Por motivos de trabalho, estive ontem à noite presente na Gala intitulada “Solidariedade África”, gravada em directo do CCB pela RTP1, no âmbito da campanha que foi lançada pela organização do Rally Lisboa-Dakar 2006, para ajudar a missão do UNHCR no Sudão e no Chade.
Durante cerca de 2h30, os momentos musicais, entremeados com reportagens sobre os pilotos portugueses que vão participar no Rally, as habituais graçolas dos bonecos do “Contra-Informação” e relatos sobre o trabalho do UNHCR no terreno; visavam, sobretudo, que o público aderisse a esta campanha, angariando-se fundos através dos seus telefonemas (taxados a 0,60€) para um determinado número de telefone (podendo, eventualmente, ao fim de não sei quantas chamadas, o/a feliz espectador/a ser atendido pelo actor B, a modelo Y ou o VIP X).
No final da noite, foram angariados cerca de 70.000,00€, os quais irão direitinhos para o UNHCR no terreno, para um projecto em particular que tem por objectivo a aquisição de fornos a gás, para que as mulheres sudanesas não tenham que ir aos bosques apanhar lenha, podendo correr o risco de serem violadas por membros das mílicias que ainda operam no Sudão (algo que, infelizmente, nunca chegou a ser textualmente dito, ao longo do programa, pela apresentadora, Catarina Furtado).
As minhas impressões (pessoais) sobre tudo isto:
- É muito estranho ver, assim, o nosso trabalho mediatizado de uma forma tão simplista e redutora;
- Os mass media têm mesmo estranhas formas de trabalhar (como aquele “momento alto” da noite em que, supostamente, um dos VIP’s do Call Center recebe uma chamada telefónica de alguém que queria contribuir para esta causa; e, afinal, do outro lado da linha, alguém responde com uma voz muito ensonada, como se tivessem acabado de a acordar: - “Não, mas deve ter sido engano”);
- Quanto ao restante “brilharete” todo desta noite de Gala, remeto-vos para a leitura do ponto nº 2 de um post mais antigo, bem como para este post.
Durante cerca de 2h30, os momentos musicais, entremeados com reportagens sobre os pilotos portugueses que vão participar no Rally, as habituais graçolas dos bonecos do “Contra-Informação” e relatos sobre o trabalho do UNHCR no terreno; visavam, sobretudo, que o público aderisse a esta campanha, angariando-se fundos através dos seus telefonemas (taxados a 0,60€) para um determinado número de telefone (podendo, eventualmente, ao fim de não sei quantas chamadas, o/a feliz espectador/a ser atendido pelo actor B, a modelo Y ou o VIP X).
No final da noite, foram angariados cerca de 70.000,00€, os quais irão direitinhos para o UNHCR no terreno, para um projecto em particular que tem por objectivo a aquisição de fornos a gás, para que as mulheres sudanesas não tenham que ir aos bosques apanhar lenha, podendo correr o risco de serem violadas por membros das mílicias que ainda operam no Sudão (algo que, infelizmente, nunca chegou a ser textualmente dito, ao longo do programa, pela apresentadora, Catarina Furtado).
As minhas impressões (pessoais) sobre tudo isto:
- É muito estranho ver, assim, o nosso trabalho mediatizado de uma forma tão simplista e redutora;
- Os mass media têm mesmo estranhas formas de trabalhar (como aquele “momento alto” da noite em que, supostamente, um dos VIP’s do Call Center recebe uma chamada telefónica de alguém que queria contribuir para esta causa; e, afinal, do outro lado da linha, alguém responde com uma voz muito ensonada, como se tivessem acabado de a acordar: - “Não, mas deve ter sido engano”);
- Quanto ao restante “brilharete” todo desta noite de Gala, remeto-vos para a leitura do ponto nº 2 de um post mais antigo, bem como para este post.
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