sexta-feira, 19 de setembro de 2008

"Pickpocket"




Sexta-feira, 17h.

Entro na carruagem de metro na Alameda, completamente esbaforida com o tempo seco e abafado que se faz sentir. Sento-me ao lado de um homem de ascendência africana que parecia dormitar encostado ao vidro da janela e tiro o casaco.
A meio caminho entre a estação seguinte, ouve-se: - “O senhor vai sair connosco na próxima estação, sim?!”

Absorvida pelos meus pensamentos, detecto que a frase provinha de um dos dois homens consideravelmente entroncados, que pareciam falar entre si perto da porta da carruagem.

Sem perceber lá muito bem o que se passa, por momentos, penso que entrei num filme de espionagem onde se desenvolve algum ajuste de contas entre gangs.
Os restantes passageiros entreolham-se, sem compreenderem nada.

O metro chega à estação de Arroios. O passageiro ao meu lado permanece sentado, até que o mesmo homem que lhe dirigira a palavra o chama.
Ao levantar-se para sair, o homem atira de viés para o banco em frente uma carteira verde de senhora.

Fico a olhar incrédula para a cena. E, no tempo que espaceja o eu tomar alguma atitude (para alertar que deixara cair a carteira), ouve-se:
- "Calminha aí, amigo, não te armes em pianista, que músicos somos nós!" – clama o homem entroncado, colocando-lhe a mão por cima do ombro e apanhando a carteira.

Ao saírem da carruagem, enquanto o metro se afasta, observamos o homem de ascendência africana sentado num dos bancos da estação com os dois homens entroncados à sua frente.

Dentro da carruagem, um casal de turistas espanhóis de olhar surpreendido abre as malas de mão, para verificar se ainda lá estão as suas carteiras.
Incrédula, acabo por fazer o mesmo gesto.







segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A "1ª"








Recebi hoje a 1ª encomenda (sem ser feita pela família - que essas não contam!) no Bazar dos Ronrons… por isso mesmo digna de (grande) destaque aqui no blog.

O saco No, I don’t need a bag será amanhã expedido para esta menina, que espero que faça furor com ele pelas ruas da cidade.

Um projecto que começou por (pura) necessidade, está, agora, a dar-me uma tremenda satisfação… sobretudo, por funcionar como uma forma de canalizar a minha exacerbada imaginação para coisas concretas.

Os colegas-amigos também têm andado bem entusiasmados com o projecto (e ainda nem sequer viram o tão aguardado produto-especial, que ainda está para vir!). O que me tem valido umas importantes críticas e sugestões. Muito obrigada, ZA e C.!







Entretanto, tem sido muito giro verificar como as pessoas olham surpreendidas no metropolitano para o saco que tenho utilizado para transportar as habituais “tralhas” casa-escritório-casa (inclusivé, ficando algumas a pensar que fui eu própria que pintei a foto nele estampada, como já me disseram).







sábado, 13 de setembro de 2008

O que nos entra pela janela




Sábado depois de almoço. Sentada em frente ao portátil, no escritório, começo a ouvir um barulho vindo da cozinha. Não ligo, pensando tratarem-se, apenas, das minhas ‘nininhas em animadas brincadeiras.

Passado uns minutos, o barulho persiste e consigo identificar ao longe o som de uma das gatas a saltar contra os estores da janela da cozinha.

Levanto-me e entro na cozinha, pronta a verificar o estado de algazarra criado, quando me deparo com a Miyuki em voo rasante a atirar-se contra os estores da janela do balcão, no cimo da qual se encontrava um pequeno pardalito. Cena observada sob o olhar atento da Tucha.

Naquele preciso instante, o meu único pensamento foi de surpresa: - “Como é que o pássaro aqui entrou, se apenas tinha uma greta da janela aberta?”

Pensamento entrecortado com Miyuki a aterrar na bancada da cozinha com o pobre pardalito preso pela cauda na sua boca, seguindo, toda satisfeita, para o escritório.

Vou atrás dela, com o coração aos pulos, pensando ir encontrar o pobre animal morto.
Miyuki deposita o pardal junto a uma das almofadas onde costumam dormir, preparando-se para dar início à “brincadeira” com a sua presa, quando a consigo afastar e pegar no pássaro.

Sob o olhar atento da Tucha, abro a janela da cozinha e o pardalito esvoaça das minhas mãos em direcção às árvores nos quintais.






quinta-feira, 11 de setembro de 2008

"Cortes" - XXVII







Cena das casas, in "Caro Diario" de Nanni Moretti (1993).




Uma das minhas cenas predilectas do filme de Nanni Moretti.

Descobri recentemente que uma das minhas grandes paixões é fotografar edifícios; daí achar brilhante a ideia de Moretti fazer um filme apenas com panorâmicas de casas.

Em fundo, a canção "Didi" (interpretada por Cheb Khaled - um dos maiores êxitos musicais, durante o tempo em que vivi em Paris) dá um toque (quase) humorístico a toda a cena.






quarta-feira, 10 de setembro de 2008

6 gatinhos bebés para adopção






Fotografias de MCC




Parece que o tempo passa sempre por nós a correr... e, desde, a última "aventura felina" em que me envolvi, tanta coisa já se passou, que quase daria para escrever um livro (se, ao menos, eu tivesse ainda tempo disponível para isso!).

O Bolacha e o Neko (nas fotos em cima), assim como os seus 4 irmãos (Risquinhas, Boneco, Negrito e Pantufinha) já estão com cerca de 4 meses.

Chegaram como pequenas e bravias pestezinhas e estão transformados nuns verdadeiros mimalhas, sempre a ronronarem e prontos para a brincadeira (tudo graças à imprescindível ajuda de uma grande Amiga que, contra tudo e contra todas as opiniões, conseguiu sociabilizar estes gatinhos. O meu eterno agradecimento a ela!).

Estes 6 gatinhos continuam a aguardar que apareçam pessoas muito especiais, que lhes queiram dar um lar feliz e muito amor e carinho (sabendo, de antemão, que a adopção de um animal implica responsabilidades para cerca de 15 a 16 anos - esperança média de vida de um gato).

Estes pequerruchos já estão desparasitados e dão-se muito bem com gatos adultos (como as fotografias comprovam).

Caso esteja interessado/a em adoptar um destes bebés (ou conheça alguém que esteja), pff., entre em contacto connosco para palavraseimagens@gmail.com.







segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Pronta para a Reforma





As segundas-feiras, por norma, já são um dia altamente crónico para mim...
Mas, começar a semana com uma valente "carraspana" (por causa do vento frio apanhado no domingo à tarde - sou mesmo uma florzinha de estufa!), que me deixa com o corpo todo moído e meio febril é mesmo de bradar aos céus!

Para piorar ainda mais a coisa, dado os últimos acontecimentos laborais, consegui que as minhas dores de estômago (resquícios de uma ancestral gastrite mal curada) voltassem à carga com força; complementadas por umas guinadas de dor nas costas.

Se continuo assim, estou mesmo prontinha para a reforma... por invalidez!

Fora a parte física, o cérebro (e a imaginação), como é hábito, continuam a funcionar perfeitamente a 1.000Km/hora.

No meu mais recente projecto, poderão encontrar a partir de hoje alguns postais e outros produtos interligados (como numa espécie de vaso comunicante) com fotografias ou textos publicados aqui neste cantinho.
Artigos sem gatos, mas cuja venda também serve para os ajudar.





domingo, 7 de setembro de 2008

Notas Soltas - 135





- Estamos a ficar velhos!... -


Sentimos que começamos a ficar velhos quando também passamos a ser, regularmente, convidados para as festas de aniversário dos filhos dos nossos amigos... e já lá vão dois anos!






- Hairport's Weblog -





O WIP já tem um blog (bem interessante, por sinal)!...

Um agradecimento muito especial ao H. pelo destaque dado ao "Palavras & Imagens" e ao "Bazar dos Ronrons".




sábado, 6 de setembro de 2008

Sacos










Tenho a mania das malas e uma predilecção especial por sacos de pano (porque costumo andar com a tralha toda às costas)!...

No âmbito de um novo projecto, decidi criar um saco de pano cru com o logotipo aqui do "Palavras & Imagens".

À venda aqui.






sexta-feira, 5 de setembro de 2008

10 horas





Acordei já cansada...
Com o corpo todo moído e os olhos inchados e vermelhos. A cabeça ainda estava meia zonza e andei o dia todo agoniada, depois de 10 horas de trabalho em frente ao computador ontem.