Desenho feito por Jetmir (9 anos) e Elona (3 anos), Albaneses, para uma reprodução em postal.
Ontem à noite, tivemos a Festa de Fim de Ano da nossa organização!
Mudamos-lhe o nome e nunca fazemos festa de Natal porque a grande maioria dos requerentes de asilo, refugiados e imigrantes (que frequentam as aulas de Português que ministramos ou que são apoiados pela nossa organização) não é católica e não celebra este evento.
O programa da festa foi bem animado, com um espaço dedicado aos mais pequeninos, muita música e dança de diversos países (incluindo o coro “Desafinados” dos técnicos e funcionários da nossa organização) e uma actuação espectacular do Grupo de Teatro RefugiActo (composto por requerentes de asilo e refugiados).
No final, um Festival Multicultural de Sabores, com cada convidado a trazer o seu prato tradicional, ainda deixou muita gente a trocar receitas.
Mudamos-lhe o nome e nunca fazemos festa de Natal porque a grande maioria dos requerentes de asilo, refugiados e imigrantes (que frequentam as aulas de Português que ministramos ou que são apoiados pela nossa organização) não é católica e não celebra este evento.
O programa da festa foi bem animado, com um espaço dedicado aos mais pequeninos, muita música e dança de diversos países (incluindo o coro “Desafinados” dos técnicos e funcionários da nossa organização) e uma actuação espectacular do Grupo de Teatro RefugiActo (composto por requerentes de asilo e refugiados).
No final, um Festival Multicultural de Sabores, com cada convidado a trazer o seu prato tradicional, ainda deixou muita gente a trocar receitas.
Também gostei bastante que os meus amigos Sónia & Tiago e a Raquel tivessem estado presentes!
É sempre bom, por momentos, podermos estar juntos, divertirmo-nos e esquecermos as agruras da vida!... Sobretudo, quando, a meio da noite, temos boas notícias e sabemos de alguém que estava ilegal há já tanto tempo em Portugal e conseguiu, finalmente, ver a sua situação legalizada.
"Carta ao Filho"
de Nazim Hikmet
Não vivas sobre a terra como um estranho
Um turista no meio da natureza.
Habita o mundo como a casa do teu pai.
Crê na semente, na terra, no mar.
mas acima de tudo crê nas pessoas.
Ama as nuvens,
as máquinas,
os livros,
mas acima de tudo ama o homem.
Sente a tristeza do ramo que murcha,
do astro que se extingue,
do animal ferido que agoniza,
mas acima de tudo
Sente a tristeza e a dor das pessoas.
Alegra-te com todos os bens da terra,
Com a sombra e a luz,
com as quatro estações,
mas acima de tudo e a mãos cheias
alegra-te com as pessoas.
de Nazim Hikmet
Não vivas sobre a terra como um estranho
Um turista no meio da natureza.
Habita o mundo como a casa do teu pai.
Crê na semente, na terra, no mar.
mas acima de tudo crê nas pessoas.
Ama as nuvens,
as máquinas,
os livros,
mas acima de tudo ama o homem.
Sente a tristeza do ramo que murcha,
do astro que se extingue,
do animal ferido que agoniza,
mas acima de tudo
Sente a tristeza e a dor das pessoas.
Alegra-te com todos os bens da terra,
Com a sombra e a luz,
com as quatro estações,
mas acima de tudo e a mãos cheias
alegra-te com as pessoas.

3 comentários:
Belo.
Delicioso saber que te dedicas a estas coisas dos homens com sede e fome de humanidade.
Um beijo
Muito obrigada pelo comentário, Ahrat!...
Lindo poema!
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