quinta-feira, 18 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
42º à sombra... e um dia repleto de História

42º à sombra em Barrancos, onde nos deslocámos bem cedo esta manhã, juntamente com mais de 50 requerentes de asilo e refugiados, para participar na conferência "Refugiados de Ontem, Refugiados de Hoje".
"Em Setembro de 1936 são ocupadas, pelas forças do General Franco, as ultimas povoações republicanas que confinam com a fronteira portuguesa de Barrancos. Tal como na Andaluzia, a violência e o terror invade a Estremadura espanhola. Em Portugal, o apoio de Salazar ao golpe militar marcou desde o primeiro momento a sua política, fundamental à consolidação do regime. As ordens emitidas sobre o destino dos refugiados republicanos são dúbias, por isso compete aos homens no terreno interpretá-las e cumpri-las segundo os seus princípios, profissionais e humanos.
Encurralados entre o fogo das forças nacionalistas e a fronteira portuguesa de Barrancos centenas de republicanos decidem passar linha de fronteira, sem a garantia de serem recebidos como refugiados políticos. Para o efeito foi improvisado um “campo de concentração” na herdade da Coitadinha, com conhecimento de Salazar. Quando até então o procedimento das autoridades portuguesas tinha sido a entrega aos golpistas, marcando para sempre a memória colectiva sobre os fuzilamentos sumários.
A intervenção dos militares portugueses em Barrancos marcou a diferença entre a vida e a morte de 1.020 refugiados, repatriados pelo Governo português para a zona republicana de Tarragona. Resultando num acontecimento singular, que assinala a acção humanitária de homens como o tenente Seixas, posteriormente penalizado por ter ocultado a existência do campo da herdade das Russianas, onde concentrou três centenas de refugiados à revelia do poder central.
Por outro lado, a guerra civil de Espanha também reactivou as relações entre os barranquenhos e os vizinhos espanhóis, escondendo e protegendo refugiados até ao final do conflito. Hoje, ainda aqui permanecem os descendentes e as memórias desse tempo silenciado."
In "Noudar: Los Refugiados de Barrancos".
Mais informações sobre o excelente documentário "Los Refugiados de Barrancos", a ler aqui.
"Em Setembro de 1936 são ocupadas, pelas forças do General Franco, as ultimas povoações republicanas que confinam com a fronteira portuguesa de Barrancos. Tal como na Andaluzia, a violência e o terror invade a Estremadura espanhola. Em Portugal, o apoio de Salazar ao golpe militar marcou desde o primeiro momento a sua política, fundamental à consolidação do regime. As ordens emitidas sobre o destino dos refugiados republicanos são dúbias, por isso compete aos homens no terreno interpretá-las e cumpri-las segundo os seus princípios, profissionais e humanos.
Encurralados entre o fogo das forças nacionalistas e a fronteira portuguesa de Barrancos centenas de republicanos decidem passar linha de fronteira, sem a garantia de serem recebidos como refugiados políticos. Para o efeito foi improvisado um “campo de concentração” na herdade da Coitadinha, com conhecimento de Salazar. Quando até então o procedimento das autoridades portuguesas tinha sido a entrega aos golpistas, marcando para sempre a memória colectiva sobre os fuzilamentos sumários.
A intervenção dos militares portugueses em Barrancos marcou a diferença entre a vida e a morte de 1.020 refugiados, repatriados pelo Governo português para a zona republicana de Tarragona. Resultando num acontecimento singular, que assinala a acção humanitária de homens como o tenente Seixas, posteriormente penalizado por ter ocultado a existência do campo da herdade das Russianas, onde concentrou três centenas de refugiados à revelia do poder central.
Por outro lado, a guerra civil de Espanha também reactivou as relações entre os barranquenhos e os vizinhos espanhóis, escondendo e protegendo refugiados até ao final do conflito. Hoje, ainda aqui permanecem os descendentes e as memórias desse tempo silenciado."
In "Noudar: Los Refugiados de Barrancos".
Mais informações sobre o excelente documentário "Los Refugiados de Barrancos", a ler aqui.
Os "refugiados de hoje", que continuam a chegar a Portugal, não são muito diferentes desses refugiados do Passado. Também eles, ao lutarem pela sua sobrevivência, se viram obrigados a abandonar o seu país, os seus bens e, em muitos casos, as suas famílias.
Aqui chegam, na maioria das vezes, sem saberem sequer o destino para onde iam. Não falam a nossa língua, os seus hábitos e cultura são muito diferentes dos nossos. E sentem-se completamente perdidos, como se fizessem parte de uma terra de ninguém!
Mas o que os move é um desejo imenso de segurança, num país ao qual possam voltar a chamar a sua Casa.
Os refugiados experimentaram a dor física e psicológica e, durante a fuga, perderam as suas raízes e a própria identidade.
É nessa reestruturação e reafirmação da sua identidade no novo país de acolhimento, através de um constante processo de troca e aprendizagem comum, num local onde as fronteiras físicas deixaram de fazer sentido, que se encontra, precisamente, a riqueza dos dias do nosso trabalho!
Na viagem de regresso, já ao final do dia, houve canções multi-étnicas de saudade e de esperança, à semelhança do que costumamos fazer.
E não foram as minhas persistentes arritmias e quebras de tensão (provocadas por este meu mau-estar com o calor - no Alentejo profundo e interior este clima pode tornar-se um verdadeiro inferno, para quem a ele não está habituado!), assim como a questão dos "touros de morte" (com a qual não posso, de modo algum, concordar sequer!), esta viagem foi um sucesso!
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Entrevista ao "Bazar dos Ronrons"
O Projecto "Esterilização Obrigatória" entrevistou-nos recentemente, a propósito do "Bazar dos Ronrons" e de uma série de outros assuntos importantes relacionados com os animais.
A ler aqui.
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Corners of my Home - 35
Porque a vida nem sempre é tão cor-de-rosa como, por vezes, gostamos de a mostrar...
Porque os nossos jardins nem sempre são bonitos e, algumas vezes, podem transformar-se em verdadeiras selvas...
Porque o meu lado maníaco-organizado só funciona mesmo no trabalho, apesar de alguns colegas continuarem a acreditar que em casa não posso ser tão desorganizada quanto digo...
Hoje deixo-vos aqui fotos do estado a que chegou a minha varanda, depois de durante um ano ter sido completamente votada ao abandono.

A minha linda varanda, que costumava ser muito gabada pelos vizinhos, onde eu tinha flores de Inverno e outras diferentes no Verão, passou a ser completamente ignorada.
Como costumo explicar, tinha que fazer uma opção entre salvar 2 ninhadas de gatos e 3 gatas adultas, ou fazer com que as plantas da minha varanda sobrevivessem... e, como o tempo é cada vez mais curto para se conseguir fazer tudo aquilo que pretendemos, uma das duas situações teria que ser protelada.
Penso que, nessa altura, fiz a melhor escolha!
Mas o facto é que a minha Tamarix morreu, assim como toda a réstia de vida que ainda ali houvesse na varanda.
Esta tarde vi os primeiros sinais de vida regressarem à varanda. E continuei o trabalho de re-plantação.
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segunda-feira, 8 de junho de 2009
Dia Mundial dos Oceanos
Os oceanos e mares são responsáveis pela absorção de 30 a 50% do dióxido de carbono emitido no planeta e produzem mais de metade do oxigénio que respiramos.
Literalmente, se os nossos oceanos morrerem, com eles desaparece a vida na Terra...
Anualmente, cerca de 27 milhões de toneladas de vida marinha são novamente devolvidas ao mar já sem vida, como consequência da pesca destrutiva e indiscriminada.
Este é apenas um exemplo das inúmeras ameaças que o ambiente marinho enfrenta.
Neste momento, existem mais de 3,5 milhões de embarcações de pesca a navegar nos nossos oceanos. Ao mesmo tempo que o perigo de colapso dos recursos provenientes do mar começa a ser amplamente divulgado, surge cada vez mais oferta para um mercado de peixe sustentável, demonstrando que é possível alterar a indústria da pesca.
Em defesa dos oceanos...
A Greenpeace está em Portugal a fazer campanha para que as grandes superfícies, responsáveis por 70% do peixe que se vende no país, assumam um papel relevante na protecção dos oceanos, informem os consumidores sobre a proveniência do peixe que têm à venda e incentivem a indústria a fazer as mudanças necessárias em direcção à sustentabilidade dos recursos dos mares.
Este é apenas um exemplo das inúmeras ameaças que o ambiente marinho enfrenta.
Neste momento, existem mais de 3,5 milhões de embarcações de pesca a navegar nos nossos oceanos. Ao mesmo tempo que o perigo de colapso dos recursos provenientes do mar começa a ser amplamente divulgado, surge cada vez mais oferta para um mercado de peixe sustentável, demonstrando que é possível alterar a indústria da pesca.
Em defesa dos oceanos...
A Greenpeace está em Portugal a fazer campanha para que as grandes superfícies, responsáveis por 70% do peixe que se vende no país, assumam um papel relevante na protecção dos oceanos, informem os consumidores sobre a proveniência do peixe que têm à venda e incentivem a indústria a fazer as mudanças necessárias em direcção à sustentabilidade dos recursos dos mares.
* Texto e vídeo extraídos daqui.
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domingo, 7 de junho de 2009
Notas Soltas - 142
- "Sling" para Felinos -
A Ciara sempre foi a mais enfezadazinha e adoentada de uma das ninhadas que esteve comigo há 2 anos atrás (e, talvez por isso mesmo, acabei por ficar com ela).
Esta manhã, só não ralhei com ela por isso mesmo... porque com um ano de idade o seu peso é tão ténue, que até acabei por achar piada ao local onde ela se foi colocar a dormir.
Esta manhã, só não ralhei com ela por isso mesmo... porque com um ano de idade o seu peso é tão ténue, que até acabei por achar piada ao local onde ela se foi colocar a dormir.
- Baínha Improvisada -
No Inverno, gosta delas bem compridas, quase a arrastarem pelo chão, com boca larga. Mas, durante o Verão, a situação complica-se porque, com as sandálias, as calças compridas quase que me fazem andar a tropeçar a todo o instante.
Fazer baínhas estava completamente fora de questão, sobretudo em calças de "meia estação" (o que quer que isso signifique actualmente!), que teria que usar em ambas as estações, o que implicava fazê-las e voltar a retirá-las.
Este ano, para remediar a situação, fez-se por momentos luz, e eis como solucionei a questão...
Fazer baínhas estava completamente fora de questão, sobretudo em calças de "meia estação" (o que quer que isso signifique actualmente!), que teria que usar em ambas as estações, o que implicava fazê-las e voltar a retirá-las.
Este ano, para remediar a situação, fez-se por momentos luz, e eis como solucionei a questão...
E devo dizer (sem me querer estar a gabar!), que, pela sua originalidade, já está a fazer sucesso... e ainda se transforma numa moda, durante o próximo Verão!
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sábado, 6 de junho de 2009
Alterações Climáticas
Esta manhã de sábado começa esplendorosa, com um sol radioso. Nos quintais, Misha delicia-se a aquecer-se à entrada da sua casota.
Com o calor, Misha sai da casota e vem deitar-se do lado de fora, banhando-se nos raios solares, como se estivesse na praia.
Entretanto, o sol começa a esconder-se por detrás de uma nuvem bem cinzenta. Luana aproxima-se da sua mãe e cheira-a.
Começa a pingar...
Luana aninha-se dentro da casota.
Entretanto, o sol começa a esconder-se por detrás de uma nuvem bem cinzenta. Luana aproxima-se da sua mãe e cheira-a.
Começa a pingar...
Luana aninha-se dentro da casota.
A mãe Misha só mais tarde a ela se juntará, dado que o seu pêlo denso de "Bosques da Noruega" a impede de sentir logo a bátega de água que começa a cair.
Com todas estas alterações climáticas, não admira nada que eu esteja desde ontem à tarde com a maior gripe que se possa imaginar, em plena Primavera!...
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
"Home" - 2
Muito mais do que um filme, "HOME" é um acontecimento mundial: pela primeira vez na história, esta longa metragem de Luc Besson, é hoje lançada gratuitamente e em simultâneo em mais de 50 países, sob todos os suportes (cinema, TV, DVD e na internet).
Já se encontra disponível online para visualização aqui.
E passará esta noite na RTP.
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