quinta-feira, 20 de março de 2008

Notas Soltas - CXIII



- Sugestão do Sítio do Costume -



Oi Va Voi - "Yesterday's Mistakes"



"(...) They say we should forgive
But not forget
What has gone before (...)"






- Estórias com Gatos - XI -





O pequeno terraço, outrora marejado de flores e plantas, de um dia para o outro, apareceu vazio.
Os estores há já alguns dias que não eram levantados, nem se ouviam os risos de outros tempos.
E o gato Misha passara a vir mais frequentemente comer debaixo da sua janela, apenas se instalando no terraço vazio para dormir.

Afinal, sempre havia falecido mais uma das protectoras de gatos daquela vizinhança. Soube-o esta tarde, pelas vizinhas do costume.



terça-feira, 18 de março de 2008

Corners of my Home # 22 (Once a Week)





O candeeiro da sala de jantar, made by Loja do Gato Preto.

Diga-se de passagem que apenas lá posso colocar lâmpadas de 60 Wats, o que não é grande coisa para quem está a tentar ver o que está no prato (salvam-se os convidados graças à luz que vem da outra ponta da sala de estar)...
Mas foi paixão à primeira vista quando o vi exposto na loja, fazendo-me lembrar aqueles candeeiros dos salões de jogos dos anos 20.

Ao longe, na parede...
Uma composição fotográfica sobre as quatro estações, por concluir (ainda só tenho colocados o "Outono" em Wicklow, Irlanda e o "Inverno" em Paris, França).





segunda-feira, 17 de março de 2008

Memória-Recordação



"(...) A memória não é mais do que uma condição transitória da recordação: ela permite ao vivido que se apresente para consagrar a recordação. Esta distinção torna-se manifesta ao exame das diversas idades da vida. O velho perde a memória, que geralmente é de todas as faculdades a primeira a desaparecer. No entanto, o velho tem algo de poeta; a imaginação popular vê no velho um profeta, animado pelo espírito divino. Mas a recordação é a sua melhor força, a consolação que os sustenta, porque lhe dá a visão distante, a visão de poeta.

(...)

Apesar de se distinguirem por grande diferença, a recordação e a memória são por vezes tomadas uma pela outra. A recordação é efectivamente idealidade, mas como tal, implica uma responsabilidade muito maior do que a memória, que é indiferente ao ideal. A recordação tem por fim evitar as soluções de continuidade na vida humana e dar ao homem a certeza de que a sua passagem pela terra efectua uno tenore, num só traço, num soporo, e pode exprimir-se na unidade. Assim se liberta ela da necessidade em que a língua se encontra de repassar incessantemente pelas mesmas tagarelices, para reproduzir aquelas de que a vida se encontra repleta. A condição da imortalidade do homem é que a vida dele decorra uno tenore."



Soren Kierkegaard, in "O Banquete"




domingo, 16 de março de 2008

sábado, 15 de março de 2008

"Curtas" - VII



Parte 1




Parte 2




Parte 3




Parte 4

sexta-feira, 14 de março de 2008

"Estereótipos"



Quando, ao final de uma 6ª feira à tarde em Chelas (Bairro do Armador), um grupo de jovens nos bate insistentemente à porta da loja (onde o escritório fica localizado), proferindo, por entre risos, palavras de ordem como: “Isto é um assalto!”

Nenhum de nós imaginaria que se tratava apenas de um peddy-paper e que o grupo de jovens queria saber se haviam deixado na nossa organização alguma pista para o seu jogo.

Subtilezas de trabalhar num bairro social... e mente muito pré-formatada.



quinta-feira, 13 de março de 2008

Notas Soltas - CXII



- Agradecimento -


Um muito obrigada (especial) a ti, Paulo!...

Por não teres deixado este assunto atroz cair em esquecimento e por teres conseguido que isto fosse hoje notícia no telejornal da SIC.

Que um dia (mais cedo do que esperamos!), seja, finalmente, possível terminar com este mundo paralelo disforme!!!





- Às "Quintas na Bobadela - XVII -


Retomar uma rubrica que andava meio esquecida, devido ao excesso de trabalho...





Augúrios da chegada (antecipada) da Primavera, no caminho para o emprego, esta manhã...


Um gato já velhote e um pouco quezilento, começou a ser alimentado por uma senhora ainda no velho Centro. Com a mudança para o novo Centro, duas ruas abaixo, no ano passado, seguiu-nos, transformando-se na nova mascote...
Todos os dias à porta, à espera de comida e um pouco de atenção. Agora até já nos recebe com miados de mimo.





- Resposta ao Desafio da T-


... Já tinha respondido a um outro muito idêntico, por isso, aqui ficam novamente as respostas (clicar aqui).
Aproveitando para responder mais abaixo aos itens que não estavam incluídos na minha resposta anterior.


Se eu fosse um metal seria… prata, por causa da cor.

Se eu fosse um perfume seria... "Light Blue" da Dolce&Gabbana (porque tem mesmo um cheiro único, que adoro sentir na minha pele).

Se eu fosse uma peça de roupa seria… uma écharpe em tecido indiano (porque adoro e faço colecção de écharpes e chachecóis).


quarta-feira, 12 de março de 2008

Notas Soltas - CXI



- BD do século XIX -



Wilhelm-Busch, o percursor da Banda-Desenhada.
A descobrir mais aqui e nesta obra infantil traduzida para brasileiro.

Muito obrigada pelo postal, Bárbara (e, sobretudo, por me dares a conhecer este caricaturista/poeta)!





- O Mundo visto sem sair de casa -





Com o intuito de rivalizar com o Google Earth, a Microsoft lançou muito recentemente a plataforma Virtual Earth.

Um excelente motor de pesquisa cartográfica e visual (opção "Bird's Eye") dos 4 cantos do mundo!
Ainda muito no seu início, e com algumas opções a necessitarem de ser melhoradas... Mas muito viciante!

No entanto, pela amostra junta (ver legenda na foto acima), já dá para percebermos melhor que, daqui para a frente, com a liberalização da utilização dos satélites, todos os nossos movimentos e vida podem passar a ser "vigiados" através de qualquer pessoa que tenha acesso à internet, ou até mesmo do próprio Estado.
Já imaginaram dizerem ao vosso chefe que têm de faltar ao emprego para irem a uma consulta e depois ele ver-vos online a passearem-se no Parque das Nações?!

Regalias de não haver "vigilância"? Só para alguns!



terça-feira, 11 de março de 2008

Estórias com Gatos - X



Num quintal não muito longe vivia um casal de idosos, que alimentava esta colónia de felinos, tendo mesmo construído um pequeno abrigo em madeira para se protegerem.
O senhor faleceu há cerca de 3 meses. Tendo, passado um mês, a sua esposa, a senhora que se pintava muito e gostava de andar sempre bem arranjada, sido encontrada morta de desgosto em casa pelo filho.
Dois dos gatos que alimentavam e protegiam no seu quintal, têm sido vistos, à noite, a deambularem lá longe, no outro extremo dos quintais daquela rua.





Mais tarde, através das deambulações felinas pelos quintais das traseiras, apercebeu-se que, afinal, o falecido casal não protegia esta colónia, mas sim dois gatos malhados: um macho branco e tigrado e uma fêmea preta e branca.

Na rua principal, no passeio à frente da entrada do prédio, começaram a aparecer velharias depositadas perto do caixote do lixo. Peças do passado de alguém que vivera naquela casa, do qual os herdeiros se iam aos poucos desfazendo.
Durante quase uma semana, no passeio daquele prédio ali mesmo ao lado, apareciam papéis amarelecidos pelo tempo, onde dantes alguém fizera contas, escrevera com uma letra muito certinha e arredondada, imagens de santos… pisadas pelas gentes que passavam.

E, nos quintais das traseiras, um gato tigrado e branco começou a aparecer todas as noites, miando como que num choro contínuo de quem chama por alguém.


21h30…
Enquanto estendo na janela do quarto a roupa que acabara de centrifugar, acende-se uma luz no quintal do prédio vizinho.
Dª. L. aparece no quintal com a sua cadela Tucha e o marido.
- “Menina” – sussurra, chamando-me. - “Oh m’nina!...”
A cadela Tucha, gorda e anafada com a sua permanente encaracolada, desata num berreiro tremendo a ladrar.
- “Rai’s parta a cadela, que não nos deixa sequer conversar! Leva-a lá para dentro, vá!” – diz a Dª. L. ao seu marido, que, prontamente, leva a cadela para dentro de casa.
No seu quintal (2 quintais ao lado do meu prédio), Dª. L. retoma a conversa:
- “Oh menina, de que cor era o gato a que dava comida?”
Por momentos, sinto uma sensação de déjà vu e começo a ponderar seriamente a hipótese de deixar de estender roupa à janela.
Respondo-lhe que era preta e amarelada, como já lhe dissera da primeira vez que mo perguntara, aproveitando para frisar bem o género feminino.
- “Preto e amarelo? Ah! É porque eu acho que ele voltou a aparecer!”
Respondo que nunca mais a vira, pensando na minha Ninushka, ferrada a dormir debaixo da cama.
- "Ah, pois... então não era. Porque o gato que vi aí era branco e cinzento."
Explico-lhe que, há já algumas semanas, que esse gato me aparecia debaixo da janela e lhe costumava dar alguma comida; pois, segundo me haviam dito, aquele era um dos gatos protegidos pela senhora que havia falecido recentemente.
Nesse ponto, a conversa diverge e Dª. L. informa-me que a senhora que tinha falecido morava não na nossa rua, mas sim na rua paralela à nossa (informação que, até à data, não confirmo, já que tenho 2 vizinhas a dizerem-me precisamente o contrário); e que, para além do gato cinzento e branco, tinha também um gato do "tipo persa, muito gordo", segundo as suas próprias palavras.
A conversa termina com a Dª. L. a informar-me que ia lavar o saco de plástico onde costuma dar comida a uma das outras colónias, que vive do lado do seu quintal.





Entretanto, fiquei sem perceber quem falecera efectivamente... ou se, no fundo, não haviam já falecido duas protectoras distintas de gatos daqueles quintais...
Já que, nas últimas semanas, me têm aparecido a pedir comida 3 gatos diferentes: uma gata preta e branca, o Mikado (gato tigrado e branco) e o Misha.

Teoria do eterno retorno? Acontecimentos que se repetem? Ou lei do Karma?





"Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência (...)"

Fredrich Nietzsche, in "Gaia Ciência" (1882).





segunda-feira, 10 de março de 2008

Notas Soltas - CX


Depois da era dos post-it's informáticos, o novo divertimento lá no emprego: criar Wee-Mee's para os nossos perfis no Skype.


O Cat's Corner cá de casa.
Já mencionado aqui e aqui.