sábado, 31 de dezembro de 2005
Revisão do ano que está a acabar
Palácio de Versailles (França)Naqueles breves minutos que antecedem a chegada da meia-noite e de um novo ano, quando nos encontramos em equilíbrio instável com 12 passas numa mão e um cálice de champanhe na outra, nunca costumo conseguir arranjar tempo para fazer revisões aprofundadas sobre o ano que passou! Apenas se esvai no meu pensamento um volátil turbilhão de ideias, logo interrompidas pelos brindes e saudações ao novo ano, entre amigos e/ou família.
Sendo assim, e de uma forma muito geral: - este foi um ano que começou mal, teve os seus altos e baixos, e terminará muito mal para mim!
Vá-se lá saber porquê (estas coisas nunca têm uma explicação muito lógica e plausível!), mas nunca gostei lá muito de números ímpares!...
Talvez por isso, os anos que terminam em números ímpares nunca me correm lá muito bem, nem tenho um carinho particular pelos mesmos.
2005, também, não foi excepção!
Apesar de, em Janeiro, me ter mudado para a minha casinha nova (o meu "espaço", que me trouxe imensa serenidade e paz de espírito -um dos pontos mais positivos do meu 2005), o início do ano foi mesmo o mais desastroso, com a morte de uma das gatas que adoptei (para levar comigo para minha casa) e de um dos gatos (de casa da minha mãe) que me acompanhara quase desde criança... ambos, após um longo período de sofrimento.
Depois houve a enorme desilusão (e o sentir-me enganada) face a alguém de família que conhecera há pouco tempo... e que, afinal, não era bem aquilo que parecia ser.
Em termos profissionais, não posso dizer que as coisas me tenham corrido mal (apesar de ter sido o ano em que mais trabalho fui tendo), porque continuo a gostar do que faço e, sobretudo, das pessoas com quem trabalho (algumas das quais se vieram a revelar grandes Amigas -outro ponto positivo do meu ano de 2005).
No entanto, alguns distúrbios, complicações e despedimentos deixaram-me com uma dor na alma e uma certa tristeza.
Finalmente, no último mês de 2005, a estocada fatal: o término de um grande sonho partilhado com alguém que me acompanhava há já bastante tempo... alguém a quem, provavelmente, por erro meu (ou defeito de personalidade), não soube dar o devido valor que tinha para a minha vida!...
Por tudo o que de menos bom (= mau) aconteceu na minha vida, ainda bem que 2005 se vai embora (aliás, já alguém teve uma excelente ideia para mandar este ano embora -ver aqui)!!!
Espero que venha rápido um novo ano, que nos traga a todos muita paz e serenidade, sonhos realizados e vontade de seguir em frente e de fazer algo para mudar o mundo (os nossos pequenos mundos)!
Votos de boas entradas para todos aqueles que me lêem! :)
sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
Imagens de um dia na praia...
Self Portrait Tuesday # 1

Através da Carla, dos Pózinhos de Perlimpimpim, tomei conhecimento de um novo projecto, existente na blogoesfera, bastante interessante: colocar um auto-retrato online a cada 3ª feira (hoje é 6ª, mas como é a minha estreia nestas andanças há desculpa ;).
Todos os meses existem novos desafios... e o deste mês relaciona-se com a "História Pessoal" (desafio entre o autoretrato e as antigas fotografias de família).
Espero ter conseguido cumprir a minha primeira missão com esta fotomontagem!...
quinta-feira, 29 de dezembro de 2005
Natal é quando quisermos!…


Recebi hoje esta prenda (ainda) de Natal, de alguém que ouviu as minhas preces.
Muito obrigada, B.!
Da parte da tarde, dei com estes presentes maravilhosos na minha caixa do correio!... Vindos, directamente, de Toronto (Canadá), da parte de uma grande Amiga que por lá vive já há alguns anos.
Galas de Solidariedade
Durante cerca de 2h30, os momentos musicais, entremeados com reportagens sobre os pilotos portugueses que vão participar no Rally, as habituais graçolas dos bonecos do “Contra-Informação” e relatos sobre o trabalho do UNHCR no terreno; visavam, sobretudo, que o público aderisse a esta campanha, angariando-se fundos através dos seus telefonemas (taxados a 0,60€) para um determinado número de telefone (podendo, eventualmente, ao fim de não sei quantas chamadas, o/a feliz espectador/a ser atendido pelo actor B, a modelo Y ou o VIP X).
No final da noite, foram angariados cerca de 70.000,00€, os quais irão direitinhos para o UNHCR no terreno, para um projecto em particular que tem por objectivo a aquisição de fornos a gás, para que as mulheres sudanesas não tenham que ir aos bosques apanhar lenha, podendo correr o risco de serem violadas por membros das mílicias que ainda operam no Sudão (algo que, infelizmente, nunca chegou a ser textualmente dito, ao longo do programa, pela apresentadora, Catarina Furtado).
As minhas impressões (pessoais) sobre tudo isto:
- É muito estranho ver, assim, o nosso trabalho mediatizado de uma forma tão simplista e redutora;
- Os mass media têm mesmo estranhas formas de trabalhar (como aquele “momento alto” da noite em que, supostamente, um dos VIP’s do Call Center recebe uma chamada telefónica de alguém que queria contribuir para esta causa; e, afinal, do outro lado da linha, alguém responde com uma voz muito ensonada, como se tivessem acabado de a acordar: - “Não, mas deve ter sido engano”);
- Quanto ao restante “brilharete” todo desta noite de Gala, remeto-vos para a leitura do ponto nº 2 de um post mais antigo, bem como para este post.
terça-feira, 27 de dezembro de 2005
segunda-feira, 26 de dezembro de 2005
Plantar uma Árvore
Imagem da esquerda disponível em: http://rostliny.nikde.cz/view.php?cisloclanku=2004051701Diz a sabedoria popular que um homem (ou mulher) só tem uma vida completa quando planta uma árvore, escreve um livro e tem um filho!...
Não foi propositado, mas hoje plantei a minha primeira árvore... uma Tamarix.
domingo, 25 de dezembro de 2005
Natal

Mais um Natal que se passou!Há exactamente um ano, na noite de ontem (24/12/05), estivemos na minha casa nova, a estreá-la, quando eu ainda nem sequer lá morava.
Ontem, para manter a nova tradição, a ceia de Natal foi, mais uma vez, em minha casa... que já estava bem mais quentinha do que há um ano, com mais comodidades e com 3 gatas a brincarem desenfreadas com os laços dos presentes.
Durante a tarde, ainda tentei dormitar um pouco (pois a semana que passou tem sido profícua em termos de insónias), mas os telefonemas e sms's dos amigos (a desejarem boas festas), a juntar a uma enorme discussão dos meus vizinhos do R/c impediram-me de o fazer.
Depois, foi a maratona de tentar ter o jantar pronto a horas decentes!... Desde há alguns anos a esta data, que improvisamos sempre novas receitas de bacalhau (e o deste ano, com arroz tailandês e tomate, acompanhado de uma salada de bróculos e couve-flor com molho béchamel e amêndoas foi aprovadissímo).
Mais do que qualquer outra coisa, foi bastante agradável o poder estar com a minha família, assim de uma forma mais prolongada e sem quaisquer tipo de pressões.
Entre os presentes (que recebi) a destacar, a primeira caixa dessa série de culto da nossa infância: “Verão Azul”... a relembrar bons velhos tempos.
Quanto aos meus presentes, este ano, decidi ir um pouco contra a corrente consumista e oferecer apenas a cada membro da minha família um livro, que tivesse algo a ver com cada um deles.
“A Santa Aliança - Cinco séculos de espionagem do Vaticano” (de Eric Frattini) para o meu avô, “Bilhete de Identidade : Memórias / 1943-1976” (de Maria Filomena Mónica) para a minha avó, “D'este viver aqui neste papel descripto - Cartas da Guerra” (de António Lobo Antunes) para a minha mãe e “Manobras de Diversão” (Livro + DVD inédito das Produções Fictícias) para o meu irmão, foram as minhas escolhas.
Mal a noite terminara e o dia amanhecia, lá fomos para casa da minha mãe para continuar o repasto. Devo confessar que esta coisa das comidas e doces (especialmente dos fritos!) é que me acaba sempre por estragar o Natal e deixar com o estômago às voltas!...
sábado, 24 de dezembro de 2005
Feliz Natal!

numa gruta, no bojo de um navio, num presépio,
num prédio, num presídio no prédio
que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois:
somos duzentos, duzentos mil,
doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
Para todos os que têm tido a paciência de me continuar a ler (aqui no blog), deixo-vos os meus votos sinceros de que passem um bom Natal junto das vossas famílias!
Um pensamento, também, muito especial para todos os amigos que contribuíram para o crescimento da minha árvore de Natal -[Foto 3 - canto inferior esquerdo], este ano!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
Concurso de Natal
Fotomontagem elaborada por AC.Podem ler os seus testemunhos aqui e aqui.
Devo, porém, comunicar-vos a todos que descobri, finalmente, o motivo que levou a que este ano houvesse uma profusão tal de iluminações (paradoxalmente, compradas nas lojas dos chineses, que nem sequer comemoram o Natal, mas têm um bom olho para o negócio) nas janelas dos lares portugueses.
A verdade é que, depois do sucesso dos bonecos do Pai Natal enforcados às janelas, este ano, foi lançado o concurso "A Varanda mais Iluminada de Portugal"... patrocinado, especialmente, nesta época natalícia pela EDP (que é quem fica a ganhar com a situação!).
Ontem à noite, ainda tentei tirar uma fotografia ao prédio mais decorado (com bonequinhos do Pai Natal em cada um dos andares) e iluminado (com uma incandescência tal de luz, que até deve ser confundido com o aeroporto de Lisboa, quando os aviões estão prestes a aterrar) aqui do bairro... que, segundo consta, é o que vai mesmo ganhar o primeiro prémio deste concurso.
Infelizmente, os seus habitantes devem ter ouvido a notícia que passou em todos os noticiários da noite sobre o acréscimo do preço da electricidade, pois as iluminações natalícias encontravam-se todas apagadas.
Sendo assim, deixo-vos aqui a fotografia da varanda mais iluminada da minha rua; que, apesar dum pouco tremida (mas, dada a qualidade deste concurso, isso até nem é o pior!) faz bem jus ao mote do concurso.
A Ronda das Prendas

Inicialmente, foi só a uma vizinha minha, a D. M., pela forma simpática como me acolheu aqui no prédio e se disponibilizou para me ajudar no que fosse preciso.
Este ano, alarguei, também, o rol de ofertas à D. L., porque é quem me guarda sempre as encomendas e cartas que não cabem na minha caixa do correio;
À equipa da clínica veterinária onde costumo levar as minhas gatas (que, também, são meus vizinhos de rua), pela forma profissional mas humana como me acompanharam aquando da doença e consequente morte da Amélie;
E, finalmente, à C., a minha cabeleireira, uma rapariga impecável, que teve a infindável paciência de me aturar quando quis deixar de pintar o cabelo e voltar à minha cor normal.
Ontem, consegui terminar de entregar todas as caixas de bonbons, acompanhadas do tradicional postalinho de boas festas home made.
Pode parecer palermice, mas penso que são estes pequenos gestos de simples agradecimento que ajudam a humanizar aquelas relações que temos uns com os outros (mesmo para com aqueles que nos prestaram um qualquer tipo de serviço).
E esse sim, é o verdadeiro espírito de Natal!...
quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
Moleskine - II
O Homem e o Cão
[Hoje entabulei conversa com este homem.
E fiquei a saber que, afinal, não se trata de um cão, mas sim de uma cadela.
Pareceu-me ter ficado contente por alguém lhe dirigir a palavra.]
quarta-feira, 21 de dezembro de 2005
Os Amigos não de sempre... mas para sempre!

Hoje tive a imensa felicidade, para poder construir a minha árvore de Natal, de receber 2 postais lindíssimos de 2 Amigas (muito obrigada Bárbara e Cristina!)... Que me deixaram mesmo emocionada com as suas palavras (isto deve ser o espírito natalício a abater-se sobre mim, ou então, é só mesmo por nestes últimos dias andar assim meio "piriri", como diria a Patrícia)!
É bem certa aquela frase que diz que "Os amigos são a família que escolhemos"!...
E entre amigos de longa data (daqueles com quem me dou já há cerca de 11 anos) ou aqueles que conheci nestes últimos anos, a diferença não é nenhuma!...
O que conta é a amizade que vai sendo construída e fortalecida a cada dia que passa!
Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre adolescentes,
assustados e sós sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça
ou da renúncia que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura
Um dia acordamos tristes da sua tristeza
pois o fortuito significado dos campos
explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis
Mas a impressão maior é a da alegria
de uma maneira que nem se consegue
e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor.
Decorações de Natal

A verdade é que tenho que concordar a 100% quando alguém (de um outro blog que costumo ler) disse que, este ano, os portugueses se conseguiram mesmo exceder nas suas decorações natalícias... as quais deixaram de ter um carácter íntimo e privado para passarem a servir de verdadeiras formas de ostentação (e mau gosto)!
Porém, este ano, todo o português que quer ser bom pai de família tem que ter um desses bonecos colocado na sua janela (e mesmo o imigrante ucraniano, como é o caso de um casal que vive no meu prédio)... tendo passado a existir em milhares de janelas, em cada um dos bairros lisboetas, bonecos vestidos de vermelho (seja a subirem uma corda branca, seja sentados num baloiço iluminado, seja o que for!) pousados como se ali tivessem aterrado via OVNI.
Tal como a algumas outras pessoas, a mim, este fenómeno também me causa um pouco de urticária!...
Provavelmente, no fundo, o que me chateia é pensar que estou, por exemplo, a vestir uma peça que milhentas outras pessoas (com as quais me cruzarei, seja nos transportes ou no emprego), naquele mesmo dia, estão, também, a usar.
Porque, o facto, é que, para mim, cada indivíduo é único e, como tal, deveria poder expressar a sua individualidade livremente, da forma que mais lhe conviesse, não seguindo os tais padrões impostos pela sociedade.
Tudo isto para voltar à história dos bonecos do Pai Natal colocados à janela!...
Fenómeno de moda, fenómeno de (histerismo das) massas... o que quer que ele seja, é algo que se assemelha bastante àquele outro fenómeno das bandeiras portuguesas hasteadas em cada janela de cada lar português, durante o campeonato do Euro 2004... e que, em muitos casos, carcumidas pelo pó e desbotadas pelo sol, ainda ali permanecem até hoje.
A "nossa" Consciência Social
Centro Comercial Colombo, ontem, 11h da manhã.
Enquanto ajudava o meu irmão nas suas compras de Natal, tentaram impingir-nos um qualquer livro editado para ajudar o Instituto de Apoio à Criança (salvo erro!).
“Não, muito obrigada, não estou interessada!” – respondi, como, normalmente, faço, sempre que me tentam impingir alguma coisa.
A rapariga não insistiu e foi-se embora, tentar vender o livro a uma mãe com duas crianças pequenas.
Foi a partir deste momento que tomei a firme resolução que, se me vêm tentar vender mais alguma coisa para ajudar quem quer que seja, até ao final do ano, passarei a responder da seguinte forma: - “Não, muito obrigada. Durante 12 meses por ano já ajudo públicos desfavorecidos no trabalho que faço... e não é apenas nesta altura do ano que me lembro deles!”
Posso estar a ser demasiado radical, mas uma das coisas que mais me irrita nesta época do ano é a infindável quantidade de campanhas para angariar fundos de ajuda (aos “pobrezinhos”, às criancinhas, aos sem-abrigo, às criancinhas doentes e maltratadas) que são lançadas!...
Não é que, pessoalmente, tenha alguma coisa contra o auxílio a qualquer grupo desfavorecido ou excluído que seja... muito pelo contrário!!! E até acho bem que as pessoas ajudem e tudo.
O que me incomoda sobremaneira é o reverso destas campanhas: é o facto delas serem lançadas, à priori, como se quem as concebeu pensasse que esta é a única época do ano em que os indivíduos se encontram mais sensibilizados para estas questões, como se apenas nesta altura a nossa consciência social nos obrigasse a agir.
O problema reside precisamente aí: é que, efectivamente, para grande parte da população portuguesa, apenas esta época do ano conta para as suas consciências sociais (seja porque são pressionados pelos meios de comunicação social que os bombardeiam com reportagens que apelam a “ajudar os desgraçadinhos”, seja porque, de facto, esta é uma época do ano que faz as pessoas pensarem nas situações mais tristes)!!!
Também não é que eu quisesse que todas as pessoas trabalhassem em áreas mais sociais, de auxílio à exclusão (isso sim, seria estar a ser demasiado radical), mas o que me dá mesmo a volta ao estômago é a hipocrisia de grande parte da nossa sociedade actual: que, nas restantes épocas do ano, se esconde de todas as crianças maltratadas e outros públicos excluídos, virando enjoadamente a cara a alguém que passa a pedir esmola... como se não se tratasse, sequer, de um ser humano.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2005
Em memória de algo que passou...
Mary Poppins loves Cartoons

domingo, 18 de dezembro de 2005
Festa de Fim de Ano
Mudamos-lhe o nome e nunca fazemos festa de Natal porque a grande maioria dos requerentes de asilo, refugiados e imigrantes (que frequentam as aulas de Português que ministramos ou que são apoiados pela nossa organização) não é católica e não celebra este evento.
O programa da festa foi bem animado, com um espaço dedicado aos mais pequeninos, muita música e dança de diversos países (incluindo o coro “Desafinados” dos técnicos e funcionários da nossa organização) e uma actuação espectacular do Grupo de Teatro RefugiActo (composto por requerentes de asilo e refugiados).
No final, um Festival Multicultural de Sabores, com cada convidado a trazer o seu prato tradicional, ainda deixou muita gente a trocar receitas.
Também gostei bastante que os meus amigos Sónia & Tiago e a Raquel tivessem estado presentes!
É sempre bom, por momentos, podermos estar juntos, divertirmo-nos e esquecermos as agruras da vida!... Sobretudo, quando, a meio da noite, temos boas notícias e sabemos de alguém que estava ilegal há já tanto tempo em Portugal e conseguiu, finalmente, ver a sua situação legalizada.
de Nazim Hikmet
Não vivas sobre a terra como um estranho
Um turista no meio da natureza.
Habita o mundo como a casa do teu pai.
Crê na semente, na terra, no mar.
mas acima de tudo crê nas pessoas.
Ama as nuvens,
as máquinas,
os livros,
mas acima de tudo ama o homem.
Sente a tristeza do ramo que murcha,
do astro que se extingue,
do animal ferido que agoniza,
mas acima de tudo
Sente a tristeza e a dor das pessoas.
Alegra-te com todos os bens da terra,
Com a sombra e a luz,
com as quatro estações,
mas acima de tudo e a mãos cheias
alegra-te com as pessoas.
sábado, 17 de dezembro de 2005
quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
Coincidências
segunda-feira, 12 de dezembro de 2005
Frio
domingo, 11 de dezembro de 2005
1984, plantas e outras descobertas
Gosto...
sábado, 10 de dezembro de 2005
Colecções: Ímans de Frigorífico
Há quem utilize o frigorífico para manter os amigos bem "fresquinhos" e outros que utilizam este electrodoméstico para nele escrever poemas (Olá Tiago S.! :)
No meu caso, utilizo-o para colocar ímans de diversos países (angariados através da boa vontade dos meus amigos quando se encontram em viagem e das minhas próprias deambulações por esse mundo fora)!
Até ao momento, já consegui ímans de Paris, Irlanda, Brasil, Jordânia, Croácia e Zagreb, Grécia, Londres, Holanda, Ljublana, Toledo e Madrid, Bruxelas e Madeira.
P.S. - Um enorme MERCI à Catarina & Tito!...
sexta-feira, 9 de dezembro de 2005
A beleza de cada novo dia...

Todas as manhãs abria a janela da sua cozinha e ficava por alguns instantes a perscrutar o horizonte, com um ar muito sereno, como se estivesse a admirar a beleza de cada novo dia que se iniciava.
Por vezes, quando olhava na direcção da minha janela, esboçava um sorriso e voltava a perder o seu olhar no infinito.
Há já alguns meses, que nunca mais apareceu àquela janela. Que, agora, apenas se abre para uma outra senhora de bata –mais jovem- estender a roupa.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2005
Blogalização
(Outro) Feriado Natalício

A Tuchinha já está recuperada e sem "colar", o que me deixou mais tranquila e com cabeça para, finalmente, conseguir arranjar coragem para enfrentar as hordes de "vândalos-das-compras-de-Natal" (que, ultimamente, atacam desenfreadamente tudo quanto seja loja, sem respeito algum pelos outros clientes) e ir comprar os presentes para a minha família.
No meio das compras natalícias acabei por não conseguir resistir a um livro da Taschen com algumas gravuras alusivas ao Natal, datadas dos anos 20 (podem ver mais algumas dessas gravuras na minha pasta do Flickr).
Sei que pode parecer um pouco estranho o meu gosto por um livro deste género, quando nem sequer sou católica (apesar da educação que tive!) e, actualmente, o único significado que o Natal tem para mim é o da reunião da família (que, cada vez, vai sendo mais reduzida!)...
Mas a verdade é que, quando era pequena, o Natal estava repleto de uma intensa magia para mim e para o meu irmão!...
Na verdade, nessa altura, com 5/6 anos, todos os rituais subjacentes a esta época festiva pareciam-nos impregnados de uma qualquer mística misteriosa que nos deixava bastante felizes e ansiosos (e posso assegurar-vos, com toda a certeza, que não tinha nada a ver com os presentes que recebíamos!).
Desde a decoração do pinheiro -verdadeiro e bem natural- de Natal, até à colocação do musgo (que a minha mãe comprava sempre, deixando-o cuidadosamente de molho em água, para ficar com uma cor mais verde) e das diversas figurinhas no presépio (resta dizer que eu não compreendia lá muito bem porque é que diziam que o menino Jesus era pobrezinho, pois pensava que a Belém onde ele nascera era aquela que fica junto ao Mosteiro dos Jerónimos e aos Pastéis de Belém -já nessa altura a minha imaginação era bastante fértil!), tudo nos parecia fazer parte de uma festa solene que tinha o seu momento glorioso naquele tempo de espera para tentarmos ver uma estranha e misteriosa figura colocar os presentes junto ao pinheiro... algo que acabávamos por nunca conseguir vislumbrar, nas madrugadas de cada dia 25 de Dezembro... mas a magia ficava sempre a pairar no ar!
Penso que, no fundo, a importância do Natal para nós, nessa altura, tinha a ver, sobretudo, com o facto de toda esta magia (que nada tem a ver com a tradição católica, mas sim com ritos pagãos e de comunhão com a natureza bem mais ancestrais) nos fazer sonhar e dar asas à nossa imaginação!
Algo que já não sei se existirá, actualmente, em casa de muitas famílias, onde o espectro do consumismo exacerbado passou a imperar mais fortemente do que qualquer magia advinda do sonho.
Talvez seja, ainda, devido a essa magia (do espírito de criança) que, apesar de o Natal já não ter grande significado para mim, ainda continue a gostar de ver as ruas da Baixa elegantemente iluminadas, ainda continue a perpetuar o gesto de felicitar os amigos nesta quadra com postais e ainda sinta falta da árvore de Natal cá em casa.
O ano passado não "fiz" árvore de Natal, porque ainda me encontrava em mudanças, não habitava a casa nova e apenas cá fizémos a noite de consoada em família.
No entanto, este ano, optei por uma versão minimalista (como gosto em decoração!) e que tem um maior significado para mim: uma árvore de Natal em velcro, que vai ganhando forma ao serem colocados os postais de Natal que vamos recebendo -[Foto do lado esquerdo]. É claro que a minha ainda não tem nenhum, mas prometo uma foto para breve, quando já estiver mais compostazinha!
Por isso, para quem ainda não comprou a sua árvore de Natal, ou para quem queira ter uma de estilo alternativo, aqui fica uma ideia bem original e diferente!
Outra ideia engraçada é a que descobri no tal livro da Taschen, de onde vem a foto do lado direito.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2005
Agradável Surpresa
72 horas non-stop
segunda-feira, 5 de dezembro de 2005
Vets.
domingo, 4 de dezembro de 2005
Monotonia

Um fim-de-semana entremeado com terríveis enxaquecas (daquelas em que só nos apetece ficar fechadinhos no escuro!), um pequeno armário em fase de ser pintado (ando nisso há já quase 1 mês) e ultimar a redacção dos postais de Natal para serem enviados aos amigos.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2005
Sugestão do Sítio do Costume:
Em início de fim-de-semana, aqui fica uma pequena pérola musical (para quem ainda conseguir encontrar o CD à venda -uma vez que já foi retirado do mercado- ou para os "aventureiros" do Kazaa :)
quinta-feira, 1 de dezembro de 2005
Um Feriado Natalício
Hoje foi dia de ir às compras, no caos habitual de um feriado cheio de chuva... e muita gente na corrida às prendas de Natal.Se já em Novembro comentava aqui num post o quão estranho me parecia a mudança de humores que se opera no cidadão mais comum, quando as lojas começam a colocar nas suas montras os enfeites e decorações alusivos ao Natal... devem então imaginar bem a odisseia que foi para mim passar esta tarde na IKEA e no Continente: até tonturas tive!
"Chat Lunatique"

Ainda em referência ao post anterior, aqui fica um exemplo visual claro de como as placas de metal da minha colecção se aplicam tão bem à realidade (e até lhe podem dar um engraçado toque de BD :)!...
terça-feira, 29 de novembro de 2005
Colecções: Placas de Metal Publicitárias

Para além disso, o meu avô (que trabalhou nos CTT) começou, também, a fazer-me uma colecção de selos, daqueles que eram enviados expressamente aos coleccionadores, em tiragens únicas e muito bonitas, sem uma única marca de tinta de carimbo.
Deve ter sido por tudo isso que ainda hoje tenho esta pancada (que me persegue) de fazer colecções!!
Logicamente, que os objectos coleccionáveis para mim mudaram bastante, desde há 20 anos atrás!...
Entre outras coisas (àcerca das minhas restantes colecções falarei noutro post), colecciono placas de metal publicitárias... daquelas estilo antigo, que se colocavam nas entradas e interiores das lojas especializadas em determinados artigos.
Tudo começou numa viagem de trabalho à Alemanha, mais exactamente a Erfurt (ex-Alemanha de Leste), quando descobri uma fabulosa placa em tons de azul a anunciar uma pasta dentífrica (Foto 1 - cima, lado esquerdo).
A última folie que cometi foi mesmo comprar umas mini-placas (Foto 4 - baixo, lado direito) com "dizeres" bem engraçados, numa loja online que vende daquelas placas estilo tipicamente francês (como as que existem em Paris com os nomes das ruas).
Tuchinha operada

domingo, 27 de novembro de 2005
Flores de Inverno - II
sábado, 26 de novembro de 2005
A Velhice

Desde que me conheço a mim própria que sempre tive a sensação de não querer chegar aos 60, 70 anos!...
É verdade que, para a maior parte das pessoas que alcançam estas idades, deve ser uma sensação agradável o culminar de toda uma vida, repleta de momentos intensos, de inúmeras histórias, de encontros e desencontros, do próprio acompanhar da História humana (ainda que, muitas vezes, a memória os atraiçoe e faça com que permaneçam desfasados da época em que vivem, relembrando apenas os tempos de ouro em que outrora viveram).
Mas, quando vejo estas pessoas sentadas nos bancos dos jardins à espera de algo incerto que nunca chega, tenho sempre a vaga impressão de que a grande maioria delas não é feliz!...
Não devem ser felizes porque ser feliz é estar contente de viver no mundo e no tempo em que vivemos...
E deve ser mesmo muito triste quando nos apercebemos que a maioria dos nossos amigos já partiram, que somos olhados pelo resto da sociedade como um fardo e, no fundo, que já não temos mais nada a esperar nas nossas vidas.
Tudo isto para dizer que é muito triste quando assistimos de perto ao envelhecimento de alguém que nos é querido!...
É como se a pessoa se fosse desvanecendo lentamente perante nós, sem que nos apercebamos conscientemente disso.
Apesar de um imenso número de comportamentos reveladores do envelhecimento (perdas de memória, emotividade à flor da pele, mudanças bruscas de disposição, etc.), a nossa própria memória faz com que olhemos estes factos desfocadamente... e apenas conseguimos continuar a olhar aquela pessoa como se fora o Outro que nos acompanhou desde jovens.
No fundo, para uns e para outros, a memória é traiçoeira e apenas nos faz ver aquilo de que gostávamos... e não a tristeza da velhice!
quinta-feira, 24 de novembro de 2005
E hoje um pensamento muito materialista!... Há dias assim!
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
Tinta-da-China
Há semanas em que não acontece nada de especial nas nossas vidas...
E outras, em que tudo parece acontecer-nos ao mesmo tempo!...
E ficamos sem tempo para conseguir dedicar a cada um desses acontecimentos.
terça-feira, 22 de novembro de 2005
Sugestão do sítio do costume:
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
Tristeza

Pensamos quase sempre que os nossos problemas são os maiores e mais terríveis do mundo...
Mas o mais detestável, de facto, é quando, por vezes, nem sequer conseguimos suportar o peso dos maiores problemas dos nossos Amigos... por sabermos que vamos ficar sufocados numa tristeza incomensurável, devido a vermo-los numa situação delicada e não podermos (sequer) fazer nada para os ajudar.
Detesto:
1)- Gente idiota e fútil que se acha o supra-sumo do "máximo" e, na verdade, não vale nada (nem tem nenhuma competência pela qual se possa valorizar);
2)- A hipocrisia daquela gente que acha que deve ajudar os "pobrezinhos e desgraçadinhos" deste mundo, como forma de se auto-promoverem a si próprios;
3)- Gente que trata os outros como se não valessem nada, apenas porque não têm tantas posses financeiras ou porque estão a fazer um trabalho mais humilde em termos profissionais.
...
domingo, 20 de novembro de 2005
A tradição de ir tirar o "Retrato"

NOTA: - Ambas as fotografias da autoria do Estúdio Fotográfico "Águia de Ouro".
Não há nada mais irritante do que os domingos!...
Como dia da semana, já são o que são: entediantes, pois nunca sabemos bem o que fazer quando já sentimos um leve trago a fim do descanso e início de mais uma semana de trabalho!...
Mas com chuva, praticamente o dia todo, tornam-se muito piores ainda!...
Depois de ter arrumado + ou - a casa e de ter ido tomar café com a minha mãe (para a fazer desanuviar), consegui ficar ainda mais entediada e, para além disso, irritada, com as musiquinhas (electrónicas) de Natal que agora se ouvem por todas as lojas e outros afins!
Foi, então, que me pus a navegar ao acaso na net e descobri este site com um conceito bem interessante: colocar online as fotografias de pessoas quando elas eram bebés e de como são actualmente.
Certamente que, todos aqueles que nasceram no final dos anos 70, ainda se lembrarão daquele costume (hábito ou tradição) que, sobretudo, os nossos avós tinham, de nos levar àqueles fotógrafos antigos (aqueles que tinham uma série de papéis-de-fundo diferentes para alegrar as nossas fotos, que tinham como flash um enorme chapéu-de-chuva prateado e dos quais tínhamos de esperar, pelo menos uma semana, para receber as nossas fotos), para tirarmos o retrato?!
Acredito que se lembrem, pois foram gerações e gerações de crianças martirizadas (até poderíamos criar um site só para partilhar esse nosso trauma :)!!!
Em minha casa, essa tradição tornava-se, ainda, mais agonizante na medida em que a data fatídica escolhida pelos nossos avós para irmos ao fotógrafo era, precisamente, o dia do nosso aniversário!...
Durante anos e anos sem fim, durante o mês de Fevereiro e o mês de Abril, lá íamos, eu e o meu irmão, àquela loja de fotografia antiga, ao fundo da rua onde eles moram, para ver a fotógrafa... uma senhora, de meia idade, sempre com um sorriso muito irritante -e falso- nos lábios, que nos pedia para sorrirmos para a foto. E o mais grave de tudo é que, mesmo que não quiséssemos sorrir, éramos obrigados a isso, pois ela continuava a disparar aquele flash prateado sobre nós vezes e vezes sem conta até que esboçássemos o sorriso idealmente perfeito para ela.
Apesar desta tradição, também, ser interessante como ideia, já que ao fim de um certo tempo, dava para irmos verificando as nossas transformações físicas, através de todos os retratos tirados... O facto é que, para aí a partir dos 15 anos, nos começámos a fartar um bocado de toda esta situação e démos o nosso grito do Ipiranga!!!
De qualquer modo, aqui fica para a posteridade o ar de reguila que eu tinha na altura e o nariz de batatinha, com o qual toda a gente se metia dizendo que mo iam roubar -o que me irritava à brava- (foto da esquerda - com 1 ano).
Do lado direito (com 2 anos), mais uma foto de mais um aniversário!... Esta, por sinal, tem uma história bem engraçada: quando eu era pequenina, ficava entregue à porteira dos meus avós (porque todos trabalhavam lá em casa), uma senhora a quem eu chamava muito carinhosamente « Amiguinha ». Com essa senhora, ficava também uma miúda do prédio dos meus avós, mais velha que eu. Um belo dia, influenciada por uma qualquer novela brasileira da época, eu pedi-lhe para ela me cortar um pouco a franja... Resta dizer que, para além do meu cabelo ter ficado neste lindo estado, a minha mãe ia dando em doida quando me viu!


























