Infelizmente, esta manhã, a Luana não estava na armadilha!...
Quando lá fui ao quintal retrosaria, esta manhã, antes das 9h, a armadilha estava vazia e a comida intacta.
Ontem à noite, quando montara pela primeira vez a armadilha, estava muito esperançada que a Luana lá entrasse... por isso, fiquei a sentir-me mesmo destroçada.
O veterinário já me tinha ontem alertado para que, sendo a gata medrosa, pudesse não entrar logo à primeira vez na armadilha.
Mas estou mesmo a desesperar com tudo isto!
Ontem ao fim da tarde, quando lá fomos e a chamei, ainda a ouvi miar.
Mas esta manhã, quando acordei e olhei para esse quintal ao longe só lá vi o gato preto/branco em cima do muro a espreitar. Pareceu-me ouvir miar (e a cadela da vivenda do lado também andava agitada) mas não sei se seria a Luana.
Começo a ficar muito preocupada!
Mas penso que, como a senhora do 2º andar desse prédio me disse que a viu por ali algumas vezes, será ali que a Luana vai comer (porque no quintal estão 2 patinhos pequenos, que têm lá pão e água)...
Só queria mesmo era que ela lá entrasse dentro e se deixasse apanhar!
Por outro lado, passam-me as mais diversas situações pela cabeça, e o meu receio actualmente é que ela se desoriente ainda mais e vá para a rua pelo lado da vivenda (onde há uma cadela que mata todos os gatos que ali caiêm - e onde também já andei no domingo à procura).
Para além de estar completamente destabilizada com toda esta situação, também, não ajuda muito o facto de quem me rodeia ainda alimentar mais esses meus receios, dizendo-me que a gata podia já estar doente, ter sido mordida por uma ratazana ou pior ainda (eu bem sei que as pessoas não o fazem por mal, mas há que ter alguma ponderação a medir as palavras!).
A meio da tarde de hoje, ligou-me uma amiga, a dizer que o Sr. Zé a tinha avisado que estava um gato na armadilha, mas não sabia dizer se era a Luana.
O gato preto/branco ("Papalagui") de quem a Luana, supostamente, andava a fugir, fora apanhado na armadilha.
Como já era minha intenção, caso tal viesse a suceder, mandei-o castrar, para que a situação futura nos quintais ficasse mais controlada.
Como tudo nesta vida, somos sempre julgados por aquilo que fazemos, mesmo quando pensamos estar a agir bem.
E o facto é que esta tarde, na clínica veterinária, enquanto aguardávamos para que "Papalagui" adormecesse com a anestesia, tive que ouvir as maiores barbaridades de uma senhora do bairro, cuja mãe alimenta os gatos de rua (e nada mais faz por eles, continuando os mesmos a procriar desalmadamente e a sofrer todas as vicissitudes derivadas de uma vida na rua). Esta senhora ficou muito incomodada pelo facto de eu ir castrar um gato de rua (que, segundo ela, perderia todas as suas defesas perante os outros machos) e por o ir libertar nos quintais das traseiras do meu prédio (onde o gato costuma andar, mas que, segundo ela, ele deveria ser libertado no local onde vivia, o Bairro das Pedralvas, do outro lado da movimentada Estrada de Benfica). A cena foi tão grave que esta pessoa chegou a desdizer a opinião médica do próprio veterinário, tendo-me insultado bastante (logicamente que, da maneira que eu estava - que tenho andado carregada a anti-hístaminicos e ansiolíticos -, nem sequer fui capaz de lhe responder à letra, como ela merecia).
Enfim...
Depois deste "incidente" e da castração do "Papalagui", voltei ao quintal da retrosaria, para deixar a armadilha montada.
Quanto ao gato "Papalagui", foi libertado já perto da meia-noite, no terraço onde se encontra a casota da Misha e da Luana.
O pobre animal até fazia dó, pois estava com o ar mais infeliz deste mundo, por ter ficado preso na armadilha e, mais tarde, ter tido que ficar dentro de uma transportadora (a aguardar que o efeito da anestesia passasse e que o antibiótico injectável de 15 dias lhe fizesse efeito).
Pareceu-me ficar mesmo muito feliz quando foi libertado, uma vez que ainda ficou meio parado em cima do telhado da minha vizinha da cave e depois começou a andar todo lampeiro até um quintal vizinho.
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