quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A dor de uma perda




Aconteceu numa praça, no Japão.
Não se sabe como o pássaro morreu. Ele estava ali no asfalto, inerte, sem vida.

Seria um facto corriqueiro, mas o fotógrafo fez a grande diferença!...


A Solidariedade
Segundo o relato do fotógrafo, uma outra ave permanecia próxima àquele corpo sem vida e ficara ali durante horas. Chamando pelo companheiro, ela pulava de galho em galho, sem temer os que se aproximavam, inclusive sem temer o fotógrafo que se colocava bem próximo.


A Solicitação
Ela cantou num tom triste. Ela voou até o corpinho inerte, posou como querendo levantá-lo e alçou vôo até um jardim próximo. O fotógrafo entendeu o que ela pedia e, assim, foi até o meio da rua, retirou a ave morta e colocou-a no canteiro indicado. Só então a ave solidária levantou voo e, atrás dela, todo o bando.


A Despedida
As fotos traduzem a sequência dos factos e a beleza de sentimentos no reino animal.



Uma Questão de Amor e Carinho
Segundo o relato de testemunhas, dezenas de aves, antes de partirem, sobrevoaram o corpinho do companheiro morto. As fotos mostram quanta verdade existiu naquele momento de dor e respeito.




Um grito de dor e lamento
Aquela ave que fez toda a cerimónia de despedida, quando o bando já ia alto, inesperadamente voltou ao corpo inerte no chão e, num grito de não aceitação da morte, tenta novamente chamar o companheiro à vida. Desesperada, mas com amor e carinho, ela se despede do companheiro, revelando o seu sentimento de dor.


Serão os animais realmente os irracionais?



Texto e imagens: de um e-mail a circular na internet.
Muito obrigada a quem mo enviou!




4 comentários:

lady.bug disse...

curioso, não é? este gesto não humano que revela uma humanidade profunda

pyotr alexeyevich disse...

a nossa humana arrogância é tal que chamamos "humanidade" ao amor. e depois basta o luto dum passaroco japonês para nos envergonhar.

Alexa disse...

Lady.bug: muito obrigada pelo comentário! E bem vinda aqui ao meu cantinho!
Bjs

Alexa disse...

Pyotr: ... e tantas outras coisas humanas que nos fariam envergonhar... mas, na maioria das vezes, passamos-lhes completamente ao lado e até nos tentamos afastar!