No seguimento da vandalização das floreiras, a Gebalis decidiu colocar-lhes cimento, de forma a prendê-las ao chão. No caso da nossa só passados 2 dias tal aconteceu... Mas ninguém voltou a destruir a "nossa" floreira.
Entretanto, desde que, na 6ª feira ao fim da tarde, pedira à Dª. L. (vizinha e residente no prédio onde está localizado o nosso escritório) se nos podia regar a floreira durante o fim-de-semana, esta senhora passou a assumir a função de zeladora das plantas como sua. E, todos os dias, consegue antecipar-se-nos a regar a floreira.
Depois dos 60 minutos de ontem (no meu bairro, devo ter sido a única a ficar às escuras!), dá vontade de ouvir (e de fazer ouvir a outros) as palavras desta rapper francesa, que dá voz a tantos problemas do mundo actual.
Precisamos que o mundo se junte para empreender uma acção contra o aquecimento global do planeta. E tu podes começar por apagar as luzes durante 1 hora, esta noite...
Este ano, Portugal adere, pela primeira vez, à iniciativa de sensibilização "EARTH HOUR".
Dia 28 de Março 2009, durante uma hora, Lisboa sofrerá um apagão e os principais monumentos da cidade ficarão às escuras. No dia 28, esta será a forma da capital portuguesa reduzir os consumos de energia ao aderir à Hora do Planeta. Uma iniciativa da organização internacional de ambiente WWF, que tem por objectivo alertar os líderes políticos para a necessidade de adoptarem medidas urgentes contra as alterações climáticas.
Cristo-Rei Ponte 25 de Abril Mosteiro dos Jerónimos Palácio de Belém, Museu da Electricidade, Torre de Belém, Padrão das Descobertas, Castelo de São Jorge e Paços de Concelho ficarão apenas iluminados pelas estrelas entre as 20.30 e as 21.30.
O Centro Cultural de Belém também aderirá à iniciativa, apagando as luzes durante quinze minutos.
Lisboa junta-se assim, pela primeira vez, às mais de 700 cidades que participam na Hora do Planeta. No ano passado, mais de 5o milhões de pessoas em todo o mundo fizeram parte desta mega mobilização, esperando-se este ano uma adesão de mil milhões de pessoas.
Todos os portugueses serão convidados também a apagar as luzes das suas casas, reduzindo o consumo eléctrico e as emissões de gases com efeito de estufa, juntando-se assim ao coro de vozes que tenta sensibilizar os responsáveis políticos para o problema do aquecimento global.
As empresas em Portugal também se mobilizaram e prometem apagões e acções de sensibilização nos seus espaços durante a Hora do Planeta. Entre elas estão já confirmadas a Coca-Cola, o IKEA, a Ogilvy Mather, a Nokia, a SIC e a Visão.
Esta manhã, quando alguns colegas chegaram ao escritório (eu tinha ido para a Bobadela), depararam-se com este panorama...
Fotografias de José Antônio de Oliveira
Alguém decidiu destruir a "nossa" floreira (e as restantes floreiras colocadas em mais 6 instituições que trabalham no Bairro do Armador - Chelas), deitando-a ao chão e espalhando toda a terra. Não contentes com tal acto, roubaram ainda uma planta a cada instituição, deixou as outras no meio do chão de forma a que fossem morrendo com o calor...
As plantas serão novamente plantadas na floreira ao final da tarde de hoje; e, caso a derrubem de novo, será a nossa última tentativa e levaremos as plantas para nossas casas.
"Através do Espelho" foi uma rubrica criada, há alguns anos atrás, neste blog, como forma de compensação (ou descompressão) pelo facto de trabalhar num local onde as janelas não abrem... e os seus vidros espelhados servirem como atracção da grande maioria dos transeuntes que por ali passam.
Durante meses a fio, temos assistido às mais engraçadas e, também, inusitadas situações, protagonizadas por quem imagina que, por detrás daquele espelho, não existe vivalma.
E esta tarde, vivemos um daqueles grandes momentos, dignos de homenagem nesta rubrica!...
Eles chegaram e foram-nas descarregando... grandes floreiras de pedra, em seguida, a terra. E, depois, desapareceram para a parte mais baixa do bairro.
Quando regressaram, passados alguns largos minutos, vinham carregados com plantas e acompanhados por utentes de uma associação de apoio a indivíduos com deficiências mentais. Todos trajando um avental verde ou uma t-shirt alusiva ao nome deste projecto.
Resolvemos sair e ir cumprimentá-los por tão interessante iniciativa. E aí, a abordagem passou a ser feita sem o espelho.
Este projecto que visa a colocação de uma floreira e respectivas plantes junto a cada uma das instituições que trabalha em cada bairro municipal, é levado a cabo pela Gebalis. E pretende-se, essencialmente, com o mesmo:
- Fomentar valores de pertença e de estima pelos espaços verdes existentes no Bairro - Envolver a Comunidade residente no Bairro; - Diminuir os actos de vandalismo; - Motivar a Competição saudável para atingir um mesmo fim (o da preservação de espaços verdes dentro de cada bairro).
A ver vamos, se a nossa floreira se desenvolverá (vindo a constituir o orgulho do bairro), ou se não a decidirão regar com o líquido amarelo com que nos costumam brindar todas as manhãs as grades da porta!...
Depois da semana hiper-activa que passou (novamente a trabalhar a 1000km/hora), só me apetecia mesmo era isto...
Numa estação de comboios de Londres, numa segunda-feira de manhã... A música começa a tocar e cerca de 70 bailarinos, misturados com os passageiros, começam a dançar. A dança e a música são tão contagiantes que os passageiros começam a interagir com os bailarinos... não se percebendo, no final, quem são uns e quem são os outros.
Este show foi planeado e ensaiado durante 8 semanas, sem o conhecimento do público, para a gravação de um anúncio publicitário de uma marca de telemóveis.
Como era de esperar, ontem à noite, Luana não veio comer por debaixo da minha janela (provavelmente, ainda um pouco receosa depois da queda que lhe viria a custar 9 dias longe de sua casa).
Esta manhã, pelo contrário, quando abri a janela do quarto, já tinha a Luana, juntamente com a sua mãe Misha, à minha espera. Luana miou com algum mimo, enquanto lhes descia a comida pela janela.
Depois, entrou para a casota e ali ficou enroscada, fazendo patinhas na barriga da sua mãe.
Luana sempre foi uma gatinha muito assustada e arisca, a quem apenas a sua antiga dona conseguia fazer festas.
Logicamente, depois do susto de ter caído para os quintais mais baixos, de se ter desorientado e ter ficado perdida durante tanto tempo, Luana tinha que descansar e não poderia voltar logo após o seu resgate aos quintais.
Ontem, Luana passou, mais uma vez, a noite em minha casa, fechada na transportadora dentro da casa-de-banho.
Esta manhã comeu muito bem e até me fez alguma pena quando lambeu o prato todo já sem comida, fruto de toda a escassez que deve ter passado para se alimentar. Depois ficou a dormitar (pobre gatinha, parecia tão cansada e até tremia durante o sono, como se estivesse a ter pesadelos).
Depois de almoço, aproveitei a ajuda da minha mãe para lavar a casota de Misha e Luana e aí lhes colocar umas mantinhas mais frescas, devido ao calor que já se faz sentir.
Em seguida, passei para o telhado do prédio onde vivera Dª. Luísa, a minha mãe passou-me a transportadora e aí a abri. Ao longe, no terraço da sua antiga dona, Misha olhava-nos.
Luana permaneceu inerte dentro da transportadora, olhando para todos os lados com uma grande tranquilidade. Quando me levantei para tentar colocar a transportadora mais para dentro do terraço, Luana saíu a correr, em direcção ao local onde se encontrava a sua mãe.
A aventura do desaparecimento de Luana foi como uma espécie de lição para mim... ensinou-me muita coisa à cerca das pessoas, de mim própria e dos animais (e, sobretudo, que, nesta vida, nada acontece por acaso!).
Nesta última semana, vivi momentos em que parecia estar prestes a esgotar-me a mim própria (e àqueles que estavam mais próximo de mim), mas senti sempre que tinha que continuar e que, mal ou bem, teria que encontrar a Luana... onde quer que ela estivesse, nas condições em que estivesse.
Foram 9 dias de muito sofrimento e dor, apenas recompensados pela generosidade e apoio de quem me acompanhou nesta aventura (daqueles que já conhecia e dos que fiquei a conhecer)... e pelo facto de saber que a "minha" Luana está de volta à sua casa, para junto da sua mãe.
Muito obrigada a todos os que me apoiaram durante este período (vocês sabem bem quem são)!
Às 9h da manhã, fui, mais uma vez, ao quintal do Sr. Zé da Retrosaria, para verificar se a Luana teria, finalmente, entrado dentro da armadilha... e nada (nem mesmo com o cheiro da sua manta, que deixara dentro da armadilha, ela lá entrara).
Ainda fui tocar à senhora do 3º Dto., a Dª. Olga, que segundo me tinham dito, costumava ouvir a Luana por volta das 6h da manhã (hora a que ela estava habituada a que lhe desse comida). A senhora não poderia ter sido mais simpática e disse-me que, de facto, a costumava ouvir miar muito baixo por ali, logo seguida pelos cães da vivenda do lado a ladrarem.
Como tínhamos combinado na passada 5ª feira, preparei-me, em seguida, para me dirigir com a minha mãe e uma amiga aos quintais abandonados das traseiras do meu lado da rua. Fomos tocar ao senhor, do outro lado da rua, que tinha ficado encarregue de umas obras no telhado do prédio a que pertencem esses quintais, mas ninguém nos abriu a porta. Decidimos, então, pedir aos vizinhos do R/c do prédio ao lado do meu se nos deixavam passar pelo seu quintal para esses três outros quintais votados ao abandono.
Por ali andámos uma boa meia hora, a ver por entre uma pilha de madeiras ali amontoadas, subindo aos telhados de zinco... e continuando a ouvir a Luana miar muito ao longe.
Decidimos não deixar nesses quintais abandonados a 2ª armadilha (que fora na véspera buscar a casa de uma amiga), com algum receio que as ratazanas ali existentes pudessem morder a Luana, caso esta viesse a cair na armadilha.
Sem sabermos muito bem o que fazer, acabámos por nos dirigir à vivenda, onde eu já andara no fim-de-semana passado à procura da Luana, com o auxílio do jardineiro.
Segundo nos havia informado um senhor de uma loja de roupa de homem, ali bem ao lado, o Sr. Eng.º (proprietário da vivenda) não costumava abrir a porta a ninguém, com receio dos assaltos e outros imprevistos. Liguei para o 118 e lá me deram o número de telefone fixo do Eng.º, com quem falei prontamente. O senhor ficou meio surpreso e apenas me disse que tinha 84 anos e essas coisas teriam que ser resolvidas com o Sr. Mário, o seu jardineiro. Abriu-me a porta e, à minha frente, ligou para o Sr. Mário, pedindo para ele ali se dirigir para nos ajudar; tendo-me, ainda, informado que, há alguns dias atrás, também lhe parecera ouvir por ali um gato a miar.
O Sr. Mário apareceu passados alguns minutos. E, naquela confusão, ainda tive que regressar a casa, para ir buscar a transportadora, pois apenas tinha comigo um lençol e seria complicado transportar a Luana se ela ali estivesse. Regressada à vivenda, pedi ao Sr. Mário se poderia prender a cadela num outro lado, de modo a que a Luana não se assustasse com a sua presença. O senhor assim fez e, juntamente com a minha mãe e a minha amiga, empreendemos os 4 nova busca pela Luana, com o Eng.º à janela a dar-nos sugestões de onde deveríamos procurar.
Passados alguns minutos (que o nervosismo e ansiedade não me permitiram decifrar se foram poucos ou muitos), dirijo-me sozinha a um amontoado de ferro-velho (antigos apetrechos de cozinha) ali jogados contra uma parede, e começo a espreitar por detrás de 3 caixotes do lixo... e eis senão quando, por detrás do segundo caixote, vislumbro o dorso de Luana a esconder-se, e depois os seus olhos muito assustados a virarem-se para mim.
Volto-me para trás, para o Sr. Mário que me seguia e faço um gesto de silêncio com a mão e indico onde ela se encontra. Peço à minha mãe para trazer a transportadora e começo a avançar por um terreno minado de panelas, frigideiras e tampas de metal... os meus pés tremem quando tento arranjar equilíbrio por cima de uma frigideira rectangular. Amparo-me junto à pequena árvore que sustem os 3 caixotes e, com a ajuda do Sr. Mário, atiro o lençol para cima de Luana, que, vendo-se aprisionada, foge a correr. A minha amiga ainda lhe consegue tentar pegar pelo cachaço, mas Luana refugia-se no canto oposto do quintal da vivenda, por detrás de uns sacos do lixo enormes, tapados por três antigas portas de madeira de um qualquer armário.
Avançamos para lá e, depois de retirarmos dali as 3 portas, consigo apanhar Luana com o lençol. Infelizmente, não a envolvi com o lençol tão bem como pensava e, quando me preparo para a enfiar dentro da transportadora que a minha mãe agarra, Luana revira-se e abocanha-me a orelha direita, arranhando-me toda com as suas patas dianteiras. A dor é imensa e começo a gritar. Por momentos, perco completamente a razão e deixo de perceber o que me está a acontecer... ainda hoje não sei como Luana se desprendeu da minha orelha, ou como a conseguiram desprender. O facto é que, vendo-se liberta do lençol, Luana corre ligeira para uma das mais altas árvores da vivenda e começa a subir veloz por ali acima, aninhando-se num dos ramos mais sólidos.
Sem saber o que fazer, agarrada à minha orelha (que me arde e dói), sento-me no chão a olhar para Luana. Luana com o ar mais infeliz e zangado que se possa imaginar, a cauda completamente emplumada.
E é então que a minha mãe se lembra de chamar os bombeiros, que acabaram por nos remeter para a paciência, argumentando que, se subissem à árvore, Luana iria ainda mais para cima e não a conseguiríamos apanhar.
Era perto do meio-dia... Subi o muro da vivenda para ir ao quintal ao lado (do Sr. Zé da Retrosaria) buscar a armadilha que ali ficara; e montei-a no quintal da vivenda, mesmo em frente à arvore onde Luana indignada, me continuava a seguir com os seus olhos.
Troquei contactos telefónicos com o Sr. Mário e ele prometeu avisar-me mais tarde, caso a Luana já tivesse entrado na armadilha.
1ª imagem à frente (depois da Misha a coçar-se): o terraço de Dª. Luísa (antiga dona de Misha e Luana). Quando a câmara começa a virar, ao fundo, encoberta por umas árvores, a vivenda onde Luana se encontrava.
Às 16h, quando ali regressei, a Luana continuava em cima da árvore, aninhada numa nova posição, observando algo nos quintais vizinhos.
Às 17h30, volto ao mesmo local, acompanhada pela minha mãe. Luana continua encavalitada num ramo da árvore, mais alto ainda do que o primeiro onde se aninhara. Ficamos especados a olhar para a árvore e para Luana. E eu a pensar se deveria seguir ou não o conselho do veterinário, que me dissera para tentar subir devagar a árvore com um escadote e ir falando com a Luana. Quando, de repente, surgido do nada, aparece o Sr. Francisco (amigo do Sr. Mário e "faz-tudo" na vivenda do Eng.º).
Enquanto ponderávamos no que deveríamos fazer (pensando já que, muito possivelmente, Luana só desceria da árvore durante a noite e que o Eng.º iria ali querer a sua cadela à solta de novo, para o proteger), o Sr. Francisco e o Sr. Mário desaparecem por instantes do nosso campo de visão. Quando regressam, o Sr. Francisco empunha um tubo e um cabo de aço. E, por momentos, relembro-me do segundo conselho que o veterinário me dera. Enquanto começa habilmente a passar o cabo de aço por dentro do tubo, o Sr. Francisco apenas diz: - "Deixe lá, Sr. Mário, que eu consigo tirar-lhe dali a gata!".
Depois processou-se tudo de uma forma muito rápida...
O Eng.º aparecera à janela da sua cozinha, dizendo-nos: - "Fui ali a casa do meu filho, mas até vim mais depressa, porque queria assistir ao salvamento. Sabe, minha senhora, eu gosto muito de animais!". E, em simultâneo, o Sr. Francisco avisou-nos para nos prepararmos.
A parte de colocar o laço com o cabo de aço em torno do pescoço de Luana foi, de facto, a mais fácil. Depois, puxá-la para baixo devagar, tentando que o laço não a sufocasse, revelou-se bem mais complicado... Luana ia tentando agarrar-se com as unhas à arvore, enquanto era puxada para baixo. A dada altura, ficou completamente presa no ar, com as suas 4 patas a balouçarem... uma imagem verdadeiramente arrepiante. Quando finalmente chegou a terreno firme, Luana, ainda muito assustada, escondeu-se por debaixo de uns ramos partidos.
E depois continuou a correr tudo demasiado depressa, para que eu conseguisse sequer aperceber-me que Luana já estava dentro da transportadora e sem o laço no pescoço.
O Sr. Francisco sabia de facto o que estava a fazer (ou não fora o facto de ter sido abençoado com o próprio nome do santo padroeiro dos animais). Quando vi Luana dentro da transportadora, as lágrimas chegaram-me aos olhos e não consegui evitar dar 2 pares de beijos de agradecimento ao Sr. Francisco e ao Sr. Mário, tendo, também, agradecido de uma forma mais formal ao Eng.º.
Ao sairmos da vivenda do Eng.º, "Lucky", a cadela, seguiu-nos até ao portão, toda animada a tentar cheirar a armadilha que ainda cheirava a atum. Tentei amparar o portão, para que a minha mãe conseguisse sair sem que "Lucky" fugisse. E, de repente, o Eng.º surgiu à porta de casa, tendo "Lucky" ido ter com ele. Nisto, vira-se para nós com um ar pensativo, enquanto faz uma festa na cabeça da cadela e diz: - "Não sei se já sabe, minha senhora, mas a minha mulher faleceu há um ano. E, desde então, para aqui tenho estado sozinho." A minha mãe retorque que sim, que já nos haviam contado o que se passara. E eu sinto, mais uma vez, as lágrimas a chegarem-me aos olhos, perante tamanha confissão de solidão e apenas consigo agradecer ao Eng.º e dizer-lhe onde moro, caso ele necessite de alguma coisa.
Luana foi levada à Clínica Veterinária onde, para conseguir ser observada, lhe teve que ser ministrado um tranquilizante (pois estava muito agitada e assustada, depois de tudo o que lhe tinha acontecido). Não estava desidratada nem ferida, não tendo também o veterinário achado que estivesse demasiado magra (apenas eu, que a alimento, notei alguma diferença). Apenas tinha uma respiração um pouco esquisita, uma espécie de "farfalheira", tendo-lhe sido receitado antibiótico. Como Luana ia passar a noite em minha casa, pedi ao veterinário para lhe dar um calmante (menos forte), para que a gatinha pudesse passar uma noite tranquila, depois do grande susto pelo qual passara.
Ao regressar a casa, com Luana dentro de uma transportadora embrulhada numa manta, ainda encontrei alguns vizinhos da minha rua, que me haviam ajudado nas buscas. Todos ficaram muito contentes e mais descansados com o salvamento de Luana.
Luana sobreviveu 9 dias numa vivenda onde, toda a gente me dizia que a cadela de guarda, matava ferozmente todos os gatos que ali tombassem. Possivelmente, como me dissera o Eng.º, ia-se alimentando da comida da cadela, quando a apanhava a dormir. E, durante o resto do dia, ali permanecia escondida, por detrás dos caixotes do lixo, refugiando-se da cadela (daí que, aquando das minhas buscas, sempre que a chamava, ela respondia-me, mas não podia, de facto, aparecer-me).
Foi quase um milagre que Luana tenha sobrevivido a esta aventura... e, para mim, durante todo este tempo, foi, sem dúvida alguma, a sua antiga dona quem a protegeu.