segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Foi há 5 anos...



... que o mundo em que vivemos mudou!

O choque foi tanto que, como sucede com os acontecimentos mais dramáticos das nossas vidas, praticamente todos nós nos lembramos do que fazíamos nesse dia, exactamente há 5 anos atrás, quando fomos confrontados com a notícia.

Voltava para o emprego de táxi, vinda do Instituto Franco-Português, onde tinha ido levar uns documentos para tradução, quando no rádio se ouviu a notícia. Inicialmente, não imaginei o impacto do sucedido, pensando que se tratara unicamente de um pequeno avião ligeiro que embatera contra o edifício. Só muito mais tarde, ao regressar ao fim da tarde a casa, tive oportunidade de ver as (minhas) primeiras imagens.

Como se costuma dizer, uma imagem vale por 1000 palavras.
E uma imagem dramática deixa-nos quase em estado de choque e sem palavras.

Desde então, o mundo tal como o conhecíamos mudou muito: muitos excessos se cometeram em nome da pseudo luta contra o terrorismo, novos ataques surgiram... e tanto irá ainda mudar quando, daqui a 10 ou 20 anos, contarmos aos nossos filhos como foi esse 11/09/01.

Não tenho por hábito nesta data assistir às celebrações de dor, nem aos filmes e documentários que passam nos diversos canais sobre esse fatídico dia. Mas no sábado à noite, um pouco por acaso, deparei-me com um documentário que passava na "2".

Muito interessante a perspectiva através da qual analisava o 11 de Setembro: o confronto do ser humano com uma situação limite, o (terrível e cruel) livre arbítrio para escolher entre uma de duas mortes - qual delas a pior.
Porque ainda há alguns dias falava com os meus melhores amigos sobre a minha incapacidade de lidar com a morte de entes queridos, esta foi uma das últimas imagens que me marcou bastante: "The Falling Man" -(fotografia de Richard Drew).

2 comentários:

Anónimo disse...

Nunca mais me esqueci desta imagem. Nem do desespero que estas pessoas não devem ter sentido para não terem outra hipótese que não fosse o atirarem-se em busca de ar. O que me consola é pensar que, provavelmente, a maior parte morreu do coração antes de embater no chão.

E, sim, é verdade: eu que nunca me lembro do que fiz ontem, lembro-me muito bem do que estava a fazer quando soube. Estava no Conservatório, num ensaio. E vim para a rua, para o Chiado, em transe, a olhar para o céu, para a rua, para as pessoas... Tentava perceber pelas caras se já sabiam.

escorpiaotinhoso disse...

Nunca mais fui a Nova Iorque desde 2001, talvez para adiar a sensação de olhar para as torres em vão...
Tenho de voltar qualquer dia...

ET