terça-feira, 29 de novembro de 2005

Colecções: Placas de Metal Publicitárias


Quando era pequena, como a grande maioria das meninas que passaram a sua infância na década de 80, fazia colecção de folhinhas (daquelas muito pequeninas, que eram arrancadas de caderninhos muito lamechas, quase sempre em tons de rosa e azul) e de borrachas perfumadas (com as formas, cores e tamanhos mais disparatados que se possam imaginar para dar a uma criança - recordo-me de uma, em particular, que tinha um cheiro intenso a baunilha e a forma de uma torrada... como devem imaginar, foi bem difícil de resistir a esta! ;).

Para além disso, o meu avô (que trabalhou nos CTT) começou, também, a fazer-me uma colecção de selos, daqueles que eram enviados expressamente aos coleccionadores, em tiragens únicas e muito bonitas, sem uma única marca de tinta de carimbo.

Deve ter sido por tudo isso que ainda hoje tenho esta pancada (que me persegue) de fazer colecções!!
Logicamente, que os objectos coleccionáveis para mim mudaram bastante, desde há 20 anos atrás!...

Entre outras coisas (àcerca das minhas restantes colecções falarei noutro post), colecciono placas de metal publicitárias... daquelas estilo antigo, que se colocavam nas entradas e interiores das lojas especializadas em determinados artigos.

Tudo começou numa viagem de trabalho à Alemanha, mais exactamente a
Erfurt (ex-Alemanha de Leste), quando descobri uma fabulosa placa em tons de azul a anunciar uma pasta dentífrica (Foto 1 - cima, lado esquerdo).
Desde então, tem sido um descalabro, pois descobri o "Mémoire d'un Mur" (onde, apesar das encomendas virem via Air Mail, sempre nos sai mais barato -para grandes quantidades- do que a loja "Mil Folhas" do C. C. Colombo - que vende destas placas a um preço disparatado!!!), a parede central da minha cozinha tem ficado consideravelmente mais bonita (Foto 2 - cima, lado direito) e a casa-de-banho ganhou mais uma plca de 20x30 para fazer companhia à primeira (Foto3 - baixo, lado esquerdo).

A última folie que cometi foi mesmo comprar umas
mini-placas (Foto 4 - baixo, lado direito) com "dizeres" bem engraçados, numa loja online que vende daquelas placas estilo tipicamente francês (como as que existem em Paris com os nomes das ruas).

Tuchinha operada




Para além da anestesia a ter deixado mesmo em baixo (coitadinha!), também, tem andado muito infeliz com aquele "colar" que os Vets. colocam, para as gatas não darem cabo dos pensos.
[Foto da menina para breve - quando ela já estiver melhorzinha! - Tal como prometido, foto tirada a 01/12/05, com a Tuchinha já mais recomposta!]
Muito obrigada por tudo, Anabela! :)

domingo, 27 de novembro de 2005

Flores de Inverno - II

Os meus Helleborus Niger começaram, finalmente, a dar uma flor muito miudinha, branca com uns laivos esverdeados.

Por alturas do Natal já deverei ter a minha varanda repleta desta "Rosa branca de Natal".

sábado, 26 de novembro de 2005

A Velhice


Desde que me conheço a mim própria que sempre tive a sensação de não querer chegar aos 60, 70 anos!...
Talvez fosse melhor ficar pelo caminho!

É verdade que, para a maior parte das pessoas que alcançam estas idades, deve ser uma sensação agradável o culminar de toda uma vida, repleta de momentos intensos, de inúmeras histórias, de encontros e desencontros, do próprio acompanhar da História humana (ainda que, muitas vezes, a memória os atraiçoe e faça com que permaneçam desfasados da época em que vivem, relembrando apenas os tempos de ouro em que outrora viveram).

Mas, quando vejo estas pessoas sentadas nos bancos dos jardins à espera de algo incerto que nunca chega, tenho sempre a vaga impressão de que a grande maioria delas não é feliz!...

Não devem ser felizes porque ser feliz é estar contente de viver no mundo e no tempo em que vivemos...
E deve ser mesmo muito triste quando nos apercebemos que a maioria dos nossos amigos já partiram, que somos olhados pelo resto da sociedade como um fardo e, no fundo, que já não temos mais nada a esperar nas nossas vidas.

Tudo isto para dizer que é muito triste quando assistimos de perto ao envelhecimento de alguém que nos é querido!...

É como se a pessoa se fosse desvanecendo lentamente perante nós, sem que nos apercebamos conscientemente disso.

Apesar de um imenso número de comportamentos reveladores do envelhecimento (perdas de memória, emotividade à flor da pele, mudanças bruscas de disposição, etc.), a nossa própria memória faz com que olhemos estes factos desfocadamente... e apenas conseguimos continuar a olhar aquela pessoa como se fora o Outro que nos acompanhou desde jovens.

No fundo, para uns e para outros, a memória é traiçoeira e apenas nos faz ver aquilo de que gostávamos... e não a tristeza da velhice!

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

E hoje um pensamento muito materialista!... Há dias assim!



Ando há um ror de tempo a "namorar" este leitor de CD's de parede, disponível na loja online da MUJI U.K. ou da MUJI France (uma loja japonesa de produtos para a casa e outros, super minimalista, mas muito "fashion", como diria um colega meu!).
Acho que tem um dos mais belos designs para equipamentos deste género... e, quando o vi a primeira vez, colocado na parede da loja MUJI de Paris de "Les Halles", foi mesmo amor à primeira vista... assemelha-se quase a um belo quadro.
Aqui fica uma dica, para as vossas prendas de Natal (e para a família que ainda não souber bem o que me oferecer! ;)

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Tinta-da-China

"Encre de Chine" (Porto de Biarritz - França, Setembro 2001)


Há semanas em que não acontece nada de especial nas nossas vidas...
E outras, em que tudo parece acontecer-nos ao mesmo tempo!...
E ficamos sem tempo para conseguir dedicar a cada um desses acontecimentos.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Sugestão do sítio do costume:

Sou daquele tipo de pessoas completamente apaixonadas por chá!...
Apesar de ser o café que me faz, realmente, acordar de manhã; o chá é, sem dúvida alguma, a minha bebida quente de eleição... quer seja no Inverno (um bom chá quentinho a qualquer hora do dia) ou no Verão (um chá fresquinho saído directamente do frigorífico).
Adoro chás exóticos (sim, que o chá preto e o chá verde que aqui costumam beber no escritório já não têm piada ou sabor nenhum!) e até costumo trocar alguns com a minha amiga Sónia, outra apaixonada desta bebida.
Em Junho de 2004, numa viagem de trabalho à Irlanda, descobri, em Dublin, no café da Cinemateca, um dos melhores chás que já experimentei até hoje: o chá de Manga/Maçã da marca Heath & Heather.
Para além desta marca de chás não ter cafeína e ser composta essencialmente por produtos naturais, este chá tem um efeito extremamente relaxante.
Mais tarde, ainda em Dublin, descobrimos que este chá se podia comprar numa loja de produtos naturais: "Down to Earth" (deixo aqui a dica, para quem passar por Dublin!). E, antes do regresso a Portugal, eu e umas colegas abastecemo-nos com uns bons 5 ou 6 pacotes deste chá.
O problema é que, cá em Portugal, nunca descobri nenhuma loja onde pudesse comprar esta marca de chá... mesmo tendo colocado, praticamente, todos os meus amigos em busca do chá perdido!
Entretanto, ontem à noite, tive a grata surpresa de receber uma encomenda da minha amiga Vanessa (que mora em Londres), com 2 caixas de chá da Heath & Heather, incluindo o "Night Time Tea" (óptimo para quem, como eu, tem problemas de sono muito leve e de insónias).
Agora, só me falta mesmo é estabelecer aí uma rede de intercâmbio com a Vanessa para, nas suas visitas a Lisboa, ela me trazer este chá tão viciante!
Muito obrigada pela lembrança, Vanessa! :)

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Tristeza


Pensamos quase sempre que os nossos problemas são os maiores e mais terríveis do mundo...

Mas o mais detestável, de facto, é quando, por vezes, nem sequer conseguimos suportar o peso dos maiores problemas dos nossos Amigos... por sabermos que vamos ficar sufocados numa tristeza incomensurável, devido a vermo-los numa situação delicada e não podermos (sequer) fazer nada para os ajudar.

Detesto:

Em termos muito gerais, há algumas pessoas e situações que me conseguem mesmo dar a volta ao estômago e pôr mal disposta:

1)- Gente idiota e fútil que se acha o supra-sumo do "máximo" e, na verdade, não vale nada (nem tem nenhuma competência pela qual se possa valorizar);

2)- A hipocrisia daquela gente que acha que deve ajudar os "pobrezinhos e desgraçadinhos" deste mundo, como forma de se auto-promoverem a si próprios;

3)- Gente que trata os outros como se não valessem nada, apenas porque não têm tantas posses financeiras ou porque estão a fazer um trabalho mais humilde em termos profissionais.

...
Hoje não vou falar (escrever) muito, pois fiquei com uma grandessíssima neura, por causa de alguma gentinha do género supra-mencionado!...

domingo, 20 de novembro de 2005

A tradição de ir tirar o "Retrato"


NOTA: - Ambas as fotografias da autoria do Estúdio Fotográfico "Águia de Ouro".


Não há nada mais irritante do que os domingos!...
Como dia da semana, já são o que são: entediantes, pois nunca sabemos bem o que fazer quando já sentimos um leve trago a fim do descanso e início de mais uma semana de trabalho!...
Mas com chuva, praticamente o dia todo, tornam-se muito piores ainda!...

Depois de ter arrumado + ou - a casa e de ter ido tomar café com a minha mãe (para a fazer desanuviar), consegui ficar ainda mais entediada e, para além disso, irritada, com as musiquinhas (electrónicas) de Natal que agora se ouvem por todas as lojas e outros afins!

Foi, então, que me pus a navegar ao acaso na net e descobri
este site com um conceito bem interessante: colocar online as fotografias de pessoas quando elas eram bebés e de como são actualmente.

Certamente que, todos aqueles que nasceram no final dos anos 70, ainda se lembrarão daquele costume (hábito ou tradição) que, sobretudo, os nossos avós tinham, de nos levar àqueles fotógrafos antigos (aqueles que tinham uma série de papéis-de-fundo diferentes para alegrar as nossas fotos, que tinham como flash um enorme chapéu-de-chuva prateado e dos quais tínhamos de esperar, pelo menos uma semana, para receber as nossas fotos), para tirarmos o retrato?!

Acredito que se lembrem, pois foram gerações e gerações de crianças martirizadas (até poderíamos criar um site só para partilhar esse nosso trauma :)!!!

Em minha casa, essa tradição tornava-se, ainda, mais agonizante na medida em que a data fatídica escolhida pelos nossos avós para irmos ao fotógrafo era, precisamente, o dia do nosso aniversário!...

Durante anos e anos sem fim, durante o mês de Fevereiro e o mês de Abril, lá íamos, eu e o meu irmão, àquela loja de fotografia antiga, ao fundo da rua onde eles moram, para ver a fotógrafa... uma senhora, de meia idade, sempre com um sorriso muito irritante -e falso- nos lábios, que nos pedia para sorrirmos para a foto. E o mais grave de tudo é que, mesmo que não quiséssemos sorrir, éramos obrigados a isso, pois ela continuava a disparar aquele flash prateado sobre nós vezes e vezes sem conta até que esboçássemos o sorriso idealmente perfeito para ela.

Apesar desta tradição, também, ser interessante como ideia, já que ao fim de um certo tempo, dava para irmos verificando as nossas transformações físicas, através de todos os retratos tirados... O facto é que, para aí a partir dos 15 anos, nos começámos a fartar um bocado de toda esta situação e démos o nosso grito do Ipiranga!!!

De qualquer modo, aqui fica para a posteridade o ar de reguila que eu tinha na altura e o nariz de batatinha, com o qual toda a gente se metia dizendo que mo iam roubar -o que me irritava à brava- (foto da esquerda - com 1 ano).

Do lado direito (com 2 anos), mais uma foto de mais um aniversário!... Esta, por sinal, tem uma história bem engraçada: quando eu era pequenina, ficava entregue à porteira dos meus avós (porque todos trabalhavam lá em casa), uma senhora a quem eu chamava muito carinhosamente « Amiguinha ». Com essa senhora, ficava também uma miúda do prédio dos meus avós, mais velha que eu. Um belo dia, influenciada por uma qualquer novela brasileira da época, eu pedi-lhe para ela me cortar um pouco a franja... Resta dizer que, para além do meu cabelo ter ficado neste lindo estado, a minha mãe ia dando em doida quando me viu!

Paisagem Ambivalente

Foto: Perto de Ourém, onde o fogo consumiu toda a paisagem, no Verão... começam agora a nascer alguns arbustos, que se abraçam às árvores "enlutadas".
Uma foto com a mesma ideia em Druantia.


Ontem...
Um dia cheio de mistura de sentimentos e ambivalências!...
Daqueles dias que nos fazem sentir que vivemos a 100% e que já não temos cabeça para pensar em mais nada.

- Um casamento simples e maravilhoso de 2 amigos que já se amam há uma catrefada de anos (a Ana, miúda que nunca deixa transparecer que está triste e que tem o som de riso mais sincero que conheço + o Marco, o contestatário mais brincalhão de todos os tempos... dando provas disso ao escolher uma música de Zeca Afonso para terminar a cerimónia religiosa na igreja);

- O desabafo de um problema enorme de uma amiga de longa data... a deixar-me muito preocupada e sem saber o que fazer ou dizer;

- O "nosso" António Pedro no seu 1º evento social (a portar-se lindamente!); numa imagem muito terna, a adormecer agarrando-me com as suas pequeninas mãos um dos meus dedos (enquanto olhava por ele, para os pais irem dançar um pouco).

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

A Gripe e a Voz

Já consegui voltar a ter voz!...
Um pouco miraculosamente, depois de uma semana de altos e baixos...
Mas, felizmente, à parte a constipação, consegui não cair à cama mesmo doente.

Parece que é um vírus qualquer que para aí anda (sem ser o da gripe das aves, claro está!) que ataca a garganta e nos bloqueia as cordas vocais.
Conheço pelo menos 5 pessoas (incluindo uma no estrangeiro) que já tiveram isto.

Mas, no fundo, é um bocado estranho pensar que o vírus da gripe todos os anos se metamorfoseia e se prepara para nos atacar a todos de uma foma diferente!

Sobretudo, porque, face ao caso presente, é complicado imaginar um mundo onde todas as pessoas começassem, de um momento para o outro, a ficar afónicas!...
Se bem que, em alguns casos, até que dava para não nos cansarmos a ter que ouvir tantas asneiradas!

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

O Trabalho Humanitário

Foto de Ana Maria Duarte: Lago Kivu, Ruanda.

Sempre admirei bastante (e "invejei" um pouco) aquelas pessoas que partem em trabalho humanitário para África e outros continentes, na tentativa de ajudar os povos mais carenciados!...

E, também, já senti muita vontade de um dia o fazer...
Não porque sinta que tenho um espírito de Madre Teresa de Calcutá (aliás, a minha família e amigos mais chegados sabem bem que, de vez em quando, tenho uns certos laivos no meu feitiozinho que são mesmo muito ruins!), mas, pura e simplesmente, porque, de vez em quando, também me apetece fugir daqui, da monótona rotina do dia-a-dia... e, sobretudo, porque acho que sou daquele tipo de pessoas que, como dizia o poeta, "só se sente bem onde não está"!...

A Ana Maria é uma dessas pessoas que já partiu para o trabalho humanitário e por lá foi ficando!
Tudo começou há cerca de um ano e pouco, quando foi aceite para integrar uma equipa no Sudão. Desde então, já passou, também, pelo Chade, pela Venezuela e, actualmente, encontra-se no Ruanda (porque, segundo sizem, apesar de todas as contrariedades e precariedade pelas quais se tem que passar para fazer um trabalho deste género, o mesmo acaba por ser bastante viciante).

Conhecemo-nos no trabalho, cá em Portugal, e, apesar da nossa relação profissional não ter começado lá muito bem, (penso que posso dizer que) acabámos por nos tornar Amigas... por uma série de razões, entre as quais o facto de, em determinados momentos das nossas vidas, ambas termos vivido em França e partilharmos assim alguns points de repére comuns.

Quando olhamos para a Ana Maria, uma miúda de aspecto tão sereno e tranquilo e, simultaneamente, de uma sensibilidade à flor da pele, nenhum de nós pensaria que ela seria capaz de fazer um trabalho deste género.

Mas, actualmente, constatamos que, de facto, a Ana Maria foi feita para isto: para estar no terreno (mesmo que longe e, muitas vezes, em situações de perigo) a implementar projectos que, de certa forma, contribuam efectivamente para ajudar aqueles que mais necessitam (no caso dela, os refugiados)... e não para continuar sentada a uma secretária, como muitos de nós, a trabalhar em projectos ("experimentais") financiados pela Comissão Europeia, em que nunca vemos os frutos reais do nosso trabalho.

Por vezes, nas férias, a Ana Maria volta a Portugal (sempre dividida entre a família em Paris, e os amigos em Lisboa) para nos ver e estar connosco... Mas agora, já cá não vem há algum tempo.

Como ontem recebi algumas das fotos que ela vai tirando por esse mundo fora (a Ana Maria é daquele tipo de fotógrafas-amadoras que consegue mesmo captar, através da câmera, a alma de qualquer indíviduo e lugar), fiquei com muitas saudades da minha Amiga... e apeteceu-me escrever sobre ela!

Gata (que estava) para Adopção


Há alguns dias atrás, tinha aqui colocado um anúncio, para a adopção de uma gata que "já tinha passado as passas do Algarve" (como se costuma dizer!), na medida em que a sua dona a tinha deixado sozinha durante 3 meses em casa (e feito sabe-se lá mais o quê à pobre gata!).
A Tucha chegou a minha casa completamente stressada, com medo de tudo e de todos, dando uns berros/miados terríveis quando ouvia alguém falar mais alto ou qualquer barulhinho.
No entanto, era uma gata sempre muito meiga, que gostava de nos dar marradinhas e de se sentar ao nosso colo.
Entretanto, andei a moer e remoer, nestes últimos dias e cheguei à conclusão que não consigo dar esta gata para adopção!...
Porque a pobrezinha já está muito mais calma do que quando lá chegou (apesar de, por vezes, persistirem algumas bufadelas de parte a parte com as minhas 2 outras gatas... coisita normal entre animais!); e, agora, está a custar-me bastante pensar que ao dar a gata para adopção a outra pessoa, ela, coitadinha, teria que passar por uma nova habituação depois de tudo aquilo que já passou!

Por isso, aqui fica o aviso que, a partir de hoje, a Tucha já não está para adopção! :)

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Sugestão do sítio do costume:


"Café das Imagens" - dia 24/11/05, a partir das 17h


Nesta iniciativa, promovida pela Videoteca da Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito do seu Curso de Documentário, estará presente um Doc. realizado por uma amiga minha (a Sónia F.), sobre a comunidade de imigrantes da Europa de Leste em Portugal.
A não perder!...

Semana Diabólica

Esta semana começou mesmo muito mal:
- quadriplicação da quantidade de trabalho que tenho para fazer no emprego;
- os colegas e a chefe parece que acordaram todos com os pés de fora (pois o mau humor no escritório é generalizado);
- para culminar, depois da monstruosa constipação com que estive, agora, atacou-me a garganta e estou a ficar praticamente afónica!...
Pode ser que, como não consigo praticamente falar, vá dando para actualizar mais aqui o blog, através da escrita ;)

domingo, 13 de novembro de 2005

Coisas de que não gosto:


Andar há uma semana "encharcada" em medicamentos (anti-gripais, paracetamol, anti-sinusíticos, etc.) e ter a sensação que a minha constipação está cada vez mais monstruosa e prestes a transformar-se numa gripe! :(
Afinal de contas, não era para isso que os medicamentos deveriam supostamente servir!...

Coisas de que gosto:

Foto: Nikon Coolpix 7600 (em modo automático)


Um jantar entre amigos, numa casa super-agradável, com conversas interessantes e brincadeiras com gatas até às tantas da matina...

Muito obrigada, Nina & João! :)

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Já que estamos numa de falar sobre trabalho...

Foto de Rita Mourato.

Ontem à tarde fomos, pela primeira vez, ao local onde está a ser construído o nosso novo Centro de Acolhimento para Refugiados, para ver o desenvolvimento dos trabalhos.
Apesar de não ter levado a máquina fotográfica comigo (porque estava com uma grandessíssima constipação em cima e nem sequer conseguia pensar), não resisti em pedir a uma colega para tirar esta fotografia, que achei bem peculiar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Ceuta & Melilla & Paris




Fotos: (Esq.)- Imigrantes no deserto do Sahara - Agence France Press/Samuel Aranda);
(Cima)- Polícia vigiando o bairro social de Les Mureaux, Paris - Associated Press/Francois Mori.
Este post já aqui deveria ter sido colocado há mais tempo...
Mas, por falta de disponibilidade temporal, não me tem sido possível!
Aqui fica, então, agora... com data de 09/11/05 (versão draft), mas publicado hoje, 5ª feira.
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Ao iniciar este blog, tinha prometido a mim mesma nunca aqui falar sobre o conteúdo do meu trabalho, na medida em que ele já é suficientemente desgastante de ser vivido no quotidiano, quanto mais estar também a utilizar a escrita como catarse e a incomodar os meus eventuais leitores com estas questões!...

Porém, os últimos acontecimentos de Ceuta e Melilla e agora, mais recentemente, o que se tem passado nos subúrbios de Paris, conseguiram mesmo dar-me a volta ao estômago... e, quando isso acontece, não consigo estar calada!

Em finais de 1999, quando comecei a trabalhar na área das migrações, uma amiga de longa data disse-me que “as migrações iam ser a nova doença do século XXI”. Na altura, achei esta opinião um pouco exagerada mas agora, olhando para tudo o que tem sucedido nos últimos anos, constato que, efectivamente, a Europa está a ficar doente, quando trata desumanamente todos aqueles que tentam ultrapassar as suas fronteiras em busca de uma vida melhor, ou quando durante anos fecha os olhos à exclusão a que são remetidos milhares de jovens oriundos de famílias de imigrantes instaladas nos seus países!...

Durante um ano (2002) vivi em Paris, enquanto fazia um mestrado em “Migrations et Relations Interethniques”, e tive oportunidade de verificar em teoria e in loco como se vive num país onde já existem imigrantes há pelo menos mais 30 anos do que cá em Portugal e onde, supostamente, isso deveria fazer com que existisse uma “Política de Imigração” coerente e tendente a uma integração harmoniosa.

"Política de Imigração" essa que é muito diferente, em termos comparativos da anglo-saxónica ou, até mesmo, da portuguesa (apesar de, no nosso caso, não se poder dizer que esta exista sequer!).
Em França, Estado laico por excelência (em que a Igreja Católica não mete o bedelho no que quer que seja relacionado com a política estatal), acreditava-se que qualquer imigrante que chegasse ao país teria as mesmas hipóteses que um cidadão nacional de se integrar na sociedade francesa, através de uma Escola e de um Estado Republicano igualitários para todos.

Só que, há 12 dias atrás, as provas de que esse modelo não era o garante da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” para todos começaram a ser cada vez mais exteriorizáveis.
E a Europa acordou, finalmente, para uma nova realidade: a exclusão e abandono social de milhares de jovens de 2as e 3as gerações de famílias de imigrantes.

Em França, contrariamente a Portugal, uma criança nascida de um casal de imigrantes (mesmo que ilegal) adquire automaticamente a nacionalidade francesa. O que, à partida, já é um bom começo para uma futura integração.
O problema é que a nacionalidade não se demonstra apenas por um cartão de identidade ou pelo facto de se falar a mesma língua. A nacionalidade é fruto, sobretudo, do direito a poder exercer a sua cidadania, do direito de fazer ouvir a sua voz, de ser respeitado pelos outros cidadãos e de poder ter os mesmos sonhos e expectativas de realização de vida do que os nacionais desse país.
E em França, tal como numa série de outros países europeus, isso, infelizmente, não sucede!...

"(...) Momo (diminutivo de Mohammed), apenas 16 anos, relativiza: "Mesmo com o bac+5 [mestrado] não me dão emprego. Vêem o meu nome, que vivo na Forestière [um bairro desfavorecido] e o posto já não existe."

"Chamas-te Rachid e queres ser médico? Na escola mandam-te estudar para canalizador"
, indigna-se... Rachid. (...)

"Sou francês", intervém Mikael, um grandalhão com pele de ébano, "e dizem-me que tenho de me integrar. Não sou imigrante, sou francês! "Dá raiva." "Dá ódio", repetem todos. "Agora foram buscar o recolher obrigatório da guerra da Argélia. Para eles, somos todos argelinos. Nascemos aqui, mas para eles não somos daqui."

Excertos do artigo "Chamas-te Rachid e queres ser médico?", PÚBLICO - 10/11/05.


Não sucede porque, apesar de tudo o que se diz (e da necessidade real da Europa receber um maior número de imigrantes, por forma a colmatar a taxa demasiado baixa de nascimentos existentes nos seus Estados-Membros), os imigrantes, em qualquer país que seja, são sempre encarados como cidadãos de 2º tipo, desde que tentam entrar num país de acolhimento até à chamada fase de integração… tornando-se esta situação ainda mais grave no que diz respeito às 2as e 3as gerações.

De facto, estas últimas, ao não se sentirem integradas no país onde nasceram, e não tendo qualquer contacto com o país de origem dos seus pais, acabam por se sentir perdidas e desligadas de qualquer ponto de referência. Idealizam, então, uma cultura alternativa com fragmentos de uma idealização desses outros mundos que não conheceram (como sucedeu, por exemplo, quando jovens nascidas e criadas em França, de pais que nunca foram fundamentalistas muçulmanos, começaram a querer usar sistematicamente o véu), mas que lhes confere uma outra identidade em que podem acreditar.

De modo algum quero estar a fazer uma apologia de desculpabilização do que se tem passado nos subúrbios de Paris e de outras cidades francesas nas últimas semanas, porque a violência gratuita não leva a lado nenhum!...

De qualquer modo, penso que, no momento actual, se torna demasiado urgente que, em vez de criarem leis de urgência (cada vez mais restrictivas) ou de expulsarem indivíduos que se encontram legalmente num país ou que aí nasceram, os políticos pensem no que está efectivamente por detrás dos actos de vandalismo a que temos vindo a assistir!!!!
Antes que outros eventuais barris de pólvora expludam na Europa, tornar-se-ia necessário que os governantes pensassem um pouco na forma como têm vindo a tratar a problemática da imigração ao longo destes quase 60 anos!!!!

É preciso chamar a atenção para a forma como os imigrantes são guetizados durante anos a fio em bairros sociais nos subúrbios das grandes cidades (a Paris intra-muros turística, que afasta os mais pobres, os excluídos para a periferia é um exemplo claríssimo disso! Mas, também, os nossos bairros de barracas ou o realojamento social efectuado sem qualquer critério!), “ignorados” pela outra sociedade e sem que consigam sair dessas franjas mais baixas da sociedade actual.
Se num "mundo perfeito" todo e qualquer indivíduo deveria poder circular livremente por onde quisesse, tentando reconstruir a sua vida noutro local (Artigo 13º da Declaração Universal dos Direitos Humanos); na prática, esse "mundo perfeito" resume-se apenas aos cidadãos da UE, que podem trabalhar ou estudar noutro país, sem serem perseguidos pela polícia!
Porque não deixarmos de olhar apenas para os nossos umbigos e passarmos a aplicar essa norma a todos os restantes povos?!
Sim, poderá parecer uma visão demasiado utópica para ser concretizada na prática... mas é a única que defenderá, de facto, os direitos humanos de todo e qualquer indivíduo... sem que se olhe para a sua classe social, religião a que pertence ou côr da sua pele!



Alguns links de interesse:

http://www.noborder.org/news_index.php
http://www.united.non-profit.nl/pages/info24.htm
http://www.migreurop.org/article887.html

domingo, 6 de novembro de 2005

Gata para Adopção




Esta é a Tucha.
Tem cerca de 5 anos e, durante os 3 meses do último Verão, esta gatinha ficou sozinha em sua casa, tendo apenas quem lhe assegurasse alimentação e água.
Como é óbvio, ficou extremamente debilitada com saudades dos donos e devido a um isolamento tão prolongado.

Está em minha casa desde 6ª feira passada, em regime de acolhimento temporário porque, para agravar o seu estado, os donos já não a queriam manter, tendo "combinado" com o gatil da Câmara Municipal de Lisboa (onde os gatos não adoptados ou reclamados são "abatidos" ao fim de 8 dias) ir lá deixá-la.

De momento, encontra-se a recuperar de toda a situação de stress que tem vivido nos últimos tempos, mas quem estiver interessado em a adoptar pode contactar-me através do e-mail:
alexasof@gmail.com.


NOTA: - O Daniel, também, está a fazer um apelo urgente para adopção de uns cães que se encontram no Canil Municipal de Évora.

1.000

O "Palavras & Imagens" atingiu este fim-de-semana as 1.000 visitas.
Muito obrigada a tod@s os que têm tido a paciência de ler o que aqui vou escrevendo diariamente!
P.S. - Infelizmente, por falta de tempo, tenho 2 ou 3 posts um pouco em atraso, que vou tentar actualizar o mais depressa possível.

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

Hoje não consigo...

Foto: Montmartre, Paris (Maio 2001)

... escrever sobre o que quer que seja!
Há dias assim, em que nos conseguem mesmo tirar do sério e só ficamos é com vontade de sair daqui.
Por isso, faltando as palavras, fica uma imagem de um sítio que gosto bastante!...
Talvez ajude!...

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

E a Vida!...

Foto: Mãozinhas do António Pedro, junto da mão direita do Tiago S.
[NOTA: - Por uma questão de respeito pela privacidade do bébé e dos seus pais, optei por não expôr aqui a sua foto.]


Ontem fomos (finalmente) numa alegre comitiva, a Alcácer do Sal, visitar o António Pedro e os seus papás babados!...

Se pensar na morte custa tanto (como dizia no post anterior), assistir a um nascimento é algo de “milagroso”!...

Mais sublime e precioso ainda se torna ver uma criança, actualmente, com 2 semanas e pouco, tão pequenina, que, dentro em breve, vai crescer!
Felicidades Patrícia&Zé! :)

A Morte...

Foto: Glendalough, Irlanda (Abril 2004).


Na 6ª feira passada, a avó (paterna) do Bruno faleceu, aos 95 anos, depois de ter passado alguns dias no hospital em coma.

Apesar de ser algo pelo qual já todos aguardavam (sobretudo devido à idade da senhora), este acontecimento (natural) da vida humana deixou-me impregnada de uma estranha mistura de sentimentos (nada agradável)!...

Para além da compreensível compaixão (sentimento que, logicamente, gera sempre alguma tristeza) pelo Bruno e pela sua família... às tantas, dei comigo a pensar em algo que, por hábito, faço sempre por tentar esquecer: que, efectivamente, um dia, mais tarde ou mais cedo, todos nós (bem como aqueles que amamos) temos que morrer... porque a vida é mesmo assim e não há nada a fazer contra isso!

Coisa, no entanto, em que é sempre complicado pensarmos, uma vez que, pelo menos comigo o que sucede, é que acho que temos sempre mais qualquer coisinha a fazer por cá... por isso, o tempo da morte nunca é o ideal para chegar. Para além de que se torna sempre estranho pensar que após a morte, já está, acabou-se, deixamos de ser quem somos e passamos a fazer parte de um vazio, de um nada!...

Por outro lado, é também nestas alturas, que, um pouco por compaixão de vivências com quem está a sofrer uma perda, começamos a pensar na própria perda daqueles que nos são queridos... o que também não é nada agradável de se pensar: como seria a vida a partir daquele momento, em que já não temos cá determinada pessoa.