Chapéus de fazer Carnaval...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Muito obrigada...
... a todos os que adoram viajar nos transportes públicos com as janelas bem fechadas (e impedem qualquer outro de as abrir), por terem medo que entre uma ponta de frio que seja que os faça constiparem-se ou apanharem uma gripe!
Muito obrigada a todos vocês porque, para além de ter apanhado uma grandesíssima constipação há 15 dias atrás, nesta última semana consegui ainda a fabulosa proeza de ficar com uma tosse terrível (como nunca tinha ouvido ou tido na minha vida) e até parece que ando tuberculosa!
Muito obrigada a todos vocês porque, sem dúvida alguma, contribuíram largamente para que todos os micróbios e miasmas dos restantes passageiros (ou de vocês próprios) se concentrassem no ar pútrido que tenho de respirar durante mais de meia-hora até que consiga, finalmente, sair do autocarro.
Muito obrigada... sem vocês não teria conseguido!
Muito obrigada, ainda, por terem feito com que apanhasse esta constipação... porque só assim tenho conseguido suportar (sem olfacto) o inacreditável odor a sujo ou podre que se cheira quase todos os dias de manhã no autocarro nº 767.
P.S. - Desejo a todos vocês, que apanhem uma valente gripe, que vos deixe de cama durante um mês... para ver se aprendem a abrir janelas e a arejar o ar que todos temos que respirar, quando viajamos num transporte público e colectivo.
Afinal de contas, o ar é de todos... ou já não é?!
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
O "fiu fiu" que me irrita (à brava)
Comecei a ouvi-lo a meio da semana passada, na estação de metro da Alameda.
De início, como não me apercebi nem via de onde provinha aquele som, pensei tratar-se de algum jovem com pretensões a engraçadote, que importunasse daquela forma ritmada e sistemática os restantes viajantes.
Ontem à noite, quando voltava para casa depois de mais um extenuante dia de trabalho na Bobadela, continuei a ouvi-lo... e, persistindo sem conseguir visualizar qual a origem daquele som, ainda me passou pela cabeça que um papagaio ou uma caturra se tivessem perdido no metropolitano e andassem para ali empoleirados a assobiar (o que não seria nada de espantar, dado que no hipermercado Continente do Centro Comercial Colombo também existem pássaros que esvoaçam por entre os grandes tubos metálicos do tecto. Ou nunca repararam?).
Só esta manhã, quando as portas da carruagem do metro onde vinha se abriram e os passageiros saíram apressados, ouvi novamente o tal "fiu fiu"... deparando-me, mesmo à minha frente, com um moopie em tons de bordeaux, de onde saltavam à vista os rostos de dois jovens com copos de cerveja nas mãos.
Percebi, finalmente, que aquele irritante e insistente assobio, que ouvia há quase uma semana, de 15 em 15 segundos na estação de metro da Alameda, se tratava de uma forma de publicitar a cerveja Sagres, através de umas colunas de som ligadas ao tal moopie.
Depois, em conversa com uma colega de trabalho, fui informada que "eles" se apoderaram de uma série de outras estações de metropolitano.
E aí assustei-me a valer, pensando naquela invasão-publicitária!...
Num segundo momento, compadeci-me de todos aqueles cidadãos anónimos que, à semelhança do que sucede comigo, ao tentarem regressar a suas casas depois de 8 horas de trabalho, são bombardeados (contra sua vontade) com aquele assobio irritante e persistente... O qual poderá provocar em algumas pessoas uma valente crise de esquizofrenia, ou, até mesmo, conduzir a atitudes agressivas contra outrém (o que, quando exercidas dentro de uma estação ou carruagem de metro, poderia ser extremamente perigoso... ou não se tratasse o metropolitano de um "transporte de risco", com todos aqueles encontrões e ultrapassagens a que, diariamente, assistimos).
Finalmente, pus-me a pensar se não poderíamos processar o Metropolitano de Lisboa por danos públicos ao cérebro e nervos dos seus passageiros?
domingo, 27 de janeiro de 2008
Manhã de Domingo
Encontro com uma bela borboleta no parapeito da janela da cozinha...
... e uma gata preta e branca que, altaneira no cimo de um muro, enquanto se banhava ao sol quente matinal, parecia servir de guarda àquela casa ancestral.
Quando me aproximei para lhe tentar tirar uma fotografia, aproximou-se logo de mim, começando a miar e a roçar o dorso pelo muro, pedindo festas.
Não fui capaz de resistir e lá lhe dei um round de miminhos, enquanto ela ronronava e se contorcia toda tentando brincar com as minhas mãos.
Tal como todas as gatas petas e brancas, também esta parecia muito brincalhona e sociável.
O seu nome "Preta", tal como vinha inscrito a caneta na sua coleira, juntamente com dois números de telefone, provavelmente dos donos, que habitarão ali nas proximidades e a deixam vir à rua.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Língua-de-Gata
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Notas Soltas - CIII
- Olívia: PARA ADOPÇÃO -
A Olívia é esta ternurenta cadelinha...
... mais uma vítima de abandono.
Infelizmente, enquanto as mentalidades e o respeito pelos animais neste país não forem mudados, continuaremos a assistir a estas situações deploráveis e impunes).
Quis o destino da Olívia que ela se cruzasse com a Nice, que não lhe conseguiu resistir aos encantos e deixá-la ali sozinha.
Infelizmente, a Nice já tem 2 cães e (mesmo que quisesse) não pode ficar com esta cachorrinha.
A Olívia precisa de um/a dono/a responsável, que saiba que um animal não é um brinquedo, alguém que lhe possa dar carinho e um lar.
Para acompanhar toda a história e ver os contactos para adopção, seguir este link.
- Voltou!... -
... ou melhor, fi-lo voltar, porque fiquei completamente viciada neste canal de televisão.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
A paixão da Miyuki pela água

Depois de, durante alguns meses, ter vivido no WC de uma Clínica Veterinária, a minha Miyuki passou certamente a adorar água!...
Para isso, também, deve ter contribuído o facto de, muito provavelmente, nos 3 dias que passou enclausurada no Canil/Gatil Municipal de Lisboa, não dever ter havido o banho diário de mangueirada de água fria (senão, a gatinha de certeza que não poderia ver água à sua frente).
De início, quando chegou cá a casa, refugiava-se no lavatório, onde dormia longas sestas. Depois, quando me apanhava a lavar os dentes, vinha dar-me beijinhos, por adorar o cheiro mentolado do dentífrico. A seguir, passou a ser a cena do lavar a louça... não me podia ver a lavar louça, depois do jantar, que vinha logo a correr para o meu lado, ver a água que escorria para os pratos e talheres.
A última aconteceu esta semana... A Miyuki atira-se literalmente para dentro do lavatório, com as patas dianteiras, quando vê a água que se acumulou a ser escoada.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Sugestão do Sítio do Costume
"Les Petit's Papiers"
(adaptação de um original de Serge Gainsbourg para o CD "Liberté de Circulation").
Uma das primeiras músicas que ouvi, quando cheguei a Paris, há 7 anos atrás, para estudar as migrações e relações interétnicas.
Porque as causas também podem ser (bem) associadas a músicas... quando penso neste assunto, associo-o sempre a esta canção.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Notas Soltas - CII
- "Finito"! -
Sem qualquer pré-aviso, depois de 3 meses, chegou esta noite ao fim a boa vida (e a promoção) dos cento e tal canais de TV cabo à borla!...
Verdade seja dita, pouco mais via do que 5 ou 6 determinados canais.
Mas o golpe foi bem duro e contundente, já que calhou exactamente hoje, que dava o episódio nº 20 do "Heroes" na FOX...
Felizmente, entre trabalho que trouxe para fazer em casa e a acta da última reunião de condomínio (que ainda tenho que transcrever para o livro de actas), sempre vai dando para mitigar a ressaca destes dias de vício televisivo.
- As fotografias que nunca tirei -
Através do Elogio da Sombra, descobri hoje um (outro) excelente blog, onde se fala sobre algo que, desde que adquiri a minha Nikon, me tem atormentado bastante a mente...
As fotografias não tiradas...
Arrependo-me muito mais das fotografias que, por um motivo ou outro, nunca cheguei a poder tirar... do que daquelas que ficaram mal tiradas!
A falar aqui futuramente.
- Lembram-se... -
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Jardim Comunitário
"Sim, o homem é o seu próprio fim. E é o seu único fim.
Se quer ser qualquer coisa, tem de ser nesta vida. (...)
Os conquistadores são os que podem mais.
Mas não podem mais do que o próprio homem quando ele o quer."
Albert Camus, in "O Mito de Sísifo"
De início, era um simples terreno vazio, que sobrara entre dois quarteirões de prédios de ruas vizinhas.
Nenhuma entidade responsável se decidira a fazer o que quer que fosse pelo dito cujo terreno. Até que os moradores vizinhos se uniram e meteram mãos à obra, transformando aquele espaço-de-ninguém num aprazível jardim comunitário.
Sabia da sua existência, mas nunca por ali havia passado...
Esta manhã, para encurtar caminho até à paragem de autocarro, decidi ir por ali. E o espanto foi imenso, quando vi o tamanho e a beleza daquele lugar.
Comecei a tirar algumas fotos. Até que uma senhora, que por mim, passou indicou-me um outro local escondido naquele jardim, que "esse sim, merece a pena ser fotografado!", segundo as suas palavras.
Uma senhora de bata aos quadrados azuis e olhar terno de menina, sentada numa esplanada improvisada, dava de comida a uma gata, um dos dois felinos que habitam aquele jardim, segundo viria a descobrir mais tarde.
Pausa na minha atribulada e atrasada manhã, para uma conversa com mais uma dessas pessoas que aqui no blog vou "coleccionando".
À despedida transmito-lhe os meus sinceros parabéns (extensivos a todos os seus vizinhos) pelo excelente trabalho que ali realizaram...
E prometo (a mim própria) ali regressar, muitas e muitas vezes, quando me apetecer desanuviar e pensar que me encontro longe do rebuliço da cidade.
Surgiram nos E.U.A., durante os anos 70, quando um movimento de habitantes começou colectivamente a recuperar determinados espaços urbanos, dentro dos seus bairros, votados ao abandono, transformando-os em "jardins comunitários".
Cada um desses jardins cristalizava as aspirações do grupo de cidadãos que estivera na sua origem.
A primeira vez que vi algo semelhante a este jardim foi em Bayonne (França), num terreno junto ao rio, cedido pela Mairie, para que os habitantes mais desfavorecidos e excluídos de um determinado bairro da cidade pudessem ali ocupar os seus tempos livres.
O conceito era mais compartimentado e menos colectivo do que este jardim de Lisboa, uma vez que, em Bayonne, cada habitante tinha direito a uma pequena parcela de terreno, protegida com vedação... "rivalizando" cada um deles entre si, de modo a transformar a sua parcela em algo mais belo do que a do vizinho.
Espaços de solidariedade e troca, expressão de uma vitalidade social que ainda não está perdida nas grandes cidades...
Gostei deste conceito comunitário!