Na passada 5ª feira (05/03/09), tinha chegado a casa mais cedo e estava, por volta das 18h, a estender roupa, quando ouço no quintal do prédio do lado um miado muito aflito...
A
Luana tinha caído, provavelmente
da ligação que vem do terraço da sua antiga dona, para os quintais mais baixos.
Tentei chamá-la com a comida que
costumo sempre descer para ela e para a sua mãe
Misha, pela minha janela do quarto.
Misha veio logo a correr do terraço que fora da sua dona. E, ao ver a filha Luana no quintal em baixo, começou a miar-lhe, como que a chamá-la. Mas Luana parecia estar muito desorientada e assustada e não conseguia sequer saltar para cima do muro mais baixo.
Fui ao quintal da minha vizinha de baixo, com comida e comecei a chamá-la, mas ela escondeu-se e só a vi nesse mesmo dia mais tarde, por volta das 21h30.
Nesse altura ainda lhe atirei ração seca, que comeu, mas comecei a ficar preocupada por ela não ter água para beber.
No dia seguinte, pedi à minha vizinha de baixo que colocasse um escadote encostado à parede, com comida e água por perto, de modo a que fosse mais fácil para a Luana subir por ali.
Infelizmente, quando cheguei a casa na 6ª feira ao fim da tarde, informaram-me que a Luana se tinha assustado e fugira para os quintais abandonados (onde
outros malogrados gatos haviam já sofrido muito).
No quintal da vizinha do prédio ao lado, chamei pela Luana, tendo ouvido os seus miados aflitos ali bem perto... infelizmente, o vizinho do R/c por onde se pode passar para os quintais abandonados ainda não se encontrava em casa, para que lá pudesse ir espreitar.
Nessa mesma noite, os cães das vivendas desataram num pranto a berrar, ouvindo-se depois um estrondo de coisas a caírem. E eu fiquei completamente desesperada ao pensar que a Luana tivesse sido apanhada por eles.
Mas, mais tarde, ainda a ouvi a bufar ao gato preto e branco (
"Papalagui"), que tem andado atrás dela nestas últimas semanas e de quem ela parece ter muito medo.
No sábado de manhã, começou a minha investida...
Fui primeiro à loja de roupa de homem, perto de uma das vivendas da Estrada de Benfica, perguntar se poderia espreitar para o quintal das traseiras. O senhor da retrosaria lá me abriu a porta do antigo porteiro, mas, para além de muito matagal e dois pequenos patos, nada mais por ali vi.
Em seguida, fui tocar a todos os prédios da minha rua, para o lado onde me haviam dito que Luana fugira, pedindo se poderia espreitar nos
quintais e deixar afixado na escada de cada prédio um apelo com o meu contacto, caso algum vizinho por ali visse a Luana.
Tudo em vão, nem sinal da Luana!...
Esta manhã, antes de almoço, acompanhada por uma vizinha, recomecei a investida, nos quintais abandonados do meu lado da rua.
Quando a chamei, ouvi novamente o seu miado, vindo do lado do quintal do prédio da retrosaria. Dirigi-me para lá, andei nos quintais das duas vivendas da Estrada de Benfica ali mesmo ao lado, estive empoleirada em cima de muros minutos a fio, desci para o quintal da retrosaria... e nem vivalma da Luana, apenas por ali se encontrando o gato preto e branco.
Às 18h, voltei a ouvi-la miar baixinho, muito ao longe.
Não há palavras que descrevam o estado de desespero em que me encontro!...
A estória desta gata e da sua mãe, assim como da sua antiga dona, tocaram-me bem de perto e acabei por me sentir tão ligada a elas como se se tratassem das minhas próprias gatas.
Para além disso, a Luana é uma gata que, apesar de sempre ter vivido nos quintais e na varanda da sua antiga dona, se assemelha mais a uma gata de casa (nunca se aventurara a sair do terraço da sua antiga dona,
até ter tido os filhotes e se ter visto sem comida); sendo, também, muito medrosa e um pouco arisca - pelo que será muito difícil a sua sobrevivência em quintais que não conhece e onde se possa ver isolada.
Torna-se muito urgente encontrá-la, pois encontra-se sem alimentação e água desde a data em que desapareceu (podendo ter perdido completamente o rumo, ou estar magoada).