sábado, 11 de agosto de 2007

Notas Soltas - LXXXI



- Cenas Triviais do Quotidiano - XII -


Motivado pelo enorme autocolante em tons de cor-de-rosa (onde se lia "valide sempre o seu título de transporte"), colado por debaixo do seu posto de trabalho, o motorista (demasiado) zeloso ia inquirindo cerca de 90% dos passageiros que entravam e se esqueciam de validar o passe na maquineta ou cuja maquineta soava um apito estridente ao passarem o seu passe perto da mesmo.

O zelo, que lhe adveio do autocolante demasiado impregnado no seu posto de trabalho, foi de tal ordem que um trajecto que, normalmente, customa demorar cerca de meia hora, ontem de manhã demorou mais de uma hora!!





- Corners of my Home # 18 -



Limpeza de manutenção na varanda... que ficou com um ar bem mais ligeiro e fresco!



sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Miyuki



"Miyuki" ...



... apenas o WC mudou... e uma nova vida!




quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Notas Soltas - LXXX



- Vergonhoso! -


O caso de Madeleine McCann, desaparecida há 3 meses, tem sido um bom exemplo do poder que os mass media exercem no mundo actual: ou de como os indivíduos conseguem utilizá-los em seu "proveito próprio" e, mais tarde, quando algo já não é do seu agrado e pretendem colocar um ponto final na exposição pública, já se encontram demasiado enleados nas teias dos mass media, para que tal seja possível!

Por ouro lado, e a um nível bem distinto, tem, também, sido um sinónimo explícito da "luta" pelos elementos que distinguem e caracterizam diferentes povos, daí degenerando nos esterótipos e "preconceitos" evidentes (sobretudo quando lemos a maioria das notícias do lado de lá e algumas do lado de cá).

Vergonhoso, no mínimo, todo o aproveitamento que está a ser feito deste caso!
E, enquanto isso, o país e o mundo aguardam insaciáveis (tal como numa telenovela) pelo desfecho deste caso!...





- Férias... -


Nunca como agora senti uma vontade (e, sobretudo, necessidade) tão grande de ir de férias... desligar de vez o telemóvel e cortar completamente com o trabalho!
O cansaço físico e mental é tanto que, nos últimos dias, pareço arrastar-me literalmente de casa para o trabalho e vice versa.

Resta dizer que tudo isto se ficou a dever não só ao excesso de trabalho que tivémos este ano, como, sobretudo, devido a estar habituada a tirar "férias grandes" em Julho e este ano ter tido que as adiar por causa do término de um projecto.

Mas já só faltam 3 diazinhos!...





- A vida, por vezes... -


... dá-nos com cada estalada logo pela manhã, que até ficamos meio atordoados!





- O "meu" hit deste Verão -





Fantásticos!

Visto aqui.








terça-feira, 7 de agosto de 2007

Impulsividade



Deverias pensar sempre 20 vezes (e mais 10 ainda, só para ajudar) nos prós e nos contras, antes de tomares uma decisão!

Talvez assim não fizesses determinadas coisas, sentindo-te extremamente mal contigo própria, apenas para não desiludires ninguém.





segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Notas Soltas - LXXIX



- A Saga das Estantes - IV -


Passadas 2 semanas da sua aquisição, foram-me esta tarde entregues os dois módulos principais que compõem a minha primeira estante.

Brevemente... a sua montagem!





- Descubram onde estão os 7 gatos -








domingo, 5 de agosto de 2007

Corners of my Home # 17



aqui tinha falado deles.
Esta manhã, descobri-os à venda no AKI do Carrefour de Telheiras a um preço bem mais acessível.
Apaixonei-me logo por estes, da Crearreda. E, com a ajuda das 'nininhas, mal cheguei a casa, comecei logo a colocá-los.



A tarde foi, também, passada a colocar na parede (com a ajuda do maninho, que é mais habilidoso nestas coisas) um quadro e este leitor de CD mural da Muji (que aguardava há muito tempo por um cantinho só seu).



O quarto ficou com um look (ainda) mais Zen!...









sábado, 4 de agosto de 2007

Estórias com Gatos - III



A Gatinha do WC



A Mimi (nome fictício, pois já ninguém se recorda do nome que lhe haviam dado inicialmente, nem tão pouco ainda foi escolhido outro para a nomear) foi deixada pela sua antiga dona no Canil/Gatil Municipal de Lisboa, com a desculpa que se havia tornado agressiva depois de ter tido os seus filhotes.
Durante os três longos dias que passou no Canil, a Mimi emagreceu consideravelmente e o seu olhar tornou-se ainda mais triste.

Felizmente, quis a sorte da Mimi que alguém tivesse pena de si e a tivesse alojado na Clínica onde hoje se encontra.


A Mimi é uma gatinha extremamente meiga e dócil, mas, também, muito amedrontada, devido a tudo por que já terá passado na sua curta existência. Defendendo-se sempre desse medo com aquelas bufadelas muito características dos felinos, ao tentarem intimida o inimigo, mas sentindo-se eles próprios cheios de medo.

A Mimi vive num fresco WC, transformado em alojamento de todos os animais que aparecem abandonados naquele bairro. E tem por companheiro este pequerrucho.





sexta-feira, 3 de agosto de 2007

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Notas Soltas - LXXVIII




- Às "Quintas" na Bobadela!... - XIV -


Depois de um interregno mais longo do que o esperado, hoje regressei aqui.

Apesar das obras ainda não se encontrarem totalmente terminadas, foi bom ver que a vida continua a avançar de uma forma veloz.
E o que em Maio era assim, hoje...



O bordeaux continua a imperar...




E o gato da Dª. H. (ou melhor, o gato a quem esta senhora dava comida, porque, na verdade, o animal vive na rua) continua a ser pontual a aparecer, apesar da senhora estar de baixa... e de a ele lhe terem dado um ultimato, quanto à entrada nas instalações.



Nada mudou na Bobadela!...





- A Morte do Íman -



Já não tinha uma parte do seu carrapito. E hoje foi o golpe final da Zazie, que com ela queria brincar... e colocou as suas patinhas no frigorífico, apesar de ser interdito!

Resta-me a consolação de saber que, enquanto foi viva, habitou uma casa feliz, animada e com muitos amiguinhos de outros países!





- Por falar em Zazie... -



... parece que a minha menina de interior e a do exterior se tornaram amigas!!
A Ninushka passou este final de tarde debaixo da janela do meu quarto a olhar, curiosa, para a Zazie (e vice versa).



quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Cenas Triviais do Quotidiano - XI



8 horas da manhã.

Termino de me arranjar na casa-de-banho. As minhas manhãs transformaram-se num autêntico corta-mato, para conseguir apanhar o autocarro das 8h11... e demorar 45 minutos até ao emprego, no outro lado da cidade.

Vou até à janela do quarto nas traseiras e preparo-me para estender a toalha de banho, quando, subitamente, me apercebo do vulto de uma vizinha, agachada no seu terraço a espreitar para um dos quintais do lado da minha rua.

Resta dizer que as traseiras de minha casa confluêm com as traseiras dos prédios da rua paralela, formando um aglomerado geométrico de pequenos quintais (como sucede na maioria dos prédios antigos), onde os pássaros começam a cantarolar em uníssono logo de manhãzinha, os gatos vivem numa harmoniosa liberdade e, por breves instantes, sentimos que o campo invadiu a cidade.

Começo a puxar o arame do estendal e apercebo-me então que a dita cuja vizinha do prédio em frente (cujo terraço fica a um nível mais elevado do que o dos restantes quintais, na medida em que se trata do único prédio do pós anos 50/60 ali existente) está a tentar chamar alguém do quintal que se localiza um prédio a seguir ao meu.
Da minha janela, olho para a senhora ao longe. Ela olha para mim e murmura qualquer coisa, de que apenas compreendo a palavra "ladrão" e a frase "veja bem, com duas cadelas e não lhe fizeram nada".

É então que a Dª. L. (vizinha do tal R/c do prédio colado ao meu) aparece no seu quintal, num frenesim e berreiro absolutos, gritando: - "Ladrãaaaao! Ladrão!".

Inicia-se, então, o diálogo da Dª. L. com a vizinha do terraço mais elevado. E, pelo que consegui perceber (dada a distância do meu prédio da ocorrência desta cena), a vizinha do prédio em frente, andava no seu terraço mais elevado a regar as suas inúmeras plantas, quando se apercebe da presença de um homem em cima do seu telheiro.
Assustada gritou-lhe: - "O senhor saia já por onde entrou!".
E o ladrão, desnorteado, saltou para o terraço ao lado, deu alguns passos e, vendo-se num precipício, optou por saltar para o quintal da Dª. L. (o que não queria dizer que tivesse sido por aí que ele entrou), alguns metros consideravelmente mais abaixo.

O dito cujo ladrão teve tanta sorte (apesar da sua notória azelhice para o métier) que, devido à canícula que se fazia sentir nos últimos dias, a Dª. L. deixara a porta de acesso ao quintal aberta, para arejar a casa.
E o ladrão não está de modas e vai de entrar em casa da Dª. L., percorrer todo o corredor até à porta de entrada, meter as mãos à chave, destrancar a porta e sair ligeiro.
E é, precisamente, nesta fase, quando o ladrão abre a porta de sua casa para fugir, que a Dª. L., que dormitava com o marido no seu quarto (mas já andara a estender roupa às 6h30, segundo, mais tarde, haveria de fazer constar na vizinhança), acorda espavorida e começa a berrar.

Salto na história...

E já temos a Dª. L. no seu quintal, após o momento de frenesim e berreiro absolutos, a contar às vizinhas (neste caso, a do terraço mais elevado e eu) o que se passara e como havia tido sorte de não lhe terem feito mal, nem tão pouco roubado o seu ordenado e o telemóvel que deixara pousados na mesa da sala.

Neste ponto, entra em cena a vizinha do 3º andar Dto. do prédio em frente da rua paralela à nossa (minha e da Dª. L.). Mulher muito baixa que, apenas, quando assoma à janela parece crescer um pouco, talvez, devido a algum banco ou acrescento que ali foi feito para que consiga estender a roupa. A sua diminuta estatura é compensada com o elevado grau e proficiência que esta senhora tem para passar horas à janela a ver o que os vizinhos dos prédios em frente andam a fazer (estas duas características terão, certamente, degenerado de família, uma vez que a sua mãezinha também padece de ambas).
Surge então, altaneira, na sua janela a vizinha do 3º Dto. do prédio em frente.
Cá por baixo, ao nivel do terraço mais elevado e do quintal da vizinha visitada pelo ladrão, discute-se a aparência deste último.
- "Coitado, ele até tinha ar de desgraçado!" - profere a vizinha do terraço mais elevado.
- "Coitado??? Coitado? Eu dizia-lhe quem é o coitado, com o enxerto de porrada que lhe dava, se o apanhasse!" - vocifera, indignada, a Dª. L.
E a vizinha diminuta do 3º Dto. do prédio em frente: - "Mas ele era preto?"
Por breves momentos, tive mesmo vontade de largar o meu papel de espectadora de toda aquela cena e perguntar alto e bom som (eu que até costumo falar sempre muito baixinho), da minha janela, se ela achava que o roubo era um qualquer atributo de pessoas de uma cor diferente da nossa.
Mas pensei... "É melhor não! Deixa-te mas é estar quietinha, porque o tempo está a passar e já te estás a atrasar para ir para o emprego!".

- "Então e não acha melhor apresentar queixa na Polícia, Dª. L.?"
- perguntei, então, tentando terminar toda aquela cena que já ia longa.
- "Para quê? Eles não fazem nada!!" - respondeu-me a Dª. L.
Face a tão elucidativa e peremptória resposta, nada mais havia a fazer. Apenas lhe disse que tivesse calma e que descansasse depois daquele susto. E preparava-me já para me despedir, fechar a minha janela e arrancar para o emprego, quando a Dª. L. se aproxima mais do muro do seu quintal que fica do lado da minha janela, e, numa perfeita metamorfose transfigura o seu rosto, dizendo-me: - "Sabe, ontem, estavam aí os seus gatos à janela. São tão lindos!".

E eu vou para o trabalho a pensar que, realmente, há coisas que nunca mudam numa vizinhança.