segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Amélie


Quando comprei a minha casa nova, decidi logo que, também, iria ter gatos, na medida em que, desde pequena, que estou habituada à sua companhia.
Na altura, pensámos que seria melhor não levar comigo nenhum dos gatos de casa da minha mãe (pois já estavam acostumados uns aos outros e a separação poderia ser complicada).

Sendo assim, exactamente, há um ano atrás, no dia 02/01/05, fomos a casa da Teresa V. (uma amiga que protegia gatos e cães abandonados), para ver se poderia lá encontrar algum/a gato/a para adoptar.

Nesse mesmo dia, tinha acabado de chegar a casa da Teresa, vinda de uma colónia de rua protegida por alguém (que acabara de falecer), esta gata... tigrada, minúscula, já velhota (9 anos), sem dentes e com o ar mais doce que alguma vez vira.

Foi amor à primeira vista (a foto comprova-o, pois foi tirada nesse mesmo dia)!... E, apesar de não a ter levado logo para casa, uma vez que só me iria mudar mais tarde, foi logo pré-adoptada, tendo lhe dado o nome de "Amélie".

Infelizmente, ao fim de duas semanas, quando já vivíamos na casa nova, foi diagnosticado um problema de rins e de diabetes à Amélie (para além de, na altura, o veterinário me ter explicado que, provavelmente, o facto de ela ser tão pequena e nunca ter tido dentes se ficaria a dever a uma qualquer mal formação de nascença).

Durante mais de duas semanas andámos para trás e para diante, a deixá-la todos os dias no veterinário, para que ficasse a soro e recuperasse um pouco. E, às vezes, parecia melhorar... e noutras parecia ficar inerte e sem reacção.

Até que na fatídica noite de 04/02/05, após ter vindo comigo do veterinário, cada vez mais fraca e sem se aguentar sequer nas patas, a Amélie, deitada a meu lado, começou a deitar sangue do nariz e da boca (mais tarde, explicaram-me que, em fase terminal, os problemas de rins nos gatos destroiêm-lhes todos os seus órgãos internos).
Nunca me hei de esquecer daqueles momentos terríveis de agonia da Amélie (e da Mary Poppins -a 2ª gata que adoptei, e sobre a qual falarei noutro post), que se começou a agitar ao ver o que lhe estava a acontecer... e só acalmou quando a agarrei contra mim.

Nessa mesma noite, às 23h, a Amélie foi adormecida para sempre, na clínica veterinária onde a tinham tentado tratar. E eu, que sempre dissera que jamais seria capaz de ver a eutanásia de algum dos meus gatos, fiquei sempre a seu lado, falando com ela e tentando confortá-la... como se faria a um qualquer outro ser humano.

A Amélie apenas viveu comigo durante 1 mês... Mas a sua memória permanecerá para sempre!...

4 comentários:

Reticências... disse...

Perder um animal de estimação é sempre doloroso....Lembro-me que chorei imenso, já cá em Lisboa, quando soube que o Dinky, o meu cão de Ourém e companheiro de brincadeiras ao longo de 12 anos tinha morrido. Agora, em Ourém, existe o Bobby que também já está velhote...
Talvez por ter tido sempre cães, prefiro-os aos gatos, mas a dor da perda é sempre a mesma. Sei como te sentes...

Unknown disse...

Que triste :( Custa sempre imenso! Beijinho!

Anónimo disse...

Pois, agora, infelizmente tb já posso testemunhar uma situação dessas... Eu tb fiquei junto da minha Mélinha, fartei-me de dar-lhe beijinhos e chorei baba e ranho mas não consegui ficar quando levou a injecção final... Nem consegui olhar para ela depois. O meu meteu-a dentro duma caixinha.
Custa muito, custa!

Alexa disse...

Reticências e Cláudia: muito obrigada pelos vossos comentários!
Custa sempre imenso e a dor é igual, sejam gatos ou cães! :(

Cristina: espero que estejas melhor! Acredita que a Mélinha viveu contigo os melhores momentos da sua vida!
Bjs