segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Boas "entradas"!




Em Casa de S&T - Desenho da autoria de TiagoMMS





Mais um ano que se finda...
Com tantas expectativas e resoluções iniciais, umas superadas outras nem por isso.
Um ano que, apesar da minha mal-a-pata com números ímpares, até correu muitíssimo bem... mas a uma velocidade descomunal.

Agora é tempo de dizer adeus ao que se viveu e aguardar sempre por novas situações e emoções no novo ano que se avizinha.

A todos os que continuam a ler este blog, aqui deixo os meus votos de que entrem em 2008 com ambos os pés e que tenham um excelente ano!




domingo, 30 de dezembro de 2007

"Cortes" - XVII



Cena da Máquina do Tempo em "La Science des Rêves", de Michel Gondry (2006).




Stéphane: [Shows 3-D glasses ] You can see real life in 3-D
Stéphanie: Isn't life already in 3-D?
Stéphane: Yeah but, come on.

Stéphane: P. S. R. Parallel Synchronized Randomness. An interesting brain rarity and our subject for today. Two people walk in opposite directions at the same time and then they make the same decision at the same time. Then they correct it, and then they correct it, and then they correct it, and then they correct it, and then they correct it. Basically, in a mathematical world these two little guys will stay looped for the end of time. The brain is the most complex thing in the universe and it's right behind the nose.




Stéphane... Stéphanie... E os sonhos!
A poesia em forma de filme.




sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Notas Soltas - XCVIII



- Sempre comigo! -


Outro objecto que passou também a andar comigo para todo o lado, permitindo-me escutar em qualquer lugar as minhas bandas sonoras, consoante os meus diversos estados de espírito.



Muito obrigada, H.!







- As Maravilhas de um Mundo Novo - III -




"Heroes", na FOX, 3ª às 22h15.




quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

"Rosas" de Outono



Manhã passada no Horto da priminha, em busca daquela que vai passar a fazer companhia à grande estrela da minha varanda.







Gosto muito destes tons de rosa outonais!...

Um deles, re-adaptado, passou, a partir de hoje, a fazer parte do genérico ali do cabeçalho deste blog.






quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Estórias com Gatos - VIII



- Os Desventurados -


1 gato, 2 gatos… 3, 4, 5… 6 gatos… em fila indiana, caminham tranquilamente pelo quintal do R/c Esqº. do prédio vizinho.

O quintal onde outrora, o patriarca daquela família envenenava os gatos que por ali deambulavam, apenas para que os felinos não lhe estragassem as flores.
O quintal onde, desde a sua morte, a esposa amantíssima preservara com muito zelo e carinho as 1001 flores e outras espécies que compunham a beleza daquele espaço invejado por todos os vizinhos.
O quintal onde, com o passar do tempo, a viúva quase translúcida, que carregava a sua corcunda nas vestes negras, deixara há muito tempo de aparecer.
Após a breve passagem de uma empregada brasileira que, mais do que auxiliar nas lides domésticas, passava os dias a fumar e a falar sobre a vida alheia com a Dª. L (vizinha do R/c da retaguarda do mesmo prédio), os estores da janela do quarto não mais foram abertos e os familiares que vinham ao domingo regar as plantas deixaram de aparecer…
Nesse quintal, desde há alguns meses, apenas jazem folhas abandonadas de flores decrépitas… e, curiosamente, os gatos.

Os gatos, ignorando as atrocidades cometidas noutros tempos em nome da preservação da beleza daquele espaço construído pela mão humana, retomaram o seu poder sobre o mesmo a partir do momento em que o R/c Dtº. fora vendido (e sofrera obras que alterariam a vida daqueles gatos para todo o sempre) e a Dª. L deixara de lhes poder aí deitar a sua comida.

Desta forma, os gatos regressam todos os dias àquele quintal.
Depois de saciados, em fila indiana, muito ordeiramente, ultrapassam a rede que delimita o quintal da Dª. L, regressando ao seu poiso favorito, nos quintais dos prédios do início da rua.

Resta dizer que a Dª. L tem 2 cães. Logicamente que a dita senhora apenas dá comida aos gatos no quintal vizinho, quando os seus próprios animais não se encontram por perto. Porém, os felinos regressam, muitas vezes, ao local onde comem, para brincarem e porque sentem o cheiro da gata da outra Dª. L (minha vizinha de baixo, cujo quintal é contíguo àquele onde agora é alimentada esta colónia de gatos).
Pelo que a Dª. L (que alimenta os gatos e tem uma propensão atroz para divagar sobre a vida alheia) já fez, por diversas ocasiões, questão de me contar, primando pelo detalhe acentuado nos pormenores mais sórdidos, que vários gatos haviam já sido mortos pela sua cadela, ao tentarem passar do quintal do R/c Esqº. do prédio vizinho pelo seu quintal.
Extrema nobreza de alma a desta senhora, que tem tanta pena daqueles pobres animais que, mais não faz do que lhes dar alimento para, mais tarde, servirem de alimento à sua própria cadela!
Mentalidades!... Só assim se podendo justificar a infeliz resposta que me deu, quando lhe perguntei porque não tentávamos apanhar as gatas para as esterilizar, de modo a que se controlasse a procriação e aquela colónia pudesse viver mais tranquila.

Por outro lado, também, a minha vizinha de baixo (a outra Dª. L), ao final do dia, quando os vapores etílicos lhe começam a fazer efeito, gosta de atirar baldes de água e gritar desalmadamente, para enxotar os pobres gatos que se aventuram do quintal do prédio vizinho no seu.

Esta é a história da colónia felina mais ostracizada e desventurada dos quintais das traseiras!...

Reza, ainda, a história que num quintal não muito longe vivia um casal de idosos, que alimentava esta colónia de felinos, tendo mesmo construído um pequeno abrigo em madeira para se protegerem.
O senhor faleceu há cerca de 2 meses. Tendo, passado um mês, a sua esposa, a senhora que se pintava muito e gostava de andar sempre bem arranjada, sido encontrada morta de desgosto em casa pelo seu filho.
Dois dos gatos que alimentavam e protegiam no seu quintal, têm sido vistos, à noite, a deambularem lá longe, no outro extremo dos quintais daquela rua.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Vestígios de Natal - II



Naquele ano, a árvore de Natal era minimalista e, apenas, fora colocada a escassos dias da Consoada.
Mais um ano passara a correr e o espírito natalício era escasso. Mas o jantar fora preparado com muito carinho e todos se divertiram por estarem juntos.

Na véspera de Natal, conseguira, finalmente, aproximar-se mais um pouco, em busca de uma boa fotografia e de alguma confiança...



domingo, 23 de dezembro de 2007

O Verdadeiro Espírito de Natal - II



Tenho continuado em busca do verdadeiro espírito de Natal (aquele que deveria imperar durante todos os outros dias do ano!)...




- "O Balneário" -


Nunca tinha ouvido falar sobre ele, nem tão pouco conhecia a sua existência.
Esta noite deparei-me com uma reportagem na SIC sobre este espaço, sobre as pessoas que o frequentam e sobre os 2 vigilantes que aí trabalham.

Bem sei que, nesta altura do ano, é habitual os canais de televisão "brindarem-nos" com reportagens de fazer chorar as pedras da calçada, que falam sobre todas as misérias do mundo e mais algumas (como se, no resto do ano, as mesmas não fossem sequer dignas de menção).

No entanto, esta reportagem de Miriam Alves e Filipe Ferreira (imagem), tocou-me bastante, sobretudo, pela forma simples e depurada como foi efectuada; quase em jeito de observação (sem a habitual "intromissão" jornalística), como se os jornalistas apenas ali tivessem permanecido naquele espaço, observando quem entra e quem sai.

E esses, que ali vão diariamente, são os deserdados da vida... os que, por um ou por outro motivo, foram esquecidos pela família e pela própria sociedade em que (também) vivem.
No Balneário encontram, não só uma forma de combater a solidão em que vivem, como, também, o apoio social de que, na grande maioria dos casos, necessitam.

E foi, precisamente, isso que considerei extraordinário no trabalho desenvolvido por este Balneário (pertença da Câmara Municipal de Lisboa, com gestão delegada na Junta de Freguesia de Alcântara): o facto de os dois funcionários-vigilantes que ali trabalham (a Dª. Rosa e o Sr. Vítor) se assemelharem quase a assitentes sociais, ou técnicos de apoio psico-social, em relação ao público que frequenta aquele espaço.

E, nesse momento, ao assistirmos ao trabalho daquelas duas pessoas, a reportagem em questão parece ganhar uma força e vida próprias, emanadas do próprio "objecto observado".

E, porque, nos dias que correm, já ninguém se levanta numa carruagem de metro para dar lugar a um jovem invisual e andrajoso...
Em hora de ponta, ao final do dia, todos têm medo de sair do autocarro apinhado de gente e perder o seu lugar claustrofóbico, apenas, para ceder a passagem a alguém que pretende sair na paragem seguinte...
Porque, nos dias que correm, nos deparamos constantemente com uma indiferença atroz em relação ao ser humano que está ao nosso lado...

Foi muito bom, ter sabido, através desta reportagem, que ainda há quem se preocupe!...

Que ainda há quem, para além de tentar efectuar correcta e diariamente o seu trabalho, se preocupa com o Outro que o rodeia, com o Outro que sofre...
Que ainda há pessoas como o Sr. Vítor (vigilante do Balneário de Alcântara), que preenche os impressos do IRS e lê as missivas que as senhoras idosas recebem, que dá guarida e aquecimento ao gato que por aquelas ruas andava abandonado, que vai marcar consultas a quem já não se pode deslocar para esse efeito, que desculpa a incorrecção de um utente com o facto deste se encontrar doente, que graceja com a velhota que todos os dias procura aquele espaço por não ter mais nada que fazer...
O Sr. Vítor, cujo único e singelo sonho que tem (caso ganhasse o Euromilhões), seria o de comprar uma quinta, onde pudesse construir um canil/gatil para todos os animais abandonados que pudesse acolher.

É bom não perder a esperança na espécie humana...
E saber que ainda existem pessoas com um coração enorme, que parecem mesmo saídas de um conto para crianças!





sábado, 22 de dezembro de 2007

"Cortes" - XVI






Cena final de "Rudolph The Red-Nosed Reindeer", série de TV (1964).




Com votos de boas festas a tod@s @s leitores deste blog!



sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Notas Soltas - XCVII



- Iluminações -


Subindo mais um pouco, as ruas ganham outros contornos, deixando de parecer tão despidas.







Neste final de 6ª feira, o turbilhão de gente que passa, apressada, em busca das últimas oferendas natalícias, causa-me alguma perturbação...
E tento abstrair-me olhando para as iluminações... tão perplexa como uma miúda de 5 anos!...





- Conquista de Território -



Esta manhã, quando abri a janela do quarto, deparei-me com estes 2, a passearem-se pelo território que outrora fora da Ninushka.




quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Ninushka... 1 mês depois



Durante 2 anos, todas as manhãs e finais de tarde, religiosamente, lhe dei comida através da janela do meu quarto.

Em determinada altura, até pensei em a apanhar. Mas cedo acabei por esquecer essa ideia, dado que me sentia muito mal ao pensar que iria enclausurar um animal que sempre vivera em liberdade.

O tempo foi passando e acabámos por nos "domesticar" uma à outra!...

Até que, este Verão, descobri, através da Clínica Veterinária que a Ninushka fora a primeira gata dos quintais que eles haviam esterilizado, quando há 11 anos atrás se tinham instalado naquela rua.

A partir desse momento, ao saber que a minha gata "adoptiva" deveria ter uns bons 12 ou 13 anos (idade muito rara de alcançar num gato de rua), não me saía da cabeça que o Inverno rapidamente se aproximava e que eu própria não conseguiria suportar o dia em que a Ninushka deixasse de aparecer por debaixo da minha janela, para comer.
E dessa forma um pouco egoísta, comecei a delinear um plano para a tentar apanhar... para que, se algum dia, lhe acontecesse alguma coisa e deixasse de aparecer, a minha forte imaginação não a soubesse moribundo num dos quintais da vizinhança.

E foram se passando mais de 3 meses, desde que, em Agosto, iniciei as tentativas de apanhar a Ninushka...
E sucederam-se uma infinidade de estratagemas, que envolviam a utilização de uma transportadora lançada através de um mecanismo de fios pela janela, a uma altura de cerca de 2 metros...
Logo na primeira vez, a Ninushka entrou dentro da transportadora, para comer a ração que lhe costumava dar. O problema é que ela nunca entrava completamente, ficando sempre com parte do corpo do lado de fora. E, não a querendo magoar, as tentativas iam-se seguindo umas atrás das outras, num processo interminável.

As poucas pessoas que sabiam das minhas intenções, por momentos, devem ter-me considerado verdadeiramente louca ensandecida.
E a verdade é que, conforme as tentativas se iam sucedendo infrutíferas e o Outono se avizinhava, eu própria começava a desesperar com tamanha frustração (sem nunca porém, perder a esperança).

Até que à 19ª tentativa...



1 mês com a Ninushka em casa



Dia 0 - 20/11/07
Depois de 18 tentativas (desde Agosto/07), às 6h30 desta manhã, consegui
finalmente apanhar a Ninushka.
Quando a vi completamente dentro da transportadora a comer (devido, sobretudo, ao facto de ter começado a chover), nem pensei duas vezes e puxei o cordão do saco que a envolvia e puxei para cima.
Quando pousei a transportadora em cima da cama, para fechar a janela, a Ninushka saiu logo lá de dentro e atirou-se contra parede para tentar fugir.
Por fim, meio assustada, escondeu-se debaixo da minha cama. Saí para o emprego com o coração nas mãos, só de pensar que a gata ali fechada no quarto pudesse atirar-se contra a janela e tentar fugir.
À noite, quando regressei, verifiquei que tinha andado em cima da minha cama (pelas marcas das suas patinhas no edredão) e que tinha utilizado o areão (o que é curioso, para uma gata que, durante 12 anos, apenas viveu na rua).
À noite, quando me deitei, fez um barulho estranho a respirar, que parecia quase um ronronar.





Dia 1
– 21/11/07
Durante o dia, a Ninushka deve ter dormido em cima da cama, no casaco de malha que uso para andar por casa.
Depois de lhe ter dado comida, à noite, deve ter-se posto a brincar com a ficha do leitor de CD de parede, porque conseguiu pô-lo a tocar sozinho.
Decidi abrir a porta do quarto, para que ela ficasse com mais espaço onde andar (corredor e casa-de-banho).
À noite, miou uma vez, quando me fui deitar.





Dia 2 – 22/11/07
Acordei de madrugada com a Ninushka a miar. Falei com ela e parou de miar.
À tarde, quando voltei do emprego e lhe dei de comer, aproximei a minha mão, para ela a cheirar… não teve medo, nem sequer se afastou.
A manta que lhe pus debaixo da cama (para se deitar e ficar mais quente) estava toda babada e os brinquedos escondidos.


Dia 3 – 23/11/07
De madrugada, acordei com Ninushka a miar em cima da borda da cama, a olhar para a janela.
A Miyuki miava fora do quarto (irritada por ver a porta fechada) e lá de dentro a Ninushka respondia-lhe ao miado.
À noite, quando cheguei a casa, decidi abrir as portas todas, deixando-as andar à vontade, para se sociabilizarem.





Dia 4 – 24/11/07
De madrugada, a Ninushka atirou-se contra os estores da janela da cozinha. Parece ter dois tipos de miados, bem distintos: um que se assemelha a medo ou dor, quando se põe a olhar para as janelas e se recorda de ter vivido na rua; e outro que parece ser de chamamento, como o que me fazia quando lhe dava a comida pela janela.
Depois de almoço, fui encontrá-la na
janela da casa-de-banho, a olhar para os quintais. Quando me viu, escondeu-se atrás da sanita e depois passou por mim para o quarto, mas já sem correr com medo.
À noite, liguei no quarto o
aquecimento novo que comprara, e debaixo da cama, a Ninushka ronronava toda deliciada.


Dia 5 – 25/11/07
Quando aspirei debaixo da cama, a Ninushka não demonstrou nenhum medo e deixou-se ficar impávida e serena.
Já se deita enrolada sobre ela própria, parecendo estar mais à vontade.
Saiu debaixo da cama e pôs-se a miar, olhando para o aquecimento, parecendo estar a chamá-lo.


Dia 6 – 26/11/07
Ninushka passou a noite quase toda a miar e andou por cima dos vasos das
estantes da janela da cozinha. Quando a chamava e falava com ela parecia acalmar mais.
De manhã miou, parecendo andar à minha procura.
À noite, quando estava ao computador no escritório, pôs-se à porta do meu quarto a olhar e a miar-me.


Dia 7 – 27/11/07
À noite, quando a Ninushka me viu no escritório, pôs-se novamente a olhar para mim e a miar-me do quarto.
Conseguiu abrir um bocado da janela da cozinha. Tenho que arranjar um esquema, para ter sempre um pouco da janela aberta, sem que ela a empurre mais para sair.
De madrugada continuou a miar na cozinha e, quando acordei, os estores estavam todos desacertados e uma das lâminas partida.


Dia 8 – 28/11/07
A Ninushka ficou um pouco rouca de tanto miar.
Esta manhã foi ter comigo à cozinha, enquanto eu tomava pequeno-almoço.
À noite estava deitada debaixo da cama, na sua mantinha, com a língua de fora, cheia de mimo ao quentinho.





Dia 9 – 29/11/07
Ninushka parece estar mais calma. Mas de madrugada ainda acordei com ela na cozinha, a miar muito triste, olhando para a janela.


Dia 12 – 02/12/07
Quando nos deitámos, a Ninushka miou de uma forma estranha, parecendo um ruído semelhante ao de um vómito.
De madrugada, estava na cozinha à janela e assustou-se quando H. lá foi beber água. Atirou-se contra a janela, tentando fugir e depois escondeu-se atrás da máquina de lavar roupa. Às 2h da manhã, andávamos nós a arredar a máquina, para a retirar de lá. Toquei-lhe pela primeira vez.


Dia 16 – 06/12/07
Às 3h da manhã, fui dar com a Ninushka em cima dos altíssimos armários da cozinha, a inspeccionar o terreno. Ainda estou para conseguir perceber como é que uma gata de 12 anos tem agilidade suficiente para conseguir dar um salto tão alto!...





Dia 18 – 08/12/07
Apesar de mais calma, a Ninushka continua a pôr-se à janela (já com luz da cozinha acesa, e sem ser de madrugada), a miar, parecendo muito triste. De manhã, quando levanto os estores do quarto, também, se põe toda esticada a olhar lá para fora. Começo a ter dúvidas sobre se fiz bem em a apanhar e meter dentro de uma casa, onde nunca viveu!...


Dia 22 – 12/12/07
Das minhas gatas a Ninushka não parece ter nenhum medo, deixando-as ir comer à sua tacinha (excepto a Miyuki, a quem rosna). Comigo ainda parece ter algum receio, apesar de já reagir ao som da minha voz e de me cheirar a mão, quando a aproximo dela.
No entanto, esta manhã, enquanto me arranjava na casa-de-banho, a Ninushka pôs-se aos pés da cama a olhar para mim e a miar, como se me estivesse chamar.


Dia 23 – 13/12/07
A Ninushka parece estar muito mais calma, nos últimos dias. Já não mia de manhã com ar triste, nem vai pôr-se à janela.


Dia 25 – 15/12/07
De manhã, acordei com Ninushka à cabeceira da cama, a miar-me para lhe dar comida.


Dia 29 – 19/12/07
Esta tarde, Ninushka saiu debaixo da cama, para se pôr em frente ao aquecimento, como tem feito nas últimas semanas.
Deixou-me aproximar um pouco mais para lhe tirar uma fotografia.








Apesar deste estar a ser um "trabalho" duma paciência infinita, actualmente, não estou arrependida!...

Sei que, se não tivesse conseguido apanhar a Ninushka naquele preciso momento, muito provavelmente, com o frio e chuva que têm estado, hoje, ela já não estaria viva.