terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Notas Soltas - XVII


- Novo Ano... -


Folhas novas...


"Roupa" velha!...



- Sugestão do Sítio do Costume -

Primeiro dia do ano (a sério! Já que ontem era feriado), primeiro filme do ano...



Já tinha lido sobre este filme, aqui e aqui... uma vez que continuo a seguir o meu bom velho lema de não ler as críticas dos filmes nos jornais (especialmente as do "Público"!) antes de os ir ver ao cinema.
Ainda para mais, agora que já vi o filme em questão, acabo de ler esta crítica e sinto-me profundamente ofendida com a forma como este senhor - a quem pagam para escrever sobre cinema - consegue descaracterizar e tornar vazio um filme.

Não conhecia a obra cinematográfica de Alejandro González Iñárritu, mas fiquei agradavelmente surpreendida com este "Babel"!

Partindo de uma história, aparentemente, simples sobre uma espingarda, o filme transporta-nos para uma deambulação sobre a vida (e o drama emocional e existencial) de diversos personagens - todos eles com algum ponto de ligação entre si - em pontos díspares do globo: Norte de África, México, Japão e E.U.A.

Numa época de globalização em que, apesar das culturas e mentalidades continuarem a ser muito diferentes entre si, os meios de comunicação se desenvolveram a um tal ponto em que, aparentemente, todos se deveriam compreender entre si... todas as personagens deste filme (mesmo que falando uma mesma língua entre si) parecem vaguear no vazio e na solidão de uma aparente incompreensão ou malentendidos.

Porque, para que possamos ser compreendidos pelos outros, temos, antecipadamente, que os saber ouvir!
E é, essencialmente, sobre isso que este filme fala. De uma forma, por vezes, demasiado pungente e angustiante (como no caso da história da adolescente japonesa surda-muda); outras vezes, expondo o terrível egoísmo do ser humano dos países ditos "mais desenvolvidos", por contraposição à entreajuda ainda existente em pequenas comunidades; noutras, ainda, de uma forma claustrofóbica e enervante (tal como no drama da ama mexicana e do seu sobrinho, "barricados" e provocados, apenas, por serem estangeiros).

Curiosamente (ou, talvez, não), a cena deste filme em que nos apercebemos de uma verdadeira comunicação/compreensão entre personagens é aquela em que a ama mexicana fala em espanhol com as duas crianças americanas de quem trata... e estas, percebendo o que lhes fora dito, lhe respondem em inglês.
Porque, na verdade, não precisamos de falar uma mesma língua, para sermos compreendidos... basta-nos sabermos escutar!

Um filme a não perder... e as 2h30 de duração do mesmo, passam num instantinho!

2 comentários:

mir disse...

subscrevo integralmente!

mir disse...

(estou a falar da parte sobre o Babel)