No início, eram apenas duas cadelas e uma velhota.
Como em tantas outras histórias, a velhota estava sozinha e as cadelas eram a sua única companhia.
E nesse estado de solidão em que a razão se altera e, muitas vezes, nos conduz a cometer actos considerados insanos, a velhota começou a colocar ao pescoço das suas cadelas os seus próprios colares.
E as cadelas, como não são gente, deixavam a sua dona fazer-lhes todas as toillettes e habituaram-se a esse estranho hábito (para um cão). De tal maneira que, cada vez que saíam à rua, punham-se em poses de princesas ou ladies de outros tempos, chamando a atenção de todos os transeuntes.
Mais tarde, uma das cadelas morreu. E a velhota ficou ainda mais sozinha na sua estranha solidão. Mas a pequena cadela dos olhos brilhantes continuou a ostentar os símbolos de opulência deste mundo globalizado... preenchendo, assim, o vazio dos dias da sua dona.
Dedicado ao meu amigo T., que teve de passar esta semana pela saga de pintar uma das assoalhadas da casa da vizinha de baixo (felizmente que nem todas as solidões têm tanto de surreal e de "cheiro" como a da tua vizinha, T.!).
Como em tantas outras histórias, a velhota estava sozinha e as cadelas eram a sua única companhia.
E nesse estado de solidão em que a razão se altera e, muitas vezes, nos conduz a cometer actos considerados insanos, a velhota começou a colocar ao pescoço das suas cadelas os seus próprios colares.
E as cadelas, como não são gente, deixavam a sua dona fazer-lhes todas as toillettes e habituaram-se a esse estranho hábito (para um cão). De tal maneira que, cada vez que saíam à rua, punham-se em poses de princesas ou ladies de outros tempos, chamando a atenção de todos os transeuntes.
Mais tarde, uma das cadelas morreu. E a velhota ficou ainda mais sozinha na sua estranha solidão. Mas a pequena cadela dos olhos brilhantes continuou a ostentar os símbolos de opulência deste mundo globalizado... preenchendo, assim, o vazio dos dias da sua dona.
Dedicado ao meu amigo T., que teve de passar esta semana pela saga de pintar uma das assoalhadas da casa da vizinha de baixo (felizmente que nem todas as solidões têm tanto de surreal e de "cheiro" como a da tua vizinha, T.!).
Ficha Técnica:
Título e fotografia de José Antônio Oliveira
Texto de AlexaC
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