sábado, 8 de novembro de 2008

O mundo é uma aldeia!





Digam o que disserem, funcionamos sempre em rede, seja a nível profissional ou pessoal!...

Durante mais de 3 anos, andei a aprender novas formas de trabalho em redes nacionais e estrangeiras, graças a um programa da Comissão Europeia que nos ensinou muito e agora vai deixar bastantes saudades.
Depois disso, apercebi-me da real importância de todo o tipo de redes nas nossas vidas.

A internet é uma dessas redes... e o mundo, uma aldeia cada vez mais pequenina!

Hoje conheci uma pessoa de um blog que costumo ler diariamente (adorei o nosso cházinho, Rute! Muito obrigada!). Que, por acaso, foi colega de trabalho de uma outra pessoa que conhece uma grande amiga minha (da universidade).

Numa conversa que me revelou o incomensurável fosso etário e as suas diferenças contextuais, acabei por descobrir recentemente o famoso Facebook.
Através dele acabo por ser informada que uma amiga que eu sabia ir para os EUA, afinal, já por lá se encontra. Redescubro também um colega da Escola Primária... e alguém com o mesmo nome de uma ex-colega do Liceu (que, afinal, andou no mesmo Colégio que eu e é amiga de infância de alguém que escreve num outro blog que costumo ler)...

O mundo é, cada vez mais, uma aldeia... E eu acho que estou a ficar, seriamente, viciada no Facebook!...




Alexandra Carvalho's Facebook profile








sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Notas Soltas - 138



- PROCURA-SE: Charlie, gatinho cinzento muito meigo -







O gato Charlie foi encontrado a vaguear à noite na rua pela Rodrigues há 2 anos atrás. A Rodrigues não o conseguiu deixar sozinho na rua e arranjou-lhe um novo lar.

Acompanhei esta história bem de perto e sei como a minha amiga está a passar um mau bocado com toda esta situação. Por isso mesmo, lanço aqui o apelo , na esperança que ainda consigamos encontrar o Charlie.

Já se passou muito tempo desde o seu desaparecimento, mas existem casos extraordinários de gatos que são encontrados muito tempo depois de terem desaparecido... ver aqui.






O Charlie desapareceu em meados de Fevereiro de 2007, perto dos Capuchos (Caparica).

O seu dono sofreu um acidente de viação num cruzamento em Lazarim, perto do colégio Campo de Flores, e o Charlie fugiu assustado. Este cruzamento fica a cerca de 1,5 Km de casa (na Rua da Estrelinha, nos Capuchos). Na altura, procurou-se por todo o lado, sem êxito.

Continuamos à procura do Charlie, na esperança de que alguém saiba do seu paradeiro ou o tenha visto na estrada, nessa data.


Características do Charlie:

- gato adulto muito meigo e calmo;

- pêlo cinza (cor principal) e branco (cor secundária);

- mancha distintiva, de cor cinza, no lado esquerdo do nariz;

- olhos amarelos;

- porte médio (aspecto robusto);

- na altura do seu desaparecimento, não tinha coleira.


Contactos:


José Rendeiro - 91 811 19 08 / jrendeiroy@hotmail.com


Rosa Caldeira – 91 902 55 55 / rosacaldeira@gmail.com














Depois da "depressão" de ontem, nada melhor do que um miminho como este, terminando a tarde entre os colegas a ver fotografias de outros tempos.

Estamos mesmo a ficar velhos!...







- Brites -






A Brites (ex-Myrna) é uma das filhas da Aiko. Nascida dentro do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, e daí retirada juntamente com a sua mãe e irmãos a 17/04/08.

Em Julho foi adoptada por um casal de amigos, ganhando também um novo "irmão" que, por acaso, é meu afilhado.




Esta noite fomos fazer companhia ao "pai" das crianças, por a "mãe" estar longe e ele estar quase a enlouquecer por apenas falar com os "filhos" nestes últimos dias.

Até deu gosto ver as duas crianças em cenas tão ternurentas!...






quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Notas Soltas - 137




- Os gatos não pertencem às pessoas... Eles pertencem aos lugares -



A casa ficou pronta, aguardando a chegada de novos habitantes que a preencham com vida.







Sentada no parapeito da marquise, na janela que ficou entreaberta por esquecimento, Luana mira o pequeno terraço vazio. Depois salta para o interior da marquise e desaparece do meu campo de visão.

Misha e Luana continuam a habitar o pequeno terraço que pertencera a Dª. Luísa, como se ela ainda fosse viva.

"Os gatos não pertencem às pessoas. Eles pertencem aos lugares." - Wright Morris

Esta manhã, Misha e Luana, depois de comerem, ficaram paradas por debaixo da minha janela do quarto mais tempo do que o habitual (depois de saciadas, normalmente, costumam retornar ao terraço onde sempre viveram): pareciam olhar algo ao longe ou, talvez, apenas ansiassem por um abrigo seguro, como o que outrora possuíram.







- Ela vem cá... -




Lisa Ekdahl - "Day Break"



... e eu não tenho dinheiro para a ir ouvir!







- O Fosso -


Almoço com 3 estagiárias de 21 e 22 anos.

A meio da amena conversa, aperceber-me que sou a única que sabe o que é um Capri-Sonne... enquanto elas me olham incrédulas.

Por momentos, recordo aquele famoso e-mail que andou a circular na internet há algum tempo atrás, onde se falava das infâncias vividas nos anos 80... e uma imensa nostalgia, entremeada com uma ligeira depressão sobrepõem-se em mim.

Mesmo quando nas lojas (ou os vizinhos lá do prédio) nos teimam em apelidar de "menina", e, por vezes, até nos dizem que parecemos ter 24 anos...
Não há nada que enganar: 10 anos de diferença é um fosso colossal nos contextos e vivências diárias (uma década)...
E sentimo-nos velhas, quando alguém não sabe do que se trata um Capri-Sonne.







quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Do Contra"






Por mais que tente, hoje não consigo entrar na onda do "Yes, we can!" ou "We did it!", como fizeram praticamente todos os blogs que leio diariamente (e alguns colegas de trabalho).

Sim, não posso deixar de estar contente por ter sido eleito o primeiro presidente americano não caucasiano...
Sim, espero que as "minorias" étnicas (que, afinal de contas, nos EUA até nem são assim tão minorias como isso, senão o Sr. Obama jamais teria ganho as eleições!) passem a ser mais respeitadas na sua diversidade, e que os problemas dos EUA (e não só!) passem a ser prontamente resolvidos (e não ignorados ou escamoteados sob a égide do terrorismo)...
Sim, os ventos da mudança parecem ter chegado... ou, pelo menos, os EUA e a maioria do resto do mundo assim acreditam. A ver vamos, os meses que se seguem, o dirão!...

Nos tempos que correm, o que faz mesmo falta a muito boa gente é ter esperança (muito mais do que ter fé, porque essa não tem valido de nada aos católicos e outros crentes que acreditam no que quer que seja)... ter uma réstia de crença de que algo poderá acontecer que fará o panorama de crise mundial mudar e, por acréscimo, as nossas próprias vidas (porque se pensarmos o contrário, damos connosco a imaginar cenários consideravelmente mais catastróficos ainda do que o que se vive hoje em dia!).
E a vitória de Obama parece ter sido o despoletar do reacender dessa esperança mundial. E isso é bonito de se ver, sim senhora!

No entanto, chamem-me do "contra" ou o que bem quiserem, mas sinceramente, não consigo entrar na onda de esperança mundial!...
Tudo me parece demasiado encenado, como se nos quisessem fazer crer que um novo Martin Luther King ressurgiu das cinzas... quando, se pensarmos bem, os EUA são o país que mais notoriamente consegue controlar o poder de comunicação (e de imagem) dos medias.
Por outro lado, a esperança na mudança não pode depender das mãos de um único e simples homem (em particular, num país onde é bem sabido que os poderosos lobbies conseguem controlar tudo e influenciar os rumos políticos).
"Temos falta de revolucionários e não de revoltados!"


Apesar de não conseguir acreditar (e nem sequer estou a ser pessimista, porque não é o meu lema de vida!), acabo por entrar na onda geral deste dia... e estar para aqui a discorrer sobre o assunto, ainda que a minha opinião seja contrária à de quase todos aqueles que sobre isto já escreveram.





segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Gritos na Estação






Estação de metro da Alameda. Final da tarde, hora de ponta.

Atravessando o imenso átrio que liga a linha vermelha à linha verde, o som de uma mulher que vocifera contínua a repetitivamente “O reino dos céus está próximo!” repercute-se por toda a estação.

Ecoa por entre as escadas rolantes, onde os inúmeros passantes se atarefam a chegar o mais depressa possível a um qualquer destino…
Não dispondo de tempo para olhar, para sequer parar.

Ninguém consegue ver quem grita… E, no entanto, ela encontra-se ali bem visível, no topo do balcão da linha verde, entoando o seu refrão repetitivo junto às escadas rolantes.

Na retaguarda três seguranças falam entre si, entreolhando, de quando em vez, a mulher que grita, como que aguardando por um acto (ainda) mais imprevisível.





Faz-me lembrar a história deste homem, com quem nunca ninguém sequer falou.









domingo, 2 de novembro de 2008

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Às "Quintas" na Bobadela - 21



Post que deveria ter sido colocado ontem à noite (se não tivesse chegado a casa tão cansada).







2 anos depois, mais de 260 pessoas por aqui passaram... cerca de 39 nacionalidades distintas encontraram neste Centro um porto de abrigo.






Por vezes, na agitação do quotidiano, acabamos por "esquecer" os reais motivos pelos quais continuamos a trabalhar nesta área...

E é ao final da noite, ao conversar com uma pessoa que aqui chegou apenas há um mês, que veio de longe, trazendo espelhados no rosto toda a tristeza e sofrimento pelos quais teve que passar...
E ao vermos como o seu semblante se iluminou nesta noite tão especial, como não consegue mais esconder um sorriso e nos diz "Tout est beaux ici! Nous sommes tous ensemble, comme une famille!"...
Que, com um gesto simples e espontâneo, somos relembradas da importância do nosso trabalho.

Há dias felizes e em que tudo parece valer a pena!...






quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Se todos nós fizermos algo (no pouco que está ao nosso alcance)...



Como costumo dizer, se todos nós tentarmos fazer algo (no pouco que está ao nosso alcance) para ajudar a alterar uma qualquer situação que não esteja correcta no bairro em que vivemos, na cidade ou no país em que nascemos; se contribuirmos para auxiliar outrem que nunca vimos, ou alguém que sofre ali mesmo ao nosso lado mas não conhecemos...
O mundo seria um local muito melhor para se viver!...

Infelizmente, a grande maioria de nós prefere desviar o olhar e ficar de braços cruzados, envolto no seu pequeno mundo individualista ("com o mal dos outros posso eu bem!", como tantas vezes ouvimos dizer), acabando por se transformar em cúmplice de todo esse tipo de situações (das quais, muitas vezes, até se queixam).

O Mário Venda Nova auxiliou o "Bazar dos Ronrons" através de uma das suas paixões (e vocações) e isso é digno de um grande mérito pessoal (e, até mesmo, de "responsabilidade social") e de um agradecimento muito especial da nossa parte.

Se olharmos bem fundo do nosso íntimo, todos nós somos capazes de encontrar algo que pode contribuir para a mudança...
Fazendo, desta forma, emergir uma consciência social mundial (que tanta falta nos vem fazendo), para que um outro mundo seja possível!








terça-feira, 28 de outubro de 2008

Através do Espelho - XII










Retomo aqui esta rubrica, para falar do dia de ventania (quase) ciclónica... que nos acompanhou em sinfonia constante (e irritante) no escritório e até fez derrubar parte do tecto do supermercado Feira Nova na Belavista.







segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Notas Soltas - 136




- Hora de Inverno -





Ontem.
Acordar às 6h30 da manhã e já não conseguir dormir. Trabalhar em casa desde as 8h até às 11h... e, quando chegou ao meio-dia, parecia que já ia a 1000Km/hora, tal não era a infinidade de tarefas já realizadas.
Passar a tarde a pensar que o dia nunca mais termina. Lanche com uns amigos. Chego a casa ainda são 19h30... e o dia que nunca mais termina!
Finalmente, adormeço no sofá... e acordo às 2h da manhã, para me meter direitinha na cama, plena de cansaço por um dia que parece ter sido vivido a duplicar.

Porquê a mudança para a "Hora de Inverno", quando nos afecta tanto o organismo chegar a casa, depois de um dia de trabalho, e já não ter luz solar?!!!!








- Estórias com Gatos - 24 -




O Desaparecimento da Xica







A Xica é uma gata preta e branca que vivia na mesma casa do Usha; e, devido a um problema oftalmológico, já não via muito bem (tendo, também, os olhos com um formato fora do comum).

Era costume ver Usha deambular pelas ruas de Benfica, junto do Mercado, sem que ninguém se parecesse importar com a sua sorte (dando por certo e atenuante de todos os perigos o seu hábito de saltar pelo quintal, dar a volta ao quarteirão e colocar-se à porta da frente, aguardando que lha abrissem)...

Desta vez, quis o destino que fosse a gata Xica a desaparecer (não sei muito mais pormenores, mas, certamente, terá, também, fugido através do quintal), andando perdida na zona de Benfica .
A sua dona lançou este apelo acima.

Caso saiba do seu paradeiro, contacte, pff. um dos números de telemóvel indicados.







- Estórias com Gatos - 25 -










O Félix tem cerca de 2 meses e, durante algum tempo, viveu na Clínica Veterinária Ani Aid, onde era tratado como um lorde, com todos os mimos e brincadeiras... mas não aparecia ninguém interessado em o adoptar, devido a preconceitos ridículos por causa da cor da sua pelagem.

Quis a sorte (ou o destino, que escreve sempre certo por linhas tortas) que me cruzasse com ele, exactamente, uma semana após o falecimento da minha Ninushka.

Enquanto fazia a montra do "Bazar dos Ronrons" na Ani Aid, uma senhora aguardava com a sua cadela na sala de espera... Momentos mais tarde, havia de a ver estendida sobre a marquesa, enquanto a sua dona saía do consultório lavada em lágrimas.
Explicaram-me depois que a cadelinha tinha um cancro e tinha tido que ser eutanasiada, por já nada mais haver a fazer por ela.
Logo após esta explicação, perguntaram-me se já tinha visto o bebé preto que lá tinham na clínica.

Acredito que, nesta vida, nada acontece por acaso!...
Uma semana após a eutanásia da minha Ninushka, deparei-me com esta inusitada situação... E, passados 4 dias fiz aquilo que a minha consciência-lógica considerava como mais um (dos meus inúmeros) encargo, mas o meu coração me dizia ser o mais acertado.

Félix está cá em casa há 20 dias e já se "enturmou" com todos, passando horas em animadas brincadeiras... ou dormindo aninhado junto da "mamã-gata" de adopção.
Faz-me lembrar imenso o meu afilhado em bebé.

Em alguns momentos, tenho a certeza absoluta que há uma luzinha lá longe - onde quer que seja - que nos continua a acompanhar e a velar por nós.