sábado, 15 de novembro de 2008

O frio chegou...








... e com ele chegou, também, a minha primeira grande constipação do ano.





quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A Casa





Junto à Azinhaga, entramos por fim na casa...







As salas amplas e encontram-se repletas de detritos. E temos de ter cuidado por onde avançamos, já que o soalho de madeira se encontra completamente danificado.

O sol ilumina as divisões com a sua luz diáfana, entrando pelos escombros partidos dos tijolos.

Não consigo deixar de pensar nos que por aquela casa passaram, como teriam sido as suas vidas, o conforto que deveriam sentir, o que ali fariam...
A sua presença parece ainda inundar aquele imenso espaço agora ocupado por toxicodependentes (como que numa estranha metáfora com tudo o que é decrépito, são sempre estes os últimos habitantes das outrora casas senhoriais - nunca recuperadas pelos seus proprietários ou outros).

E saio dali com inúmeras ideias já a fervilharem-me na cabeça, imaginando como aquele magnífico espaço antigo será brevemente ocupado por uma nova utilização.
O projecto de que se falava há alguns meses atrás, vai, brevemente, iniciar-se aqui (mais um)!...






quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Private Joke...








... para todos aqueles que já se "ligaram" ao Facebook (e compreendem o que neste vídeo é falado :)




Para ficarem a saber mais, ver aqui.




domingo, 9 de novembro de 2008

Reabertura do blog "7 Gatos dos Quintais"










Depois de quase 5 meses encerrado, decidimos reabrir hoje o acesso ao público em geral do blog 7 Gatos dos Quintais.


Foi este caso que acompanhámos desde Abril deste ano que veio, mais tarde, a dar origem ao Bazar dos Ronrons.

Assim sendo, considerámos que seria justo que todos tivessem conhecimento da estória destes animais que resgatámos do Canil/Gatil Municipal de Lisboa... uma vez que este caso pode, talvez, contribuir para a sensibilização de mais pessoas no que diz respeito à defesa dos direitos dos animais no nosso país.


O
blog 7 Gatos dos Quintais já não será actualizado (uma vez que as últimas notícias foram dadas aqui), mas manter-se-á aberto ao público, para que todas as pessoas possam ler a estória destes animais... e fazerem algo, no que estiver ao seu alcance, para auxiliar outros animais que ainda se encontrem em Canis e/ou Gatis Municipais.













sábado, 8 de novembro de 2008

O mundo é uma aldeia!





Digam o que disserem, funcionamos sempre em rede, seja a nível profissional ou pessoal!...

Durante mais de 3 anos, andei a aprender novas formas de trabalho em redes nacionais e estrangeiras, graças a um programa da Comissão Europeia que nos ensinou muito e agora vai deixar bastantes saudades.
Depois disso, apercebi-me da real importância de todo o tipo de redes nas nossas vidas.

A internet é uma dessas redes... e o mundo, uma aldeia cada vez mais pequenina!

Hoje conheci uma pessoa de um blog que costumo ler diariamente (adorei o nosso cházinho, Rute! Muito obrigada!). Que, por acaso, foi colega de trabalho de uma outra pessoa que conhece uma grande amiga minha (da universidade).

Numa conversa que me revelou o incomensurável fosso etário e as suas diferenças contextuais, acabei por descobrir recentemente o famoso Facebook.
Através dele acabo por ser informada que uma amiga que eu sabia ir para os EUA, afinal, já por lá se encontra. Redescubro também um colega da Escola Primária... e alguém com o mesmo nome de uma ex-colega do Liceu (que, afinal, andou no mesmo Colégio que eu e é amiga de infância de alguém que escreve num outro blog que costumo ler)...

O mundo é, cada vez mais, uma aldeia... E eu acho que estou a ficar, seriamente, viciada no Facebook!...




Alexandra Carvalho's Facebook profile








sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Notas Soltas - 138



- PROCURA-SE: Charlie, gatinho cinzento muito meigo -







O gato Charlie foi encontrado a vaguear à noite na rua pela Rodrigues há 2 anos atrás. A Rodrigues não o conseguiu deixar sozinho na rua e arranjou-lhe um novo lar.

Acompanhei esta história bem de perto e sei como a minha amiga está a passar um mau bocado com toda esta situação. Por isso mesmo, lanço aqui o apelo , na esperança que ainda consigamos encontrar o Charlie.

Já se passou muito tempo desde o seu desaparecimento, mas existem casos extraordinários de gatos que são encontrados muito tempo depois de terem desaparecido... ver aqui.






O Charlie desapareceu em meados de Fevereiro de 2007, perto dos Capuchos (Caparica).

O seu dono sofreu um acidente de viação num cruzamento em Lazarim, perto do colégio Campo de Flores, e o Charlie fugiu assustado. Este cruzamento fica a cerca de 1,5 Km de casa (na Rua da Estrelinha, nos Capuchos). Na altura, procurou-se por todo o lado, sem êxito.

Continuamos à procura do Charlie, na esperança de que alguém saiba do seu paradeiro ou o tenha visto na estrada, nessa data.


Características do Charlie:

- gato adulto muito meigo e calmo;

- pêlo cinza (cor principal) e branco (cor secundária);

- mancha distintiva, de cor cinza, no lado esquerdo do nariz;

- olhos amarelos;

- porte médio (aspecto robusto);

- na altura do seu desaparecimento, não tinha coleira.


Contactos:


José Rendeiro - 91 811 19 08 / jrendeiroy@hotmail.com


Rosa Caldeira – 91 902 55 55 / rosacaldeira@gmail.com














Depois da "depressão" de ontem, nada melhor do que um miminho como este, terminando a tarde entre os colegas a ver fotografias de outros tempos.

Estamos mesmo a ficar velhos!...







- Brites -






A Brites (ex-Myrna) é uma das filhas da Aiko. Nascida dentro do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, e daí retirada juntamente com a sua mãe e irmãos a 17/04/08.

Em Julho foi adoptada por um casal de amigos, ganhando também um novo "irmão" que, por acaso, é meu afilhado.




Esta noite fomos fazer companhia ao "pai" das crianças, por a "mãe" estar longe e ele estar quase a enlouquecer por apenas falar com os "filhos" nestes últimos dias.

Até deu gosto ver as duas crianças em cenas tão ternurentas!...






quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Notas Soltas - 137




- Os gatos não pertencem às pessoas... Eles pertencem aos lugares -



A casa ficou pronta, aguardando a chegada de novos habitantes que a preencham com vida.







Sentada no parapeito da marquise, na janela que ficou entreaberta por esquecimento, Luana mira o pequeno terraço vazio. Depois salta para o interior da marquise e desaparece do meu campo de visão.

Misha e Luana continuam a habitar o pequeno terraço que pertencera a Dª. Luísa, como se ela ainda fosse viva.

"Os gatos não pertencem às pessoas. Eles pertencem aos lugares." - Wright Morris

Esta manhã, Misha e Luana, depois de comerem, ficaram paradas por debaixo da minha janela do quarto mais tempo do que o habitual (depois de saciadas, normalmente, costumam retornar ao terraço onde sempre viveram): pareciam olhar algo ao longe ou, talvez, apenas ansiassem por um abrigo seguro, como o que outrora possuíram.







- Ela vem cá... -




Lisa Ekdahl - "Day Break"



... e eu não tenho dinheiro para a ir ouvir!







- O Fosso -


Almoço com 3 estagiárias de 21 e 22 anos.

A meio da amena conversa, aperceber-me que sou a única que sabe o que é um Capri-Sonne... enquanto elas me olham incrédulas.

Por momentos, recordo aquele famoso e-mail que andou a circular na internet há algum tempo atrás, onde se falava das infâncias vividas nos anos 80... e uma imensa nostalgia, entremeada com uma ligeira depressão sobrepõem-se em mim.

Mesmo quando nas lojas (ou os vizinhos lá do prédio) nos teimam em apelidar de "menina", e, por vezes, até nos dizem que parecemos ter 24 anos...
Não há nada que enganar: 10 anos de diferença é um fosso colossal nos contextos e vivências diárias (uma década)...
E sentimo-nos velhas, quando alguém não sabe do que se trata um Capri-Sonne.







quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Do Contra"






Por mais que tente, hoje não consigo entrar na onda do "Yes, we can!" ou "We did it!", como fizeram praticamente todos os blogs que leio diariamente (e alguns colegas de trabalho).

Sim, não posso deixar de estar contente por ter sido eleito o primeiro presidente americano não caucasiano...
Sim, espero que as "minorias" étnicas (que, afinal de contas, nos EUA até nem são assim tão minorias como isso, senão o Sr. Obama jamais teria ganho as eleições!) passem a ser mais respeitadas na sua diversidade, e que os problemas dos EUA (e não só!) passem a ser prontamente resolvidos (e não ignorados ou escamoteados sob a égide do terrorismo)...
Sim, os ventos da mudança parecem ter chegado... ou, pelo menos, os EUA e a maioria do resto do mundo assim acreditam. A ver vamos, os meses que se seguem, o dirão!...

Nos tempos que correm, o que faz mesmo falta a muito boa gente é ter esperança (muito mais do que ter fé, porque essa não tem valido de nada aos católicos e outros crentes que acreditam no que quer que seja)... ter uma réstia de crença de que algo poderá acontecer que fará o panorama de crise mundial mudar e, por acréscimo, as nossas próprias vidas (porque se pensarmos o contrário, damos connosco a imaginar cenários consideravelmente mais catastróficos ainda do que o que se vive hoje em dia!).
E a vitória de Obama parece ter sido o despoletar do reacender dessa esperança mundial. E isso é bonito de se ver, sim senhora!

No entanto, chamem-me do "contra" ou o que bem quiserem, mas sinceramente, não consigo entrar na onda de esperança mundial!...
Tudo me parece demasiado encenado, como se nos quisessem fazer crer que um novo Martin Luther King ressurgiu das cinzas... quando, se pensarmos bem, os EUA são o país que mais notoriamente consegue controlar o poder de comunicação (e de imagem) dos medias.
Por outro lado, a esperança na mudança não pode depender das mãos de um único e simples homem (em particular, num país onde é bem sabido que os poderosos lobbies conseguem controlar tudo e influenciar os rumos políticos).
"Temos falta de revolucionários e não de revoltados!"


Apesar de não conseguir acreditar (e nem sequer estou a ser pessimista, porque não é o meu lema de vida!), acabo por entrar na onda geral deste dia... e estar para aqui a discorrer sobre o assunto, ainda que a minha opinião seja contrária à de quase todos aqueles que sobre isto já escreveram.





segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Gritos na Estação






Estação de metro da Alameda. Final da tarde, hora de ponta.

Atravessando o imenso átrio que liga a linha vermelha à linha verde, o som de uma mulher que vocifera contínua a repetitivamente “O reino dos céus está próximo!” repercute-se por toda a estação.

Ecoa por entre as escadas rolantes, onde os inúmeros passantes se atarefam a chegar o mais depressa possível a um qualquer destino…
Não dispondo de tempo para olhar, para sequer parar.

Ninguém consegue ver quem grita… E, no entanto, ela encontra-se ali bem visível, no topo do balcão da linha verde, entoando o seu refrão repetitivo junto às escadas rolantes.

Na retaguarda três seguranças falam entre si, entreolhando, de quando em vez, a mulher que grita, como que aguardando por um acto (ainda) mais imprevisível.





Faz-me lembrar a história deste homem, com quem nunca ninguém sequer falou.









domingo, 2 de novembro de 2008