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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Insónias






EXPOSIÇÃO ARQUIPÉLAGO DA INSÓNIA
Citações da última obra de António Lobo Antunes - Arcadas da ala poente da Praça do Comércio






"(...) E então vamos sabendo que não será manhã nunca."






segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Efémero



"Efémero"

do Grego ephémeros

adj.,
que dura um só dia;
que dura pouco;
passageiro;
transitório.

In "
Dicionário Online de Língua Portuguesa"







Stencil

Graffiti




A explorar... Museu do Efémero.










sábado, 12 de julho de 2008

Comme...







... dans un bal-musette!




Feira Internacional de Artesanato.





domingo, 11 de maio de 2008

A Oriente










Fomos ontem à noite, por volta da hora de jantar, conhecer o novo Museu do Oriente (pertença da Fundação com o mesmo nome), localizado no espaço dos antigos Armazéns Frigoríficos do Porto de Lisboa.

Este edifício recuperado numa linha arquitectónica moderna e muito minimalista, passou agora a receber nos seus 5 pisos a abrangente colecção que a Fundação Oriente foi construindo ao longo dos anos de existência; transformando-se, por outro lado, num verdadeiro centro cultural que terá uma programação variada, com espaço para o cinema, música, dança, teatro e exposições, sempre dedicadas à Ásia.

A "Festa do Oriente", marcada para celebrar a inauguração do museu, incluía uma série de actividades, concertos, cinema e teatro de sombras, de entrada gratuita.
Infelizmente, como já chegámos tarde, todas essas actividades ("Oficinas") estavam já fechadas, devido ao número limitado de participantes (por ordem de chegada) que cada uma delas podia receber.
Aproveitámos, assim, para ver com bastante interesse as infindáveis exposições que se distribuêm por 3 dos seus pisos: "Máscaras da Ásia", "Presença portuguesa no Oriente" e "Deuses da Ásia".

Tivemos pena de não ver in loco (somente atrás dos vidros da sala) a cerimónia do chá japonês, nem tão pouco consultar a leitura do zodíaco chinês (limitada a 14 pessoas, imagine-se! Quando a afluência era tanta!) ou pintar as mãos com hena... mas valeu a pena conhecer este novo espaço cultural que nasce na cidade!
E sempre trouxemos para casa os nossos nomes escritos em caligrafia chinesa! "Xie xie"!

Mais fotos aqui.





sábado, 3 de maio de 2008

"O Génio"







"(...) se tiver oito espelhos lisos, cada um com dois braços de largura e três braços de altura, e os colocar em círculo de modo que formem uma sala de oito faces (resultando em 16 braços) com diâmetro de cinco braços, um homem ali será capaz de ver todas as partes de si mesmo repetidas infinitas vezes"

Leonardo Da Vinci sobre o "Quarto dos Espelhos"




"Existem três classes de pessoas: aqueles que vêem, aqueles que vêem quando lhes é mostrado, e aqueles que não vêem."

Leonardo Da Vinci




"Existirão asas! Se a façanha não couber a mim, caberá a outro."

Leonardo Da Vinci





Fim de tarde aproveitado para ir, finalmente, espreitar a exposição "Leonardo Da Vinci, o Génio", patente no antigo ginásio da Faculdade de Ciências, na Rua da Escola Politécnica.

Uma mostra pedagógica e interactiva, que reúne reproduções das pinturas de Da Vinci em tamanho real, assim como maquetas à escala 1/1, construídas a partir dos seus desenhos - como o "Submarino", o protótipo do "Pára-Quedas" e o "Quarto dos Espelhos".
Esta exposição apresenta, ainda, cópias de manuscritos, desenhos e anotações de Leonardo Da Vinci, bem como uma Sala Pedagógica para crianças.
Até 22 de Junho no Museu de Ciência, em Lisboa. A não perder!...

Divertimo-nos imenso com a parte prática de poder experimentar o funcionamento de algumas das maquetas.
Pena foi que a "substituta" tenha tido que regressar ao seu dono e a minha Nikonzinha ainda não esteja de volta... porque a ressaca desta ausência vai sendo grande e nem o telemóvel do Homem que transportava ao peito uma constelação de Estrelas serviu para a compensar!

Mais fotografias tiradas via telemóvel, aqui.






sábado, 8 de setembro de 2007

Pinturas Cantadas






Depois de muito adiada (sobretudo, devido ao calor), esta tarde fomos, finalmente, ver a exposição "Pinturas Cantadas: Arte e Performance das Mulheres de Naya", no Museu Nacional de Etnologia.


Esta exposição dá-nos a conhecer as obras realizadas pelas mulheres das comunidades Patua do Estado de Bengala na Índia, que cantam as histórias que pintam em extensas tiras de papel (colado em tiras de tecido justapostas).

Os temas patentes nos desenhos destas telas dizem respeito a ancestrais tradições orais da comunidade em que vivem, bem como discorrem sobre as mudanças socio-políticas e acontecimentos que marcam a vida da aldeia, do país ou do mundo.

Por outro lado, em algumas telas encontramos, também, uma forte intervenção destas mulheres na educação social, seja através de desenhos figurativos/canções apresentando campanhas informativas de luta contra a Sida ou contra a discriminação de género.
O que se torna interessante de analisar nesta exposição é a própria mudança do papel social ocupado por estas mulheres-"artistas" na sociedade de que fazem parte.



Tempo ainda para ver a exposição "Através dos Panos" (patente no mesmo Museu), com uma colecção de panaria guineense e cabo-verdiana, recolhida na sua maioria entre as décadas de 1960 e 1970.

A não perder!...






terça-feira, 28 de agosto de 2007

World Press Photo / 07





Este ano a exposição encontra-se no Museu da Electricidade. Ambiente sereno e quase esquecido, junto ao rio, para ver o que de mais interessante se fez no último ano em termos de Fotojornalismo.




O espaço interior de um cinzento austero é tenuemente contrabalançado com a imensa luz que invade aquelas janelas enormes.
No entanto, lá dentro, o ambiente é tenso e "dark" como diria uma criança inglesa que acompanhava, a passo apressado, a exposição ao lado da mãe e do irmão mais velho.

De ano para ano, o mundo em que vivemos parece tornar-se cada vez mais perigoso e triste... as guerras, as perseguições, os que perderam tudo na vida, os dramas sociais, a exploração infantil, os que arriscam a própria vida por alcançar algo melhor...
São apenas pequenos exemplos do que o Fotojornalismo retrata em pleno século XXI. O mundo tornou-se um lugar muito sombrio, como diria a criança inglesa no início do percurso da exposição.

Para mim, a melhor fotografia nem sequer foi a que ganhou o concurso, mas sim esta outra... onde o peso da violência parece ser suportado por uma única mulher.

Felizmente que, ainda, existem poucas mas boas fotografias de uma outra realidade!