A Ninushka foi a primeira gata dos quintais que comecei a proteger, há 3 anos atrás, quando me mudei para a minha casa.
Certamente que já há muito tempo por ali deambulava no sossego bucólico das traseiras do meu prédio, mas apenas reparei melhor nela quando, em Setembro de 2005, se começou a colocar especada por debaixo da janela do meu quarto, observando-me com um olhar muito atento.
A partir daí, comecei a alimentá-la.
Com o passar dos meses, fomos estabelecendo hábitos diário (e horários) com a comida que lhe dava e os mimos e conversas que íamos trocando ao longe.
E, por mais estranho que possa parecer a alguns, uma "relação" foi nascendo entre ambas (penso, mesmo, que nos teremos "enamorado" uma da outra), o que conduziu a que, desde muito cedo, tivesse sentido vontade de a apanhar e trazer para casa.
Tal só viria a acontecer, muitos meses mais tarde, numa madrugada de Novembro de 2007, fruto de muita perseverança e paciência.
Dezembro 2007
A Ninushka viveu comigo (apenas) 11 meses.
Tinha ar de bonequinha de peluche e ficava sempre muito curiosa com uma atenção serena a olhar para nós.
Nunca se deixou tocar ou afagar, nem tão pouco gostava de conviver com outros gatos (apesar de os tolerar). E escolheu para seu próprio leito um cantinho por debaixo da minha cama, coincidente com o local onde por cima eu colocava a minha almofada.
Apesar de ter vivido cerca de 13 anos nos quintais, sem a companhia humana, desde muito cedo se habituou às regalias de uma casa, adorando passar a tarde em cima da máquina de lavar roupa na cozinha, brincando e pesquisando tudo.
Certamente que já há muito tempo por ali deambulava no sossego bucólico das traseiras do meu prédio, mas apenas reparei melhor nela quando, em Setembro de 2005, se começou a colocar especada por debaixo da janela do meu quarto, observando-me com um olhar muito atento.
A partir daí, comecei a alimentá-la.
Perde-se já no tempo a memória da forma e motivo de a ter nomeado com tal nome...
Para quem acredita nestas coisas, acho, agora, que foi ela própria quem intuitivamente me transmitiu como se chamava, ao fixar-me com aqueles seus grandes olhos amendoados.
Para quem acredita nestas coisas, acho, agora, que foi ela própria quem intuitivamente me transmitiu como se chamava, ao fixar-me com aqueles seus grandes olhos amendoados.
Com o passar dos meses, fomos estabelecendo hábitos diário (e horários) com a comida que lhe dava e os mimos e conversas que íamos trocando ao longe.
05 / Maio / 2007
10 / Março / 2007
E, por mais estranho que possa parecer a alguns, uma "relação" foi nascendo entre ambas (penso, mesmo, que nos teremos "enamorado" uma da outra), o que conduziu a que, desde muito cedo, tivesse sentido vontade de a apanhar e trazer para casa.
Tal só viria a acontecer, muitos meses mais tarde, numa madrugada de Novembro de 2007, fruto de muita perseverança e paciência.
Dezembro 2007A Ninushka viveu comigo (apenas) 11 meses.
Tinha ar de bonequinha de peluche e ficava sempre muito curiosa com uma atenção serena a olhar para nós.
Nunca se deixou tocar ou afagar, nem tão pouco gostava de conviver com outros gatos (apesar de os tolerar). E escolheu para seu próprio leito um cantinho por debaixo da minha cama, coincidente com o local onde por cima eu colocava a minha almofada.
Apesar de ter vivido cerca de 13 anos nos quintais, sem a companhia humana, desde muito cedo se habituou às regalias de uma casa, adorando passar a tarde em cima da máquina de lavar roupa na cozinha, brincando e pesquisando tudo.
A "minha" Ninushka faleceu esta manhã na clínica veterinária (com uma injecção de "Eutasil" no coração), agarrada com as patinhas da frente à minha mão direita.
Após duas semanas e dois dias desde a confirmação do diagnóstico de insuficiência renal, morreu acompanhada e reconfortada, algo que não sucederia se a tivesse deixado nos quintais.
As suas últimas semanas de vida foram de muito sofrimento para mim, ao ver o seu estado de degradação (minada pela doença) a cada dia que passava...
Mas, também, de muito mimo e carinho aceites (e quase pedidos) por uma gatinha que nunca os tivera.
Durante todo este período, desdobrei-me em duas, fiz tudo o que estava ao meu alcance e muito mais ainda, para lhe tentar minimizar os efeitos da doença - sendo ajudada por alguém que me está muito próximo (e sem quem tudo isto teria sido possível)...
Mas a doença foi mais forte e a minha gatinha fraquejava a cada dia que passava: a sua respiração ficava mais ténue e atacada pela constipação; encontrava-se extremamente magra e letárgica.
Estava muito desidratada (apesar do soro que, diariamente, levava) e, ontem, bebia sofregamente água, colocando as próprias patinhas dianteiras dentro do bebedouro.
Parecia já um pouco desorientada quando caminhava pela casa, ou se ia instalar na mesa da televisão na sala.
Seria profundamente egoísta da minha parte prolongar o inevitável, colocando-a novamente a soro intravenoso (para além de um massacre para o próprio animal).
Penso agora que, apesar do estado grave em que se encontrava, a Ninushka ainda lutava por permanecer viva, talvez, graças ao mimo que ia recebendo.
Recordo-me daquele horrível domingo em que, de tão prostrada que estava, quase parecia estar a desfalecer... Adormeci ao seu lado no chão, amparando-a com festinhas, e, quando acordei, a Ninushka estava mais arrebitada e com o olhar lúcido.
Esta manhã, antes de sairmos para a clínica veterinária, deixou-me pegar-lhe e ficou ao meu colo, embrulhada na sua mantinha, respirando tropegamente e encostando-se toda sobre o meu peito.
Com a sua morte, fechou-se mais um ciclo...
Após duas semanas e dois dias desde a confirmação do diagnóstico de insuficiência renal, morreu acompanhada e reconfortada, algo que não sucederia se a tivesse deixado nos quintais.
As suas últimas semanas de vida foram de muito sofrimento para mim, ao ver o seu estado de degradação (minada pela doença) a cada dia que passava...
Mas, também, de muito mimo e carinho aceites (e quase pedidos) por uma gatinha que nunca os tivera.
Durante todo este período, desdobrei-me em duas, fiz tudo o que estava ao meu alcance e muito mais ainda, para lhe tentar minimizar os efeitos da doença - sendo ajudada por alguém que me está muito próximo (e sem quem tudo isto teria sido possível)...
Mas a doença foi mais forte e a minha gatinha fraquejava a cada dia que passava: a sua respiração ficava mais ténue e atacada pela constipação; encontrava-se extremamente magra e letárgica.
Estava muito desidratada (apesar do soro que, diariamente, levava) e, ontem, bebia sofregamente água, colocando as próprias patinhas dianteiras dentro do bebedouro.
Parecia já um pouco desorientada quando caminhava pela casa, ou se ia instalar na mesa da televisão na sala.
Seria profundamente egoísta da minha parte prolongar o inevitável, colocando-a novamente a soro intravenoso (para além de um massacre para o próprio animal).
Penso agora que, apesar do estado grave em que se encontrava, a Ninushka ainda lutava por permanecer viva, talvez, graças ao mimo que ia recebendo.
Recordo-me daquele horrível domingo em que, de tão prostrada que estava, quase parecia estar a desfalecer... Adormeci ao seu lado no chão, amparando-a com festinhas, e, quando acordei, a Ninushka estava mais arrebitada e com o olhar lúcido.
Esta manhã, antes de sairmos para a clínica veterinária, deixou-me pegar-lhe e ficou ao meu colo, embrulhada na sua mantinha, respirando tropegamente e encostando-se toda sobre o meu peito.
Com a sua morte, fechou-se mais um ciclo...



13 comentários:
mais uma página da vida que se virou...
que sorte da gatinha em ter-te conhecido, e que sorte a tua pela companhia que te fez
Ainda bem que estavas com ela. Seguramente morreu mais feliz.
Um beijo
Muito obrigada pelas vossas palavras LadyBug e Betinha!
Um abraço
um grande beijinho minha querida.
Alexa boa noite.
Sómente de três comentários, que eu li do seu blog, dá para verificar que você gosta imenso de animais.
Pois, lamento a perda da sua gatinha Ninushka, mas, não me leve a mal, talvez tivesse sido melhor para ela, dado ela, não vir a sofrer ainda mais.
Uma pequena opinião, se bem que ainda é muito cedo.
Tente arranjar outra, para lhe fazer companhia.
Uma boa noite para si.
Fernando.
sinto muito pela tua Ninushka, nunca é uma decisão fácil, mas tomaste-a pois aquela gatinha espetacular era importante para ti.
honra a sua memória e lembra-te dos seus miminhos. ela vai gostar disso.
bjs
Inês: muito obrigada, amiga!
Fernando: muito obrigada pelo seu comentário e bem vindo aqui ao meu cantinho!
Tem razão... pelo menos a Ninushka não sofreu mais.
Muito obrigada pelo conselho, mas a minha Ninushka não era "filha" única.
Um abraço
Beta: muito obrigada pelas palavras de encorajamento!
Bjs
Alexa, agradeço-lhe de qualquer das maneiras, o seu agradecimento, mas se me permite, não era essa a minha ideia.
É pois, quando nós precisamos de uma palavrinha de encorajamento, das pessoas, nomeadamente dos grandes amigos, conhecidos ou mesmo de pessoas, que nos são estranhas, como é o meu caso, estarem lá, nesse momento difícil.
Já agora, aproveito para lhe dar os parabéns, a um determinado comentário, aqui feito no seu blog, no qual gostei da forma educada e firme, com que respondeu.
Continuação de um bom dia para si e tudo a correr da melhor maneira.
Fernando:)
Fernando: muito obrigada pelas suas palavras!
Continue a aparecer por aqui, que será sempre bem vindo.
Um abraço
Lamento muito! Sei como dói...
Agora, que as boas lembranças sejam uma homenagem à vida.
Muito obrigada, Ezul!
Um abraço
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