domingo, 21 de junho de 2009

Excertos de uma Tarde Abrasadora







Misha e Luana à procura do melhor lugar à sombra... onde ainda corra alguma aragem fresca.









sábado, 20 de junho de 2009

Dia Mundial do Refugiado




"Où donc est ma patrie ?
Ma patrie est là où je suis,
où personne ne me dérange,
où personne ne me demande qui je suis,
d’où je viens et ce que je fais."

B. Traven, in "Le Vaisseau des morts"







Arraial Popular
para diversificar um pouco as comemorações deste ano do Dia Mundial do Refugiado.

Os agradecimentos aos amigos que estiveram presentes (e nos ajudaram) nunca são suficientes para exprimir toda a nossa gratidão *!...








* Incluindo a devida menção à Priminha, pela venda dos (imprescindíveis) manjericos!





quinta-feira, 18 de junho de 2009

"In my Feet" - 13







Num estilo muito minimalista, quase oriental... 10,50€ na nova sapataria chinesa aqui do bairro.

Super bom andar e muito frescas. Excelente aquisição, não fosse o facto de me terem deixado com a palma dos pés completamente pretas, devido à tinta com que foram produzidas.






quarta-feira, 17 de junho de 2009

42º à sombra... e um dia repleto de História








42º à sombra em Barrancos, onde nos deslocámos bem cedo esta manhã, juntamente com mais de 50 requerentes de asilo e refugiados, para participar na conferência "Refugiados de Ontem, Refugiados de Hoje".



"Em Setembro de 1936 são ocupadas, pelas forças do General Franco, as ultimas povoações republicanas que confinam com a fronteira portuguesa de Barrancos. Tal como na Andaluzia, a violência e o terror invade a Estremadura espanhola. Em Portugal, o apoio de Salazar ao golpe militar marcou desde o primeiro momento a sua política, fundamental à consolidação do regime. As ordens emitidas sobre o destino dos refugiados republicanos são dúbias, por isso compete aos homens no terreno interpretá-las e cumpri-las segundo os seus princípios, profissionais e humanos.

Encurralados entre o fogo das forças nacionalistas e a fronteira portuguesa de Barrancos centenas de republicanos decidem passar linha de fronteira, sem a garantia de serem recebidos como refugiados políticos. Para o efeito foi improvisado um “campo de concentração” na herdade da Coitadinha, com conhecimento de Salazar. Quando até então o procedimento das autoridades portuguesas tinha sido a entrega aos golpistas, marcando para sempre a memória colectiva sobre os fuzilamentos sumários.

A intervenção dos militares portugueses em Barrancos marcou a diferença entre a vida e a morte de 1.020 refugiados, repatriados pelo Governo português para a zona republicana de Tarragona. Resultando num acontecimento singular, que assinala a acção humanitária de homens como o tenente Seixas, posteriormente penalizado por ter ocultado a existência do campo da herdade das Russianas, onde concentrou três centenas de refugiados à revelia do poder central.

Por outro lado, a guerra civil de Espanha também reactivou as relações entre os barranquenhos e os vizinhos espanhóis, escondendo e protegendo refugiados até ao final do conflito. Hoje, ainda aqui permanecem os descendentes e as memórias desse tempo silenciado."


In "Noudar: Los Refugiados de Barrancos".




Mais informações sobre o excelente documentário "Los Refugiados de Barrancos", a ler aqui.




Palavras escritas de vários pontos do mundo, deixadas no Livro de Visitas do Posto de Turismo de Barrancos.




Os "refugiados de hoje", que continuam a chegar a Portugal, não são muito diferentes desses refugiados do Passado. Também eles, ao lutarem pela sua sobrevivência, se viram obrigados a abandonar o seu país, os seus bens e, em muitos casos, as suas famílias.

Aqui chegam, na maioria das vezes, sem saberem sequer o destino para onde iam. Não falam a nossa língua, os seus hábitos e cultura são muito diferentes dos nossos. E sentem-se completamente perdidos, como se fizessem parte de uma terra de ninguém!
Mas o que os move é um desejo imenso de segurança, num país ao qual possam voltar a chamar a sua Casa.

Os refugiados experimentaram a dor física e psicológica e, durante a fuga, perderam as suas raízes e a própria identidade.

É nessa reestruturação e reafirmação da sua identidade no novo país de acolhimento, através de um constante processo de troca e aprendizagem comum, num local onde as fronteiras físicas deixaram de fazer sentido, que se encontra, precisamente, a riqueza dos dias do nosso trabalho!







Na viagem de regresso, já ao final do dia, houve canções multi-étnicas de saudade e de esperança, à semelhança do que costumamos fazer.

E não foram as minhas persistentes arritmias e quebras de tensão (provocadas por este meu mau-estar com o calor - no Alentejo profundo e interior este clima pode tornar-se um verdadeiro inferno, para quem a ele não está habituado!), assim como a questão dos "touros de morte" (com a qual não posso, de modo algum, concordar sequer!), esta viagem foi um sucesso!





terça-feira, 16 de junho de 2009

Entrevista ao "Bazar dos Ronrons"








O Projecto "Esterilização Obrigatória" entrevistou-nos recentemente, a propósito do "Bazar dos Ronrons" e de uma série de outros assuntos importantes relacionados com os animais.

A ler aqui.






sexta-feira, 12 de junho de 2009

Santos Populares









Bom Santo António e todas as outras festas (que aí vêm por acréscimo)!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

"The Cat Lady"




Enviado por um amigo...
















quarta-feira, 10 de junho de 2009

Corners of my Home - 35




Porque a vida nem sempre é tão cor-de-rosa como, por vezes, gostamos de a mostrar...
Porque os nossos jardins nem sempre são bonitos e, algumas vezes, podem transformar-se em verdadeiras selvas...
Porque o meu lado maníaco-organizado só funciona mesmo no trabalho, apesar de alguns colegas continuarem a acreditar que em casa não posso ser tão desorganizada quanto digo...

Hoje deixo-vos aqui fotos do estado a que chegou a minha varanda, depois de durante um ano ter sido completamente votada ao abandono.





A minha linda varanda, que costumava ser muito gabada pelos vizinhos, onde eu tinha flores de Inverno e outras diferentes no Verão, passou a ser completamente ignorada.

Como costumo explicar, tinha que fazer uma opção entre salvar 2 ninhadas de gatos e 3 gatas adultas, ou fazer com que as plantas da minha varanda sobrevivessem... e, como o tempo é cada vez mais curto para se conseguir fazer tudo aquilo que pretendemos, uma das duas situações teria que ser protelada.

Penso que, nessa altura, fiz a melhor escolha!
Mas o facto é que a minha Tamarix morreu, assim como toda a réstia de vida que ainda ali houvesse na varanda.





Esta tarde vi os primeiros sinais de vida regressarem à varanda. E continuei o trabalho de re-plantação.









segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dia Mundial dos Oceanos




Os oceanos e mares são responsáveis pela absorção de 30 a 50% do dióxido de carbono emitido no planeta e produzem mais de metade do oxigénio que respiramos.
Literalmente, se os nossos oceanos morrerem, com eles desaparece a vida na Terra...







Anualmente, cerca de 27 milhões de toneladas de vida marinha são novamente devolvidas ao mar já sem vida, como consequência da pesca destrutiva e indiscriminada.
Este é apenas um exemplo das inúmeras ameaças que o ambiente marinho enfrenta.

Neste momento, existem mais de 3,5 milhões de embarcações de pesca a navegar nos nossos oceanos. Ao mesmo tempo que o perigo de colapso dos recursos provenientes do mar começa a ser amplamente divulgado, surge cada vez mais oferta para um mercado de peixe sustentável, demonstrando que é possível alterar a indústria da pesca.

Em defesa dos oceanos...

A Greenpeace está em Portugal a fazer campanha para que as grandes superfícies, responsáveis por 70% do peixe que se vende no país, assumam um papel relevante na protecção dos oceanos, informem os consumidores sobre a proveniência do peixe que têm à venda e incentivem a indústria a fazer as mudanças necessárias em direcção à sustentabilidade dos recursos dos mares.




* Texto e vídeo extraídos daqui.





domingo, 7 de junho de 2009

Notas Soltas - 142




- "Sling" para Felinos -






A Ciara sempre foi a mais enfezadazinha e adoentada de uma das ninhadas que esteve comigo há 2 anos atrás (e, talvez por isso mesmo, acabei por ficar com ela).

Esta manhã, só não ralhei com ela por isso mesmo... porque com um ano de idade o seu peso é tão ténue, que até acabei por achar piada ao local onde ela se foi colocar a dormir.






- Baínha Improvisada -


No Inverno, gosta delas bem compridas, quase a arrastarem pelo chão, com boca larga. Mas, durante o Verão, a situação complica-se porque, com as sandálias, as calças compridas quase que me fazem andar a tropeçar a todo o instante.

Fazer baínhas estava completamente fora de questão, sobretudo em calças de "meia estação" (o que quer que isso signifique actualmente!), que teria que usar em ambas as estações, o que implicava fazê-las e voltar a retirá-las.

Este ano, para remediar a situação, fez-se por momentos luz, e eis como solucionei a questão...








E devo dizer (sem me querer estar a gabar!), que, pela sua originalidade, já está a fazer sucesso... e ainda se transforma numa moda, durante o próximo Verão!