quinta-feira, 31 de maio de 2007

"Cortes" - VIII






Cenal final de "Immortel - Ad Vitam", de Enki Bilal (2004).




"(...) Tout cela ne vaut pas le poison qui découle
De tes yeux, de tes yeux verts,
Lacs où mon âme tremble et se voit à l'envers...
Mes songes viennent en foule
Pour se désaltérer à ces gouffres amers
(...)".



"Le Poison"
, de
Charles Baudelaire in "Les Fleurs du Mal"



quarta-feira, 30 de maio de 2007

Notas Soltas – LX



- Greve Geral –

Em dia de greve geral (até mesmo em alguns blogs!), por incrível que possa parecer, de manhã, acabo por conseguir chegar ainda mais cedo (do que o habitual) ao emprego. À tarde, saio mais cedo – com medo do trânsito – e chego, novamente, cedinho a casa.
Passou-me um bocado ao lado!...





- Para não nos andarmos sempre a queixar! –

Aqui, consegues verificar o teu nível de riqueza comparativamente com a população mundial.
Pode ser que o resultado do cálculo vos surpreenda!...





- Junho a chegar... E tanta coisa (boa) a acontecer em Lisboa!... -


O difícil vai ser conseguir arranjar tempo para tudo!




As Festas...



Os vazios urbanos e a Trienal de Lisboa...



E o Pleno Out Jazz, nos jardins da cidade.






- Sugestão do Sítio do Costume -


Para os donos de gatos...



... Pure Feline, as novas receitas criadas pela Royal Canin, com ingredientes muito especiais e que só fazem bem aos nossos amigos felinos.

Já para não falar das simpáticas ofertas de comedouro e individual, na compra de um dos dois tamanhos das novas embalagens (infelizmente, ainda só têm de 400 grs. e de 1,5 Kgs... o que não compensa muito!).




segunda-feira, 28 de maio de 2007

Cenas Triviais do Quotidiano - VII




As obras mencionadas em Alegrias dos Condomínios - III, finalmente, ocorreram!...

E hoje, às 22h, estiveram a colocar-me o intercomunicador dentro de casa.
Começo, assim, a semana em beleza... E a comunicação com quem me bate à porta já será mais interactiva!



domingo, 27 de maio de 2007

Deixar crescer o Cabelo: Dia 366



Depois de passado um ano inteiro, esta é a última foto deste projecto fotográfico que chega hoje ao fim.








sexta-feira, 25 de maio de 2007

No Regresso a Casa



Por defeito (ou feitio muito próprio), adoro conhecer novos lugares e culturas. Por isso mesmo, viajar é uma das minhas paixões e estímulos.
Porém, não há nada que se compare àquela agradável sensação, no regresso a casa, de sentirmos que voltámos ao nosso espaço, à nossa tranquilidade e à companhia daqueles de quem gostamos!...
Gostava de poder viajar sempre mais e mais... para voltar sempre a regressar e guardar esta sensação tão boa, que nos enche por dentro!

Uma pequena nota para dois agradecimentos muito especiais, neste meu regresso:
- À Mãezoca que, durante a minha ausência, zelosamente, cuidou das minhas 'nininhas.
- E ao Homem que transportava ao peito uma constelação de estrelas, por aqui ter deixado, diariamente, os drafts para que eu pudesse escrever estes 3 últimos posts (já que, em viagem, fiquei sem acesso à internet).


P.S. - Perdoêm-me pelos e-mails tão obsessivos, antes da partida!... :)

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Viagem à Suécia - Dia 3



Último dia da estadia em Malmö a começar com uma grande correria para conseguirmos apresentar a nossa comunicação às 10h30 e sairmos às 11h30 para Central Station (num último adeus a Malmö), de modo a apanharmos o comboio da ponte Oresünd rumo a Copenhaga.


Aeroporto de Copenhaga


... 2 horas de espera pelo vôo de ligação com Zurique.

E a prenda de boas vindas que os colegas suecos nos ofereceram no fórum a acabar por ficar no aeroporto, devido às novas regras do transporte de bagagem de mão, que me fizeram levar tudo em miniatura (com medo de perder a minha mala no porão e ficar sem roupa durante 3 dias).



Não pude sair do aeroporto, mas ainda vi a famosa sereia e comprei um postalinho como recordação da passagem por esta cidade.



Com os bolsos carregados de Kroners (porque já não fazem câmbio de moedas), fui aproveitando o tempo para tirar fotografias do aeroporto (espaço extremamente fashion e moderno... para um aeroporto tão impessoal!).


Aeroporto de Zurique...



... 4 (longuíssimas) horas de espera pelo vôo de ligação com Lisboa.

Aproveitamos para ver as lojas e comprar alguns souvenirs da passagem por mais uma cidade (onde ficamos encalhados no aeroporto).
Felizmente o dinheiro é pouco, quando não perdia completamente a cabeça com tantos chocolates a perseguirem-me (pobre de mim, que nem sequer o posso comer, devido a condicionantes médias!) em "ourivesarias" como esta.




Curiosamente, foi, precisamente, neste país sempre tão neutral que assisti a uma das maiores discriminações da minha vida... ao entrar, pela primeira vez, numa destas smoking-lounge, onde nem sequer existe ventilação, os cinzeiros não são limpos e todos à nossa volta parecem ter um ar amarelecido.
Como fumadora senti-me discriminada nos meus próprios direitos (em particular, quando eu própria sempre respeitei os meus semelhantes e evito fumar em locais fechados onde se encontre alguém a comer, com crianças pequenas ou idosos)!!
Será que, com a criação deste tipo de salas em que estigmatizam as pessoas, pretendem que os indíviduos fumadores se sintam tão claustrofobicamente entupidos com o fumo da nicotina que deixem de fumar de um momento para o outro?!
Quem "inventou" estes locais hermeticamente fechados e sem ventilação adequada deveria, na verdade, aprender muito com os países nórdicos... onde, apesar de existirem leis condicionantes ao fumo em locais fechados desde 2004, foram criados espaços como este, em que permitem que as pessoas estejam à sua vontade.





Depois de mais 35 minutos de atraso na saída do vôo...
Regressamos, finalmente, a Lisboa com cerca de 11 horas de viagem em cima, a passagem por 3 países, longas esperas em 2 aeroportos (que me fizeram reconsiderar a expressão non-lieux) e muitas (outras) recordações (mais) agradáveis.



P.S. - Lamento bastante (por mim e pelos meus leitores aqui do blog) não ter tido a possibilidade de ficar mais do que 3 dias em Malmö, para aqui deixar mais relatos de viagem (já que, ao que parece, me estava a tornar perita em crónicas de viagem)...
mas a culpa é da Comissão Europeia, que não nos pagou mais nada! ;)



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quarta-feira, 23 de maio de 2007

Viagem à Suécia - Dia 2



Primeira noite muito mal dormida num quarto IBIS semelhante a tantos outros pela Europa inteira... mas com direito a pequenos presentes e um sol resplandecente a darem-me as boas vindas, quando ontem abri pela primeira vez a porta do nº 412.

Já em casa, à noite, não gosto de fechar os estores todos, para que a luz do sol matinal vá entrando devagarinho pelo quarto e me ajude a acordar. E, também, aqui, ontem à noite, deixei a cortina um pouco aberta.
A meio do sono, entrecortado pelas preocupações com a comunicação que terei de fazer na 5ª feira, sou acordada com uma luminosidade intensa, como se já fossem 8 horas, a encher todo o quarto.
Levanto-me repentinamente, pensando que o despertador do telemóvel mais uma vez não tinha tocado. Olho para o mostrador e são…




… Espreito pela janela do quarto e lá fora no jardim vejo esta luz intensa.
Meio perplexa, ainda ligo a televisão do quarto, para confirmar que horas serão na realidade. E confirma-se… 4h53 em Malmö equivalem às nossas 8 horas de Lisboa.
Volto a deitar-me, tentando dormitar pelo menos mais duas horitas. Mas o sono é interrompido de hora a hora pelas simpáticas gaivotas que fizeram ninho no terraço das traseiras do hotel.

Depois de uma sessão solene de abertura do fórum (um pouco au ralenti para mim, que ainda me encontrava meio adormecida, apesar da diferença horária apenas ser de uma hora) e de um workshop (no Europaporten, mesmo ao lado do hotel), depois de almoço, saímos mais cedo e aproveitamos para dar mais uma voltinha para conhecer a cidade e comprar os habituais souvenirs para levar para a família e amigos.


Esta tarde, ao caminharmos um pouco mais calmamente por Malmö é que nos apercebemos como, de facto, esta pequena cidade é tão pitoresca e cheia de verde por todo o lado!...

Com as suas duas grandes praças: - a antiga Stortorget, com o rei que conquistou a Suécia aos dinamarqueses a velar pelos seus soberanos (e, casualmente, apanhamos a filmagem de um qualquer filme ou série sobre a história nacional), e caminhos que se bifurcam em galerias, onde se escondem lojas de outros tempos, numa mistura inusitada com estranhas fotos e magníficas fachadas de prédios.
- À qual se liga, através de uma rua pedonal, a moderna Gustav Adolf's Torg, repleta de bancas de venda de flores e jovens que se aglomeram no jardim central à espera dos amigos.

Mas a imensidão e beleza de ambas não se pode, de modo algum, comparar com a beleza mignonne da boémia Lilla torg!...
Lilla torg, ou "pequena praça", circundada por lojas de artesanato (onde quase perco a cabeça com as placas de metal que colecciono... não fora o seu preço demasiado elevado) e cafés, com as suas muito peculiares cores, movimentos e sons...
Lilla torg das socas tradicionais (que, apenas os turistas compram e usam, já que todos os habitantes de Malmö sabem que ninguém consegue na realidade andar com tais sapatos!), das lojinhas de brinquedos em madeira, das vendas ambulantes de souvenirs, das casas ancestrais...

Lilla torg, onde descobri esse curioso hábito nórdico de em todas as esplanadas da cidade estarem colocadas mantas para os clientes: como em Maio ainda faz algum frio durante o dia e à noite, tornou-se usual os cafés e esplanadas disponibilizarem aos seus clientes mantas para se aquecerem... As quais jazem nas cadeiras, aguardando por mais clientes.
Nos cafés mais in, essas mesmas mantas até têm bordado o nome e logotipo da casa!...



Final do dia com um jantar oferecido pelo presidente da Câmara Municipal de Malmö aos 300 participantes do fórum, neste fabuloso edifício.
Com direito a duas rodadas de prato principal e água "Ramlösa" (o nome provocou bastantes gracejos entre a comitiva portuguesa, como é de imaginar!) a acompanhar a digestão.




E com o anoitecer às 22h00, compreendi, finalmente, a importância de Lilla torg e dos cafés na vida dos habitantes de Malmö...
Face à escassez de dias com luz solar durante a maioria dos meses do ano (já que anoitece muito cedo e amanhece muito tarde), de certa forma, torna-se normal que estes indivíduos dêem tanta importância ao aproveitar de cada instante do sol primaveril, reunindo-se com os amigos em cafés, ou aproveitando para fazer jogging e passear nos parques, como já referira ontem.

A mim, por sinal, é que esta coisa da luz solar em demasia já me anda a atrofiar um bocado a cabeça com as diferenças horárias!...





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terça-feira, 22 de maio de 2007

Viagem à Suécia - Dia 1



Viagem e estadia pagas pela Comissão Europeia, para apresentar uma comunicação neste fórum, fizeram com que tivesse de fazer um trajecto de mais de 6 horas com escalas em 2 outros países (por ser consideravelmente mais barato).

Saída de Lisboa às 7h50 com destino a Zurique (onde chegámos às 11h30). Voo de Zurique para Copenhaga às 12h25… onde comi a pior refeição da minha vida (digno de destaque aqui).



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Aterramos em Copenhaga onde uma mala perdida no seio do nosso grupo (de 8 pessoas) nos atrasa um pouco a partida para Malmö.
De Copenhaga para Malmö viajamos num comboio fantástico, que parte à hora marcada e sem atrasos, seguindo viagem pela ponte de Oresünd, a mais longa da Europa.




Chegamos por fim a Malmö. Depois de recolhidas as informações turísticas sobre a localização do nosso hotel e feito o câmbio para a moeda local, recompomo-nos da viagem numa "chocolaterie" de Gustav Adolf's Torg, onde as empregadas nos parecem demasiado lentas na resposta aos pedidos dos clientes, ou melhor, sem pressa alguma para o que quer que seja (como viríamos a descobrir mais tarde).

O grupo português é tão grande quanto díspares são as personalidades de cada um dos seus viajantes. Por isso, e como o programa da estadia é bastante "apertado" para conseguirmos visitar a cidade, a dada altura, o grupo divide-se e decidimos seguir rotas diferentes para chegarmos ao hotel onde ficaremos alojados: enquanto alguns seguem de autocarro, nós preferimos fazer o trajecto todo a pé, para vermos um pouco de Malmö.




Antes desta viagem, quando me pus a ler informação na internet sobre a cidade de Malmö, fiquei antecipadamente desejosa de conhecer a sua Biblioteca, um edifício que pelas descrições me parecia algo maravilhoso.
Quando, finalmente, o vi in loco, fiquei completamente encantada com esta obra-prima da arquitectura, composta por dois edifícios - um moderno e outro mais antigo -, que se interligam entre si.
A parte nova, concebida pelo arquitecto dinamarquês Dane Henning Larsen, apelidada de Calendário da Luz, foi aberta ao público em 1997; e é, de facto, um espaço único, onde o interior e exterior se cruzam numa harmonia diáfana e muito relaxante. A secção mais antiga data de 1899 e foi desenhada por John Smedberg e Fredrik Sundbärg.





Continuando a nossa caminhada pelas ruas da cidade, constatamos como, na verdade, a bicicleta é o meio de transporte mais democrático que existe: novos ou velhos, de classe média ou alta, homens, mulheres ou crianças, toda a gente em Malmö prefere utilizar a bicicleta para circular na cidade (diga-se de passagem, que o terreno plano ajuda consideravelmente nestas deslocações. E, no nosso grupo, não resistimos a fazer a analogia com Lisboa, onde tal prática não seria possível!), contribuindo, assim, para a melhoria do ar que se respira.

As faixas criadas especialmente para bicicletas, lado a lado com as faixas pedonais são, também, um exemplo claríssimo da organização e rigor nórdicos - que nada têm a ver com as nossas práticas mais mediterrânicas.
E o mais curioso é que impera um acentuado respeito entre veículos de duas rodas e peões... Por momentos, acreditamos ter sido conduzidos para outra galáxia!...





Malmö é, também, conhecida como a "cidade dos parques".
Parques imensos, a perder de vista, onde, às 17 horas, vemos muitas pessoas a jogarem jogos ancestrais, a andarem de bicicleta, a fazerem jogging ou, simplesmente, a apanharem sol.
A vida ali parece ser levada de uma forma consideravelmente mais moderada do que a nossa em Lisboa... e ninguém parece ter pressa para nada, limitando-se a aproveitar bem cada minuto do dia.

De passagem por um desses parques - Pildammsparken, aproveito a pequena pausa do nosso grupo para fotografar. Distraída, começo a ouvir um pato que se aproxima e quase me entra pela objectiva a dentro, tentando interagir comigo, ou pedindo apenas comida... o momento fica, também, registado para a posteridade.




Chegamos ao bairro de Borgmastaregarden, perto de onde fica situado o nosso hotel. Um bairro residencial com prédios de 3 a 4 andares, muito sossegado, com jardins esplendorosos e muito bem tratados nos seus pátios interiores.

Ao entardecer, o sol entra por aquelas varandas rasgadas (todas semelhantes e com o mesmo tipo de estores, para não destoarem e criarem harmonia), criando sombras dos seus habitantes, que lêem ou fazem crochet lá dentro.
Fico completamente embasbacada a olhar para aquelas magníficas varandas... e a desejar, também, poder gozar de um pouco daquela imensa tranquilidade que ali emana.




Ao final da tarde, os nossos anfitriões oferecem-nos um informal buffet dinner, e, tal como há 4 anos atrás, para mal dos meus pecados (e do meu imaginário infantil - já que o problema é, precisamente, o facto de ter gostado do que comi!), volto a degustar um Bambi e uma iguaria fabulosa chamada Janssons frestelse.








Os Vocal Six dão-nos as boas vindas e acompanham-nos com muito humor durante toda a refeição.
Uma excelente ideia para animar um jantar com mais de 300 pessoas de tantas nacionalidades diferentes (a ser confirmada pelo número de pessoas que registaram as diversas actuações em vídeo através das suas máquinas fotográficas ou telemóveis)!

Terminamos a noite na Smoking-Room do hotel, a alinhavar as 3 diferentes partes da nossa comunicação.
E eu a descobrir que nos encontramos mesmo na IKEA-land!...




segunda-feira, 21 de maio de 2007

Adeus... e até ao meu regresso!


Parto amanhã ali para cima e já volto daqui a nada.





domingo, 20 de maio de 2007

Notas Soltas - LIX



- Há um ano... -


... atrás.





- Por vezes, sinto-me como... -




... sobretudo aos Domingos!