvimentos correntes do caso actual, poderão continuar a acompanhá-los aqui no "Palavras & Imagens".

E, dentro de algum tempo, dar-vos-ei, também, a conhecer a concretização de uma ideia (com produtos aliciantes "home-made", aqui no blog) para nos auxiliar a angariar verbas para podermos continuar a ajudar estes animais.

Muito obrigada a tod@s!





sábado, 9 de agosto de 2008

Os Bebés da Luana




Fotografia de MCC



O Risquinhas, a Pantufinha, o Negrito, o Bolacha e o Boneco... encontram-se disponíveis para adopção.

Caso esteja interessado/a em dar um lar muito feliz e responsável a um destes gatinhos, pff. contacte através de palavraseimagens@gmail.com.









quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Notas Soltas - 130





- A Dança -







O que estão estes seres humanos a fazer? A dançar.
Na Terra, muitos seres humanos exibem períodos de felicidade, sendo a dança um dos métodos de expressar livremente essa felicidade.
A felicidade e a dança ultrapassam barreiras políticas, ocorrendo em praticamente todas as sociedades humanas.

Matt Harding viajou por diversas nações na Terra, começando a dançar em cada um desses locais e filmando o resultado final (muitas pessoas a ele se juntavam, começando, também, a dançar).
Este vídeo é, talvez, o exemplo dramático de que os seres humanos em toda a Terra sentem uma ligação comum, enquanto membros de uma mesma espécie.
A felicidade é frequentemente contagiosa e poucas são as pessoas capazes de assistir a este vídeo sem sorrirem!







- Esta manhã... -




... Luana veio a correr, juntamente com Misha, comer por debaixo da minha janela.









terça-feira, 5 de agosto de 2008

O Regresso a Casa







As obras na antiga casa de Dª. Luísa começaram no passado dia 1 de Agosto.
A incerteza sobre quem serão os novos moradores e se aceitarão o facto de terem duas gatas residentes no seu pequeno terraço é incomensurável e deixa-nos numa ansiedade muito grande.

Alheia a tudo isso, Rabinho de Raposa (aka Misha) continua a passear-se entre o terraço de Dª. Julieta e o que fora de Dª. Luísa.

De manhãzinha bem cedo, espera-me por debaixo da minha janela do quarto e, à tarde, aproveita o sol quente deitada entre as telhas da minha vizinha do R/c Retaguarda, enquanto aguarda pelas iguarias.

Ao longe, o pequeno filhote, o 6º da ninhada, que não se deixou apanhar nas três tentativas que fiz (como se estivesse decidido a não abandonar aquele terraço), observa a avó, enquanto ela come por debaixo da minha janela. Ainda não consegue aqui chegar, pois a distância entre o terraço onde passa os seus dias e o telhado da minha vizinha é ainda demasiado grande para as suas pequenas patinhas.

Mikado, o pai, continua a aparecer todas as noites, deixando-se antever pelo miado estridente que entoa conforme vai avançando em passo firme quintal a quintal.
O filhote, reconhece-o, recebendo-o sempre com marradinhas e cruzamento de focinhos. Mikado, por seu lado, lambe-o todo.

Enquanto vai apreciando a sua refeição por debaixo da minha janela, Rabinho de Raposa faz pequenos intervalos em que aproveita para me olhar, como que para comprovar se ainda ali estou.
Quando não vejo o pequenote, preocupada, pergunto a Rabinho de Raposa pelo bebé.
Curiosamente, nesse preciso instante, ela pára de comer, vai-se embora a miar suavemente, como se de um chamamento se tratasse. E, ao longe, começo a vislumbrar o bebé a correr, para vir ter com a avó.

Como alguém me dizia outro dia, à Rabinho de Raposa só lhe falta aprender a expressar-se na nossa língua, pois parece compreender tudo aquilo que lhe dizemos (o que é bem verdade, já que a gata apenas tem esta reacção quando lhe pergunto pelo bebé).

Ao fim da tarde, sonolenta, Rabinho de Raposa aninha-se entre os escombros da madeira do que fora um armário no pequeno terraço de Dª. Luísa, mira o horizonte, boceja e adormece... com o neto adoptivo entre as suas patas.






Depois de 15 dias de pós-operatório de esterilização, Luana regressou esta tarde ao terraço onde nasceu e sempre viveu com a sua mãe Rabinho de Raposa e a sua protectora.

O retorno teve contornos meio rocambolescos, já que a pessoa com quem combinara previamente ir esta tarde deixá-la no terraço não apareceu nem me ligou, acabando por me confirmar, quando lhe telefonei, que apenas viria a Lisboa amanhã.

Por mais curioso que possa parecer, Luana acabou por regressar aos quintais através da casa que fora da sua protectora - actualmente em obras (um imenso obrigada aos 2 operários brasileiros que lá estão a trabalhar e nos abriram a porta!).
Há coisas que já parecem ter que ser assim, pressagiadas de forma diferente, como se alguém as tivesse a reescrever!...

Queria ter feito um pequeno filme desta libertação (sobretudo, como forma de agradecimento, para mostrar no Vet. e a quem ajudou nesta história), mas a Luana foi tão rápida que, em plena torreira do sol, às 14h30, mal lhe abri a porta da transportadora e se viu nos quintais, fugiu a sete pés para o terraço do prédio ao lado.
Por isso mesmo, no filme que consegui fazer só aparece o terraço de Dª. Julieta e a minha voz a inquirir para onde Luana fugira.

Depois, ficou, atentamente, a observar-nos ao longe, enquanto colocávamos ração nova nos pratos e mudávamos a água.

Mais tarde, através da janela da minha cozinha, observei Luana enquanto esta aproveitava despreocupadamente o sol ameno de final de tarde, deitada em cima de um dos grandes vasos do prédio vizinho.
No telhado mais abaixo, o seu 6º filhote, brincava com algo, mas, quando a viu ao longe, assanhou-se e começou a recuar. Provavelmente, devido ao tempo de permanência no Vet. e aos novos cheiros que por lá adquiriu não a reconheceram… o que eu mais temia!

Subitamente, Rabinho de Raposa (Misha) salta para o terraço do prédio novo, aproxima-se de Luana e ali fica por breves instantes, voltando depois para o seu terraço. Luana segue-a apressada, como fizera noutros tempos.

E eu fico bem mais tranquila por saber que, afinal, tudo correra pelo melhor, Luana reconhecera o local onde sempre vivera… e fora bem recebida pela sua mãe.








terça-feira, 22 de julho de 2008

Luana e os seus 5 bebés




Há quem diga que tenho bicho-carpinteiro... que não consigo passar os meus dias sem me enlear em grandes peripécias ou histórias "rocambolescas"... que, quando me meto numa, sigo a velocidade tipo TGV.

Ainda mal refeita desta história, deixei de conseguir dormir sossegada quando voltei a ver vida nos quintais das traseiras... pressentindo o que, num futuro próximo, poderia suceder novamente.

Podem considerar loucura, mas como sou eu própria que aqui moro, e deixar de ir às janelas das traseiras estender roupa (por correr o risco de ver gatinhos bebés a morrerem de fome) não estava nos meus planos...
Da ideia à acção, consegui falar com as vizinhas do prédio em questão, conciliar diferentes personalidades e organizar algo.





Luana, a filha e grande comparsa de Misha, foi ontem apanhada, juntamente com 5 dos seus 6 bebés.

Um imenso obrigada à minha amiga S. e ao T., que colaboraram de uma forma indescritível nesta "operação-de-amadores-inexperientes" sem recurso a armadilhas e apenas com a ajuda de um lençol turco e uma transportadora, sob a torreira do sol!!!




A gata Luana foi esta manhã esterilizada, fará o pós-operatório no Vet. e, mais ou menos, daqui a uma semana, seguirá para os quintais onde sempre viveu em paz com a sua mãe e protegida por uma grande senhora.

Os 5 bebés (4 machos e 1 fémea) seguem na próxima 6ª feira para uma FAT (Família de Acolhimento Temporário), que os sociabilizará com os humanos, dado que estes pequerruchos pouco contacto tiveram com pessoas, para além de se encontrarem muito assustados com tudo o que lhes aconteceu (o que mais me impressionou foi ver que os 5 bebés, que se encontravam dentro de uma maternidade-improvisada numa das salas do Vet., conseguiram, durante a noite, esgueirar-se por entre o gradeamento da box e saltar para junto da sua mãe).

Dentro em breve, estes bebés (com cerca de 2 meses) estarão disponíveis para adopção.
Caso estejam interessados ou conheçam alguém responsável que o esteja, entrem em contacto comigo, pff., para o endereço de e-mail que aparece no meu perfil.

Muito obrigada!