quinta-feira, 13 de março de 2008

Notas Soltas - CXII



- Agradecimento -


Um muito obrigada (especial) a ti, Paulo!...

Por não teres deixado este assunto atroz cair em esquecimento e por teres conseguido que isto fosse hoje notícia no telejornal da SIC.

Que um dia (mais cedo do que esperamos!), seja, finalmente, possível terminar com este mundo paralelo disforme!!!





- Às "Quintas na Bobadela - XVII -


Retomar uma rubrica que andava meio esquecida, devido ao excesso de trabalho...





Augúrios da chegada (antecipada) da Primavera, no caminho para o emprego, esta manhã...


Um gato já velhote e um pouco quezilento, começou a ser alimentado por uma senhora ainda no velho Centro. Com a mudança para o novo Centro, duas ruas abaixo, no ano passado, seguiu-nos, transformando-se na nova mascote...
Todos os dias à porta, à espera de comida e um pouco de atenção. Agora até já nos recebe com miados de mimo.





- Resposta ao Desafio da T-


... Já tinha respondido a um outro muito idêntico, por isso, aqui ficam novamente as respostas (clicar aqui).
Aproveitando para responder mais abaixo aos itens que não estavam incluídos na minha resposta anterior.


Se eu fosse um metal seria… prata, por causa da cor.

Se eu fosse um perfume seria... "Light Blue" da Dolce&Gabbana (porque tem mesmo um cheiro único, que adoro sentir na minha pele).

Se eu fosse uma peça de roupa seria… uma écharpe em tecido indiano (porque adoro e faço colecção de écharpes e chachecóis).


quarta-feira, 12 de março de 2008

Notas Soltas - CXI



- BD do século XIX -



Wilhelm-Busch, o percursor da Banda-Desenhada.
A descobrir mais aqui e nesta obra infantil traduzida para brasileiro.

Muito obrigada pelo postal, Bárbara (e, sobretudo, por me dares a conhecer este caricaturista/poeta)!





- O Mundo visto sem sair de casa -





Com o intuito de rivalizar com o Google Earth, a Microsoft lançou muito recentemente a plataforma Virtual Earth.

Um excelente motor de pesquisa cartográfica e visual (opção "Bird's Eye") dos 4 cantos do mundo!
Ainda muito no seu início, e com algumas opções a necessitarem de ser melhoradas... Mas muito viciante!

No entanto, pela amostra junta (ver legenda na foto acima), já dá para percebermos melhor que, daqui para a frente, com a liberalização da utilização dos satélites, todos os nossos movimentos e vida podem passar a ser "vigiados" através de qualquer pessoa que tenha acesso à internet, ou até mesmo do próprio Estado.
Já imaginaram dizerem ao vosso chefe que têm de faltar ao emprego para irem a uma consulta e depois ele ver-vos online a passearem-se no Parque das Nações?!

Regalias de não haver "vigilância"? Só para alguns!



terça-feira, 11 de março de 2008

Estórias com Gatos - X



Num quintal não muito longe vivia um casal de idosos, que alimentava esta colónia de felinos, tendo mesmo construído um pequeno abrigo em madeira para se protegerem.
O senhor faleceu há cerca de 3 meses. Tendo, passado um mês, a sua esposa, a senhora que se pintava muito e gostava de andar sempre bem arranjada, sido encontrada morta de desgosto em casa pelo filho.
Dois dos gatos que alimentavam e protegiam no seu quintal, têm sido vistos, à noite, a deambularem lá longe, no outro extremo dos quintais daquela rua.





Mais tarde, através das deambulações felinas pelos quintais das traseiras, apercebeu-se que, afinal, o falecido casal não protegia esta colónia, mas sim dois gatos malhados: um macho branco e tigrado e uma fêmea preta e branca.

Na rua principal, no passeio à frente da entrada do prédio, começaram a aparecer velharias depositadas perto do caixote do lixo. Peças do passado de alguém que vivera naquela casa, do qual os herdeiros se iam aos poucos desfazendo.
Durante quase uma semana, no passeio daquele prédio ali mesmo ao lado, apareciam papéis amarelecidos pelo tempo, onde dantes alguém fizera contas, escrevera com uma letra muito certinha e arredondada, imagens de santos… pisadas pelas gentes que passavam.

E, nos quintais das traseiras, um gato tigrado e branco começou a aparecer todas as noites, miando como que num choro contínuo de quem chama por alguém.


21h30…
Enquanto estendo na janela do quarto a roupa que acabara de centrifugar, acende-se uma luz no quintal do prédio vizinho.
Dª. L. aparece no quintal com a sua cadela Tucha e o marido.
- “Menina” – sussurra, chamando-me. - “Oh m’nina!...”
A cadela Tucha, gorda e anafada com a sua permanente encaracolada, desata num berreiro tremendo a ladrar.
- “Rai’s parta a cadela, que não nos deixa sequer conversar! Leva-a lá para dentro, vá!” – diz a Dª. L. ao seu marido, que, prontamente, leva a cadela para dentro de casa.
No seu quintal (2 quintais ao lado do meu prédio), Dª. L. retoma a conversa:
- “Oh menina, de que cor era o gato a que dava comida?”
Por momentos, sinto uma sensação de déjà vu e começo a ponderar seriamente a hipótese de deixar de estender roupa à janela.
Respondo-lhe que era preta e amarelada, como já lhe dissera da primeira vez que mo perguntara, aproveitando para frisar bem o género feminino.
- “Preto e amarelo? Ah! É porque eu acho que ele voltou a aparecer!”
Respondo que nunca mais a vira, pensando na minha Ninushka, ferrada a dormir debaixo da cama.
- "Ah, pois... então não era. Porque o gato que vi aí era branco e cinzento."
Explico-lhe que, há já algumas semanas, que esse gato me aparecia debaixo da janela e lhe costumava dar alguma comida; pois, segundo me haviam dito, aquele era um dos gatos protegidos pela senhora que havia falecido recentemente.
Nesse ponto, a conversa diverge e Dª. L. informa-me que a senhora que tinha falecido morava não na nossa rua, mas sim na rua paralela à nossa (informação que, até à data, não confirmo, já que tenho 2 vizinhas a dizerem-me precisamente o contrário); e que, para além do gato cinzento e branco, tinha também um gato do "tipo persa, muito gordo", segundo as suas próprias palavras.
A conversa termina com a Dª. L. a informar-me que ia lavar o saco de plástico onde costuma dar comida a uma das outras colónias, que vive do lado do seu quintal.





Entretanto, fiquei sem perceber quem falecera efectivamente... ou se, no fundo, não haviam já falecido duas protectoras distintas de gatos daqueles quintais...
Já que, nas últimas semanas, me têm aparecido a pedir comida 3 gatos diferentes: uma gata preta e branca, o Mikado (gato tigrado e branco) e o Misha.

Teoria do eterno retorno? Acontecimentos que se repetem? Ou lei do Karma?





"Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência (...)"

Fredrich Nietzsche, in "Gaia Ciência" (1882).





segunda-feira, 10 de março de 2008

Notas Soltas - CX


Depois da era dos post-it's informáticos, o novo divertimento lá no emprego: criar Wee-Mee's para os nossos perfis no Skype.


O Cat's Corner cá de casa.
Já mencionado aqui e aqui.




domingo, 9 de março de 2008

Coisas de Outros Tempos




Rua Emília das Neves, Nº 14 A




Para a T. do "Dias que Voam" (um excelente diário de coisas de outros tempos, que nos deixa sempre com um sorriso nos lábios), como forma de agradecimento pelos miminhos que tem deixado às autoras do "Mercado de Bem-Fica"!



sábado, 8 de março de 2008

"Cortes" - XXII




Cena: "O Encontro", in "The Pillow Book" de Peter Greenaway (1996).





"Pillow Book" = Livro de Cabeceira = colecção de livros de notas coligidos para apresentar o período de vida de alguém; lista de coisas que fazem o coração bater mais depressa







sexta-feira, 7 de março de 2008

O Corte de Cabelo






Há quase 4 meses que não cortava o cabelo... devido a contenções e ginásticas orçamentais, para além da já habitual escassez de tempo.

Desta vez, seguindo mais um conselho da Mir, decidi ser atendida pela Inês... e ADOREI o resultado!!!

Recomendo vivamente, o WIP Hairport (ver outros resultados destes artistas aqui).


quinta-feira, 6 de março de 2008

“Conte a história (…) com uma Kodak”





Imagem de publicidade antiga, oferecida pela T. do "Dias que Voam", em homenagem (muito simpática, por sinal!) a um outro blog que escrevo em parceria com a J.

A imagem é extraordinária e os dizeres publicitários mais ainda!...

Extraordinário pensar que há mais de 30 anos atrás, quando esta publicidade foi feita, ainda não existiam as máquinas fotográficas digitais, nem as pessoas andavam sempre com as ditas cujas dentro da mala, prontas a disparar para o que quer que fosse.

Na verdade, como diz o anúncio, uma fotografia conta sempre uma história.

E foi, também, um pouco assim que este blog foi nascendo, crescendo e se transformou naquilo que é hoje… com os seus defeitos, feitios e manias (tal como a sua autora), com os seus leitores habituais e detractores anónimos.

As imagens continuam a fazer, cada vez mais, parte do meu imaginário e da minha própria personalidade.
E as palavras têm mudado, algumas vezes escasseado (consoante os meus próprios estados de alma), mas acompanhado sempre (com algum sentido) essas mesmas imagens que vou captando no mais ínfimo e irrisório pormenor do meu dia-a-dia.

Com a criação do blog "Mercado de Bem-Fica", curiosamente, a conjugação entre imagens-palavras-memórias tem sido ainda mais intensa e profunda!..
Ao escrever sobre Benfica, tenho vindo a relembrar uma série de memórias dos meus 3 aos 6 anos, que pensava esquecidas e das quais não tinha qualquer tipo de recordação sequer.

Ao escrevermos sobre os nossos espaços-de-vida, também, conseguimos contar uma história individual.
Através dessa conjugação de imagens do Presente, que nos incitam a escrever sobre o Passado, acabamos sempre por contar uma história (seja a nossa ou a de outrém)... ainda que embuída de uma certa nostalgia por aquilo que fomos e vivemos em lugares já desaparecidos (no fundo, como as nossas próprias memórias se vão esbatendo, até permanecerem sem qualquer contorno no nosso cérebro).



quarta-feira, 5 de março de 2008

Corners of my Home # 20 (Once a Week)





Retomando a rubrica que iniciara aqui, junto-me também ao convite feito pela Rutinha para integrar o seu "Once a Week"...

Prateleiras da varanda da cozinha, com panorâmica sobre a janela da casa-de-banho.

Mais recantos aqui.




segunda-feira, 3 de março de 2008

Sugestão do Sítio do Costume



Karkadé ou Hibiscus.

Sem saber que se tratava da refrescante bebida das "boas vindas" nos países árabes, desde que o comprei, preparo-o antecipadamente no início da semana, meto-o no frigorífico e bebo-o bem fresquinho, como manda a tradição.
Isto de ser antropóloga tem muito que se lhe diga... esta do chá devo ter apreendido por osmose!

Joaninhas, foi deste chá que vos falei no sábado! :)