terça-feira, 19 de agosto de 2008

Foto-Pensamento



"Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração."

(
Henri Cartier-Bresson)







A Samsung apresentou recentemente uma máquina fotográfica para cegos (a Touch Sight), que permite aos invisuais sentirem, através de uma superfície flexível de Braille, as fotografias que forem tirando representadas em 3D. A máquina também permite associar à “imagem” um extracto do som envolvente.

Verdadeiramente impressionantes os avanços das novas tecnologias e do engenho humano!...

O que me deixa a pensar no quão espantoso seria poder ter uma máquina fotográfica que capturasse em imagem a integralidade de um simples momento: os cheiros, as cores, os sons e o nosso próprio estado de espírito na altura em que tirámos determinada fotografia… para mais tarde recordarmos.

Porque a memória vincula o Passado ao Presente, ajudando-nos a representar (e a relembrar) o que sucedeu ao longo do tempo.

E a fotografia captura apenas instantes, colocando em evidência momentos, que, ao serem visualizados, nos relembram as próprias memórias e estados de espírito relacionados com esse instante.
Confiamos, por isso mesmo, na aptidão da máquina fotográfica para guardar os instantes que consideramos valiosos. Fotografamos para recordar, porque os acontecimentos terminam e as fotografias permanecem.






segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Memória Musical



Hoje acordei com esta música na cabeça...



... o que me fez, mais tarde, sonhar com um amigo de longa data, com quem já não falo há algum tempo.

A nossa memória é algo de bem curioso!...



domingo, 17 de agosto de 2008

Notas Soltas - 132




- Estórias com Gatos - XXI -



- Usha, o gato que se passeia -





Ontem à noite, depois de jantar, descemos para ir deitar fora o lixo e tomar um café ali perto de casa.

Enquanto o H. lutava ferozmente com o caixote verde para lá conseguir enfiar o saco do lixo e eu estava parada ao lado a olhar para ele, aparece-nos vinda a correr do outro lado da rua, direitinha a nós, uma gata alaranjada a miar.
Faço-lhe festas na cabeça e começa a roçar-se pelas minhas pernas, enquanto continua a miar; e reparo que tem uma coleira castanha com aplicações em forma de peixinhos.

Seguimos caminho para o café e a gata vem atrás de nós.
A esta altura, começa o meu coração a bater mais forte e o estômago a ficar todo embrulhado, só de pensar na hipótese do pobre animal poder ter sido ali abandonado (devido à existência de uma clínica veterinária naquela rua – e já não ser a primeira vez que realizam tal “feito”), ou de andar por ali perdido.
Duas portas mais adiante, a gata pára e ali fica, especada no meio do passeio, a olhar para nós enquanto nos afastamos.
Continuo a andar e a olhar para trás, deixando de ouvir o que quer que seja que o H. me estava a contar e salientando, apenas, que, de facto, até parece que atraio este tipo de situações inusitadas com gatos.

Quando saímos do café, peço para fazermos o mesmo trajecto.
Nem vivalma da pobre gata, penso. Eis senão quando, vinda do nada, tal como na primeira investida, aparece a felina alaranjada a miar para nós. Faço-lhe festas e aninha-se na soleira de uma porta.





Depois de uns bons 10 minutos ali parados a tentarmos decidir o que fazer, não conseguimos ignorar o pobre animal e levamo-lo para casa, ficando comodamente instalada na minha casa-de-banho.
Uma série de telefonemas mais tarde, chega a hipótese de se tratar de uma gata residente num prédio ali da rua, que alguém já socorrera do ataque de um cão e dizia tratar-se de um felino que costuma fugir de casa através de um quintal.

Esta manhã, comecei em vão a busca desesperada pelos seus donos...
O facto de ser fim-de-semana prolongado não me ajudou em nada, nem tão pouco um casal de vizinhos (muito pouco compreensivo e solidário) dos donos do animal.
Já quase em desespero, ao final da tarde, deixo-lhes um pequeno bilhete com o meu contacto por debaixo da porta.

Finalmente, por volta das 21h, liga-me uma rapariga, intitulando-se como a dona do gato. Sim, porque, afinal de contas, era um gato, castrado como se fazia noutros tempos, o que dava azo a uma certa confusão.
Pego no pobre gato, num estado já meio entre o enfadado por se encontrar fechado numa casa-de-banho e o "feliz da vida e sempre com a cauda a abanar" por estar quentinho e não ao relento, e levo-o a casa da sua dona, do outro lado da rua.

Fico, então, a saber que o velhote gato Usha partilha a casa com duas gatas e que até têm direito a uma daquelas portinholas (ou "gateiras") para poderem entrar e sair de casa da dona para um magnífico quintal.
Usha apareceu há cerca de 2 anos naquele quintal e por ali foi ficando. Gosta de dar as suas voltinhas pelo quarteirão, uma vez que saindo pelo quintal nas traseiras do Mercado, contorna uma rua, dá mais uma volta e vai ter ao início da rua da sua dona... por ali ficando, à espera que alguém lhe abra a porta principal, para voltar a entrar em casa.
As voltinhas de Usha pelo quarteirão são já famosas no bairro (pelo menos para alguns residentes, nos quais eu própria não me incluía!), havendo até uma senhora que já o recolheu por duas vezes.

Segundo uma outra vizinha ("mais antiga" no bairro), Usha teria sido ali deixado naquele quintal, quando os seus donos se mudaram, sendo estes seus hábitos bem ancestrais... e, tendo ele adoptado, a nova moradora.

Usha está velho, escanzelado e enfraquecido. Tem um olhar muito triste, apesar de ser extremamente meigo.

Se apenas os animais pudessem falar... e contar-nos todas as (suas) histórias já vividas!...






- Fim de tarde nos Quintais -




Misha e Luana em contemplação... ou vice versa.





sábado, 16 de agosto de 2008

Oceanário







Já não ia lá há algum tempo...

A serenidade continua a mesma, apesar da imensa quantidade de turistas causar urticária ao meu "espaço vital"... e me impedir de tirar algumas fotos em condições.





Gostei, particularmente, da ideia de mostrar o backstage do Oceanário e de como funciona a manutenção da vida que vemos naqueles aquários!






Tempo ainda para ver a exposição de fotografias do National Geographic, enquadrada no Festival dos Oceanos e a exposição sobre Monstros Marinhos (onde nos deliciámos com todas as possibilidades das novas tecnologias e fiz mais uma foto para esta rubrica).

Outras fotos aqui.




quinta-feira, 14 de agosto de 2008

"I did all my best to smile"





This Mortal Coil - "Song to the Siren"





"Sejam quais forem os resultados com êxito ou não, o importante é que no final cada um possa dizer: 'fiz o que pude'"

Louis Pasteur





quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Notas Soltas - 131




- O Regresso de Férias -


Ainda quase que nem tive tempo de aqui mencionar que as minhas férias chegaram ao fim e regressei ao trabalho na passada 2ª feira!...

Já cheguei à conclusão que, devo ser mesmo muito diferente da grande maioria das outras pessoas, porque adoro trabalhar em Agosto!

Os transportes vão vazios e chegamos muito mais depressa ao nosso destino por não haver o trânsito de todos aqueles que se encontram em "vacances"...
O telefone no escritório não toca sequer, o que nos dá muita concentração para podermos trabalhar...
Porque, contrariamente ao que se passa nos outros empregos, no meu continuamos sempre a 1000km/hora e com imensos assuntos a tratar, mesmo durante o mês de Agosto.

Stresses à parte, o que gosto mesmo muito no regresso de férias é aquela sensação de ainda estar a léguas de distância dali e de as situações mais incómodas do dia-a-dia me passarem completamente ao lado!...





- "Corners of my Home (Once a Week)" # 30 -



Outra das coisas de que gosto particularmente, no regresso ao emprego após as "férias grandes", é o rever os colegas-amigos, aqueles que, por um motivo ou outro, nos são mais "chegados" ou com quem fomos criando mais afinidades... Aqueles de quem, verdadeiramente, vemos que sentimos falta, ao regressarmos.

O ZA é um deles!...






O ZA também esteve de férias na sua terra-natal e trouxe-me de lá estes dois magníficos ímans para a colecção "on my fridge".

Obrigadão!






Mas o ZA é hoje digno de menção aqui no blog por um outro motivo também, já que criou a sua conta no Flickr, através da qual nos vai espantar com o seu olho "clínico" para a fotografia.

Ficamos a aguardar!




Um grande beijinho de agradecimento para a B. (outra colega-amiga) pelo belo postal enviado dessas terras longínquas (é só descobri-lo na foto)!






terça-feira, 12 de agosto de 2008

"Os Gatos dos Quintais"








Quando comecei a escrever neste blog sobre "Os Gatos dos Quintais", nunca imaginei que me envolveria de uma forma tão estreita no que se viria a passar nesta, aparentemente tranquila, colónia felina de um bairro de Lisboa!...

Quem me conhece bem, sabe que, apesar de não ter vida (nem tempo) para estas "andanças", o facto é que não consigo ficar indiferente (e, muito menos, de braços cruzados) perante situações de injustiça com seres humanos ou animais.
Há, também, quem diga que tenho o triste defeito de carregar com o peso do mundo, quando ninguém carrega por mim!...

Desde que, em Junho passado, o blog 7 Gatos dos Quintais ficou inacessível ao público em geral (e, verdade seja dita, deixou de ser actualizado), muita coisa aconteceu:

- Esterilizámos e castrámos (a nosso custo e com a ajuda de algumas pessoas) 1 das gatas e os 2 machos;

- 5 dos bebés (das 2 ninhadas) já foram adoptados;

- Os 2 machos foram adoptados juntos;

- O único gato que tinha saído directamente do Canil/Gatil Municipal de Lisboa com dona, passados 3 meses, teve que ser entregue a nova dona (devido a “incompatibilidades”);

- As 2 gatas-mães ainda se encontram comigo por estarem fragilizadas (e necessitarem de mais contacto com humanos, antes de poderem ser dadas para adopção). Já foram ambas esterilizadas (custo suportado unicamente por mim);

- Não consegui resistir aos encantos da 3ª fêmea (que já tinha dona interessada) e acabei por a adoptar;

- A 4ª fêmea ainda se encontra numa outra FAT; tendo já sido esterilizada (a nosso custo).



Entretanto, neste último mês, com a ajuda de uma amiga, apanhei nos mesmos quintais do caso anterior (7 Gatos dos Quintais) 5 bebés de uma outra ninhada (os quais se encontram numa FAT amiga para adopção) e esterilizámos (a nosso custo e com o auxílio de algumas vizinhas do prédio em questão) a gata-mãe, que já regressou aos quintais onde sempre viveu.

Temos estado a acompanhar esta situação muito de perto, bem como a contribuir diariamente para a alimentação da Luana, do seu 6º bebé (que ainda não se deixou apanhar) e da Rabinho de Raposa (dado que uma outra pessoa que, também, os alimentava tem revelado "dificuldades" de ordem variada).

Face a toda esta situação, como poderão calcular, os gastos têm sido mais que muitos (esterilizações, ração, areão, etc.).

Nesse sentido, gostaria de agradecer a todos os amig@s que, de alguma forma nos ajudaram, numa ou noutra fase destes 2 casos!

Um agradecimento especial também para o Leilão Solidário (que nos irá ajudar durante o mês de Setembro)!

Brevemente, re-abriremos apenas a convidados o blog "7 Gatos dos Quintais" (para notícias com mais detalhe desses 7 gatos e seus bebés).
Quanto aos desenvolvimentos correntes do caso actual, poderão continuar a acompanhá-los aqui no "Palavras & Imagens".

E, dentro de algum tempo, dar-vos-ei, também, a conhecer a concretização de uma ideia (com produtos aliciantes "home-made", aqui no blog) para nos auxiliar a angariar verbas para podermos continuar a ajudar estes animais.

Muito obrigada a tod@s!





sábado, 9 de agosto de 2008

Os Bebés da Luana




Fotografia de MCC



O Risquinhas, a Pantufinha, o Negrito, o Bolacha e o Boneco... encontram-se disponíveis para adopção.

Caso esteja interessado/a em dar um lar muito feliz e responsável a um destes gatinhos, pff. contacte através de palavraseimagens@gmail.com.









sexta-feira, 8 de agosto de 2008

"Histoire de Pieds" - 5








Ainda na onda
das sandálias de plástico de Verão, comprei hoje estas fantásticas em tons de rosa... para andar por casa, porque na rua fazem transpirar um bocado e magoam os meus pézinhos (demasiado) delicados.

Não são umas Jellies, nem umas Crocs... mas a verdade é que são bem práticas, servem para o humilde fim a que se destinam e custaram a módica quantia de 3€ (na loja da chinesa-amiga aqui do bairro!).

Outros "pés-chineses", aqui.