
Domingo à tarde. Ar quente e irrespirável e um sol tórrido que lhe queimava a pele.
Descia a Rua Cláudio Nunes a custo, auxiliada pela sua bengala, quando se deparou com dois grandes sacos de entulho... talvez "lixo" para quem renovava uma qualquer parte de sua casa.
Dei por ela toda entretida a vasculhar um dos sacos.
Pegou num azulejo amarelado pelo tempo, onde ainda se vislumbravam encantadores desenhos traçados a azulão. Virou, revirou e disse com uma voz demasiado comovida, que lhe parecia sair das profundezas do coração: - "Ai, a minha casa vai ficar tão linda!"
2 comentários:
:')
Respingadores...;)
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