domingo, 28 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
De Férias...
... FINALMENTE!
As tão ansiadas férias... para desanuviar a cabeça, descansar e fazer as 1001 coisas para as quais deixei de ter tempo durante o resto do ano.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Notas Soltas - 139
- Na Casa Nova -

No domingo passado, de manhã, instalámo-la.
Nesse final de tarde, elas vieram comer por debaixo da janela do quarto como vem sendo hábito... olharam e re-olharam para a casota de plástico e nada... depois de saciadas, resolveram afastar-se para o pequeno terraço que fora de Dª. Luísa (o que, afinal de contas, até é bem normal, dado que a Luana foi apanhada um pouco "à traição", para ser esterilizada, através de uma transportadora semelhante a esta casota).
Na 2ª feira seguinte, ao fim da tarde, depois de terem comido, qual não foi o meu espanto quando vejo a Luana entrar ligeira para dentro da casota, logo seguida pela Misha.
O entardecer trouxera já consigo a escuridão. E eu debruçava-me na janela, para tentar perceber se as gatinhas estavam mesmo lá dentro... quando me deparo com 2 pares de olhos a mirarem-me de dentro da casota.
No dia seguinte, de manhã, aí ficaram, com olhinhos piscos de sono, até quase à 9h30; rumando, em seguida para o terraço que fora de Dª. Luísa, para apanharem sol.
Às 17h desse mesmo dia, voltaram à sua nova casa e aí ficaram à espera que lhes descesse a comida.
Mais tarde apercebi-me, através da janela da cozinha, que andava uma outra gata a rondar a comida de Misha e Luana, tendo sido furiosamente perseguida por Luana, convencida que aquele novo espaço é o seu próprio território.
E não mais se ouviram nos quintais os miados tristes e dolorosos de Luana, como sucedia nas últimas semanas.
Misha e Luana passaram a ter um abrigo este Natal frio. E eu fico muito mais tranquila de as saber ali tão perto de mim.
- O Natal do Gato G. -
A noite de consoada fora passada em família, como todos os anos. E o gato G. estava contente, contentíssimo.
Desde que ouvira a sua voz, quando ela chegara, que não parava de a seguir pela casa toda com aquele seu ar pachorrento, brincando exaustivamente com os bonecos que ela lhe atirava, voltando depois até ela.
Mais tarde juntaram-se à pequena família os últimos convivas, os avós. E o gato G. delirou quando os viu chegar.
Acompanhou os seus passos ligeiros até à mesa da consoada, e ficou a admirá-los entre as cadeiras de ambos. Dava a cabeça para festinhas e ainda se tentou sentar ao colo do avô.
Depois, cansado de tantas emoções, aninhou-se por debaixo da cadeira da avó, onde permaneceu durante praticamente toda a noite.
A noite de consoada fora uma noite mágica para o gato G., que, através dos avós, se recordou, certamente, do outro casal de idade que lhe dera um lar durante cerca de 2 anos, antes de falecerem; recordou-se também da voz de quem o retirou do Canil/Gatil naquele fatídico dia, que o viria, também, 3 meses mais tarde a resgatar de novo.
E dava gosto ver como o gato G. estava contente nessa noite, contentíssimo!
Desde que ouvira a sua voz, quando ela chegara, que não parava de a seguir pela casa toda com aquele seu ar pachorrento, brincando exaustivamente com os bonecos que ela lhe atirava, voltando depois até ela.
Mais tarde juntaram-se à pequena família os últimos convivas, os avós. E o gato G. delirou quando os viu chegar.
Acompanhou os seus passos ligeiros até à mesa da consoada, e ficou a admirá-los entre as cadeiras de ambos. Dava a cabeça para festinhas e ainda se tentou sentar ao colo do avô.
Depois, cansado de tantas emoções, aninhou-se por debaixo da cadeira da avó, onde permaneceu durante praticamente toda a noite.
A noite de consoada fora uma noite mágica para o gato G., que, através dos avós, se recordou, certamente, do outro casal de idade que lhe dera um lar durante cerca de 2 anos, antes de falecerem; recordou-se também da voz de quem o retirou do Canil/Gatil naquele fatídico dia, que o viria, também, 3 meses mais tarde a resgatar de novo.
E dava gosto ver como o gato G. estava contente nessa noite, contentíssimo!
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Os Gatos dos Quintais
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
FELIZ NATAL!!!
Votos de um feliz Natal a todos os amigos que por aqui continuam a passar, assim como aos restantes leitores deste blog.
domingo, 21 de dezembro de 2008
A nova Casa
A casa ficara pronta e desabitada.
Uma janela entreaberta da varanda permitia, ainda, que Misha e Luana regressassem todas as noites àquele espaço que sempre fora o seu, onde eram protegidas e amadas por D. Luísa.
Segundo rezam as estórias das vizinhas dos quintais, outrora, Misha e Luana dormiam em duas poltronas de verga na pequena marquise do terraço de Dª. Luísa. E, por vezes, em noites mais frias, eram mesmo convidadas a entrar em casa.
Mas, passadas algumas semanas, a janela apareceu fechada.
Misha e Luana passaram a dormir nos quintais.
Certa madrugada, por volta da 1h, Misha apareceu por debaixo da minha janela do quarto a pedir comida, quando tal não era habitual.
Desde essa data, Luana começou a emitir uns miados muito prolongados e tristes, como se andasse à procura de algo ou de alguém.
No início deste mês, já havia tomado a decisão que me parecia mais lógica e acertada.
Depois de consultados todos os restantes condóminos do prédio e com a sua devida autorização (e, em alguns casos, mesmo com aplausos pelo gesto), iria colocar uma casota de cão para as duas gatinhas se poderem proteger do frio e da chuva deste Inverno.
Forrei o interior da casota com cortiça autocolante (de modo a que o plástico ficasse mais protegido das descidas de temperatura e que isolasse também um pouco o som da chuva a tombar sobre a casota) e o piso inferior da mesma foi coberto com uma película de plástico anti-derrapante (para proteger da humidade exterior).
Para que a casota não fosse levada pelo vento (como já sucedeu em inúmeros outros casos, conforme me foi contado pelo H.), coloquei no seu interior uns sacos de pesos (daqueles que se utilizam para colocar à volta dos tornozelos e fazer ginástica) comprados na loja dos Chineses.
Em seguida, cobri tudo com um cobertor velho, à volta do qual coloquei também uma manta polar.
Esta manhã, o H. e eu descemos até à plataforma nas traseiras do meu prédio, para aí colocarmos a nova casa para Misha e Luana.
Agora aguardo ansiosamente que as gatinhas se habituem a ir para a sua nova casa, de modo a que aí possam encontrar um novo abrigo, deixando de ir para o outro espaço que sempre fora o seu... uma vez que, brevemente, voltará a ser habitada e as pessoas que para ali vão poderão não gostar de as ter por perto no terraço.
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Os Gatos dos Quintais
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Através do Espelho - 14
Bairro do Armador, Chelas, 11h da manhã.
Ao sentar-se no banco improvisado de cimento, como fazia todas as manhãs quando dava o seu passeio, reparou num objecto preto no chão a seu lado.
Apanhou-o e deparou-se com uma mala de senhora. Abriu-o para ver o que tinha dentro, mexeu e re-mexeu.
Levantou-se. Colocou a mala ao ombro e voltou para casa.
No dia seguinte, à mesma hora, a mesma cena.
Desta vez a mala era mais pequena do que na véspera e de cor bege. Abriu-a, mexeu e remexeu. Olhou para todos os lados. Meteu-a debaixo do braço e levou-a para casa.
O que para alguns constitui apenas os despojos finais de um roubo, é para outros uma incomensurável riqueza para oferecer este Natal à mulher ou à filha.
Apanhou-o e deparou-se com uma mala de senhora. Abriu-o para ver o que tinha dentro, mexeu e re-mexeu.
Levantou-se. Colocou a mala ao ombro e voltou para casa.
No dia seguinte, à mesma hora, a mesma cena.
Desta vez a mala era mais pequena do que na véspera e de cor bege. Abriu-a, mexeu e remexeu. Olhou para todos os lados. Meteu-a debaixo do braço e levou-a para casa.
O que para alguns constitui apenas os despojos finais de um roubo, é para outros uma incomensurável riqueza para oferecer este Natal à mulher ou à filha.
domingo, 14 de dezembro de 2008
"Histoire de Pieds" - 9
Gatinhos psicadélicos da loja do Chinês... super-fofinhos com sola anti-derrapante, para andar à vontade em casa (aceitam-se apostas sobre quanto tempo por aqui durarão, com os verdadeiros felinos à solta).
Note-se que as peúgas de cores diferentes não fazem parte dos sapatinhos, mas sim de uma mente cansada, que não consegue encontrar os pares correctos.
Note-se que as peúgas de cores diferentes não fazem parte dos sapatinhos, mas sim de uma mente cansada, que não consegue encontrar os pares correctos.
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Pés
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Inovação Social
Chegou hoje ao fim o evento que marca o encerramento de um projecto financiado pela Comissão Europeia onde trabalhei durante 4 anos... com as apresentações finais.
Em tempos de crise, os discursos de abertura e encerramento deste evento, aludem à importância da inovação social (apreendida através destes mesmos projectos financiados, em que tantos de entre nós trabalhámos) como factor de mudança e de melhoria de vida.
A ver vamos!...
Em tempos de crise, os discursos de abertura e encerramento deste evento, aludem à importância da inovação social (apreendida através destes mesmos projectos financiados, em que tantos de entre nós trabalhámos) como factor de mudança e de melhoria de vida.
A ver vamos!...
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Conversa
Final de um dia de trabalho. No autocarro, de regresso a casa.
Sentados num banco do extremo oposto em que viajo, um casal dos seus 70 e muitos anos, trajando humildemente.
Ele deixa de olhar o trajecto pela janela, vira-se para ela e diz: - "Antigamente tínhamos tanta conversa, e agora nem dizemos nada!"
Ela retorque-lhe intempestivamente: - "Oh senhor, deixe-me que eu não tenho vontade de falar!"
Ele volta a perscrutar o horizonte, através da janela do autocarro embaciada pela chuva e pela respiração dos inúmeros passageiros.
Passados alguns minutos, ela vira-se para uma outra passageira, no banco ao lado do seu, e começa a discorrer sobre as hipóteses pelas quais o trânsito se encontra ali parado.
Sentados num banco do extremo oposto em que viajo, um casal dos seus 70 e muitos anos, trajando humildemente.
Ele deixa de olhar o trajecto pela janela, vira-se para ela e diz: - "Antigamente tínhamos tanta conversa, e agora nem dizemos nada!"
Ela retorque-lhe intempestivamente: - "Oh senhor, deixe-me que eu não tenho vontade de falar!"
Ele volta a perscrutar o horizonte, através da janela do autocarro embaciada pela chuva e pela respiração dos inúmeros passageiros.
Passados alguns minutos, ela vira-se para uma outra passageira, no banco ao lado do seu, e começa a discorrer sobre as hipóteses pelas quais o trânsito se encontra ali parado.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008
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