sábado, 31 de maio de 2008

"Cortes" - XXIV




Cena: "O Casamento", in "Gadjo Dilo", de Tony Gatlif (1997).





O olhar do Outro sobre uma cultura diferente da sua.







sexta-feira, 30 de maio de 2008

Notas Soltas - 126



- Fotografia jamais tirada... -


... mais uma que me arrependo profundamente de não ter tirado!




18h. Bairro do Armador, Belavista (Chelas).
Alguns jovens de origem africana jogam à bola no meio do passeio. Duas idosas conversam enquanto passeiam os seus fiéis amigos. Na soleira da porta de um dos enormes prédios, um velho olha o jogo dos adolescentes.

E ao longe, como pano de fundo de toda esta cena de vivência de bairro, as normalmente isoladas e sujas colinas da Belavista (finalmente desmatadas há apenas um mês), onde se vislumbra uma infindade de jovens, subindo velozes e em fila indiana em direcção ao Parque.

Cá em baixo, junto ao Feira Nova e ao metro é o caos completo de carros (tentando estacionar onde quer que seja - até mesmo no mal amado Bairro do Armador), polícias nas suas carrinhas de choque e funcionários municipais transportando caixotes de lixo (que dentro em breve estarão repletos das garrafas de cerveja e comida que os jovens que chegam empunham).




É pena que a Câmara Municipal de Lisboa só se lembre de limpar a cara da Belavista, transformando-a num local limpo e seguro, de dois em dois anos (acção feita expressamente sem ser para os seus moradores)!!!!
É pena que um grande festival de música, que pretende ser "Por Um Mundo Melhor", não faça mais pelo próprio espaço carenciado que utiliza em Lisboa!!!!

Eu não vou ao Rock in Rio... mas trabalho 4 dias por semana na Belavista!







- Encalacrada no Tempo -


Muito perto destas janelas, escondida por arbustos e árvores...








Ermida de Nossa Senhora da Conceição, junto à Quinta do Pombeiro (Parque da Belavista - Chelas) - construção do século XVIII.
Património da Câmara Municipal de Lisboa.







- Estórias com Gatos - XIV -



Os Herdeiros da Ninushka



Desde que esta história começou, os quintais parecem ter ficado amaldiçoados!...

Na verdade, fazendo agora uma retrospectiva de todos os acontecimentos, tudo começara bem antes disso, quando falecera o casal de idosos que protegia os gatos dos quintais e, mais tarde, quando a dona do Bosques da Noruega morrera também.
A queixa hipócrita e velada para o Canil/Gatil Municipal de Lisboa constituira, apenas, a estocada final do Homem sobre a Natureza!...

Hoje em dia, quando me ponho na janela da cozinha a fumar e olho para aqueles quintais desertos e sem vida, invade-me sempre uma sensação muito estranha e agoniante.

Porém, lá longe, na ponta mais à esquerda das traseiras, resistem ainda 2 colónias com cerca de 4 ou 5 gatos.

Em frente às minhas janelas, nos prédios do outro lado, vivem ainda Misha, Mikado e a gata tigrada (que nunca vem para os quintais do lado do meu prédio).



Misha continua a ir aparecendo por debaixo da janela do meu quarto. E, nos últimos tempos, à semelhança do que sucedera com a Ninushka, mal levanto os estores de manhã, ali está já ele à espera de comida, ou corre apressado na minha direcção (miando, enquanto envio para baixo o comedour preso a uns fios). Depois regressa sempre ao pequeno terraço do outro lado, onde vivera a sua dona.

Ainda não tive ocasião de aqui contar, mas, certo final de dia, andava eu completamente embrenhada no início desta outra história, estou a dar comida ao Misha, quando me deparo com a cabeça de uma senhora a espreitar no terraço em frente à minha janela.
Sorrio porque não havia muito mais a fazer perante tal situação.
E é, precisamente, neste ponto que a dita cuja senhora me pergunta como é que eu estava a dar-lhe comida.
Impossibilitada de visualizar toda a cena, vejo a senhora esgueirar-se para o terraço do lado e começar a observar-me.
E é então que me conta que a dona daquela gata havia falecido, mas que ela a continuava a alimentar.
Surpresa geral… afinal Misha era (e sempre foi) uma gata!
Uma gata já muito idosa, segundo me continua a contar a senhora, que, imagine-se, até chorara quando a sua dona falecera.
Pobre Misha… com mais sentimentos do que muitos humanos!



O Mikado perdera, também, este ano os seus protectores, passando a deambular erraticamente pelos diversos quintais, em busca de fémeas.

Aparece poucas vezes por debaixo da minha janela. Se bem que, nas últimas semanas, fruto de acompanhar a Misha para todo o lado (a quem tem muito respeitinho e deixa sempre comer em primeiro lugar), ou, talvez, por andar mais enfraquecido por "andar às gatas", tem aparecido mais frequentemente.
Esta manhã, por exemplo, mal abri a janela, deparei-me com ele assim...




Até já pensei em falar com a vizinha da dona da Misha, a ver se a senhora consegue apanhar o Mikado (que dorme, também, no seu terraço) e o mandamos castrar. Mas o tempo tem sido pouco para tudo aquilo que tenho tido que fazer (em termos pessoais e profissionais)!...





quinta-feira, 29 de maio de 2008

De volta a casa



Após 1 mês e 1 dia, a minha "menina" voltou a casa, como nova!...





Quando me ligaram a meio da tarde, nem queria acreditar no que me diziam (sobretudo, quando já me preparava para passar um fim-de-semana sem a "substituta", que o mano iria levar em viagem).
E vim num corta-mato medonho desde a Bobadela, para conseguir estar em Lisboa antes das 18h30 e ainda conseguir apanhar a loja aberta... Esboçando o maior sorriso do mundo, quando vi a empregada trazer a minha "menina" entre as suas mãos.

Eu sei que é mesmo vício!...





segunda-feira, 26 de maio de 2008

"Team-Building" no Monsanto



Com uma série de amigos e conhecidos a trabalharem na área comercial, há já algum tempo que ouvira falar do famoso conceito de "Team-Building" e das sessões de fim-de-semana que diversas empresas promovem em locais (quase) paradisíacos, com o intuito de desenvolver este espírito nos seus empregados.





Para todos nós, os "Outsiders", que trabalhamos na vertente social e não-lucrativa de apoio a públicos desfavorecidos, regra geral, estas sessões não existem sequer… Seja porque, à partida, se parte do pressuposto (em alguns casos, erradamente) de que quem trabalha nesta área já vem pré-formatado com espírito de equipa, sendo tamém empenhado ("committed to the cause") naquilo que faz; seja porque o muito "fashionable" conceito de empowerment, que tanto temos vindo a aplicar junto dos nossos públicos-alvo nos projectos financiados pela Comissão Europeia, acaba, impreterivelmente, por nos “afectar” a nós também.





Porém, quando as ONG's começam a crescer, expandindo-se por outras áreas de actividade, alguns problemas despontam.Foi por isso mesmo que hoje tivemos a nossa primeira sessão de "Team-Building" no idílico Espaço Monsanto, a custo zero (já que, como ONG que somos, não temos financiamentos disponíveis para ir para a Madeira, Açores ou ilhas estrangeiras).
Por entre "ice-breaking games" e passeios pelo Centro de Recuperação de Animais Silvestres (onde a maior atracção, para além da mina de água - onde apenas alguns conseguiram ir -, foi mesmo a gralha que diz olá ), lá fomos debatendo longe das quatro paredes do escritório os novos desafios e actividades a implementar.








Um dia memorável, passado num espaço recreativo a descobrir (sobretudo por todos aqueles que preferem enfiar-se aos fins-de-semana em centros comerciais)!...








sexta-feira, 23 de maio de 2008

Recordações embebidas em Chá






Mais um jantar mensal de sushi com a priminha: troca de chás e de recordações de uma viagem à minha cidade-de-adopção.




quinta-feira, 22 de maio de 2008

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Notas Soltas - 125


Caído ontem à tarde dos céus de Chelas, enquanto falávamos sobre um problema complicado de trabalho.
"Olho gordo", como diria o meu colega ZA?
B. e eu ficamos a olhar para a janela e desmanchamo-nos a rir.








- No País dos Rodinhas -


Há 2 dias consecutivos que tem sido, ainda, mais difícil conseguir chegar ao emprego, com o trânsito caótico que se tem feito sentir.

Alguém se lembra da Bruxa da Chaleira?





Talvez nos pudesse transformar a todos em "rodinhas".
E assim, mesmo aqueles que têm que andar de transportes públicos, conseguiriam chegar a horas aos seus locais de trabalho!









terça-feira, 20 de maio de 2008

"Curtas" - IX



“E se as histórias para crianças fossem de leitura obrigatória para os adultos?

Seríamos realmente capazes de aprender aquilo que há tanto tempo ensinamos?”

(José Saramago)








"A Flor Maìs Grande do Mundo"
, de
Juan Pablo Etcheverry (2007)
(adaptada do conto infantil de José Saramago - "A maior flor do mundo").







segunda-feira, 19 de maio de 2008

Notas Soltas - 124




- "Histoire de Pieds" – 2 -




Pés de "mãe" cansada... mas muito orgulhosa dos seus meninos!







- Corners of my Home (Once a Week) # 28 –




Mesa do telefone, no hall de entrada: - o pousa-tudo.

A Miyuki não se encontrava em pose para a fotografia, mas sim no verdadeiro posto de controle felino cá de casa.






- Esta foi mesmo demais!... -


Depois não digam que eu não avisei sobre o "1984"!...

Queixamo-nos e embirramos uns com os outros diariamente, na farmácia porque está uma fila medonha, nos transportes porque nos roubaram o lugarzinho, no emprego porque odiamos o colega do lado, etc. e tal...
Mas tomar uma atitude em relação às medidas que, de facto, afectam as nossas vidas no presente e no futuro, está quieto (deve dar muito trabalho)!...

Como ouvi alguém, aqui há uns tempos atrás dizer, "o que este país precisava era mesmo de uma outra revolução!"...
Mas sem ser apenas uma revolução de palavras, como aquelas que, diariamente, ouvimos nos queixumes do vizinho no café ou do desconhecido no autocarro.

Acção, meus senhores, ACÇÃO, pff.!
Quando não ainda corremos o risco de caír na medíocre apatia e desaparecermos!







sábado, 17 de maio de 2008

Sugestão do Sítio do Costume






"Distância e Proximidade"... interrogação sobre as possibilidades e os limites da interculturalidade.