sexta-feira, 21 de agosto de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

"Curtas" - 17




E se os carrinhos de supermercado tivessem vida?


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

WC novo









Misha e Luana têm, desde ontem ao fim da tarde, um WC com areão nas traseiras da sua casota.




Fotografia com notas
(clicar para ampliar e visualizar melhor)




Como a grande maioria dos leitores deste blog sabe, na zona onde resido, protejo uma série de gatos de quintais, incluindo 2 gatas domésticas cuja dona faleceu há um ano atrás e que deambulam agora entre o terraço que pertencera à sua dona e o terraço do meu prédio (onde tive autorização do condomínio para colocar uma casota para elas se abrigarem no Inverno e onde lhes dou comida e água).

Entretanto, nestes quintais, algumas pessoas não gostam de animais, tendo já havido há um ano atrás uma queixa para o Canil/Gatil Municipal e sido apanhados alguns gatos (que consegui resgatar com a ajuda de pessoas amigas e dar para adopção).

Existem, assim, pessoas que se limitam a enxotar os gatos dos seus quintais e outras pessoas que, em minha opinião, ou são más ou doidas e têm atitudes no mínimo estranhas.

O que se tem vindo a passar é que um vizinho do prédio em frente, por norma, estava sempre a enxotar as gatas Misha e Luana, ainda que as mesmas não se encontrassem sequer no seu quintal.
Há uma semana atrás, assisti a uma cena insólita: Misha, Luana e Mikado encontravam-se no terraço que fora da senhora que faleceu, distando um prédio do quintal onde reside este vizinho. O indivíduo viu-os nesse terraço e não esteve com meias medidas, encheu por duas vezes um balde com água e atirou para o terraço desse outro prédio onde os gatos se encontravam, com um ar completamente alucinado, como se os animais lhe estivessem a fazer mal.
Anteontem, a cena repetiu-se, acrescida com a criança (que me insultara), no quintal ao lado, a incitar esse vizinho a atirar mais água para os gatos.

Por receio (de que ainda lhes fizesse um mal maior), não disse nada quando o vi fazer isto, mas, como podem imaginar, fiquei completamente transtornada.

Ontem à tarde, juntamente com a minha mãe, fomos falar com o vizinho em causa, que começou por alegar que apenas atirara água às gatas por estas se encontrarem no seu quintal e não pararem de lhe escavar os canteiros onde possui algumas plantas (apesar da cena a que eu própria assisti ser consideravelmente diferente da por ele descrita).
Depois de uma conversa inicialmente agreste, chegámos a consenso quando o senhor se comprometeu a deixar de atirar água aos gatos, tendo eu sugerido que iria pedir autorização ao meu condomínio para instalar um WC para as gatas junto à sua casota.

O que mais me impressiona nesta estória toda é o facto de sempre terem existido gatos e outros animais nestes e noutros quintais, mas só agora as pessoas se manifestarem exacerbadamente contra os mesmos.

Entretanto, nos quintais mais baixos, do lado do meu prédio, onde ocorrera a queixa há um ano atrás, abundam agora as ratazanas, que alguns vizinhos tentam caçar.





segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Regresso ao Trabalho




Depois de 3 semaninhas de férias, regressei hoje ao trabalho.

Gosto muito de trabalhar em Agosto em Lisboa: os telefones não tocam, menos colegas no escritório, nos transportes somos só nós e os turistas... E, tudo isto, numa lentidão dir-se-ia quase em modo slow motion.

Não fora o facto de estarem estas temperaturas demasiado elevadas, que quase me impedem de respirar em condições, e tudo seria perfeito neste regresso ao trabalho em pleno Agosto.

Para contrabalançar, aqui vos deixo a frescura de um vídeo-arte que descobri recentemente, via Isabel Gonçalves no Facebook.




let yourself feel. from Esteban Diácono on Vimeo.






No regresso a casa, depois deste primeiro dia de trabalho, Misha, Luana e Mikado (que já se haviam habituado a horários de refeições bem menos tardios), esperavam-me espraiados no telhado...





Enquanto Mailea (que ainda não faz propriamente parte do Trio), se encontrava dentro da casota a aguardar também a sua vez para comer.







domingo, 9 de agosto de 2009

As tentativas de apanhar o Mikado








Depois de 6 tentativas (falhadas) para apanhar Mikado, este continua a andar todo lampeiro pelos quintais.

Mikado é o único gato dos quintais que falta ser esterilizado, para além de ter a boca muito inchada (o que sugere que está com algum problema nos dentes ou nas gengivas). Há uns meses atrás, andou muito magro, quase esquelético; nessa altura, dei-lhe o desparasitante interno e começou a comer muito melhor e a engordar um pouco.

No entanto, como fiquei preocupada com o estado de saúde daquele gato, já me havia decidido a tentar apanhá-lo durante estas férias.







Numas das muitas tentativas de o apanhar, coloquei apenas uma transportadora com comida no fundo aberta no terraço, de modo a verificar se ele aí entraria. E Mikado, demonstrando plena confiança em quem o tem vindo a alimentar, de facto, entrou dentro da transportadora para comer, mantendo apenas uma das suas patas traseiras de fora, como quem diz que em caso de emergência, "pernas para que te quero".

Curiosamente, aquando da 4ª tentativa, na 5ª feira passada, ao descer ao terraço para montar a armadilha, Mikado - sempre muito medroso - quase não se assustou com a minha presença, tendo apenas afastado-se um pouco para o telhado de uma das minhas vizinhas e aí ficado durante todo o tempo a observar o que eu fazia.

Voltei a subir para dentro de casa e Mikado, muito curioso, aproximou-se logo da armadilha, onde o cheiro das sardinhas, colocadas dentro de um pratinho, imperava. E Mikado começou a entrar dentro da armadilha.
E eis senão quando, uma criança de 8 anos (que mora num dos prédios das traseiras e, inicialmente, me insultava quando eu alimentava os gatos, tendo depois, desde que eu fui falar com a avó dele, começado a atazanar-me a cabeça com infindáveis conversas sobre gatos), que assistia a toda a cena, começado a bater palmas.
Mikado assustou-se e saíu de dentro da armadilha; tendo, ao sair, destravado o gancho que se encontrava preso na patilha da entrada, e feito com que a armadilha se fechasse mesmo à sua frente.

Mikado assustado fugiu para o telhado da vizinha de baixo, não muito longe, o qual confina com o quintal da tia da dita cuja criança (a quem não foi dada nenhuma educação) que, não contente com o facto de me ter começado a insultar por causa do gato não ter entrado dentro da armadilha, começou a enxotar Mikado para longe (tendo feito o mesmo mais tarde, quando Misha e Luana se preparavam para vir comer).
Esta desagradável situação, que me irritou consideravelmente, foi prontamente resolvida com a avó da criança.

Quanto a Mikado, nos dias seguintes, apesar de ter vindo comer às horas habituais, nem sequer se aproximou mais da armadilha ou sequer da transportadora. O que quer dizer que terei que re-conquistar a sua confiança, perdida assim em poucos minutos devido à falta de educação e maldade de uma criança.









sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Festinhas à "Salva"






Ao fim de quase 7 meses, a gatinha "Salva" já deixa que algumas pessoas lhe façam festinhas (sem contar com os próprios donos, para quem se derrete toda cheia de mimo, mal os vê).

Esta tarde, ao entrar na "Ulmeiro/Livrarte", tive direito a um round de festinhas na cabeça, com a boa da "Salva" retorcendo-se toda e revirando os olhos toda contente.

Infelizmente, como tinha as mãos ocupadas, nem sequer tive tempo para filmar.
Quando o quis fazer, já a gatinha estava mais interessada em ir mostrar a sua beleza na montra da loja, para os seus inúmeros fãs que por ali passavam.








quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Há coisas que não se esquecem...






Georges Moustaki - "Le Temps de Vivre"




.. Como a primeira vez que ouvimos determinada canção.






quarta-feira, 5 de agosto de 2009

GV






Segundo alguns indivíduos, a escassez de meios financeiros é sempre uma "desculpa" para não se fazerem as coisas como se devem.

Eu acredito que, em tudo na nossa vida, quando se gosta daquilo que se faz, conseguimos sempre desenvencilharmos-nos (por vezes nem sabemos bem como!), dar o nosso melhor e proporcionar algo de bom e belo, em qualquer trabalho que estejamos a realizar.




Fotografias de Alexandra Carvalho



Esta manhã, tive oportunidade de visitar as instalações da GV (Grupo de Voluntários), que auxilia gatos de rua na zona de Cascais, e fiquei maravilhada com o que vi: um espaço, que poderia não ser o ideal, foi transformado em algo de possível e muito adequado para os animais que aí são recolhidos, tratados e dados para adopção.
Animais esses que, a julgar pelo que vi e aqui partilho em fotos, são felizes.

Muitos parabéns a todos os voluntários da GV pelo EXCELENTE trabalho!

Se todos nós fizéssemos um pouco naquilo que está ao nosso alcance, o mundo seria, de facto, um lugar muito mais bonito para se viver!




Nas instalações da GV encontram-se inúmeros gatos adultos e bebés a aguardarem que apareça alguém que lhes queira dar um lar, que se transforme no primeiro dia das suas novas vidas... conheça-os através do website da GV e dê um final feliz à estória de vida de um destes animais!






domingo, 2 de agosto de 2009

"Curtas" - 16







Coco Rosie - "Florian"

(Video: Andrew Gibbs)








sábado, 1 de agosto de 2009

Estórias com Gatos - 31




- A nova Comensal -



Num dos quintais mais afastados, o qual se assemelhava a um pequeno recanto bucólico, com uma frondosa árvore ao centro, viviam 3 gatas, uma tigrada já velhinha e as suas duas filhas pretas.

Segundo por ali se ouvia dizer, a clínica veterinária local havia esterilizado essas gatas e a dona desse quintal ficara responsável pelas mesmas: apesar destas continuarem a viver nos quintais (e serem, assim, gatas de rua), dormiam mais protegidas no seu telheiro e tinham a garantia de serem alimentadas diariamente.






Há já largos meses que corriam, naquele bairro, os boatos de que essa vizinhas do R/c do quintal mais afastado onde estas gatas viviam iria, brevemente, mudar de casa, mas não levaria consigo as 3 gatas (segundo, também, constava, porque não a deixavam levar animais para a sua nova habitação).

Na altura em que me vieram contar estes rumores, fiquei muito preocupada com a ideia, ao imaginar estas 3 gatas a deambularem pelos quintais em busca de comida: uma vez que, para além delas nunca se aventurarem mais além por apenas estarem habituadas ao local amplo onde vivem e eram protegidas, certamente que por questões territoriais Misha e Luana nunca as deixariam juntar-se a elas (já por diversas vezes assisti a Luana expulsar algumas destas gatas do seu território, quando elas se aventuravam a lá chegar).








Esta manhã, já depois de Misha, Luana e Mikado terem comido, observei ao longe a gata tigrada a olhar para o bebedouro de água por debaixo da minha janela e começar a aproximar-se um pouco a medo.
Desci um dos comedouros e, qual não foi o meu espanto, quando a gata veio a correr veloz e se pôs a comer com uma grande sofreguidão, olhando para todos os lados a medo.

"Maylea" (nome Havaiano que significa "flor silvestre") passou a ser a nova comensal.