sábado, 7 de abril de 2007

Notas Soltas - XLV




- Coisas que me põem bem disposta - II -



Saborear cada instante do sol a entrar pela janela do quarto, nas manhãs de fim-de-semana.





- Cenas Triviais do Quotidiano - I -



A loucura das limpezas de Primavera (quando me dá, é mesmo muito forte!): passar quase 3 horas a limpar as janelas da cozinha e os estores.
Esta tarde, ao limpar cada uma das lâminas dos 3 estores, aprendi, finalmente, o significado da expressão "paciência de japonês"... fiquei muito mais zen, apesar das dores nas costas e nos braços!





- Cenas Triviais do Quotidiano - II -



Final do dia no supermercado "Modelo" (o mais perto cá de casa). Dirigo-me à caixa, para pagar as minhas compras e, no final da operação, a "menina da caixa" dá-me o talão e diz com um grande sorriso estampado no rosto: - "Parabéns! Acaba de ganhar 5€ no saldo do seu cartão Modelo!"
Por breves momentos, assustei-me e pensei que fossem tocar sirenes e começassem luzinhas a acender e apagar, como nas slot-machines dos casinos quando alguém faz uma série e ganha. Mas não!...
Era apenas mais uma das estratégias do grande comércio: passam-nos de borla um cartão para as mãos (mesmo sem estarmos interessados no dito cujo), o qual vamos tendo que mostrar religiosamente em todas as compras que fazemos no supermercado, angariando, desta forma, promoções e juntando "créditos" pelas despesas que aí vamos fazendo...
E eis que quando, finalmente, alcançamos e/ou ultrapassamos os 500€ de compras feitas no supermercado, impingem-nos mais 5€ no dito cartão, incitando-nos, assim, ao consumo... quando este, pelo menos no meu caso pessoal (à semelhança do de muitos outros portugueses), se trata apenas de um "consumo de sobrevivência", já que o ordenado ao fim do mês não dá para muitos mais desvarios!





- "Cortes" - I -

Inicia-se hoje, neste blog, mais uma daquelas que se transformará numa "rubrica habitual", tendentes não só a diversificar o conteúdo do mesmo, como, também, a separar ideias e colocar alguma ordem nesta minha cabeça (já de si) tão baralhada.

No "Cortes" o essencial não são os filmes por si próprios (dos quais até posso ou não ter gostado), mas sim algumas cenas que por um qualquer motivo me chamaram a atenção, tocaram cá dentro ou das quais, pura e simplesmente, gostei porque gostei e sem motivo aparente.




Cena do Cego, in "Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain", de Jean-Pierre Jeunet (2001).


Curiosamente (e apesar do que disse mais acima), começo, precisamente, por aquele que posso considerar como um dos filmes da minha vida!...

Porque o vi em Maio de 2001 na (minha primeira visita à) cidade-luz (onde a magia do próprio filme acontece), antes de ter estreado em Portugal.
Porque foi o bom augúrio do ano que, alguns meses mais tarde, eu própria iria viver em Paris.
Porque me lembra toda a felicidade e os bons momentos que vivi nessa cidade… e um grande Amor.
Nunca nos esquecemos. Mas, com o passar do tempo, começamos a saber lidar melhor com as nossas (boas e más) recordações.
Durante mais de um ano não consegui sequer tocar ou voltar a ver este filme. E hoje, finalmente, falo sobre ele e sobre uma das suas cenas.

Esta cena em particular porque é uma das mais belas e poéticas de todos os tempos!...
Dar a conhecer a outrem, ao som de uma valsa, toda a beleza do dia-a-dia que nos circunda.
De uma forma terna e bonita fala-nos sobre a própria essência da vida e de como podemos modificar a nossa vida ao tentar ajudar (a modificar a d’) os outros.
E, sobretudo, porque, em certos momentos, também eu me sinto inundada de uma enorme felicidade e, tal como a personagem principal do filme, tenho vontade de a partilhar com os que me rodeiam.

E, para terminar, aqui vos deixo un petit clin d'oeil musical! ;)





- Estrelas Divididas -

O Homem que transportava ao peito uma constelação de estrelas dividia, incessantemente, cada uma das suas estrelinhas, repartindo-as pelas suas 4 Casas e modulando novas adaptações a cada acontecimento e imprevisto que ocorresse… tentando estar em todo o lado ao mesmo tempo, para conseguir chegar a todos aqueles que amava.





2 comentários:

Anónimo disse...

Alexa, gosto do que escreves e como escreves( sobre limpezas de Primavera, felinos ou algo mais profundo)...escreves muito bem! E de repente achei-te parecida fisicamente com a Amélie Poulain. E sobre Paris, meu Deus, estive lá há uns anos a acompanhar o marido que ia em trabalho (só 3 dias) e ADOREI aquela cidade. Ai, ai que saudades!! Beijos.

Alexa disse...

Lena: muito obrigada pelo elogio quanto à escrita!
Não sou lá grande coisa... apenas tenho uma imaginação demasiado exacerbada, à qual tento ir dando vazão neste blog ;)
Mas é sempre bom saber que gostam do que fazemos!
Achei imensa piada quanto às parecenças com a Amélie Poulain :)
Paris sera toujours Paris, n'est-ce pas?! (tens que lá voltar com mais tempo, para aproveitares bem :)
Bjs