domingo, 31 de agosto de 2008

Notas Soltas - 134





- Redescoberta -





O famoso Capri-Sonne da nossa infância!...
Ou, pelo menos, da infância de alguns de entre nós, que, quando lêem textos como este, ficam logo com a lágrimazita ao canto do olho!

Actualmente já não existe apenas na versão "laranja", mas numa infindável panóplia de paladares, cores, feitios e novos desenhos nas embalagens.






- "Corners of my Home" (Once a Week)" # 31 -



Depois de (quase) mais de um mês à sua espera, ei-lo, finalmente, no escritório: o meu novo sofá-cama.

Ainda teve que aguardar meio dia (numa ingrata posição) para ser montado e colocado no seu novo lugar...





As fotografias não fazem jus ao produto, porque ficaram péssimas, devido à luminosidade extrema que entrava esta manhã pela janela.

A colcha indiana já rematou o toque final cá de casa!






- Vizinhos -



Os meus vizinhos de cima julgam-se os reis do karaoké (desde que receberam um desses aparelhos de convívio comunitário) ...
Mas, sinceramente, já não pachorra para os ouvir cantar sempre (mal) as mesmas músicas!!!







sábado, 30 de agosto de 2008

Neko - o gatinho com sorte








Tinha acabado de chegar do supermercado e os sacos das compras ainda estavam espalhados pelo hall de entrada.
No escritório, o sofá novo, que tinha ido levantar depois de almoço, aguardava também que arrumasse tudo e aspirasse, para poder ser colocado no seu lugar.

Quando chego à cozinha, começo a ouvir os gritos de G., o miúdo de 8 anos que mora com a bisavó no 3º andar de um dos prédios das traseiras, que passou a cumprimentar-me de cada vez que me via dar comida à Misha e à Luana.
Aproximo-me da janela e G. diz-me que o gatinho bebé (o único que não conseguíramos apanhar há um mês atrás) acabara de cair naquele preciso instante no quintal vizinho (um quintal abandonado, pertença de uma clínica dentária).

Há já alguns dias que, ao final da tarde, o gatinho bebé, empoleirado no algeroz dos terraços, seguia atentamente com os olhos Misha (a avó) e Luana (a mãe), quando estas vinham comer por debaixo da minha janela, ou quando iam espraiar-se nesse mesmo quintal abandonado.
Pensei então para mim própria que, muito provavelmente, na ânsia de as querer seguir, acabara por tombar.

Comecei a ficar bastante preocupada quando ouvi os miados aflitivos do pobre animal. Sem o conseguir sequer vislumbrar, era G. quem me ia descrevendo o local exacto em que ele se encontrava e que se conseguia mexer, pelo que não deveria estar magoado.
A bisavó de G. apareceu também à janela, tentando acalmar a preocupação do bisneto, dizendo-lhe que o gatinho conseguiria sair dali.
Mas G., tal como eu, não acreditava no que a bisavó lhe dizia.

Depois de um telefonema para a Dª. H. (uma das vizinhas do prédio onde Dª. Luísa morava, que me tem ajudado a ir colocar comida aos gatos), que acabou por também ficar bastante preocupada e aparecer à janela; tentei convencer o G. a pedir avó para falar com os seus 2 vizinhos da cave, que possuem quintais e através dos quais, talvez, pudéssemos tentar passar para o quintal abandonado da clínica dentária e lá ir salvar o pobre bebé.
Infelizmente, a um final de sábado à tarde, nenhum deles por lá se encontrava... e a clínica também se encontra fechada para obras.

Do alto dos seus 8 anos (e de um 3º andar bem mais elevado, em termos de perspectiva visual, do que o meu 1º andar), G. começa então a tentar convencer-me a colocar um banco no telhado da minha vizinha do R/c e saltar para cima do mesmo através da minha janela do quarto, para depois ir buscar o gatinho bebé alguns metros mais à frente, descendo pelo muro bastante alto do quintal da clínica dentária.
A esta altura da estória, um pouco sem saber o que fazer, já eu começava a desconfiar que, certamente, iria sobrar para mim.






Depois de ir falar com a Dª. M., a minha vizinha do R/c Retaguarda, regresso a casa carregada com um escadote das pinturas do seu marido… e sem ter consciência plena daquilo que me preparava para fazer.

Lá desci pelos quase 2 metros que distam da minha janela do quarto ao telhado da vizinha de baixo, com o G. a gritar para a sua bisavó: - “Ela vai descer, ela vai descer!”
E o meu pensamento (e vertigens) a dizerem a mim própria: - “É desta que te vais mesmo estatelar toda! Tu metes-te em cada uma!!”

Calcorreei os telhados e desci com uma escada mais alta do que o escadote (que, entretanto, a filha da Dª. M. me passou para cima do telhado) para o quintal da clínica dentária… com o G., a bisavó e a Dª. H., todos à janela, a darem palpites sobre qual a melhor forma de descer o muro.

Depois de quase 3 voltas dadas por entre aquele matagal repleto de lixo e de pombos mortos (fruto de uma vizinha do 3º andar daquele prédio, que alimenta os pombos locais e todos os restantes que a eles se juntaram), nem vivalma do pobre gatinho bebé.

Entretanto, R., a filha mais nova da minha vizinha Dª. M., já se juntara a mim no quintal abandonado, mau grado o seu receio de escadas e escadotes.

G. e a bisavó diziam-me do alto da sua janela que o gatinho já deveria ter conseguido fugir para outro quintal. Dª. H., no prédio ao lado, observava tudo silenciosamente.

Num misto de desespero e inconformidade com toda aquela situação, decido-me a fazer nova investida por entre aquelas ervas altas, desviando-as mais uma vez, tentando não reparar na imundice que empestava aquele local.

Subitamente, por entre umas ervas mais escuras, mesmo ao lado de um dos muros do quintal, deparo-me com o dorso do gatinho bebé, todo aninhado a esconder-se.
Chamo R. com a mão, sem fazer barulho, e peço-lhe em voz baixa que me traga a transportadora (nesse exacto momento, agradeci a hora em que R. se decidiu a ir ter comigo ao quintal, já que a transportadora se encontrava mesmo no extremo oposto àquele onde o gatinho estava escondido).
Com uma toalha turca lá o consegui apanhar (como sucedera aos seus 5 irmãos). Esperneou um pouco, miou bastante e, já dentro da transportadora, ainda se tentou debater para fugir.

Persistia, agora, a dúvida sobre o que fazer ao pobre animal!...

Se, por um lado, não podia concordar mais com G., quando este dizia que o bebé já aprendera a lição e seria melhor ficar com a mãe com a avó nos terraços (já que Misha é velhota e quando falecesse, Luana ficaria com a companhia do seu filho); por outro lado, não me conseguia imaginar a mim própria em novas façanhas de ginástica, caso o gatinho bebé caísse novamente para aquele quintal (havendo, também, o perigo de poder cair para os dois quintais, do meu lado da rua, onde há 5 meses atrás fizeram queixa e chamaram o Canil/Gatil Municipal de Lisboa para vir apanhar 7 gatos).

Neko, o 6º bebé de Luana, está bem, apesar do valente susto que apanhou ao cair do terraço onde habitava… e já se juntou aos seus irmãos (tal como eles, também se encontra para adopção - caso esteja interessado/a, pff., contacte palavraseimagens@gmail.com).

Quanto a mim, como dizia o marido da minha vizinha Dª. M., enquanto eu subia o escadote para voltar a entrar em minha casa pela janela do quarto, já posso alistar-me nos Bombeiros.





quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Às "Quintas" na Bobadela - 20









Há momentos em que, pura e simplesmente, parecemos perder todo e qualquer encantamento...







A paixão pelas coisas que gostamos de fazer é (sempre) demasiado intensa...
Como se vivêssemos cada instante pela última vez e soubéssemos previamente que as tínhamos que fazer (e repetir até à exaustão) como se não houvesse outro amanhã.







E depois, de um momento para o outro, parece que tudo se esvai, como se a magia nunca tivesse sequer chegado a existir.
E é, precisamente nessas alturas, que parecemos sentir-nos cada vez mais vazios e apáticos, sem conseguirmos sequer tocar nas coisas que gostamos de fazer!...







Hoje apercebi-me que há 4 meses que não tiro fotografias a este local, pelo qual me sentia tão "apaixonada".

Será que perdi o encantamento pelo mesmo? Ou é apenas fruto da falta de tempo (por ter que gerir tantos outros assuntos em simultâneo)?

A fotografia valoriza aquilo de que gostamos... mas, por vezes, parecemos perder o encantamento. Ou será, apenas, mais uma fase?





* Fotos remasterizadas com Wanokoto Labs.







terça-feira, 26 de agosto de 2008

O Quarto Perdido








Gosto daquela sensação de quando começamos a ver filmes já a meio e temos que ir descobrindo por nós próprios tudo o que se passa na sua trama.

Gosto de séries que me façam pensar...

Recentemente, descobri "The Lost Room", a partir do seu 2º episódio, na FOX.

"The Lost Room" é ficção-científica pura...
Girando a série em torno do quarto nº 10 de um motel (quarto esse que, na realidade, nem sequer existe, tendo desaparecido do seu local primordial) onde um "evento" (que ninguém parece saber exactamente do que se tratou) alterou a estabilidade de uma série de objectos do quotidiano, os quais passaram a ter poderes especiais.
O personagem principal (um dos meus actores preferidos de "Sete Palmos de Terra"), vê-se confrontado com o facto de ter que partir em busca de cada um desses objectos (e, consequentemente, de descobrir os poderes de cada um deles), com o intuito de salvar a sua filha, a qual ficou aprisionada algures numa realidade paralela depois de ter entrado no quarto nº 10.

Estranha-se, mas depois entranha-se!...
Parece complicado de início... mas, ao assistirmos apenas a alguns episódios, ficamos como que enleados na teia da própria história (quase desesperando quando o episódio de 3ª feira chega ao fim, e nos deixam em suspense mais uma semana!).

A não perder!...
Ou, pelo menos, a descobrir.



segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Efémero



"Efémero"

do Grego ephémeros

adj.,
que dura um só dia;
que dura pouco;
passageiro;
transitório.

In "
Dicionário Online de Língua Portuguesa"







Stencil

Graffiti




A explorar... Museu do Efémero.










domingo, 24 de agosto de 2008

"Histoire de Pieds" - 7







Os "Jikatabi" da M. fizeram sucesso ontem à noite, no seu regresso do Japão!

Esta espécie de ténis, outrora utilizados pelos operários da construção civil em modelos de cor escura, foi recentemente re-actualizada (bem ao jeito japonês!) num conceito muito mais fashion pela loja Sou-Sou.
Pena que online o website desta loja não possua nenhuma versão em língua inglesa ou francesa, porque comprava já estes!!

Um serão bem animado, com tempo ainda para experimentarmos Saké em pacote e "sugos" de manga.
O cházinho ficaria para mais tarde, depois de colocar a nova adição na colecção cá de casa.


"Jikatabi's" around the world... here.





sábado, 23 de agosto de 2008

Notas Soltas - 133




- Foto-Passado -


E se uma fotografia do Presente se pudesse converter em algo vindo do Passado?





Foto original aqui. Feito com esta ferramenta.

Visto aqui.






- Coisas que me irritam consideravelmente -


- Pessoas que não conseguem assumir aquilo que fazem, dizem ou pensam (invocando o facto de quererem estar bem com toda a gente, para não arranjarem problemas).

- Pessoas que preferem ficar de braços cruzados a verem os outros tentar resolver os problemas, enquanto vão falando sobre os 1001 problemas para resolver esses mesmos problemas... mas continuam sem nada fazer.






quinta-feira, 21 de agosto de 2008

"Cortes" - XXV







Cena final de "Bleu", filme de Krzysztof Kieslowski (1993).



"Though I speak with the tongues of angels
if have not love,
my worlds would resound with but a tinkling cymbal.

And though I have the gift of prophecy and understand all mysteries
and though I have all faith so that I could remove mountains
if I have not love I am nothing
Love is patient, full of goodness,
love tolerates all things, aspires to all things
Love never dies
while the prophecies shall be done away
tongues shall be silenced
knowledge shall fade
Thus then shall linger only
faith, hope and love
but the greatest of these is love".

In Corinthians: 13 - "Hymn to Love" - Bíblia.






terça-feira, 19 de agosto de 2008

Foto-Pensamento



"Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração."

(
Henri Cartier-Bresson)







A Samsung apresentou recentemente uma máquina fotográfica para cegos (a Touch Sight), que permite aos invisuais sentirem, através de uma superfície flexível de Braille, as fotografias que forem tirando representadas em 3D. A máquina também permite associar à “imagem” um extracto do som envolvente.

Verdadeiramente impressionantes os avanços das novas tecnologias e do engenho humano!...

O que me deixa a pensar no quão espantoso seria poder ter uma máquina fotográfica que capturasse em imagem a integralidade de um simples momento: os cheiros, as cores, os sons e o nosso próprio estado de espírito na altura em que tirámos determinada fotografia… para mais tarde recordarmos.

Porque a memória vincula o Passado ao Presente, ajudando-nos a representar (e a relembrar) o que sucedeu ao longo do tempo.

E a fotografia captura apenas instantes, colocando em evidência momentos, que, ao serem visualizados, nos relembram as próprias memórias e estados de espírito relacionados com esse instante.
Confiamos, por isso mesmo, na aptidão da máquina fotográfica para guardar os instantes que consideramos valiosos. Fotografamos para recordar, porque os acontecimentos terminam e as fotografias permanecem.






segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Memória Musical



Hoje acordei com esta música na cabeça...



... o que me fez, mais tarde, sonhar com um amigo de longa data, com quem já não falo há algum tempo.

A nossa memória é algo de bem curioso!...