Há já quase um mês que não ia lá...
Mas, como nem sempre (que queremos) podemos ficar fechados dentro da nossa "bolha", hoje fui "desencaminhada" com o objectivo de ir desanuviar um bocadinho a cabeça.
Mais um domingo a dar apoio moral às pinturas do mano e a aproveitar para ir fotogrando alguma coisita.
O problema é que, quando a alma anda dorida (por o corpo lhe parecer impotente perante tanta desgraça a que tem assistido), até o prazer em fotografar se torna mínimo!...
Final de tarde a saborear uma receita original e antiquíssima... de chorar por mais!...
- Notícias do Reino Animal de Vila Pouca - IV -
Diva é a gata de uma das vizinhas. Gata aristocrata, de pêlo longo, rabo farfalhudo e ar de boneca de peluche... todavia, por demais arisca.
Diz-se por aí que, normalmente, com o passar dos anos, os animais (sobretudo os cães) vão adquirindo particularidades físicas e/ou psicológicas dos seus donos. No caso da gata Diva, tal facto não podia ser mais verdadeiro, já que, à semelhança da sua própria dona, ela difere bastante da comum normalidade dos restantes habitantes felinos da aldeia.
Sempre que partimos de Vila Pouca, a dona da gata Diva, muito preocupada, vem verificar se, por acaso, ela não se terá enfiado, sorrateiramente, na casa do vizinho (como já sucedeu, em diversas ocasiões)... para ali ficar a descansar as suas patas, longe dos olhares zelosos e matreiros dos felinos locais.
Dalila partilha a casa da aristocrata gata Diva.
Segundo consta, a convivência entre ambas não terá sido muito fácil de início, dado que Dalila não estava habituada às finuras e exigências da dita cuja gata (para além de, também, não gostar lá muito de ter que partilhar a sua dona com aquele monte de pêlo farfalhudo armado em importante).
Dalila é cadela plebeia e terra-a-terra, que a todos gosta de cumprimentar com os seus beijinhos muito repenicados.
Como boa representante das classes mais baixas e humildes do povo, Dalila adora "investigar" a vida dos vizinhos... mesmo que, para isso, tenha que entrar descaradamente em casa dos mesmos.
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