
Depois do enorme caixote com livros de Antropologia que há quase um ano jazia no chão do escritório, hoje foi dia de trazer a 2ª leva dos inúmeros outros livros que ficaram em casa da mãe (a julgar pelos que ainda lá ficaram, terei ainda que fazer mais dez mudanças, certamente!!).
Como a estante ainda é apenas uma, a arrumação terá que ir sendo gradual e por áreas temáticas (para não me desorganizar muito a cabeça, que já de si costuma andar bastante baralhada).
Gostei muito de como ficou este cantinho das viagens (perto do da fotografia), a trazer-me tão boas recordações!...
- Estórias com Gatos - IV -
Cristovão, o gato do Colombo
No início de Julho, encontraram-no no 2º piso do Centro Comercial Colombo, na zona da restauração, junto àqueles blocos com plantas que ficam em frente à Pans & Company e à Casa das Sopas.
Era alimentado por duas senhoras da limpeza. E descia pelas árvores, comendo nas pedrinhas; quando acabava de comer, trepava logo pelas árvores acima para se esconder.

Segundo as ditas senhoras da limpeza que o alimentavam, terá aparecido ainda pequeno no Centro Comercial, começando, mais tarde, a aventurar-se pela zona das refeições.
E, assim, foi ali vivendo, brincando e comendo, nas árvores de um grande centro comercial!
Mas um local assim não fora feito para a vida de um felino... ainda que não conhecesse outro local para viver, nem tão pouco outro congéneres da sua raça.

Reza, ainda, a história que, naquele mesmo centro comercial, viveu durante oito anos um outro gato, que só aparecia à noite, andava pelos corredores internos e até acompanhava um dos seguranças nas suas rondas pelos armazéns... depois, um dia, desapareceu.
Há 3 anos que existe, também, um outro gato, no piso térreo do Centro Comercial Colombo... mas esse quase nunca se deixa ver e só aparece depois do horário de expediente.
Se um gato for discreto até não há problemas em permanecer no Centro Comercial... faz-se de conta que não existe (como alguém diria mais tarde)!
Mas a situação do gato Cristovão do Colombo estava a tornar-se insustentável pois ele deixara de ser discreto: comia à vista de todos (para regalo de alguns clientes e nojo de muitos outros, que se levantavam das mesas mal o viam), brincava horas a fio nos galhos de uma árvore (observando muito interessado os humanos que ali perto se sentavam) e já caminhava tranquilamente por entre as mesas.
Por isso, uma bela noite, o Cristovão do Colombo foi "caçado" e passou a viver numa FAT (Família de Acolhimento Temporário) com outros felinos.