
Tinha o cabelo, caído pelos ombros, de uma alvura profunda… e 70 e muitos anos.
Todas as manhãs abria a janela da sua cozinha e ficava por alguns instantes a perscrutar o horizonte, com um ar muito sereno, como se estivesse a admirar a beleza de cada novo dia que se iniciava.
Por vezes, quando olhava na direcção da minha janela, esboçava um sorriso e voltava a perder o seu olhar no infinito.
Há já alguns meses, que nunca mais apareceu àquela janela. Que, agora, apenas se abre para uma outra senhora de bata –mais jovem- estender a roupa.
Todas as manhãs abria a janela da sua cozinha e ficava por alguns instantes a perscrutar o horizonte, com um ar muito sereno, como se estivesse a admirar a beleza de cada novo dia que se iniciava.
Por vezes, quando olhava na direcção da minha janela, esboçava um sorriso e voltava a perder o seu olhar no infinito.
Há já alguns meses, que nunca mais apareceu àquela janela. Que, agora, apenas se abre para uma outra senhora de bata –mais jovem- estender a roupa.
2 comentários:
Também reconheço quem vive em algumas das janelas que se vêem da minha janela! Por vezes se os hábitos mudam é porque algo se passou...
(Envie-te uma msg para o gmail!)
E, apesar de nem sequer conhecermos essas pessoas, faz mesmo pena... não é?!
Enviar um comentário