O metropolitano chega à estação de Campo Grande.
Como habitualmente, as pessoas entram esbaforidas, com pressa de encontrarem um lugar onde se sentar, como se o cansaço da véspera não tivesse sido saciado com o sono da noite.
Uma senhora de meia idade e óculos escuros entra carregada com diversos sacos e uma mochila. Pede licença para passar para o assento junto à janela.
Ao sentar-se, olha em volta, para mim e para os dois homens ali sentados e diz:
- “Ora, então, muito bom dia a todos!”
Os 3 retorquimos-lhe igualmente com um bom dia.
- “Desculpai mais é a força do hábito… em Angola era assim… e é defeito profissional. Mas as pessoas já não estão habituadas a dar os bons dias umas às outras. Por isso desculpai!”
Sorriu e saio da carruagem com a minha fértil imaginação ainda a discorrer sobre as diversas hipóteses do métier daquela senhora.
Ao chegar ao emprego, leio os matutinos e deparo-me com esta notícia...
A indiferença cada vez maior do Homem perante qualquer outro ser humano não deixa de me surpreender!...
2 comentários:
só p deixar um beijinho!
quem sabe se nao nos cruzàmos já no metro? eheheh
Rutinha: obrigada :)
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