sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Às "Quintas" na Bobadela - 21



Post que deveria ter sido colocado ontem à noite (se não tivesse chegado a casa tão cansada).







2 anos depois, mais de 260 pessoas por aqui passaram... cerca de 39 nacionalidades distintas encontraram neste Centro um porto de abrigo.






Por vezes, na agitação do quotidiano, acabamos por "esquecer" os reais motivos pelos quais continuamos a trabalhar nesta área...

E é ao final da noite, ao conversar com uma pessoa que aqui chegou apenas há um mês, que veio de longe, trazendo espelhados no rosto toda a tristeza e sofrimento pelos quais teve que passar...
E ao vermos como o seu semblante se iluminou nesta noite tão especial, como não consegue mais esconder um sorriso e nos diz "Tout est beaux ici! Nous sommes tous ensemble, comme une famille!"...
Que, com um gesto simples e espontâneo, somos relembradas da importância do nosso trabalho.

Há dias felizes e em que tudo parece valer a pena!...






quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Se todos nós fizermos algo (no pouco que está ao nosso alcance)...



Como costumo dizer, se todos nós tentarmos fazer algo (no pouco que está ao nosso alcance) para ajudar a alterar uma qualquer situação que não esteja correcta no bairro em que vivemos, na cidade ou no país em que nascemos; se contribuirmos para auxiliar outrem que nunca vimos, ou alguém que sofre ali mesmo ao nosso lado mas não conhecemos...
O mundo seria um local muito melhor para se viver!...

Infelizmente, a grande maioria de nós prefere desviar o olhar e ficar de braços cruzados, envolto no seu pequeno mundo individualista ("com o mal dos outros posso eu bem!", como tantas vezes ouvimos dizer), acabando por se transformar em cúmplice de todo esse tipo de situações (das quais, muitas vezes, até se queixam).

O Mário Venda Nova auxiliou o "Bazar dos Ronrons" através de uma das suas paixões (e vocações) e isso é digno de um grande mérito pessoal (e, até mesmo, de "responsabilidade social") e de um agradecimento muito especial da nossa parte.

Se olharmos bem fundo do nosso íntimo, todos nós somos capazes de encontrar algo que pode contribuir para a mudança...
Fazendo, desta forma, emergir uma consciência social mundial (que tanta falta nos vem fazendo), para que um outro mundo seja possível!








terça-feira, 28 de outubro de 2008

Através do Espelho - XII










Retomo aqui esta rubrica, para falar do dia de ventania (quase) ciclónica... que nos acompanhou em sinfonia constante (e irritante) no escritório e até fez derrubar parte do tecto do supermercado Feira Nova na Belavista.







segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Notas Soltas - 136




- Hora de Inverno -





Ontem.
Acordar às 6h30 da manhã e já não conseguir dormir. Trabalhar em casa desde as 8h até às 11h... e, quando chegou ao meio-dia, parecia que já ia a 1000Km/hora, tal não era a infinidade de tarefas já realizadas.
Passar a tarde a pensar que o dia nunca mais termina. Lanche com uns amigos. Chego a casa ainda são 19h30... e o dia que nunca mais termina!
Finalmente, adormeço no sofá... e acordo às 2h da manhã, para me meter direitinha na cama, plena de cansaço por um dia que parece ter sido vivido a duplicar.

Porquê a mudança para a "Hora de Inverno", quando nos afecta tanto o organismo chegar a casa, depois de um dia de trabalho, e já não ter luz solar?!!!!








- Estórias com Gatos - 24 -




O Desaparecimento da Xica







A Xica é uma gata preta e branca que vivia na mesma casa do Usha; e, devido a um problema oftalmológico, já não via muito bem (tendo, também, os olhos com um formato fora do comum).

Era costume ver Usha deambular pelas ruas de Benfica, junto do Mercado, sem que ninguém se parecesse importar com a sua sorte (dando por certo e atenuante de todos os perigos o seu hábito de saltar pelo quintal, dar a volta ao quarteirão e colocar-se à porta da frente, aguardando que lha abrissem)...

Desta vez, quis o destino que fosse a gata Xica a desaparecer (não sei muito mais pormenores, mas, certamente, terá, também, fugido através do quintal), andando perdida na zona de Benfica .
A sua dona lançou este apelo acima.

Caso saiba do seu paradeiro, contacte, pff. um dos números de telemóvel indicados.







- Estórias com Gatos - 25 -










O Félix tem cerca de 2 meses e, durante algum tempo, viveu na Clínica Veterinária Ani Aid, onde era tratado como um lorde, com todos os mimos e brincadeiras... mas não aparecia ninguém interessado em o adoptar, devido a preconceitos ridículos por causa da cor da sua pelagem.

Quis a sorte (ou o destino, que escreve sempre certo por linhas tortas) que me cruzasse com ele, exactamente, uma semana após o falecimento da minha Ninushka.

Enquanto fazia a montra do "Bazar dos Ronrons" na Ani Aid, uma senhora aguardava com a sua cadela na sala de espera... Momentos mais tarde, havia de a ver estendida sobre a marquesa, enquanto a sua dona saía do consultório lavada em lágrimas.
Explicaram-me depois que a cadelinha tinha um cancro e tinha tido que ser eutanasiada, por já nada mais haver a fazer por ela.
Logo após esta explicação, perguntaram-me se já tinha visto o bebé preto que lá tinham na clínica.

Acredito que, nesta vida, nada acontece por acaso!...
Uma semana após a eutanásia da minha Ninushka, deparei-me com esta inusitada situação... E, passados 4 dias fiz aquilo que a minha consciência-lógica considerava como mais um (dos meus inúmeros) encargo, mas o meu coração me dizia ser o mais acertado.

Félix está cá em casa há 20 dias e já se "enturmou" com todos, passando horas em animadas brincadeiras... ou dormindo aninhado junto da "mamã-gata" de adopção.
Faz-me lembrar imenso o meu afilhado em bebé.

Em alguns momentos, tenho a certeza absoluta que há uma luzinha lá longe - onde quer que seja - que nos continua a acompanhar e a velar por nós.










sábado, 25 de outubro de 2008

"Histoire de Pieds" - 8








As minhas lindíssimas Rocket Dog, finalmente, chegaram... Mas o número habitual ficou pequeno e tenho que as devolver, pedindo o número acima.

Mais umas quantas semanas de espera!...







quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O Trio









O frio tardou, mas parece ter, finalmente, chegado!...

Misha, Luana e Mikado (o pai dos filhotes da Luana) continuam religiosamente a aparecer todas as manhãs e finais de tarde para comerem por debaixo da minha janela do quarto... como outrora a Ninushka fazia.

As obras na antiga casa da "dona" de Misha e Luana ainda não terminaram, mas seguem avançadas e as gatinhas já se habituaram aos trabalhadores brasileiros que, também, as alimentaram num Verão muito difícil (em que as mesmas e os filhotes de Luana haviam ficado votados ao abandono e à fome, por alguém que dizia - mas não fazia - continuar a protege-las após o falecimento da sua dona).

Segundo rezam as estórias das vizinhas dos quintais, outrora, Misha e Luana dormiam em duas poltronas de verga na pequena marquise do terraço de Dª. Luísa. E, por vezes, em noites mais frias, eram mesmo convidadas a entrar em casa.

Em Março deste ano, quis o destino que a sua vida mudasse... e as gatinhas, habituadas a uma vida de pequenos luxos, passaram a viver ao relento... Escondendo-se por debaixo das escadas de um quintal vizinho, quando o sol abrasador no Verão assomava; e passando as noites no tanque que fora da sua dona...

Ainda assim, a velhinha Misha - "skogkatt", provida de uma espécie de sentido maternal, parece achar que a todos deve proteger e amar...
Depois de todos os seus netos terem sido apanhados, continua agora a velar pela sua filha Luana, não sendo raro vê-las caminharem lado a lado em uníssono (enquanto dão marradinhas uma à outra) quando terminam o repasto por debaixo da minha janela e voltam ao terraço que fora da sua dona.

Esta tarde, sob o vento frio que se fazia sentir e a chuva que tombava, Misha e Luana comiam sofregamente por debaixo da minha janela.







segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Insónias






EXPOSIÇÃO ARQUIPÉLAGO DA INSÓNIA
Citações da última obra de António Lobo Antunes - Arcadas da ala poente da Praça do Comércio






"(...) E então vamos sabendo que não será manhã nunca."






sábado, 18 de outubro de 2008

Estórias com Gatos - XXIII








O Tareco morava, há largos anos, no Adro da Igreja de Benfica e era bem conhecido de todos os transeuntes que por ali passavam.

Reza a estória, segundo a vizinhança, que o Tareco sempre gostou de dar o seu passeiozinho ao ar livre, apesar de ter alcofa e comida dentro da casa da sua dona ali mesmo no Adro da Igreja.

Um dia, quando esta se mudou para outra casa, vá-se lá saber porquê, o Tareco ficou para trás...

E por ali foi ficando, no largo do Adro da Igreja, protegido e alimentado pelos vizinhos da sua antiga dona e os donos do café bem perto.

Da Primavera ao Verão, passava as tardes espraiado serenamente ao sol junto do cruzeiro.
E, se alguém por ali passava e se metia com ele, roçava-se pelas suas pernas, dando miados suaves de prazer.
De Inverno e à noite, acompanhava silenciosamente os que ali mesmo ao lado, na Igreja, velavam os seus entes queridos; e depois, recolhia-se na escada do prédio onde a sua dona habitara, e agora os vizinhos caridosos lhe davam guarida.

O Tareco era um pouco da alma daquele espaço de Benfica, enclausurado entre o antigo e o moderno, entre o misticismo e os afazeres quotidianos...







O Tareco deixou de ser visto no Adro da Igreja de Benfica há já algumas semanas!...

Como é um gato extremamente meigo e sociável, na melhor das hipóteses, poderá ter sido recolhido por alguém que por ali tenha passado e o julgara abandonado.
Do mal o menos, se assim foi e obteve um novo lar!...

Em qualquer dos casos, se tiver mais alguma informação sobre o paradeiro deste gato, entre, pff. em contacto com os senhores do Café do Adro da Igreja de Benfica (Tel. 21. 760 48 45)... pois existem muitas pessoas preocupadas com o destino que este gato terá tido.

Muito obrigada!









sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"Curtas" - XIII

Várias técnicas aplicadas na criação de uma "curta" fantástica!...




quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"Coisas" de Amigos




Em finais do ano passado, a Rute pedia-me uma música que retratasse Paris (cidade onde vivi um dos melhores anos da minha vida), para um projecto que iria iniciar...

Hoje, apesar de já não estarmos no Verão, é, finalmente, chegado o momento de vos dar a conhecer o Merci Paris 1946!...

A Rute desenha com muita imaginação bikinis e fatos-de-banho ao estilo brasileiro para um público norte-americano, que sonha com paisagens de sonho (apesar de fisicamente não serem fadadas para os usar).

Um site a visitar... porque tem lá muitas coisinhas giras, também, para nós europeias ;)






Nos serões entre amigos, acabámos por nos habituar àquele olhar sempre atento do Tiago, enquanto rabisca nos seus caderninhos...

O resultado foi ontem tornado público, através do Poder e Instituições no Antigo Regime - Bonecos de Lisboa, um blog repleto de desenhos do quotidiano de outros e daqueles que também conhecemos.

Curioso verificar como os olhos dos nossos amigos (artistas) nos vêem a nós próprios... e aos felinos lá de casa! ;)