quarta-feira, 30 de abril de 2008

Notas Soltas - 122




- Corners of my Home (Once a Week) # 27 -



À semelhança do cantinho da Sónia...
No meu escritório, é assim...


... "Cat's love IKEA".






- 5 meses depois -



Esta tarde, enquanto trabalhava no escritório, apanhei a menina Ninushka, na outra ponta da casa, a brincar debaixo da cama com um cão de peluche.
E esta, ha?!

Para uma gata que viveu mais de 12 anos nos quintais, ninguém diria, não é?!
Mas os animais conseguem surpreender-nos bastante, com a sua capacidade de habituação e reconhecimento pelo bem que lhes é feito.




segunda-feira, 28 de abril de 2008

A "Substituta"





1º dia de uma semana de férias... a começar mal!

A minha Nikon já não andava lá muito bem há alguns tempos (o botão de navegação parecia ficar encravado), mas a coisa ia-se resolvendo sempre da melhor forma.
Até que ontem à noite, o botão encravou completamente na posição "OK", o que não pressagiava nada de bom... já que a situação não tinha nada para estar "OK", muito pelo contrário!...

Esta manhã, levei-a até à loja da Assistência Técnica Oficial da Nikon (a qual tem uma porta que só abre por dentro, accionada pela funcionária, tal como nos Bancos).
E depois de nem 5 minutos ter passado a explicar o problema, é-me dito que terei que lá deixar a máquina para orçamentação, a qual pode demorar entre 8 a 15 dias... e, mais ou menos, um mês para o arranjo.

Eu até já ia preparada para tal (senão, ontem não teria emprestada a máquina fotográfica do meu irmão), mas é que não estão bem a ver o drama que foi ter visto a minha Nikonzinha ser etiquetada e colocada ao lado de outras máquinas fotográficas doentes!
Tentando não esboçar o mais leve sentimento, agradeci e saí da loja... a pensar que, apesar de ter arranjado uma "substituta", os meus dias não serão os mesmos sem andar com a minha menina para todo o lado.






domingo, 27 de abril de 2008

Sugestão do Sítio do Costume







"Tropa de Elite", de José Padilha (2007)





É um filme bastante duro e violento... visceral, mesmo!

Mas é, sobretudo, um filme que retrata fielmente a sociedade brasileira das desigualdades (económicas e mentais), onde cada um se tenta "salvar" como pode, no seio de um sistema estruturado para complicar cada vez mais a vida a toda a sua população.

Um filme que nos fala do BOPE e, essencialmente, da forma como o ser humano sujeito a formas de violência/pressão diárias molda o seu comportamento (a esse nível, a personagem principal, o Capitão Nascimento é exemplar).

Um filme que, independentemente das duras críticas que teve, é uma obra-prima sobre o mundo actual e as formas de desagregação societárias.




sábado, 26 de abril de 2008

Pequenos momentos mágicos dos nossos dias



21/04/08




Video de tfoy60





Já o tinha visto uma vez, quando atarefada me dirigia à hora de almoço para uma consulta médica.
Esta manhã volei a encontrá-lo.

Entrou no Campo Grande, com aquele instrumento rectangular ao pescoço e começou a tocar uma melodia popular, daquelas que nos ficam no ouvido.
Os pequenos sticks que balança, tocando nas cordas distendidas de uma forma proporcional e simétrica daquele estranho instrumento, produzem um som que quase se diria etéreo... O que faz com que todos os passageiros daquela carruagem fiquem como que encantados a olhar para ele.

Aproximei-me, maravilhada com aquele som. Depositei-lhe duas moedas no copo de plástico que jaz em cima daquele rectângulo de madeira que trazia pendurado ao pescoço e perguntei-lhe qual o nome do seu intrumento.

- "Cymbal. Da Roménia" - responde-me sorrindo. - "Obrigada!"

A fotografia ou vídeo a produzir com aquele homem de estatura pequena e forte, cuja figura se assemelha à de um monge asiático, teve que ficar para uma outra ocasião, pois a minha paragem de saída aproximava-se... e, mais uma vez, ia com pressa.

Ao sair do metro recordo-me daquela senhora de vestes brancas e longos cabelos alvos, que tocava harpa numa das estações do metropolitano de Paris... e de tantos outros, que passaram no concurso lançado pela RATP, para poderem tocar livremente nas estações desse metropolitano europeu.
Não estão a roubar nem a incomodar ninguém. Apenas alegram o cinzento da monotonia dos nossos dias, como me dizia um amigo francês, nos meus primeiros meses de estadia em Paris, há alguns anos atrás.





sexta-feira, 25 de abril de 2008

Notas Soltas - 121




- 25 de Abril... sempre! -





Quando outras tarefas nos impedem de sair de casa... são os Amigos que trazem até nós o 25 de Abril!
Muito obrigada, Sónia & Tiago!

Mir, ontem não consegui ir ao Arraial. Quando ligaste já estava a dormir. Espero que tenha sido animado!






-"7 Gatos dos Quintais"... novo espaço -





Desde que esta história começou, não tenho tido sossego... e deixei de ter, também, um bocado de vida própria!...

Quem me conhece bem sabe que é sempre assim, quando me envolvo em determinada "luta" ou causa: faço das tripas coração para conseguir resolver as coisas, e levo-me quase sempre ao meu próprio limite de exaustão... em suma, vivo de tal modo intensamente as situações que parece que me esqueço de mim própria.

Logicamente, tudo isto se reflectiu também aqui no "Palavras & Imagens", acabando por desvirtuar bastante o propósito originário deste blog.

Nesse sentido, e como começo a sentir saudades das pequenas rubricas habituais que aqui deixava, decidi criar um espaço individualizado para que, todos os amigos e pessoas que têm manifestado interesse, continuem a acompanhar o desnvolvimento da história dos 7 Gatos dos Quintais.

Futuramente, e como me sugeriram, será, também, criado um website para a apresentação e descrição de cada um dos gatinhos que se encontra (ou encontrará, no caso dos bebés) para adopção... para que seja mais fácil a sua divulgação conjunta (já que são tantos).

Muito obrigada a todos os que têm seguido este caso pelo vosso apoio!





quinta-feira, 24 de abril de 2008

Yoko






A Yoko foi esterilizada ao final da manhã de hoje. Correu tudo bem.

Quando chegou a casa, escondeu-se atrás do sofá... nem sei bem como o conseguiu, com o colar que tem a envolver-lhe a cabeça.
Mais tarde, fui dar com ela deitada no sofá. Já ontem à noite, quando tive que a deixar em jejum (por causa da operação) e ela miava desesperadamente, me pareceu que tinha acabado por sossegar no sofá.

E é isto uma gata de quintal que, supostamente, para algumas pessoas aqui do bairro (e muitas outras de associações zoófilas), nem sequer se deixava apanhar por ser brava!...

A Yoko agradece à Mónica (dona do Matias) pelo contributo financeiro que ajudará a pagar a sua esterilização.
Muito obrigada do fundo do coração, Amiga!

Entretanto, o bebé preto que veio como "pendura" continua a ter que mamar no biberon, já que os matulões da ninhada da Aiko e os endiabrados filhotes da Saki disputam vigorosamente o melhor lugar para mamar.

Hoje foi a vez do Homem que transportava ao peito uma constelação de Estrelas lhe dar de mamar com biberon... e o jeitinho é inegável!
Muito obrigada, H.!





quarta-feira, 23 de abril de 2008

O novo "Pendura"... e o bebé que partiu.



O Vet. ligou-me esta tarde a informar que a Yoko poderá ser esterilizada amanhã de manhã.
Ainda não sei bem como a irei conseguir retirar debaixo do sofá e enfiar dentro da transportadora, mas isso é outra história!...

Entretanto, parece que alguém terá deixado na Clínica Veterinária um gatinho bebé preto, ainda em fase de amamentação, ferido numa das patinhas traseiras e na cauda, encontrado no meio da rua em risco de ser atropelado.
Como as "boas acções nunca terminam" (palavras do Vet.), pediu-me se haveria possibilidade de o juntar às 2 ninhadas e 2 gatas-mães.
Claro que não iria recusar, não é?!

Final da tarde, passagem pela Clínica para ir buscar o pequerrucho, com uma história rocambolesca à mistura (sobre alguém que queria adoptar o animal e depois, afinal, já não queria).
As histórias rocambolescas têm imperado nestes últimos dias... com uma situação indescritível, passada ontem, com a Dª. L., a senhora que, supostamente, alimentava os 7 gatos que foram parar ao Canil/Gatil Municipal de Lisboa.

Regresso a casa, e, quando abro a maternidade-improvisada, vejo o bebé tigrado da Saki (a quem cortara o cordão umbilical no sábado) de barriga para o ar imóvel, fora da manta onde as gatas-mães e os irmãos e primos se encontram.
Pego-lhe com muito cuidado e a Saki, cada vez melhor da contipação e mais protectora dos seus filhotes, bufa-me. Junto-o à ninhada, mas ele continua sem se mexer, apesar de ainda estar vivo.

Aproveito para juntar o "miúdo" novo às ninhadas, que, depois de ser (bem) cheirado pela Saki, acaba por ser bem aceite por todos. Apenas destabiliza um pouco o ambiente de tranquilidade geral porque não pára de miar, como se ainda não tivesse percebido que já está perto de uma família felina. Por fim, começa a mamar na Saki.

Quando termino os afazeres diários domésticos e regresso à maternidade-improvisada, o filhote tigrado da Saki já falecera, junto dos irmãos.

Não consigo deixar de sentir que poderia ter feito mais por ele e que, de alguma forma, posso ter tido culpa do que aconteceu... apesar de, por outro lado, já me ter apercebido que parecem ser as gatas-mães que, propositadamente, afastam para longe os filhotes mais fracos.

Começo a sentir-me a fraquejar emocionalmente!...
Nunca lidei muito bem com a ideia de morte, seja nos humanos ou nos animais. No entanto, depois da experiência da morte da ninhada preta/branca, começo a não conseguir sequer lidar com o facto de que tenho que ser eu própria a retirar o animal morto, embrulhá-lo e fechá-lo num saco para, mais tarde, ser incinerado...
Não é sequer uma questão de me sentir afeiçoada àqueles animais (como sucederia - sucedeu já - no caso de um animal de estimação de longa data), mas antes o ter sentido aquele pequeno ser vivo tão frágil nas minhas mãos e, de um momento para o outro, tê-lo novamente nas mãos mas morto.





terça-feira, 22 de abril de 2008

Notas Soltas - 120



- Maternidade Colectiva -



O antibiótico de ontem parece ter resultado: a Saki voltou a amamentar, revezando-se com a Aiko.
Yoko saíu debaixo do sofá, comeu e não parava de miar à procura das irmãs.

A ninhada da Aiko fez hoje 1 semana de vida.






- Os outros Gatos salvos -



Gui (preto) e Rita (tigrada)


Mariana


Fotografias de CCarril









Garfield na casa nova


Fotografias de Mariana B.






- Sugestão do Sítio do Costume -




Arraial 25 Abril
Largo do Carmo
24/04/08
18h-02h







segunda-feira, 21 de abril de 2008

Notas Soltas - 119



- A recuperação de Saki -


Depois de ter passado a tarde de Domingo a ligar ao Vet., preocupada com o estado de saúde da Saki, que me parecia deteriorar-se cada vez mais…
E de ter passado esta manhã completamente em stress, só de imaginar como estaria a gatinha quando chegasse a casa ao fim do dia…
O Dr. PP. veio esta noite dar-lhe uma injecção de antibiótico. E a Saki, veloz como uma gazela, e ainda assustada com os 8 dias que passara fechada no canil/Gatil, conseguiu fugir para trás do sofá com uma seringa espetada no dorso. Felizmente, conseguimos controlar a situação e a Saki lá ficou meio rabugenta, ao lado do sofá a olhar para nós.

Entretanto, como me tornei mãe a tempo inteiro (apenas a Aiko tem estado a amamentar, pelo que tenho que orientar as mamadas das 2 ninhadas, controlando que os mais novinhos o consigam também fazer e não levem uma estalada da tartaruguita cheia de personalidade - filhota da Aiko) e estava preocupada com o estado de saúde da Saki, esta noite tive que recusar jantar com um casal de amigos (que vieram de férias da Tunísia, com muitas imagens de gatos na bagagem e nas cartas) e o H.
As minhas sinceras desculpas, Amigos! Mas fica combinado que têm que vir conhecer a Creche-felina ;)

Ao final da noite, a Saki regressou à maternidade improvisada.
Curioso, como em termos comportamentais, os animais se apercebem quando não se sentem bem, afastando-se dos filhotes, provavelmente para não os contaminar.


Um agradecimento muito especial à T., dos "Dias que Voam", pelas suas palavras amigas e todo o apoio dado, aqui!






- Fofinho, o gatinho do estacionamento: PARA ADOPÇÃO -



O Fofinho foi encontrado pela minha mãe no sábado à noite (19/04/08), num parque de estacionamento ao pé de sua casa (não nos bastava já o que temos passado com os restantes 6 dos quintais!).

Andava de um lado para o outro atrás de quem por ali passava, olhando para os carros completamente desnorteado, miando alto e bom som.

A minha mãe não conseguiu resistir a ver ali o animal naquelas condições e foi dar-lhe comida.
O Fofinho saltou-lhe para os braços, como se estivesse a pedir que o levassem dali.

O Fofinho, muito provavelmente, acabara de ser abandonado naquela zona não só devido às suas reacções, como também pelo facto de ainda se notar no pêlo do seu pescoço as marcas de que tivera uma coleira.

É um gato muito jovem e brincalhão, que gosta de dar aqueles miados de mimo, como se estivesse a falar connosco.

O Fofinho encontra-se para adopção.
Mas só será entregue a um eventual dono que saiba que a adopção não é um acto de ligeireza, e que temos que nos responsabilizar pela vida e bem-estar do animal.

Para mais informações contactar:
Cecília Carril
91. 423 06 69
carril.cecilia@gmail.com





domingo, 20 de abril de 2008

Dia de Nomear



Hoje foi dia de nomear...
Porque eles são muitos e quase todos de um tigrado idêntico (ou não fossem irmãos), e isto começa a ser uma grande baralhação falar da 1ª gata, da 2ª gata e da 3ª gata. E, assim, sempre é mais fácil entendermo-nos!...

Escolhi, estrategicamente, nomes japoneses, para ver se trazem melhores augúrios e sorte a estes pobres animais...



"SAKI" (咲希) - na foto a amamentar dentro da transportadora -, foi a primeira a sair do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, a 16/04/08... por isso mesmo achei que os termos (SA) "renascer" e 希 (KI) "esperança" se lhe aplicavam muito bem.

A Saki esteve a manhã toda a amamentar os seus 4 filhotes. Mas, a meio da tarde, saíu da maternidade-improvisada e pôs aninhada a um canto, em cima de uns panos.

Como os seus bebés ficaram sozinhos resolvi aquecer um saco de água quente e colocar-lhes debaixo da manta, com muito receio de que pudesse vir a suceder o mesmo que à ninhada que falecera nas minhas mãos a 19/04/08.

Felizmente, os animais, em muitas coisas, são bem mais espertos do que nós humanos!...
E nem meia hora tinha passado, já um dos filhotes "abandonados" da Saki corria cegamente (os gatos recém-nascidos possuê ainda os olhos completamente fechados) em direcção à 1ª gata mãe...




A 1ª gata-mãe acolheu no seio da sua ninhada de 5 filhotes (com 5 dias a esta data) os 4 rebentos que a sua irmã Saki deixara para trás (com 1 dia apenas) - tal como já dera de mamar à ninhada falecida no sábado.

"AIKO" (愛子) - (AI) "amor, afeição" e (KO) "criança" - pareceu-me um nome mais que apropriado para esta verdadeira "mãe coragem".

Finalmente, para a 3ª gatinha, que ainda não se deixou vislumbrar lá muito bem...
"YOKO" (陽子) - (YO) "sol, claridade" e (KO) "criança". A ver se lhe concede menos receio, para que deixe de estar escondida.




Ao final da tarde comecei a ficar mesmo muito preocupada com a Saki, pois, para além de estar apenas pele e osso e ter deixado de amamentar, encontra-se muitíssimo constipada e prostrada.
Depois de tudo aquilo por que já passámos, começo a ter muito receio pela saúde desta gatinha de olhos amendoados tristes.



Mais fotos aqui.