Letreiro inscrito num Centro Comercial da capital: "O Pai Natal chega no próximo dia 24/11/06, às 12h00".Porque ele já aí está quase à porta...
No meu tempo de criança, há 20 e tal anos atrás, o Pai Natal só costumava chegar à meia noite de 24 para 25 de Dezembro!
Jantávamos em família e, depois, eu e o meu irmão tínhamos que nos ir deitar, numa ansiedade enorme, à espera que esse ser misterioso chegasse para nos deixar prendinhas junto à árvore de Natal.
Nos dias que antecediam a chegada do Pai Natal, fazíamos sempre imensas conjecturas sobre como conseguiria ele (ainda por cima, sendo um velhote de barba branca e gorducho) percorrer os céus de todo o mundo e, de uma forma tão rápida, deixar prendas a todas as crianças.
Nessa altura, havia sempre uma espécie de magia contagiante no ar!...
O tempo passou e fomos crescendo. Deixámos de acreditar no Pai Natal (primeiro eu, a seguir o meu irmão, coitado, que impulsionado pela mana mais velha, teve que deixar de acreditar nestas coisas ainda com tenra idade!), porque sabíamos que, com maior ou menor dificuldade, quem nos comprava as prendas que permaneciam nessa noite junto ao pinheiro era a nossa família.
Cada Natal passou a ser diferente e único, há medida que a nossa (já de si) pequena família começou a diminuir as presenças na consoada... restando, no final, apenas os mesmos 5 que, nos últimos anos, nos reunimos (na noite de 24 em casa da minha mãe, e no dia 25 para um almoço em casa dos meus avós - apesar de, no último ano, os hábitos terem mudado um pouco, devido à minha casa nova).
A partir dessa altura, passei a dar uma maior importância ao Natal porque, apesar de ser uma época por natureza demasiado triste, passou, também, a ser a altura em que podia estar com a minha família, gozando de cada instante da sua presença... sem pensar no amanhã, nem na lei natural da vida.
Por acréscimo, foi, também, nessa altura que passámos a conferir uma menor importância às prendas (as quais passaram a ser mais singelas e trocadas logo no início da noite de 24/12, para não atrapalhar o ambiente do resto do jantar!), reservando um lugar muito especial para o jantar e as conversas em família.
1 comentário:
Priminha, essas coisas não se fazem ao primo! Ai, ai, ai, é por isso k´ele está traumatizado LOL
Olha por aki o Natal já não kuase piada nenhuma, desde que a família começou a diminuir já não conseguimos ter alegria para o festejar... Só o João é que nos faz fazer a árvore de natal, pk senão axo k nem isso fazíamos. Enfim, já sabemos que é a lei da vida, mas mesmo assim não nos conseguimos habituar a ela. Já agora e aproveitando o ritmo precoce do espírito natalício: BOM NATAL :)
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