Sempre me fez bastante confusão à cabeça, quando vou ou regresso do trabalho de metro, aquela agitação estúpida do pessoal que entra e sai das carruagens!...
Isto já para não falar que uma coisa que ultrapassa mesmo de todo esta minha consciência é o facto de de manhã, por volta das 8h, as pessoas irem todas agitadas, em carreiros como se fossem formigas, seguindo-se meticulosa e apressadamente para os seus locais de trabalho... ao passo que, à tarde, a partir das 18h30, o pessoal parece que vem todo a morrer e a arrastar-se nas escadas e corredores do metropolitano de Lisboa.
Se calhar sou eu que estou errada por não compreender minimamente este ritmo de todo e qualquer ser humano que trabalhe!...
Nã...
O mais certo, mesmo, é que tenho um metabolismo completamente disfuncional e diferente do dessa gente que, também, utiliza o metro.
Senão, vejamos: apesar de entrar às 9h30 da manhã, tento sempre apanhar os transportes meia hora mais cedo, que é para não "levar" com aquela gente toda que vem dos subúrbios e que impesta os transportes públicos com os seus cheiros... por isso, na maioria dos casos, não preciso de ir a correr e aos tropeções no metro, para conseguir chegar atempadamente ao escritório. Voilà!
Por outro lado, apesar de ter tirado o curso de Antropologia (área que aqui por estas bandas é o que se sabe!), tenho a sorte de trabalhar numa área que gosto muito (o que já não se poderá, talvez, dizer de cerca de 99% da população portuguesa!), e, talvez, por isso, à tarde, quando regresso do trabalho, não me sinto como alguém que tenha andado a correr a meia maratona (à semelhança das figurinhas dos meus "companheiros" de carruagem), nem me arrasto como um zombie...
O que me apetece mesmo, é chegar a casa sempre bem depressinha!... Ao aconchego do lar, ao meu espaço de tranquilidade.
Voilà!
Está, assim, visto que, realmente, o meu metabolismo é que deve funcionar 180º ao contrário do da maioria da população portuguesa... mas não me arrependo, porque, pelo menos, devo ganhar menos cabelos brancos e rugas do que eles! ;)
3 comentários:
Cette observation perçante du metro lisboète n'est-elle pas un peu cruelle ? C'est l'humanité qu'il y a en bas, à Lisbonne comme à Paris. C'est avec le même regard morne -ici où là- que l'on marche vers la sortie le rythme résigné, rien ne dépasse, chaque homme reste une île. On vous a tenu vaguement la porte battante, et vous l'avez tenue à votre tour, sans lever les yeux vers le bénéficiaire. On a monté quelques marches, on n'attend rien que de poursuivre. Et tout d'un coup, c'est le haut qui vous prend, vous allège, vous enlève. Ce carré bleu en haut des marches, ce bout d'immeuble, ces branches d'arbre treillageant le ciel. A chaque fois une ivresse, une chance redonnée. A tout le monde.
C'était, en effet, une observation sur les différente stypes de bio-rythme... et pas sur le metro lisboète.
Je n'y trouve pas rien de cruel!...
Cruel n'est pas le mot juste, c'est vrai. C'est-ce la lucidité du regard de l'anthropologue qui m'a impressionné. Il n'empêche, moi j'aime bien le métropolitain. :)
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