Esta manhã voltei a ouvir a Luana miar ao longe, mas começo a ficar preocupada, pois, apesar do miado dela não me parece ser aflitivo (é mais de chamamento, como ela costumava fazer para chamar a Misha - sua mãe -, ou quando eu lhe dava comida de manhã), começo a pensar se ela não estará presa em algum sítio de onde não consegue sair, se já se estará a habituar ao sítio onde está ou se é um miado por já não aguentar mais...
O quintal onde tenho colocado a armadilha é um quintal que fica nas traseiras do meu prédio, mas do lado contrário... cerca de 3 ou 4 prédios depois do meu. No entanto, fica apenas a um prédio depois do terraço onde morava a ex-dona da Luana (só que pelo meio tem um prédio muito alto).
Foi neste quintal que, quando andei lá perto nuns outros quintais abandonados (nos quais viviam os "7 Gatos dos Quintais"), a ouvi miar pela primeira vez, depois de a ter chamado.
Mais tarde, uma senhora desse prédio confirmou-me que ela andava por ali (talvez lá vá comer, porque no quintal vivem dois patos bebés a quem deixam alimentos).
O problema é que, quando a chamo desse quintal (onde coloco a armadilha) ouço-a do lado contrário, nos quintais abandonados e vice versa.
De início, ainda pensei que andasse a vaguear pelos 2 quintais, mas agora já não sei. Aos quintais abandonados só consigo voltar para procurar este sábado de manhã, porque os vizinhos pelos quais se tem acesso aos quintais só estão em casa depois das 19h e já é noite.
Esta tarde, fui até aos quintais abandonados ainda com luz do dia, subindo através do muro do quintal da retrosaria (onde coloquei a armadilha). E andei a inspeccionar num barracão imundo repleto de longas faixas de madeira e por entre as ervas.
A minha mãe, que me tinha acompanhado, ouviu a Luana miar quando a chamei, depois de já ter saído desses quintais abandonados. E, passado um pouco, ouvi uma coisa nas ervas a mexer... mas também podia ser uma ratazana (pois ali abundam bastantes).
Continuo a achar que, se Luana está bem e me mia quando a chamo, a algum sítio tem que se ir alimentar... e o único sítio onde ali há comida é neste quintal onde tenho deixado a armadilha, por causa da comida dos patinhos que lá estão.
Esta manhã, perguntei ao Sr. Zé (o senhor da retrosaria, que tem as chaves desse quintal), se, por acaso, tinha reparado se a comida dos patos andava a desaparecer mais depressa do que o normal, ao que ele me respondeu que não (mas, também, não quer dizer nada, porque este senhor nem sequer sabia de que cor é que era o gato que estava dentro da armadilha, quando apanhámos o gato preto/branco... ou seja, quem não liga muito aos animais, também não liga a estes pequenos pormenores).
A Luana é uma gata muito medrosa e que apenas se aproximava da sua dona.
Este Verão, quando a fui apanhar com a transportadora, para a mandar esterilizar, ela só entrou mesmo ao engano e estando eu escondida.
Acho que ela me reconhece a voz e, possivelmente, no sítio por onde anda, até me vê à sua procura e vê a minha janela... só que deve continuar muito assustada com tudo isto (para além de que no quintal da vivenda existe a tal cadela que mata todos os gatos que para ali vão, pelo que a Luana também poderá estar muito assustada).
Mas é sempre diferente ela ver-me a 2 metros de altura, como via quando eu lhe dava comida e ela não fugia, e ver-me bem mais perto...
Em relação ao gato preto/branco, o "Papalagui" (que assim havia nomeado por ser estrangeiro àqueles quintais, mas que agora se passou a chamar apenas "PB")...
Quando cheguei a casa ao fim do dia, tinha-o a ele e à Misha (mãe da Luana) debaixo da minha janela do quarto para comerem.
Parece que o "PB" se habituou a uma vidinha mais caseira e recatada, nos quintais protegidos.
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