Final de um dia de trabalho. No autocarro, de regresso a casa.
Sentados num banco do extremo oposto em que viajo, um casal dos seus 70 e muitos anos, trajando humildemente.
Ele deixa de olhar o trajecto pela janela, vira-se para ela e diz: - "Antigamente tínhamos tanta conversa, e agora nem dizemos nada!"
Ela retorque-lhe intempestivamente: - "Oh senhor, deixe-me que eu não tenho vontade de falar!"
Ele volta a perscrutar o horizonte, através da janela do autocarro embaciada pela chuva e pela respiração dos inúmeros passageiros.
Passados alguns minutos, ela vira-se para uma outra passageira, no banco ao lado do seu, e começa a discorrer sobre as hipóteses pelas quais o trânsito se encontra ali parado.
Sentados num banco do extremo oposto em que viajo, um casal dos seus 70 e muitos anos, trajando humildemente.
Ele deixa de olhar o trajecto pela janela, vira-se para ela e diz: - "Antigamente tínhamos tanta conversa, e agora nem dizemos nada!"
Ela retorque-lhe intempestivamente: - "Oh senhor, deixe-me que eu não tenho vontade de falar!"
Ele volta a perscrutar o horizonte, através da janela do autocarro embaciada pela chuva e pela respiração dos inúmeros passageiros.
Passados alguns minutos, ela vira-se para uma outra passageira, no banco ao lado do seu, e começa a discorrer sobre as hipóteses pelas quais o trânsito se encontra ali parado.
1 comentário:
Este post deixou-me completamente sem palavras mas com um nó cá dentro. Confesso que me assusta, um dia, ser esse senhor.
Enviar um comentário