domingo, 15 de fevereiro de 2009

"Retalhos de Bem-Fica"








Passado quase um ano, chegou hoje ao fim (por vontade própria) a minha colaboração com o "Mercado de Bem-Fica" (blog que havia iniciado conjuntamente com a J., devido a uma das rubricas que mantinha aqui no "Palavras&Imagens").

A partir de agora, seguirei outros rumos a solo num novo blog intitulado "Retalhos de Bem-Fica", mantendo porém a mesma linha editorial/criativa.

Bem-vindos a todos os que por quiserem continuar a seguir as minhas incursões pela freguesia de Benfica!








sábado, 14 de fevereiro de 2009

Jantar com Filhos de Amigos








Jantar em casa de amigos, para festejar (em modo: dose dupla) o doutoramento da Sónia e o meu aniversário.

A criançada foi o grande tema da noite, com o Pedro Henrique e a Ritinha (quase) a ocultarem a popularidade do Tarek e da Brites.

Entre a sessão fotográfica (corrompida pelo facto da Rita me estar sempre a pedir os anéis, retirando-os mesmo dos meus dedos) e a tarefa de fazer com que, finalmente, o Pedro perdesse o medo de gatos, acabei por passar mais tempo com a criançada do que com os meus amigos (adultos).








quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

"Sushe'Me"





Conheci a Sara há um ano e tal, devido às nossas andanças em defesa dos direitos dos animais.
Como este mundo é demasiado pequenino e Portugal uma aldeia, a Sara é nada mais nada menos do que amiga de infância de um colega meu (e temos também uma grande amiga em comum).

A Sara iniciou recentemente um projecto muito interessante - "Sushe'me Blog", que tem como musa inspiradora uma gatinha de rua (apanhada e esterilizada ao fim de 7 ninhadas em apenas 2 anos e meio).







Ao adquirir um dos originais e bem divertidos quadros do "Sushe'me Blog", poderá contribuir para uma de 3 causas sociais (nas quais a própria artista colabora voluntariamente): Associação Animais de Rua, rede ex aequo e ILGA Portugal.

Recebi hoje o meu quadro, que é LINDOOOOO e vai servir para decorar o armário-dos-chás cá em casa.





O meu contributo seguiu direitinho para a rede ex aequo, como confirma o próprio quadro.

O "Sushe'me Blog" também tem uma loja que podem visitar aqui.








quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

"National Geographic" nos Quintais









Esta manhã, para minha grande surpresa, enquanto Misha e Luana comiam, Mikado entrou sorrateiramente dentro da casota e aí se instalou, fazendo com que as gatitas tivessem que se instalar mesmo quase à entrada (como a fotografia comprova).

Nesta última semana, ao final do dia, reapareceu Papalagui, o gato que, inicialmente, pensei pertencer ao casal de idosos que faleceu no ano passado, e, afinal, parece ter dona.

Papalagui aparece ao fim do dia, aguarda a sua vez e, depois de Misha e Luana terem comido, serve-se da ração que ali fica. Papalagui tem-se aninhado todas as noites do lado de fora da casota de Misha e Luana, como se as estivesse a guardar.

Mikado também tem aparecido, mas mais matinal.

Da última vez que os machos Papalagui e Mikado se cruzaram eram 6 horas da manhã e envolveram-se numa luta atroz no terraço que fora de Dª. Luísa.
Misha e Luana, ao longe, por debaixo da minha janela, assistiam a tudo serenamente.










terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Notas Soltas - 140




- Fim de Tarde com Livros -





Quem ama verdadeiramente os livros, oferece-os aos amigos, em singelas e bonitas alusões... e um simples "obrigada" não é suficiente para agradecer toda a amizade e companhia que nos são concedidas!

"Salva" anda fora e dentro, numa liberdade que espelha a sua alma felina... mas regressa sempre à Casa-Mãe.

Naquele mundo que é seu, aproxima-se devagarinho de quem lhe quer bem e por ali fica a brincar displicentemente... Lá em baixo, na cave, faz a festa com um pequeno novelo de linha verde, emaranhado numa das cadeiras. De quando em vez, num terno miado de mimo, chama a sua protectora, deixando-a fazer-lhe algumas ténues festinhas na cauda.
Depois, cansada de tanta brincadeira, aninha-se na sua caminha e ali fica, a dormir o sono dos justos... com um olho sempre aberto, permitindo que a objectiva da máquina fotográfica e as minhas mãos se aproximem cada vez mais.

"La vraie liberté c'est de pouvoir toute chose sur soi"... tal como os gatos.






- Regar as Plantas -


22h... e a chuva continua a cair incessantemente...

Desço para ir deitar o lixo fora e deparo-me com a porta do prédio completamente escancarada, com um dos vasos da entrada da escada a servir-lhe de travão.
Lá fora, no patamar coberto, a minha vizinha de baixo, em roupão, a guardar um outro vaso de uma das plantas da escada... que se encontra perto do caixote do lixo, a ser regada pela chuva.

No inusitado da cena, a Dª. L. parece nem sequer me vislumbrar, tal é o acentuado do odor a etílico.
Aparece o vizinho do 3º andar Esq., meteorologista de profissão. E a Dª. L. pergunta-lhe se no dia seguinte irá continuar a chover.






- 1 semana -


Depois de uma semana, hoje, finalmente, consegui chorar.

Tenho andado, desde essa data, a meter tudo para dentro e a acumular... parecendo quase uma bola de neve, prestes a rebentar.








quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Mensagem da gatinha "Salva"...







... a todos os fãs e amigos (que ficam largos minutos embevecidos, à frente da montra da "Livrarte", à espera de a vislumbrarem).








quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mudar de Vida






Humanos - "Muda de Vida" (letra e música de António Variações)





Apetecia-me mudar de vida!...

Dar um estalo com os dedos e que tudo na minha vida sofresse uma alteração de 180º, para não ter que viver sempre as mesmas coisas, da mesma forma... numa rotina que se torna muito atrofiante.









segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Bócas: 17/07/95 - 02/02/09








Nascera em casa da minha mãe, há 13 anos atrás, numa ninhada de 5 gatinhos (dos quais acabaríamos por ficar com 3), filhos da Maruska e do Fofinho.

Foi o último a nascer, já ao final dessa longa tarde, mas acabaria por ser o mais matulão e comilão, tendo também sido o primeiro a conseguir sair sozinho do ninho.

Dei-lhe o nome de Bócas, diminutivo das famosas “bombócas”.
Em bebé, só fazia asneiras, tendo mesmo conseguido a proeza de, com 5 meses, conseguir atirar ao chão um dos vasos mais altos da varanda de casa da minha mãe.

Conforme foi crescendo, transformou-se num pequeno panda, muito pachorrento, que adorava passar os seus dias a dormir, ou enfiado dentro da máquina de lavar roupa. Amigo de todos, mas com uma embirraçãozita de dominância para com o seu pai, e muito temido pelo seu irmão Tristão (apesar de nunca lhe ter feito mal).




01/02/09



Há cerca de uma semana atrás, o Bócas andava meio constipado e deixou de comer. A minha mãe levou-o ao Vet. e, após a realização de análises, foi-lhe diagnosticada insuficiência renal (com valores extremamente elevados).

Seguiu-se o tratamento (infelizmente, já bem conhecido para mim)...
3 (longos) dias a soro intravenoso na clínica veterinária, passados os quais se realizariam novas análises para verificar o avanço ou não da doença.

Mas o Bócas continuava a não querer comer nada...
Começou a ser alimentado à seringa, mas ferrava os dentes com muita força, como se nos estivesse a querer dizer que os nossos esforços eram em vão e já nada valeria a pena.

A última vez que o vi foi ontem, domingo, quando fui almoçar a casa da minha mãe... muito prostrado deitado no sofá, parecia não se sentir nada bem e estava sempre a vir para o chão, deitar-se por debaixo da mesa da sala (como se nos estivesse a querer avisar de algo).

Tirei-lhe aquela que sabia conscientemente que seria a sua última fotografia... como se quisesse, assim, e com ela perpetuar na minha memória todos os bons momentos vividos em 13 anos com o Bócas.

Nessa noite, o Bócas começou a miar de uma forma muito estranha, como se estivesse com dores e, simultaneamente, a chamar por nós (lembrámos-nos logo do caso da morte do nosso primeiro gato, o Garoto, que também miara por nós, antes de falecer).





Esta tarde, a minha mãe levou o Bócas, como combinado, ao Vet. para fazer novas análises... as quais acabaria por já não fazer.

Às 16h15 o Bócas teve que ser adormecido para sempre. Estava com 32º de temperatura e, segundo o médico, nenhum animal nessas condições se conseguia salvar.
O Bócas partiu ao colo da minha mãe... passados 7 dias de lhe ter sido diagnosticada a doença que lhe seria fatal.
Felizmente, não sofreu tanto como a minha Ninushka, sujeita a prolongado soro subcutâneo.

Eu estava numa reunião quando recebi a triste notícia... e tive que me conter tanto para não sair dali, que ainda não consegui sequer chorar em condições.