sábado, 11 de julho de 2009

Os Amigos não se alugam!





Digam o que disserem, nem mesmo o individualismo exacerbado dos nossos dias ou a solidão crescente podem justificar que os amigos se aluguem, ou sejam sequer pagos pela amizade que "oferecem" a outrém!...

O conceito da verdadeira Amizade é o de algo que não se pede (e da qual nada se espera em troca), mas que se vai encontrando ao longo da nossa vida, crescendo e sendo fomentada ao longo dos tempos.

Quando nascemos, não escolhemos a família em que crescemos. Mas com os Amigos verdadeiros podemos criar a família que idealizamos.

Os verdadeiros Amigos são aqueles que duram para sempre, que estão sempre lá quando deles precisamos... e que sabemos conscientemente que, devido ao ritmo acelerado das nossas vidas diárias, podemos estar longos períodos sem com eles falar que, quando o voltamos a fazer, a conversa flui como se não nos víssemos desde a véspera.

Digam o que disserem, choca-me muito saber que, neste mundo consumista, até já os amigos se podem alugar e ser pagos por isso!...




"Abençoados os que possuem amigos,
os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede,
não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!"

Machado de Assis





Falando de Amizade...

Hoje foi noite da prometida cachupa de regresso da Sónia, à qual juntámos a comemoração do aniversário do Hugo e a colaboração artesanal na elaboração dos últimos convites de casamento da Raquel & João...
Uma verdadeira noite entre amigos, para colocar a conversa em dia e estarmos apenas juntos!

Depois de 2 meses no Canadá, houve ainda tempo para os habituais souvenirs...






Alguns dos quais, vieram por intermédia pessoa, da parte de uma grande Amiga, que já não vejo há alguns anos.

Finalmente, fiquei a conhecer na prática o projecto "Merci Paris 1946", sobre o qual já aqui tinha falado, e fiquei mesmo fã...





Muito obrigada, querida Rute!
Adorei a prendinha que enviaste pela Sónia. Desejo-te tudo de bom para este teu novo projecto, e que o mesmo se transforme num sucesso internacional! :)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

"À ton Étoile"






Bertrand Cantat - "À ton Étoile"





Sous la lumière en plein
et dans l'ombre en silence

si tu cherches un abri

Inaccessible

Dis toi qu'il n'est pas loin et qu'on y brille


À ton étoile


Petite soeur de mes nuits

ça m'a manqué tout ça

quand tu sauvais la face

à bien d'autre que moi

sache que je n'oublie rien mais qu'on efface


À ton étoile

Toujours à l'horizon

Des soleils qui s'inclinent

comme on a pas le choix il nous reste le coeur

tu peux cracher même rire, et tu le dois


À ton étoile

A Marcos

A la joie

A la beauté des rêves

A la mélancolie

A l'éspoir qui nous tient

A la santé du feu

Et de la flamme

À ton étoile







terça-feira, 7 de julho de 2009

domingo, 5 de julho de 2009

"Le Vrai Sens de la Vie"





Dead Can Dance - "The Host of Seraphim"





"Nous sommes des visiteurs sur cette planéte.

Nous sommes ici pour quatre-vingt dix ou cent ans, tout au plus.

Pendant cette période, nous devons essayer de faire quelque chose de bon, d'utile.

Si vous contribuez au bonheur d'autrui, vous trouverez le vrai but,
Le vrai sens de la vie."


S.S. Dalai Lama






sábado, 4 de julho de 2009

FIA'09








Devido à crise que se instalou, acho que já não comprava um vestido (ou outros acessórios de indumentária) há um bom par de anos!...

Esta tarde, no penúltimo dia da Feira Internacional de Artesanato de Lisboa, perdi completamente a cabeça e trouxe logo 2 vestidos (pela promoção: 1 vestido 8€, 2 vestidos 10€, que um stand da Índia fazia), assim como uma série de outros artigos fantásticos.

Ao contrário de outros anos, a FIA'09 esteve não só hiper-concorrida, como repleta de novidades em todos os stands.






Ir à FIA já se tornou uma tradição cá em casa e sempre deu para desanuviar um pouco a cabeça de outros assuntos (mas ficar bastante moída nos pés e com um grande rombo no carteira).








sexta-feira, 3 de julho de 2009

A razão da minha ausência




Depois do sucedâneo de eventos do mês passado, quando esperávamos que o trabalho começasse a acalmar mais, somos brindados com uma auditoria (que nos deixa uma semana inteira - e mais alguns dias da semana que findou - a trabalhar sempre no mesmo e sem cabeça para mais nada).

Quando esperava que as coisas começassem a acalmar mais, com a proximidade das férias de Verão, acabo por passar uma das piores semanas, também, a nível pessoal (devido a alguns casos com animais): uma casa antiga onde habitava uma colónia de gatinhos foi demolida na zona onde moro e os animais acabaram por ser todos apanhados pelo Canil/Gatil Municipal de Lisboa; na véspera desse fatídico acontecimento, à noite, um cão (que tinha donos, mas o traziam à rua sem trela e muito poucas vezes) foi atropelado na minha rua... e foi horrível, porque o animal morreu logo ali e ainda estive a ajudar os donos, que não sabiam onde o deviam levar.

Tenho a perfeita noção que, com o passar dos tempos, me tenho vindo a tornar muito chatinha (para quem me rodeia) e um pouco obcecada com tudo isto a propósito dos animais...
A verdade é que também eu anseio por voltar a ter uma vida normal (como tinha dantes!), longe destas confusões, sem estar sempre a receber milhentos apelos de adopções ou pedidos de ajuda por dia, sem me estarem sempre a aparecer cães atropelados à frente ou gatos a precisarem de apoio...
Nas últimas semanas, começo a sentir-me muito esgotada (física e emocionalmente), como se estivesse sempre a lutar contra ventos e marés, pela promoção dos direitos do Homem (a nível profissional) e pelos Direitos dos Animais (fora do emprego)... e eu sou apenas uma, e não consigo mudar o mundo, se as próprias instituições não estiverem predispostas a mudar de mentalidade.
Mas o facto é que, desde que há 2 anos atrás entrei pela 1ª vez no Canil/Gatil, a minha vida mudou e sinto que não posso ficar de braços cruzados perante tudo isto!...
O que aconteceu na altura, há 2 anos atrás, persiste ainda...
E é por isso, que isto tem que acabar... ou estaremos condenados a viver num país de 3º mundo, em que perdemos completamente o respeito pelos outros seres vivos (já para não falar que o começamos também a perder, actualmente, pelos nossos semelhantes).






domingo, 21 de junho de 2009

Excertos de uma Tarde Abrasadora







Misha e Luana à procura do melhor lugar à sombra... onde ainda corra alguma aragem fresca.









sábado, 20 de junho de 2009

Dia Mundial do Refugiado




"Où donc est ma patrie ?
Ma patrie est là où je suis,
où personne ne me dérange,
où personne ne me demande qui je suis,
d’où je viens et ce que je fais."

B. Traven, in "Le Vaisseau des morts"







Arraial Popular
para diversificar um pouco as comemorações deste ano do Dia Mundial do Refugiado.

Os agradecimentos aos amigos que estiveram presentes (e nos ajudaram) nunca são suficientes para exprimir toda a nossa gratidão *!...








* Incluindo a devida menção à Priminha, pela venda dos (imprescindíveis) manjericos!





quinta-feira, 18 de junho de 2009

"In my Feet" - 13







Num estilo muito minimalista, quase oriental... 10,50€ na nova sapataria chinesa aqui do bairro.

Super bom andar e muito frescas. Excelente aquisição, não fosse o facto de me terem deixado com a palma dos pés completamente pretas, devido à tinta com que foram produzidas.






quarta-feira, 17 de junho de 2009

42º à sombra... e um dia repleto de História








42º à sombra em Barrancos, onde nos deslocámos bem cedo esta manhã, juntamente com mais de 50 requerentes de asilo e refugiados, para participar na conferência "Refugiados de Ontem, Refugiados de Hoje".



"Em Setembro de 1936 são ocupadas, pelas forças do General Franco, as ultimas povoações republicanas que confinam com a fronteira portuguesa de Barrancos. Tal como na Andaluzia, a violência e o terror invade a Estremadura espanhola. Em Portugal, o apoio de Salazar ao golpe militar marcou desde o primeiro momento a sua política, fundamental à consolidação do regime. As ordens emitidas sobre o destino dos refugiados republicanos são dúbias, por isso compete aos homens no terreno interpretá-las e cumpri-las segundo os seus princípios, profissionais e humanos.

Encurralados entre o fogo das forças nacionalistas e a fronteira portuguesa de Barrancos centenas de republicanos decidem passar linha de fronteira, sem a garantia de serem recebidos como refugiados políticos. Para o efeito foi improvisado um “campo de concentração” na herdade da Coitadinha, com conhecimento de Salazar. Quando até então o procedimento das autoridades portuguesas tinha sido a entrega aos golpistas, marcando para sempre a memória colectiva sobre os fuzilamentos sumários.

A intervenção dos militares portugueses em Barrancos marcou a diferença entre a vida e a morte de 1.020 refugiados, repatriados pelo Governo português para a zona republicana de Tarragona. Resultando num acontecimento singular, que assinala a acção humanitária de homens como o tenente Seixas, posteriormente penalizado por ter ocultado a existência do campo da herdade das Russianas, onde concentrou três centenas de refugiados à revelia do poder central.

Por outro lado, a guerra civil de Espanha também reactivou as relações entre os barranquenhos e os vizinhos espanhóis, escondendo e protegendo refugiados até ao final do conflito. Hoje, ainda aqui permanecem os descendentes e as memórias desse tempo silenciado."


In "Noudar: Los Refugiados de Barrancos".




Mais informações sobre o excelente documentário "Los Refugiados de Barrancos", a ler aqui.




Palavras escritas de vários pontos do mundo, deixadas no Livro de Visitas do Posto de Turismo de Barrancos.




Os "refugiados de hoje", que continuam a chegar a Portugal, não são muito diferentes desses refugiados do Passado. Também eles, ao lutarem pela sua sobrevivência, se viram obrigados a abandonar o seu país, os seus bens e, em muitos casos, as suas famílias.

Aqui chegam, na maioria das vezes, sem saberem sequer o destino para onde iam. Não falam a nossa língua, os seus hábitos e cultura são muito diferentes dos nossos. E sentem-se completamente perdidos, como se fizessem parte de uma terra de ninguém!
Mas o que os move é um desejo imenso de segurança, num país ao qual possam voltar a chamar a sua Casa.

Os refugiados experimentaram a dor física e psicológica e, durante a fuga, perderam as suas raízes e a própria identidade.

É nessa reestruturação e reafirmação da sua identidade no novo país de acolhimento, através de um constante processo de troca e aprendizagem comum, num local onde as fronteiras físicas deixaram de fazer sentido, que se encontra, precisamente, a riqueza dos dias do nosso trabalho!







Na viagem de regresso, já ao final do dia, houve canções multi-étnicas de saudade e de esperança, à semelhança do que costumamos fazer.

E não foram as minhas persistentes arritmias e quebras de tensão (provocadas por este meu mau-estar com o calor - no Alentejo profundo e interior este clima pode tornar-se um verdadeiro inferno, para quem a ele não está habituado!), assim como a questão dos "touros de morte" (com a qual não posso, de modo algum, concordar sequer!), esta viagem foi um sucesso!