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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Às "Quintas" na Bobadela - 23




Às "Quintas" na Bobadela, passou, há alguns meses atrás, a ser às sextas, derivado de um novo projecto de dinamização da Biblioteca/Mediateca e do acompanhamento a efectuar a uma nova estagiária.





Esta manhã, tivemos a primeira sessão de Hora do Conto, com a presença de 21 crianças de 6 anos, da Escola EB1 da Bobadela (uma das quais havia já sido residente do CAR, juntamente com a sua família; e uma outra de origem estrangeira, cjua mãe aí trabalha).

Inserido no programa de contos tradicionais desta turma, foi ouvida uma estória da República Democrática do Congo, recolhida junto de um dos requerentes de asilo.






Em seguida, numa espécie de oficina improvisada, as crianças puderam dar asas à sua imaginação, concebendo em ráfia um pequeno macaco - protagonista do conto que lhes havia sido contado.

Antes de se irem embora, como a curiosidade era muita, a pedido de uma das professoras, puderam ainda visitar o quarto onde o seu colega esteve alojado com a família.





De regresso à Biblioteca, a pequena C. e o K. - alojados no Centro -, que também acompanharam esta Sessão (apesar de não saberem ainda falar português), divertiram-se sozinhos com os apetrechos utilizados para a mesma.






sábado, 21 de fevereiro de 2009

"Os Poemas"





Fotografias do interior da "Ulmeiro/Livrarte" (em Benfica).



"Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto; alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti..."


Mário Quintana, in "Esconderijos do Tempo"









sábado, 24 de janeiro de 2009

Das Utopias




"Das utopias

Se as coisas são intangíveis... ora!

Não é motivo para não quere-las...

Que tristes os caminhos, se não fora

A presença distante das estrelas!"


Mário Quintana, in "Espelho Mágico"








A "Salva" foi esterilizada na passada 5ª feira.

Entretanto, para além de se ter transformado no "Ai Jesus da Avenida", parece ter encontrado um apaixonado (que fica todas as manhãs embevecido, em frente à montra da "Livrarte", a observá-la atentamente; tendo hoje chegado mesmo a tentar entrar na loja para procurar a sua amada).

Enquanto isso, "Salva" brincava deliciada, na cave, com um dos ratinhos que a "madrinha" lhe oferecera. Depois de ter presenteado Lúcia com um longo e terno miado, à sua chegada à loja.

Naquele mundo forrado de utopias passadas - que é já o seu -, "Salva" movimenta-se como se sempre ali pertencera e dele fizesse parte há uma infinidade.
Por ali apareceu como uma pequena estrela, dando alento e novo ânimo a todos.
Comprovando que, quando o Homem quer, tudo é possível... E um pequeno gesto ainda pode ser sinónimo da solidariedade a nascer entre todos.





sábado, 17 de janeiro de 2009

Estórias com Gatos - 26




Os gatos são a companhia certa para quem gosta de ler.
Silenciosos e independentes,
respeitam a concentração de quem lê...
Aninhando-se no seu colo
e transmitindo-lhes uma imensa serenidade.






Quando uma amiga me falou sobre ela a semana passada, fiquei logo com vontade de a ir visitar e conhecer (para aqui poder narrar a sua estória, juntando-a às estórias originais de tantos outros gatos que se têm cruzado no meu caminho)...

A habitual e rotineira escassez de tempo para conseguir fazer tudo aquilo a que me proponho, apenas me permitiu visitá-la esta manhã.






Aparecera naquela rua há cerca de um mês e meio, encharcado pela água da chuva e com um ar muito adoentado. Por ali deambulara algumas horas e, provavelmente (devido ao frio que se fazia sentir), havia saído do tubo de escape de um dos carros dos vizinhos onde procurara abrigo.
Viram-no passar perto da paragem do autocarro, junto à Cafetaria. E não mais souberam o paradeiro de tal gato.

No dia seguinte, quando Lúcia abriu a porta da sua loja, eis senão quando, vislumbrou um vulto dourado a passear-se por cima da bancada central repleta de livros.
Sem que ninguém se apercebesse, e aproveitando-se da infinidade de livros aninhados pelo chão como camuflagem, o gatito escapulira-se por entre a porta aberta e ali pernoitara ao quentinho.





Lúcia apelidou-o de "Salvador". E ele, por ali, foi ficando...

Serenamente, calcorreando os estreitos corredores criados pelas bancadas; onde, também, se costuma esconder airosamente, para realizar investidas a inimigos imaginários, ou apenas para se escapulir às festas carinhosas e aos humanos que ainda teme.
Espraiando-se delicadamente ao sol quente das manhãs em cima das molduras antigas e dos livros que compõem a montra daquela livraria-alfarrabista.
Ali vivendo tranquilamente e, por vezes, dando os seus passeiozinhos até à árvore mais próxima.

Certo dia, Lúcia descobriu que, afinal de contas, "Salvador" era uma gatinha (estranho e raríssimo facto para um felino de pelagem completamente laranja)... e diminuindo-lhe o nome , pelo qual já respondia, passou a tratá-la por "Salva".





"Salva"
tem sido a mascote da livraria neste último mês.

Não se trata de nenhum golpe de publicidade, nem tão pouco de uma imitação de Dewey, o famoso gato da Biblioteca americana... Mas a verdade é que os transeuntes têm sido atraídos pela pacatez das sestas de "Salva" na montra e os clientes acham-lhe tanta piada que alguns até já consideram que se deveria começar a pagar para poder ir ali ver a gatinha.





"Salva"
, é uma lindíssima gatinha de cerca de 7 meses, muito franzina e ainda um pouco arisca.

Lúcia tem dois felinos em sua casa e, apesar de acreditar que o mais certo é "Salva" lhes ir fazer companhia (pois já se afeiçoou à gatinha), diz-nos que se aparecesse alguém interessado em a adoptar e lhe dar um bom lar ponderaria a hipótese.

Quanto a nós, acreditamos que são os gatos quem escolhem os seus donos (e não o inverso)... E que nada acontece por acaso nesta vida.
"Salva", a gatinha que apareceu na "Livrarte", quando esta loja está prestes a celebrar o seu 40º aniversário, veio dar-lhe uma nova vida!...





Quer contribuir para a esterilização da "Salva"?
Saiba como, aqui.








segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Insónias






EXPOSIÇÃO “ARQUIPÉLAGO DA INSÓNIA”
Citações da última obra de António Lobo Antunes - Arcadas da ala poente da Praça do Comércio






"(...) E então vamos sabendo que não será manhã nunca."






sábado, 9 de fevereiro de 2008

Notas Soltas - CV



- Fábrica de Braço de Prata -


Uma casa imensa...




Deambulamos pelos seus corredores labirínticos, onde o pé direito quase nos faz perder os sentidos, ganhando em contemplação por elementos arquitectónicos que se prestam a inúmeras fotografias (e nos deixam como que num estado de suave encantamento).
E, à medida que avançamos, a casa revela-se-nos surpreendentemente em cada um dos seus cantos mais escondidos. Por detrás de cada porta descobrimos uma surpresa, como num jogo para crianças: uma exposição, uma livraria, um bar, um restaurante, um jogo de Mahjong, uma sala de concertos... e muito, muito mais.
Uma casa imensa... onde tudo pode acontecer e nos sentimos como que de visita a amigos.

A Livraria Ler Devagar e a Livraria Eterno Retorno (outrora no Bairro Alto) juntaram-se ambas aqui, num projecto conjunto, que transformou esta antiga fábrica de material de guerra num verdadeiro espaço cultural.

Mais tarde, viria a descobrir que as histórias que ouvia em criança, a propósito do primeiro emprego que o meu avô tivera aos 18 anos, tiveram lugar nesta mesma fábrica, na Oficina de Electricidade, onde recebeu formação dos ingleses.
Depois de me escutar, o meu avô confessa-me querer ali regressar, para ver naquilo em que o passado se transformou...







- Dia 82 -


A manta tinha ido para lavar. Nova manta colocada na cama da Ninushka, debaixo da minha própria cama. Como sempre, a Ninushka não se deita logo na nova manta, uma vez que não possui o seu cheiro (instinto territorial felino).
A Dulcineia aproveita a manta livre para se aninhar a dormir. Ainda a tento retirar de lá em vão, observada pela Ninushka, sentada ao canto da cama, completamente afastada da manta.

Quando regresso a casa, deparo-me com esta cena de aproximação...



quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Com um livro ao lado...


"Dei parte do jantar ao meu pai (umas colheres de sopa, dois sonhos de bacalhau, água bebida por uma palhinha) consegui que ele falasse um bocado de Eça de Queiroz, da doença de Alzheimer, de Schubert, voltei a dar-me conta, com a surpresa do costume, que me pareço imenso com ele, ao poisar a nuca na almofada a dignidade, lavrada de ossos, do seu perfil aumentou, os grandes móveis escuros, à nossa volta, deixaram de pertencer à minha infância para fazerem parte do presente que termina logo ali, num muro e, para além do muro, nada."

António Lobo Antunes, in
"Terceiro Livro de Crónicas"



O desafio consiste em:

1. Pegar no livro mais próximo (não precisa de ser o que andam a ler!);
2. Abri-lo na página 161;
3. Procurar a 5ª frase completa;
4. Colocar a frase no vosso blog ou como comentário no meu;
5. Não vale procurar o melhor livro que têm, usem o mais próximo;
6. Passar o desafio a cinco pessoas.


E agora, passo o desafio a:

- A.
- Batixa
- Clara D'Ovo
- Janinha
- Pyotr